quarta-feira, julho 22, 2015

A Verdade Sobre o Comissariado Geral Portuguez na Exposição Internacional do Rio de Janeiro


A. [ALFREDO] A. [AUGUSTO] LISBOA DE LIMA

Lisboa, Janeiro de 1924
[ed. Autor]
1.ª edição
22,4 cm x 14,3 cm
LXII págs. + 2 págs. + 5 folhas em extra-texto, uma das quais desdobrável + 160 págs.
subtítulo: Prólogo á Historia da Representação de Portugal na Exposição do Rio de Janeiro de 1922-1923
exemplar manuseado mas aceitável, pequenos defeitos na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Levy Marques da Costa
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

O tema versa os escândalos de corrupção e desvio de dinheiro destinado à presença de Portugal na exposição comemorativa do primeiro centenário da independência do Brasil. Acerca disto, era já muito crítica a imprensa monárquica logo em 1922, como por exemplo o ABC (n.º 113, Lisboa, 14 de Setembro, 1922) no artigo «Os Desastres da Exposição Portuguesa do Rio de Janeiro»:
«A queda da torre do pavilhão português na Exposição do Rio de Janeiro veiu trazer á clara luz da critica toda a série de desleixos imperdoaveis de foi constituida essa iniciativa que devia honrar Portugal aos olhos dos seus irmãos de além-mar.
[...] Do que foi o atrabiliário, o apressado, o balburdianto disse mais de que tudo o embarque dos objectos para o navio que os devia conduzir e que finalmente viu chegar cacos. Algumas das peças ficaram pelo cais da Alfandega em estilhas. [...]
Um dos delegados do comissariado da exposição do Rio de Janeiro é o antigo barbeiro do dr. Afonso Costa que muito se salientou em revolucionarismos da rua, e cuja paga recebeu agora com três libras em ouro por dia. [...]
Nenhum dos trabalhos da exposição estará pronto a tempo porque outras incompetências se estadearam no Rio a dirigirem os trabalhos. Daí a derrocada da torre do pavilhão, a maus alicerces, todo o vergonhoso espectaculo que demos nesse país tão prospero e onde os engenheiros e arquitectos portugueses lá residentes têem sempre honrado o nome da pátria.
O govêrno português no acaso da sua politica de favoritismo nomeou o engenheiro militar Ventura Malheiro Reymão que nunca fizera um trabalho notavel de engenharia nem demonstrara em conferências, artigos ou trabalhos a sua sapiência que as grans cruzes não proporcionam. [...]»
Ventura Reymão foi atempadamente substituído pelo vertente Lisboa de Lima, que, denunciando as irregularidades, os roubos e a incompetência do antecessor, irá ver-se envolvido num processo judicial, acusado de ter sido ele o responsável por gastos sumptuosos e de não acatar ordens no sentido de levar a cabo obra de mais modestas proporções. Vem, assim, defender-se o injuriado.

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