segunda-feira, outubro 26, 2015

Manual Chronologico [...]



LUCAS MONIZ CERAFINO

Lisboa, 1788
Na Offic. Patr. de Francifco Luiz Ameno
1.ª edição [única]
14,5 cm x 9,8 cm
2 págs. + 12 págs. + 474 págs.
subtítulo: [...] que contém | As principaes Epocas da Historia | de cada hum dos Povos: a fucceffaõ dos | Patriarcas, Juizes, e Reis dos Hebreos: | de todos os Soberanos das grandes, e | pequenas Monarquias da Antiguidade: | dos Imperadores Romanos, do Orien- | te, e do Occidente: dos Papas, e dos | Monarcas da Hiftoria moderna, &c. &c.
encadernação da época inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada e rótulo colocado no primeiro entre-nervuras; restauros pontuais na referida lombada e folhas-de-guarda recentes
exemplar bem conservado; miolo limpo, papel muito fresco
carminado no corte
discreta assinatura de posse no frontispício
peça de colecção
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lucas Moniz Cerafino é pseudónimo-anagrama puro do próprio editor-tipógrafo Francisco Luiz Ameno, que também publicou uma obra com o nome de Nicolau Francez Siom, outro anagrama completo do seu. Acerca de Ameno refere Inocêncio Francisco da Silva, no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (vol. II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), o seguinte:
«[...] foi natural de Argozello, povoação na comarca de Miranda do Douro, provincia de Traz os montes. N. em 16 de Março de 1713. [...]
Tendo aprendido a grammatica latina, e mais estudos preparatorios, matriculou se em 1727 na faculdade de Direito Canonico da Univ. de Coimbra; porém sobrevindo lhe obstaculos, que o impediram de continuar, veiu para Lisboa, e abriu aula de primeiras letras e grammatica latina, a qual conservou por algum tempo. Estabeleceu depois uma officina typographica, que por bem provida de excellentes typos, e pelo esmero e correcção das impressões, chegou a ser uma das melhores de Lisboa, e n’ella se estampou uma infinidade de obras, durante cincoenta annos, ou pouco menos que teve de duração, dirigida sempre pelo seu infatigavel proprietario, que não poupava diligencias para aperfeiçoar se na arte que professava. Ajuntou tambem com desvelo uma especial e escolhida collecção de livros, a qual se dispersou por sua morte, como quasi sempre acontece, perdendo se o trabalho de muitos annos. Era além disto homem estudioso, nos ramos de historia e bellas letras, como se deixa ver das composições e traducções que imprimiu, além de muitas que deixou manuscriptas [...]. Foi elle o primeiro, segundo julgo, que emprehendeu os primeiros ensaios da publicação dos Almanachs de Lisboa [...]»

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telemóvel: 919 746 089

A Música Chope – Gentes Afortunadas



HUGH TRACEY
trad. M. H. Barradas
pref. António Barradas

Lourenço Marques, 1949
Imprensa Nacional de Moçambique
1.ª edição
28 cm x 24 cm
X págs. + 274 págs. + 30 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação contemporânea em meia-francesa com cantos em pele e elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Pode afirmar-se, sem receio de exagero, que a música chope e a cultura maconde constituem as mais elevadas expressões artísticas tradicionais que se encontram entre povos Moçambicanos. As únicas, pelo menos, que conseguiram atravessar fronteiras e adquirir projecção nos meios dedicados ao estudo das vanegadas culturas africanas.
A fama internacional de que a primeira hoje goza, deveu-se exclusivamente ao imenso esforço de investigação e divulgação desenvolvido pelo musicólogo sul-africano Hugh Tracey [1903-1977], felizmente prosseguido com redobrada energia e competência por seu filho Andrew, que levou o rigor científico até ao ponto de aprender a tocar e afabricar os famosos xilofones erroneamente conhecidos por “marimbas”. [...]» (Fonte: António Rita-Ferreira, «Em Salvação da Música Chope», pág. electrónica, 30 de Junho, 1974)

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domingo, outubro 25, 2015

Nós, os Cabindas


DOMINGOS JOSÉ FRANQUE
posf. Manuel de Resende

Lisboa, 1940
Editora Argo
1.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do Autor)
subtítulo: História, Leis, Usos e Costumes dos Povos de N’Goio
exemplar estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Drama da Sombra


