quarta-feira, outubro 14, 2015

Computa, Computador, Computa


MILLÔR FERNANDES
capa de Avelino [?]
posf. Baptista-Bastos e Santos Fernando

Lisboa, 1973
Editorial Futura
1.ª edição (em Portugal)
18,4 cm x 12,6 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Milton Viola Fernandes, foi jornalista, caricaturista, dramaturgo, tradutor, guionista, etc. Personalidade jocosa, o que lhe acarretou múltiplos desaguisados com a censura brasileira e com os chefes-de-redacção dos periódicos por onde passou. Recorde-se, dos finais da sua longa permanência na revista O Cruzeiro, como, ao ser-lhe comunicada, pelo então “reformador” redactorial Odilo Costa Filho, uma ampla liberdade de intervenção, retorquiu Millôr: «Odilo, você vai me perdoar, mas ninguém pode me dar liberdade. Pode tirar, mas dar não pode.» E assim ocorreu: a publicação, em 1963, de A Verdadeira História do Paraíso suscitou da população católica uma estúpida onda de indignação que culminou com a sua saída do periódico.
A vertente peça de teatro, escrita para a actriz brasileira Fernanda Montenegro, ilustra em tom maior o seu sentido crítico niilista.

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