quarta-feira, outubro 07, 2015

Terras do Demo


AQUILINO RIBEIRO

Paris / Lisboa, 1919
Livrarias Aillaud e Bertrand / Aillaud, Alves & Cia.
1.ª edição
18,2 cm x 12 cm
X págs. + 2 págs. + 316 págs.
encadernação editorial em tela com ferros a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar muito estimado, apenas a lombada dá mostras da acção prolongada da luz
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Mendes, no seu Aquilino Ribeiro (na colecção A Obra e o Homem, Editora Arcádia, Lisboa, 1960), sublinha:
Da «[...] medida das coisas e do homem tirou o escritor a bitola da sua invenção, que alcança ao mesmo passo a grandeza dos largos horizontes e a mofina desventura daquela existência de criaturas desterradas do Mundo. Quem percorre as estradas dali [ref. Beira Alta], ou se afoita pelos caminhos e pára nos povoados, sente o hálito amargo das Terras do Demo, respira a atmosfera por vezes negra que envolve as tristes felicidades, os dramas e as angústias que o escritor nos descreve. Ali bebeu Aquilino, com o leite materno, as dores e as alegrias do homem e da terra, e aprendeu o falar do Povo, tão característico como o seu sentir, que se mantém incorrupto, renitente a toda a mescla, no típico e no genuíno da sua tradição.
Destas circunstâncias provém o cunho de assombrosa autenticidade da obra de Aquilino Ribeiro. O mesmo vento da serra varre em fúria as páginas dos seus romances, como varre os caminhos do monte, e com ele uivam à compita os lobos e uiva o homem na sua estreme fereza e adâmica humanidade. [...]»

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