FERREIRA DE CASTRO
capa de Jorje [sic] Barradas

Lisboa, 1926
Edição da Empresa Diário de Notícias
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
96 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequeno restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Situa-se esta novela numa época de produção literária que o Autor veio a tentar apagar da memória dos leitores. Entre 1921 (data de Mas...) e 1928 (data do seu reconhecido romance Emigrantes) existem, embora voluntariamente obscurecidos, toda uma série de textos no ligeiro estilo magazinesco – o estilo do ABC de Rocha Martins e do Repórter X –, e que bem nos dão o retrato urbano dessa época e de problemas sociais como o crime, a afirmação pública da mulher, o racismo, a eutanásia, a boémia, etc. É também a época em que Ferreira de Castro mais próximo se encontra, até como colaborador, do anarco-sindicalismo professo nas páginas do jornal político A Batalha.

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O Êxito Fácil


FERREIRA DE CASTRO
capa de Roberto Nobre

Lisboa, s.d.
Sociedade Contemporânea de Autores
2.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
256 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ferreira de Castro, que cedo se estreou na imprensa operária, cedo ainda, com Mas... e, de parceria com Eduardo Frias no jornal O Tempo, com A Boca da Esfinge, inaugura um realismo que tirava de Zola a melhor influência. Aí se insere O Êxito Fácil, que teve de imediato tradução castelhana.

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O Êxito Fácil



FERREIRA DE CASTRO
capa de Roberto Nobre

Lisboa,
Sociedade Contemporânea de Autores
2.ª edição
18,3 cm x 12,3 cm
256 págs.
encadernação pomposa em meia-francesa com cantos em pele e gravação a ouro na lombada
aparado, conserva apenas a capa anterior da brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Morte Redimida


FERREIRA DE CASTRO
capa de António Lima

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
76 págs. + 4 págs. (publicidade editorial)
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, outubro 23, 2015

[Carta de venda de um foro no Casal da Loubagueira, freguesia do Maxial]


Lisboa, 7 de Novembro de 1879
38 cm x 25,1 cm
bi-fólio
manuscrito sobre pergaminho com sinais de antigas dobras
exemplar muito estimado e limpo
peça de colecção
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carta de venda em hasta pública, no Ministério da Fazenda no dia 25 de Outubro de 1879, a Joaquim Firmino Duarte Pinto, em conformidade com a lei de 28 de Agosto de 1869 (desamortização dos baldios), de um foro que pertencia ao Hospital de Nossa Senhora da Piedade do Maxial, administrada pela Irmandade da Santa Casa da Misericórdia de Torres Vedras, composto por propriedades no Porto da Corça, Albergueiros e Arneiros (lugar da Loubagueira), na Pedregueira (limite de S. Mateus) e na Calçada à Ponte do Rio da Bica (lugar da Ermigeira), de que era enfiteuta Francisco Tavares de Macedo. Assinada de chancela pelo Rei e pelo ministro dos Negócios da Fazenda, e competentemente selada e registada.

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terça-feira, outubro 20, 2015

Na “Fermosa Estrivaria”


JOAQUIM MADUREIRA (BRAZ BURITY)

Lisboa, 1912
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira & Cta.
1.ª edição
19,2 cm x 11,5 cm
368 págs.
subtítulo: Notas d’um Diario Subversivo – 1911
exemplar manuseado, com a capa empoeirada mas aceitável; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O dito do Cavaleiro de Oliveira acerca da Lisboa setecentista, onde os cidadãos se tratariam entre si com a falta de urbanidade de verdadeiras cavalgaduras, é aqui recuperado pelo humorista, que em género de diário político vai esboçando o retrato trágico de uma época histórica perdida:
«[...] sabidas as contas, embora isso pése á florida rhetorica vermelha, não era, na verdade, um regimen que collectivamente nos opprimia – era uma cilha que brutalmente nos apertava; sobre a sociedade portugueza não pairava, realmente, como espectro, a entoar-lhe os responsaes da agonia, uma crise politica que a embaraçava, uma crise moral que a abandalhava ou uma crise economica que ameaçava subvertêl-a: – o que a derreava e a trazia na espinha, o que a tolhia e a mirrava, a sugar-lhe o sangue, a arrancar-lhe a pélle, arrastando-a implacavelmente ao guano das sociedades apodrecidas, era a albarda, a albarda monstruosa, a albarda desmesurada, a legendaria albarda sob a qual se vergava e se contorcia, se cambrava e se ia esbarrondando a jumencia nacional... [...]»

