quarta-feira, julho 15, 2015

Estatutos da Real Fabrica das Sedas, Eftabelecida no Suburbio do Rato


Lisboa, 1757
Na Officina de Antonio Rodrigues Galhardo, Impreffor da Real Meza Cenforia
1.ª edição
29,6 cm x 21 cm
2 págs. (frontispício) + 14 págs.
encadernação artística recente inteira em seda
ligeiramente aparado somente à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

São os dezassete capítulos dos estatutos propostos à aprovação do rei D. José, e cuja redacção ocupa as primeiras dez páginas a seguir ao frontispício, seguidos das três páginas do consequente alvará e licença de execução para o impressor. É conhecida uma outra impressão em tudo idêntica, do mesmo ano, levada a cabo por Miguel Rodrigues, «impressor do Eminentíssimo Senhor Cardeal Patriarca».
Correspondendo hoje às portas 219-289 da Rua da Escola Politécnica, a Real Fábrica das Sedas terá sido edificada entre 1735 e 1741 em terrenos, entre o Rato e a Rua da Imprensa Nacional (então Travessa do Pombal) e até S. Bento, que faziam parte da Quinta do Morgado dos Soares da Cotovia – a quinta de D. Rodrigo na primeira metade do séc. XVIII. O seu edifício, cuja fachada se desenvolve ao longo da rua por cerca de cem metros, é um dos mais representativos exemplares da arqueologia industrial portuguesa. Actualmente, com um corpo central saliente encimado pelo frontão triangular com as armas de D. José, o que dele chegou até nós resultou das obras de alargamento da primitiva fábrica ordenadas pelo marquês de Pombal. Com a decadência da fábrica, a partir de 1835, as suas instalações acolheram inúmeras utilizações, de que se destacam um atelier de vitrais de Ricardo Leone e, na esquina para o Rato, uma antiga taberna, agora pastelaria, que manteve os painéis decorativos de azulejos.

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