segunda-feira, julho 27, 2015

Lautréamont


GASTON BACHELARD

Paris, 1939
Librairie José Corti
1.ª edição
18,7 cm x 12,1 cm
6 págs. + 202 págs.
exemplar estimado, com oxidação generalizada do papel; miolo limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Isidore Ducasse, conde de Lautréamont, constitui o maior enigma da literatura francesa moderna. Franco-uruguaio, que a morte levou aos 24 anos de idade, a violência dos seus Cantos de Maldoror e a cínica blandícia das Poesias (ou Prefácio a um Livro Futuro) configuram a maior agressão desde sempre feita à cultura ocidental centro-europeia, e às suas pretensões de modelo e exemplo a seguir pelos autóctones das áfricas além-eixo. (Note-se que foram precisamente os países do eixo – França incluída – que instauraram a barbárie no século da modernidade!...).
No vertente ensaio, o notável filósofo Gaston Bachelard socorre-se do método psicanalítico na abordagem literária. Investigação, na altura, pioneira, e que consiste no primado, ou na suspeita, de que o objecto em estudo não funciona bem. Todavia – podemos hoje sublinhar –, pondo nos pratos da balança de um lado Maldoror e no outro extremo, por exemplo, o gueto de Varsóvia, lá se vai então a operatividade de um método a braços com a falta de demarcação entre o bem e o mal...

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