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Ídolos, Homens & Bêstas


BRAZ BURITY [JOAQUIM MADUREIRA]
ilust. Abel Salazar

Porto, 1931
Edição de Maranus
1.ª edição
2 fascículos (completo)
25,4 cm x 17,1 cm
132 págs. (num. contínua) + 1 encarte no fascículo II
subtítulo: Depoimentos e impressões sôbre as gentes e as coisas da terra portuguesa: I – Fialho de Almeida; II – Columbano-Figueiredo & C.ª, L.da
ilustrados
exemplares estimados, restauros pontuais nas capas; miolo limpo
ostentam ambos no verso da capa o ex-libris do conhecido bibliófilo e ex-librista Aulo-Gélio Severino Godinho
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Desvirtuosas Malfeitorias


JOAQUIM MADUREIRA [BRAZ BURITY]

Lisboa, 1930
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (filhos)
1.ª edição (1.º milhar)
19 cm x 12,3 cm
8 págs. + 312 págs. + 2 folhas em extra-texto (uma delas dupla)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado, lombada gasta; miolo limpo, pontualmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«Crítico iconoclasta, panfletário anarquizante, e que veio a ser, em 1937, director de O Diabo fundado por Artur Inês, assinou com o seu nome e com o pseudónimo Brás Burity algumas das páginas mais sarcásticas que depois de Fialho se escreveram em português. Não poupou nenhuma instituição política, social ou cultural [...].»
O vertente livro não foge à regra.

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segunda-feira, outubro 19, 2015

Almada – o Escritor, o Ilustrador [catálogo]


MANUELA RÊGO, coord.
JOÃO RUI DE SOUSA
MARIA TERESA ARSÉNIO NUNES
VASCO DE CASTRO
ANTÓNIO PEDRO VICENTE

Lisboa, 1993
Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro
1.ª edição [única]
24 cm x 17,1 cm
356 págs. + 1 folha em extra-texto
profusamente ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
37,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, outubro 18, 2015

Varanda de Pilatos


VITORINO NEMÉSIO
capa de IB

Lisboa, s.d. [1927]
Livrarias Bertrand
1.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
256 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, com pequenos restauros na lombada; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro romance do escritor, de forte pendor autobiográfico e, portanto, ilhéu.

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O Pão e a Culpa


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1955
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,2 cm x 12,7 cm
120 págs.
subtítulo: Poemas seguidos de uma versão do Dies Iræ
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse do escritor Artur Moreira de Sá no frontispício
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Conhecimento de Poesia


VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1970
Editorial Verbo, S.A.R.L.
2.ª edição
19,6 cm x 13 cm
276 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicado no Brasil em 1958, acerca deste conjunto de ensaios diz-nos Nemésio no Prefácio:
«[...] Páginas do Jornal do autor, nos termos em que o expliquei na “Advertência” ao volume Corsário das Ilhas (1956), as deste livro marcam atitudes diversas, desde considerações muito gerais sobre a natureza da poesia, suas relações com o pensamento e a religião, etnicidade, nação e ideologia nos poemas, as correntes de estilo, os temas, as personalidades. [...]
Representando mais de vinte anos de uma actividade crítica que nunca foi muito assídua – e sistemática muito menos –, estas páginas reflectem estados de espírito diversos e juízos talvez variáveis. Ao revê-las,porém, em todas me reconheci, com erros e defeitos, mas com suficiente coerência para as manter e perfilhar. [...]»

