quinta-feira, julho 02, 2015

Poemas de Deus e do Diabo




JOSÉ RÉGIO
capa de Júlio [Reis Pereira]

Coimbra, s.d. [1925]
«Lvmen» [tipografia]
1.ª edição
28 cm x 19,9 cm (estojo); 27,3 cm x 19 cm (capa); 24 cm x 16,2 (miolo)
90 págs.
composto manualmente, capitulares móveis
frontispício impresso a verde escuro
exemplar em bom estado de conservação, pequenos restauros na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
brochura acondicionada num estojo próprio de fabrico recente, em tela impressa a negro
PEÇA DE COLECÇÃO
2.100,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Quando José Régio publica, em 1925, os Poemas de Deus e do Diabo, que antecediam, de dois anos, o aparecimento do primeiro número da presença, o seu livro vinha inserir-se, em contraste violento, num panorama literário de um modo geral dessorado e linfático: pelo menos no que respeitava àquela literatura que existia aos olhos do público. Os homens do Orpheu e da Renascença, ou se tinham extinguido, ou arrastavam uma esquecida existência de sombras inactuantes. [...]
[...] nas palavras impressivas de Torga [Traço de União, Coimbra, 1969], o que [...] vingava, era “uma poética velha, apegada ao sentimentalismo piegas, às rimas de almanaque, por vezes grandiloquente, e sempre banal e medíocre”. Um nacionalismo e um regionalismo estreitos, livrescos, poeirentos, a que apetecia responder como o fez Fernando Pessoa: “Amar a nossa terra não é gostar do nosso quintal. E isto de quintal também tem interpretações. O meu quintal em Lisboa está ao mesmo tempo em Lisboa, em Portugal e na Europa.” [...]
Tornava-se necessário reacender o fogo com um combustível mais duradouro e retirar de entre parêntesis os valores interrompidos do Orpheu e do Portugal Futurista, reintegrando-os no discurso normal da vida corrente. Essa tarefa ia caber aos jovens da presença, com Régio à frente. [...]» (Eugénio Lisboa, José Régio – Uma Literatura Viva, Instituto de Cultura e Língua Portuguesa, 2.ª ed., Lisboa, 1992)

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