domingo, agosto 09, 2015

Na Hora dos Cobardes


JOSÉ PREGO

Lisboa, 1934
Livraria Rodrigues & C.ª (deposit.)
1.ª edição
24,5 cm x 16,8 cm
2 págs. + 142 págs.
subtítulo: Apontamentos Políticos – A Prisão de Matualeto
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prólogo de José Prego (1857-1943):
«[...] O 5 de Outubro e o 28 de Maio, são duas efemérides que marcam a queda das incompetências políticas, respectivamente, monárquicas e republicanas.
No primeiro caíu a monarquia, com os seus erros, com os seus políticos caquéticos e em plena decadência; sem autoridade, sem prestígio e sem valor. O País já os não podia tolerar, e os tiros da Rotunda só serviram para fazer barulho, para comemorar uma data histórica, como costumam fazer os Zés-Pereiras nas festas rijas; no segundo, acabaram-se os govêrnos de mero expediente, confiados num esfôrço dos caciques, sem ideais, nem obras, e apoiados num partido que se dizia democrático e que era, afinal, o refugo da escória monárquica, senão também da que se dizia republicana [...].»
E mais adiante, já no corpo da obra:
«[...] Não acredito na adaptação dos programas estrangeiros ao nosso povo.
Cheira a mascarada, a ridículo.
Nós somos um povo com tradições nobilíssimas, com sentimentos próprios, que não se podem definir; mas que se sentem.
O comunismo, o fascismo, e o hitlerismo, se àmanhã, num gesto de audácia, fôssem implantados no nosso país, teriam, quando muito, o valor duma tabuleta que se guinda na frontaria dum prédio: uma espécie de rèclamo ao Banacau, ou às pílulas Pink.
Caíriam sem um tiro, grotescamente. [...]»
E alonga-se depois o autor na apologia da ditadura para além da ditadura, então imperante em Portugal; e mais!: apela, até, à sua purificação; «É precisa a vassoura... da limpeza, que varra do chão da obra as impurezas aí acumuladas, entre os materiais da construção, a-fim-de que o edifício possa ostentar-se em tôda a beleza do seu conjunto. [...]»

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