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sábado, outubro 17, 2015

Cancioneiro d’Evora

VICTOR EUGÈNE HARDUNG

Lisboa, 1875
Imprensa Nacional
1.ª edição
24,4 cm x 16,3 cm
80 págs.
subtítulo: Publié d’Après le Manuscrit Original et Accompagné d’une Notice Littéraire-Historique
exemplar com restauro na capa, miolo irrepreensível
apresenta colado no verso da capa o ex-libris de Victor d’Avila Perez, cujo desenho é de F. Rocha com gravação de Pedrozo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

A referência ao presente exemplar figura no Catálogo da Riquíssima Biblioteca que Pertenceu ao Ilustre Bibliófilo Victor Marat d’Avila Perez (org. Arnaldo Henriques de Oliveira), lote n.º 1.191 no leilão que teve início em 30 de Outubro de 1939.
Justifica a reunião, do que disperso andava, logo o primeiro parágrafo da introdução:
«La mémoire ou des feuilles volantes furent d’abord les seules archives où les troubadours, les trouvères de la langue d’oïl, les ménestrels et les minnesingers allemands conservaient leurs poësies et leurs mélodies. Lorsque le nombre toujours croiffant des chansons ne permettait plus de les retenir de la sorte, et quelques esprits éclairés trouvaient affez d’intérêt à lire et à étudier les productions de ces chanteurs populaires, on se mit à recueillir les textes dispersés et en composa des collections plus ou moins vastes. [...]»
A vertente, é uma das referidas colectâneas, que Hardung revela, precedida de um importante estudo.

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O Primo Bazilio



EÇA DE QUEIROZ

Porto, 1887
Livraria Internacional de Ernesto Chardron, Casa Editora / Lugan & Genelioux, Successores
3.ª edição
18,2 cm x 12,4 cm
608 págs.
subtítulo: Episodio Domestico
impresso na mítica Typographia de A. J. da Silva Teixeira na Rua da Cancella Velha
encadernação da época em tela com gravação a ouro na lombada e relevo seco nas pastas
exemplar estimado, com alguns picos de antiga humidade nas primeiras e últimas folhas
sem as capas de brochura, um pouco aparado
peça de colecção
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar de ser a terceira reimpressão do texto – provavelmente para reforçar a presença junto dos leitores de um autor que acabava de publicar A Relíquia –, Eça, como era seu hábito, procedeu a significativas alterações. Aliás, logo na segunda edição isso se verificara, neste romance que nos mostra a sua escrita de crítico de costumes mais marcadamente realista.

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Primeiro de Maio



EÇA DE QUEIROZ
pref. A. Campos Matos
ilust. João Abel Manta

Lisboa, 1979
Edições «O Jornal»
1.ª edição [em brochura]
29,7 cm x 21 cm
20 págs.
ilustrado
impressão sobre cartolina heliográfica
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Originalmente publicada num periódico brasileiro, em 1892, desconhecida por cá até 1977, data em que foi dada a conhecer nas páginas de O Jornal, é crónica importante, dado mostrar como o jovem Eça socialista utópico dos vinte anos de idade não havia sido ainda, já perto dos 50 anos, domesticado por uma vida familiar algo confortável e mesmo burguesa. Texto que, embora sendo o primeiro da série temática postumamente reunida sob o título Ecos de Paris, lá não figura, e nos mostra um Eça nada adormecido, de pena apontada à sua classe social:
«[...] O rico, enfim, conhece intimamente o pobre – e daí nasceu, na nossa sociedade democratizadora e humanitária, esta ideia nova de que o mundo por fim está deploravelmente equilibrado, que há riqueza escandalosa de um lado e do outro miséria escandalosa, e que na verdade os famintos têm direito de exigir e comer tudo o que sobra aos fartos. [...] Se todos abominam a bomba de dinamite e o seu bruto destroço que não descrimina – poucos há que não reconheçam secretamente a legitimidade do desespero transviado que a arremessou. E os tempos chegaram em que Rothchild pensa consigo que, se não fosse Rothchild, seria talvez Ravachol! [...]
A torre hoje oscila. Cada bomba anarquista pressagia a sua queda atroadora. E os que a habitam tremem e gritam, não com medo da força da bomba, mas com medo da fraqueza da torre, que eles todavia, insensivelmente, obedecendo a impulsos superiores, cada dia abalam e mais desapreçam. [...]»

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Era Lisboa e Chovia...


