quarta-feira, maio 06, 2015

A Mosca Iluminada


NATÁLIA CORREIA
capa e grafismo de Cidália de Brito Pressler

Lisboa, s.d. [1972]
Quadrante
1.ª edição
19 cm x 12 cm
88 págs.
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] A Mosca Iluminada não se poupa a incursões pelo mundo social, pessoal e íntimo, numa visão demiúrgica dessa maga sibilina e contestatária, fascinada pelo universo onírico do surrealismo, que consagra o seu trajecto existencial ao conhecimento das coisas, da sua circunstância e das palavras que as hão-de nomear. Sendo talvez a obra mais açoriana de Natália, numa época profundamente marcada por um regime conservador que retirava às cidadãs o direito de voto, Natália Correia revelou-se a mulher mais iconoclasta de Lisboa, como era qualificada pelos seus contemporâneos, ousada e intrinsecamente criadora de uma modernidade estética que vai beber à fonte inesgotável do romantismo. Questionando instituições ancestrais, como a família, o casamento, a conjugalidade, a política, e pondo em causa conceitos adulterados pela hipocrisia (a felicidade, a alegria, a entreajuda), grita contra a guerra colonial, “masculina preferência da morte que a inteligência das minhas mamas ofende”. É neste contexto que a sua escrita se afirma desassombrada e galvanizante, conjugando imaginação, memória e amor para construir os alicerces de uma poesia que se suporta no fulgor de uma vida assumidamente autêntica na sua complexidade. [...]» (Leocádia Regalo, in Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / BPARAH, n.º 3, Julho de 2013)

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