domingo, dezembro 27, 2015

Grande Enciclopédia Vilhena


JOSÉ VILHENA

Lisboa, 1972 a Abril de 1974
Edições Branco e Negro (ed. Autor)
1.ª edição [única]
6 fascículos (completo)
30 cm x 22,6 cm
128 págs. (numeração contínua) + 6 capas *
profusamente ilustrados
acondicionados em estojo próprio de fantasia
exemplares estimados; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Publicação humorística periódica, a primeira de José Vilhena sob a forma de revista, necessariamente disfarçada de livro editado em fascículos coleccionáveis. Até aí, o caricaturista servira-se de um modelo que não estava obrigado a ir à censura prévia: o livro – os basto conhecidos livros de bolso, mais de meio cento deles, que a polícia apreendia somente após impressos e postos à venda. Com o 25 de Abril, Vilhena muda-lhe o título, muito a propósito, para Gaiola Aberta, dando início então a uma revista mensal em que o seu nome já pode figurar, às claras, como «director, editor e proprietário», e com distribuição do “gigante” comercial Agência Portuguesa de Revistas em Lisboa, Coimbra, Porto, Luanda e Lourenço Marques. Os conteúdos não diferem muito de uma para a outra publicação: sexo, visto pelo óculo auto-reprimido do masturbador, e política, a ingénua e muito errática política da vox populi. Sim, quem pense que a obra escrita e desenhada de José Vilhena não passa de um acervo de badalhoquices brejeiras, está muito enganado. A crónica dos acontecimentos que marcam a vida do país urbano é uma presença constante em toda a sua obra; é mesmo nos seus livros e revistas que ficou registado o “pensamento” da multidão na rua, numa mistura que vai da intriga sexual bairrista de vizinhos e vizinhas ao simples desafabo sobre o que de política chega aos ouvidos de todos através dos meios de informação oficial. Um desiderato, portanto.

* «Poster – O leitor inteligente deve coleccionar não só os fascículos como as gravuras da capa e contracapa. Colando-as na parede da mansarda (se for um intelectual) ou da barraca (se for um operário) obterá, dentro de pouco tempo, um poster monumental, contando a triste história do Homem e da Mulher, desde Adão e Eva até ao António Calvário e à Madalena Iglésias.» (José Vilhena)

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