DÁRIO MOREIRA DE CASTRO ALVES
capa e primeiro extra-texto de Rui Palma Carlos

Lisboa, 1984
Edição «Livros do Brasil»
1.ª edição
21,1 cm x 14,3 cm
384 págs. + 1 folha dupla (a cor) em extra-texto + 18 págs. em extra-texto
subtítulo: Todas as personagens de Eça na Lisboa bem-amada
exemplar em bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Castro Alves (1927-2010) desempenhou funções diplomáticas em Lisboa e no Porto, em representação do Brasil, e enquanto tal foi sempre figura acarinhada pela intelectualidade portuguesa. A página electrónica do Centro Nacional de Cultura muito justamente vê nele «um apaixonado da língua e um fino cultor da literatura portuguesa, brasileira e lusófona», tendo «[feito] reviver Eça de Queiroz em muitos dos seus textos, em especial sobre culinária e gastronomia». A vertente obra é uma espécie de roteiro queirosiano da cidade e arredores.

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Leça da Palmeira


AUGUSTO NOBRE

Porto, 1946 [aliás, 1945]
Oficinas Gráficas Augusto Costa & C.ª, Limitada [ed. Autor]
1.ª edição
22,7 cm x 15,8 cm
300 págs.
subtítulo: Recordações e Estudos de Há Sessenta Anos
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante monografia, e último livro do autor, que Augusto Pereira Nobre (1865-1946) nos lega, onde reúne memórias pessoais acerca de variados temas, referindo-se largamente ao seu irmão, o poeta António Nobre, de quem dá a conhecer algumas cartas inéditas.

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quarta-feira, outubro 14, 2015

Tempo de Roubar



SANTOS FERNANDO
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1964
Publicações Europa-América, Lda.
1.ª edição
18,2 cm x 11,8 cm
152 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] um escritor que, no domínio da ficção humorística, tem, para além de muitas outras qualidades, o mérito raro de procurar sempre, dentro de um espírito de fecunda insatisfação, renovar os seus processos, depurar e enriquecer o seu estilo, imprimir às suas obras um cunho cada vez mais pessoal.
Daí a sensação de frescura que suscita a leitura desta deliciosa história em que nos são contadas as aventuras desse quixote da ladroagem que é D. Ramón de Olloniego, cujas peripécias o leitor seguirá, não só com interesse, pelo que nelas existe de gracioso humor, mas ainda, e sobretudo, com aquela simpatia que está na base de toda a adesão. É que, por toda a obra, perpassa um halo de poesia, insinuam-se uma fantasia subtil e uma ternura caricatural que cativam e encantam. [...]»

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A Sopa dos Ricos


SANTOS FERNANDO
capa de Leonel Fabião

Lisboa, 1970
(distr.) Livraria Ler, Lda. (ed. Autor)
1.ª edição
20,6 cm x 14,6 cm
308 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da promoção editorial:
«Numa colónia de férias inóspita e paradoxal, um grupo de milionários de todo o mundo procura descer aos infernos e purificar a consciência. Em trinta dias de desconforto físico e moral, os magnatas tentam redimir-se do pecado da abastança, vivendo e partilhando o triste reino dos pobres.
O humor poderoso do maior escritor português do género. “Com uma ideia” – escreve Millôr Fernandes – “da mais absoluta originalidade, Santos Fernando consegue fazer rir (ou chorar – à vontade), mostrando toda a miséria dos ricos, num painel que é um verdadeiro pátio dos milagres da sociedade de consumo.»

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Sexo 20


SANTOS FERNANDO

Lisboa, 1975
Editorial Futura
1.ª edição
20,9 cm x 14 cm
204 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Foi o último livro de (bom) humor que Santos Fernando nos deixou.

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Areia nos Olhos


SANTOS FERNANDO

Lisboa, 1962
Editorial Organizações, Lda.
1.ª edição
19 cm x 13,9 cm
124 págs. + 25 folhas em extra-texto
subtítulo: Com ilustrações e colagens do autor
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Livro de aforismos humorísticos e de colagens com idêntico teor. Fecha assim a laudatória nota de badana:
«[...] Areia nos Olhos não é um argueiro literário para se tirar com a ponta do lenço. Não pretende fazer chorar a rir. É um livro sério, o melhor e mais digno adjectivo para um livro de humor.»

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Os Grilos Não Cantam ao Domingo


SANTOS FERNANDO

Lisboa, 1969
Parceria A. M. Pereira, Ld.ª
1.ª edição
21 cm x 14,3 cm
344 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Os contos que o autor seleccionou representam, de facto, uma panorâmica riquíssima da imaginação, do estilo e da técnica literária de quem, corajosa e persistentemente, tem sido o escritor do humorismo sem transigências com os fáceis efeitos da gargalhada vazia. Desde a visão “non-sense” da vida quotidiana, até algumas pinceladas do humor-surreal dessa mesma vida (este último aspecto é saborosamente inédito na história do riso português) tudo flui da transbordante vitalidade do “humor-pelo-humor” de que Santos Fernando tem feito bandeira de primeira linha do seu árduo combate. [...]»

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Absurdíssimo


SANTOS FERNANDO
ilust. Avelino Carmo

s.l., 1972
Publicações Europa-América, Lda.
2.ª edição
18,5 cm x 13,3 cm
160 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] Editado no Brasil, [...] Absurdíssimo reúne vinte e duas histórias, traçadas com a verve, o toque surreal e a “ilogicidade” que Santos Fernando, observador perspicaz e humorista excepcional, vai buscar em cada um de nós e nos oferece para que possamos, através dele, rir de nós próprios.»

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Computa, Computador, Computa


MILLÔR FERNANDES
capa de Avelino [?]
posf. Baptista-Bastos e Santos Fernando

Lisboa, 1973
Editorial Futura
1.ª edição (em Portugal)
18,4 cm x 12,6 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Milton Viola Fernandes, foi jornalista, caricaturista, dramaturgo, tradutor, guionista, etc. Personalidade jocosa, o que lhe acarretou múltiplos desaguisados com a censura brasileira e com os chefes-de-redacção dos periódicos por onde passou. Recorde-se, dos finais da sua longa permanência na revista O Cruzeiro, como, ao ser-lhe comunicada, pelo então “reformador” redactorial Odilo Costa Filho, uma ampla liberdade de intervenção, retorquiu Millôr: «Odilo, você vai me perdoar, mas ninguém pode me dar liberdade. Pode tirar, mas dar não pode.» E assim ocorreu: a publicação, em 1963, de A Verdadeira História do Paraíso suscitou da população católica uma estúpida onda de indignação que culminou com a sua saída do periódico.
A vertente peça de teatro, escrita para a actriz brasileira Fernanda Montenegro, ilustra em tom maior o seu sentido crítico niilista.

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sábado, outubro 10, 2015

Geometria e Mecanica, Applicadas ás Artes, ou Tratado Elementar destas Sciencias, para uso dos artistas, dos fabricantes, dos mestres, e directores de officinas, de estaleiros, etc.




CHARLES DUPIN
trad. Evaristo José Ferreira

Lisboa, 1837
Na Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I – Geometria [único publicado]
21,8 cm x 16,3 cm
2 págs. + XVI págs. + 258 págs. + 1 folha em extra-texto (advertencia do tradutor inclusa entre as págs. 238-239) + 15 desdobráveis em extra-texto (gravuras)
subtítulo: Extrahido do Curso Normal do barão Charles Dupin, e accommodado para as lições da Aula que d’este ensino abriu em Lisboa a Sociedade Promotora da Industria Nacional
ilustrado
encadernção da época com lombada em pele gravada a ouro, cantos em pele e papel de fantasia
pouco aparado
sem capas de brochura [?]
exemplar muito estimado, pastas algo gastas; miolo irrepreensível, papel sonante
peça de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, vol. II, n.º 159, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859), o tradutor Evaristo José Ferreira (1792- ?) foi marechal-de-campo, lente jubilado da Escola do Exército, director do Real Colégio Militar e sócio correspondente da Academia Real das Ciências de Lisboa. É também Inocêncio que nos diz não haver sido publicada qualquer parte relativa à Mecânica, o que se confirmará pela reedição do vertente volume, em 1877 (BNP S.A. 26982 P.), cujo título já é omisso na referida. Por seu turno, deve sublinhar-se que o barão Pierre Charles François Dupin (1784-1873) foi eminente matemático e engenheiro naval, exercendo determinante influência nos seus alunos gregos, quando leccionou em Corfu.

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sexta-feira, outubro 09, 2015

Historia de Portugal nos Séculos XVII e XVIII



LUIZ AUGUSTO REBELLO DA SILVA

Lisboa, 1860 a 1871
Imprensa Nacional
1.ª edição
5 tomos (completo)
21,8 cm x 14,2 cm
[XVIII págs. + 568 págs.] + [8 págs. + 662 págs.] + [8 págs. + 582 págs.] + [8 págs. + 664 págs.] + [8 págs. + 616 págs.]
um volume com encadernação em meia-inglesa gravada a ouro na lombada e sem capas de brochura, os outros quatro volumes encontram-se em brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo, por abrir nos volumes em brochura
assinatura de posse no frontispício do tomo I
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

De Rebelo da Silva (1822-1871) diz-nos o Dicionário de História de Portugal (Joel Serrão, org., vol. V, Iniciativas Editoriais, Lisboa, 1979):
«[...] Como historiador, também procurou tomar Herculano como modelo, mas preferiu estudar o período dito moderno. [...] [Esta sua História... é um] trabalho sem dúvida meritório pelos dados informativos que reúne, mas cujo conteúdo não corresponde ao título. Com efeito, Rebelo da Silva [certamente porque a morte veio interromper o seu trabalho] quedou-se pelos finais do século XVI e só furtivamente, num ou noutro plano, penetra na matéria seiscentista. [...]»

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A Casa dos Fantasmas



LUIZ AUGUSTO REBELLO DA SILVA

Lisboa, 1865-1866
Typographia da Gazeta de Portugal
1.ª edição
2 volumes (completo) enc. em 1
17,9 cm x 13,5 cm
264 págs. + 270 págs.
subtítulo: Episodio do Tempo dos Francezes
encadernação antiga meia francesa em pele e papel gofrado de fantasia, elegante gravação a ouro na lombada, nervuras sublinhadas a ondeado
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
115,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Para além de ter sido um dos primeiros tradutores de Shakespeare e da sua notória ligação à Real Academia das Ciências de Lisboa, Rebello da Silva (1822-1871), que foi amigo próximo de Garrett e de Herculano, sucedeu a este último na direcção da Biblioteca da Ajuda. A sua História de Portugal nos Séculos XVII e XVIII é, ainda, a mais lúcida e fundamentada abordagem das conturbadas relações entre Portugal e Espanha, que levaram à dominação filipina, e as que daí advieram. Ou, como a seu propósito escreveu Jorge Borges de Macedo: «[...] Embora sob o primado político, para definir a situação em unidade, aborda não só as questões sociais e financeiras, como as culturais, religiosas e de costumes. Narrativa global da sociedade portuguesa, assim como Herculano a preconizava, na ideia-método de tomar cada período histórico como um todo, ainda que decomponível. [...]» E é também este o método aplicado no vertente romance histórico, à boa maneira do alto romantismo, relato romanesco da presença francesa no nosso país durante o período das invasões.

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Santos Portugueses


JOÃO AMEAL
pref. Manuel Trindade Salgueiro, arcebispo de Évora
capa e ilustr. Manuel Lapa

Porto, 1957
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
XXIV págs. + 448 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
impresso a duas cores sobre papel superior
exemplar muito estimado, com falta da folha de cristal protectora da capa; miolo limpo, parcialmente por abrir
75,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Volume de extrema elegância gráfica e tipográfica, a que o prefaciador apõe o seu “selo” de autenticação:
«[...] João Ameal, não pertence àquela categoria de autores que pretendem fazer-nos acreditar, com suas miragens e suas fantasias, que tudo, nos santos, se passa em atmosfera de milagre. Descreve-nos santos de carne e osso, seus anseios e suas solicitações, seus tormentos e até suas defecções – o trágico duelo que se passa em nós, formoso ideal das alturas e triste realidade da tentação ou de degradações, pelo peso bruto dos instintos. [...]»

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O Mistério da Légua da Póvoa


AGUSTINA BESSA-LUÍS
capa de André Carrilho
grafismo de Vasco Rosa

Lisboa, 2004
O Independente
1.ª edição (em livro)
22,2 cm x 15,7 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado na boa tradição folhetinesca, no semanário O Independente entre Maio de 2001 e Maio de 2002, trata-se da história (menos ficcional do que poderá julgar-se) de Maria Adelaide Coelho, filha do escritor Eduardo Coelho, um dos fundadores do Diário de Notícias, e cuja história de perseguição que, apoiado por psiquiatras, lhe moveu o marido, o jornalista Alfredo da Cunha, aprisionando-a num manicómio, motivado pelo abandono do lar burguês, com o habitual picante do adultério, etc., etc.

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Do General ao Cabo Mais Ocidental



ÁLVARO GUERRA
capa e ilust. Cruzeiro Seixas

Lisboa, 1976
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição
28 cm x 19,8 cm
36 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
peça de colecção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica edição, não deixa de o ser mesmo conhecendo uma outra que Cruzeiro Seixas e Mário Cesariny proporcionaram a Vitor Silva Tavares, em Dezembro de 1965, aquando da luxuosa e luxuriante publicação de A Cidade Queimada na editora Ulisseia, então culturalmente dirigida por aquele que veio a ser o conhecido editor da & etc. Ribeiro de Mello (ou talvez Cruzeiro Seixas) escolheu aqui, a servir de “cama” ao texto do escritor, o modelo gráfico dos fundos de página em “marca-de-água” verde azeitona, inspirado na feliz experiência gráfica anterior, e expandindo por todas as páginas do volume o que na edição da Ulisseia constituía apenas as folhas-de-guarda.

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O Alemtejo


MARIO VIEIRA DE SÁ

Lisboa, 1911
Composto e Impresso no Centro Typ. Colonial / J. Rodrigues & C.ª – Livreiros-Editores (deposit.)
1.ª edição
18 cm x 13 cm
212 págs. + 25 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Sua descripção geral Principaes produções e Projecto de irrigação
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, outubro 08, 2015

A Paranoia



JULIO DE MATTOS

Lisboa, 1898
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
190 págs.
subtítulo: Ensaio Pathogenico Sobre os Delirios Systematisados
encadernação de amador em meia-inglesa de tela encerada e papel de fantasia com gravação a ouro na lombada
ligeiramente aparado
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinaturas de posse na capa e no fontispício
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Ao passo que na sua maioria as doenças hoje estudadas pelos alienistas pertencem no fundo á pathologia interna, e só pelo predominio, mais apparente ás vezes do que real, dos seus symptomas psychicos se apropriaram a designação de mentaes, os delirios systematisados, esses, pela ausencia de caracteristicas lesões, pela falta de privativas causas determinantes e pela carencia de symptomas funccionaes objectivamente apreciaveis, constituem a verdadeira loucura, a psychose por excellencia, n’uma palavra, o proprio e irreductivel dominio da psychiatria. [...]» Assim abre o autor o seu Prefácio a um estudo médico-científico que deverá ser considerado pioneiro em Portugal.

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quarta-feira, outubro 07, 2015

Esfera





FERNANDO GUEDES
desenho (retrato do Autor) de Fernando Lanhas

Porto, 1948
Livraria Portugália
1.ª edição
21,7 cm x 16,5 cm
50 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar algo envelhecido e com fortes sinais da presença continuada da luz sobre a capa; miolo em estado aceitável
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO POETA RUY BELO QUE, POR SUA VEZ, ANOTOU PROFUSAMENTE OS POEMAS COM COMENTÁRIOS MARGINAIS
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Guedes – que terá talvez descuidado os seus dotes de poeta em proveito de uma actividade comercial de editor-livreiro, enquanto dono da conhecida Verbo, ou como presidente, de facto ou honorário, simpatizante ou sócio, de sucessivas associações da classe, nacionais e internacionais, grémios, academias e confrarias – motivou, nesta sua ingénua oferta de um conjunto de versos ao ainda não editado em livro Ruy Belo, um vasto rol de agudos e azedos comentários. Assim, por exemplo: «Com sede nunca morta, / com fome sempre viva,» mereceu de Ruy Belo a nota «mau»; à cabeça da pág. 13 a nota é «não chegam a ser poemas»; aos versos de Guedes «atirar-lhe com os calhaus da minha Poesia / até o rebentar pela cabeça», Belo sublinha os calhaus e conclui «definição da s/ poesia»; etc., etc.
Interessante, entre dois intelectuais na travessia dos trinta anos de idade.

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