quinta-feira, fevereiro 26, 2015

Livro de Higiene


ALMERINDO LESSA, dr.

Lisboa, 1936
Nunes de Carvalho, Editor
[1.ª edição]
19,6 cm x 14,9 cm
488 págs.
profusamente ilustrado ao longo do corpo do texto
encadernação editorial em sintético texturado chancelada por Paulo Ferreira, Filhos, L.da
exemplar em bom estado de conservação; miolo muito limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manual de vulgarização científica de grande utilidade prática nos cuidados a ter tanto com a alimentação como na doença. Dos micróbios e parasitas às maleitas transmissíveis ao homem por via dos animais, assim como a salubridade devida na habitação e na cidade ou no vestuário, tudo é aqui abordado por alguém que, tendo «[...] dedicado [o volume] aos estudantes dos cursos terminais dos liceus [...]», escreveu-o «[...] suficientemente claro e despido para que o possam entender, com leve esfôrço, os do Curso Geral, das Escolas Técnicas e do Magistério Primário. [...]»
Almerindo Lessa nasceu no Porto em 1908. Doutor em medicina pela Universidade do Porto, onde se licenciou em 1933, foi também doutor em Ciências pela Universidade de Toulouse, sendo professor jubilado da Universidade de Évora. Antigo professor de Antropologia Tropical, foi fundador e reitor da Universidade Internacional de Macau e membro fundador da Universidade Internacional de Lisboa.

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telemóvel: 919 746 089

Manual de Higiene da M. P.


MOCIDADE PORTUGUESA

Lisboa, 1945
Direcção dos Serviços de Saúde e Higiéne
[1.ª edição]
18,9 cm x 14 cm
84 págs.
subtítulo: I Fasc.º – Higiene do Infante
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto e na pág. 29
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas Portuguesas de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Sena da Silva
mapa de Júlio Santos

Lisboa, 1955
Campanha Nacional de Educação de Adultos
1.ª edição
16,8 cm x 11,4 cm
128 págs. + 18 págs. em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
ilustrado a cor e preto e branco
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquipélago de ilhas desertas descoberto ou por Diogo Gomes, ou por António Noli, entre 1460 e 1462, que Osório de Oliveira aqui estuda nos seus múltiplos aspectos: história fundadora, clima, geografia, população, cultura escrita e musical, etc. – acrescentando-lhe um breve núcleo de fotografias documentais.

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As Ilhas Portuguesas de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA
capa de Sebastião Rodrigues
ilust. Sena da Silva
mapa de Júlio Santos

Lisboa, 1972
Plano de Educação Popular
2.ª edição
16,5 cm x 11,2 cm
120 págs. + 18 págs. em extra-texto + 3 folhas em extra-texto
ilustrado a cor e preto e branco
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 22, 2015

Notas Críticas ao Livro do Sr. Cardeal Gonçalves Cerejeira «A Igreja e o Pensamento Contemporâneo»


SÍLVIO LIMA

Coimbra, 1930
Livraria Cunha (depos.) [ed. Autor]
1.ª edição
19,9 cm x 14,5 cm
244 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, rótulo de entrada em biblioteca particulat colado no canto superior direito do frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Atacando, o notável professor Sílvio Vieira Mendes Lima (1904-1993), a «obra infeliz de apologética católica» do cardeal Cerejeira, iniciará assim a sua caminhada para uma ruptura total com o pensamento e o modo de actuação do regime fascista emergente, pelo que virá a ser afastado do ensino em 1935. Do ponto de vista filosófico, para além da sua crítica iluminada e incisiva, a vertente obra de Sílvio Lima é notável.

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Obras Pastorais [I, II e III]



D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1936, 1943 e 1947
União Gráfica
1.ª edição (todos)
3 volumes encadernados em 2
19 cm x 14 cm
[8 págs. + 392 págs. + 1 folha em extra-texto] + [(340 págs. + 1 folha em extra-texto) + (296 págs. + 1 folha em extra-texto)]
subtítulos: Primeiro volume, 1928-1935; Segundo volume, 1936-1942; e Terceiro volume, 1943-1947
luxuosas encadernações semelhantes, em meia-francesa com cantos em pele
aparados e carminados somente à cabeça, conservam todas as capas de brochura
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de discursos públicos do então Cardial Patriarca de Lisboa, grande parte deles difundidos pelos microfones da Emissora Nacional, em que a Igreja (muito mais que espiritualmente) fazia coro na política de Salazar. Os tópicos são os mesmos: anticomunismo primário, cabeça baixa perante o esbulho dos recursos humanos do país, subserviência generalizada de todos a uns quantos, e alegria no trabalho e numa miséria nos antípodas do fausto ostentatório do Vaticano.

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Obras Pastorais [IV]


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1954
União Gráfica
1.ª edição
19,4 cm x 13,9 cm
348 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Quarto volume – 1948-1953
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cartas aos Novos


GONÇALVES CEREJEIRA (DOUTOR)

Coimbra, 1934 [aliás, 1933]
Edição dos “Estudos” (separata, Setembro de 1925 a Maio de 1928)
1.ª edição (nesta forma reunida)
19,4 cm x 15,1 cm
VIII págs. + 136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
carimbo da revista Estudos e dedicatória de oferta da mesma a Agostinho de Campos
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Aos Homens de Boa Vontade


D. MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA, cardeal
pref. Clemente Rogeiro e padre Moreira das Neves

Lisboa, 1971
Edição do Centro de Documentação da Emissora Nacional
1.ª edição
18,8 cm x 12,5 cm
316 págs.
subtítulo: Mensagens de Natal aos Microfones da Emissora Nacional de Radiodifusão 1936-1970
ilustrado
exemplar muito estimado, capa empoeirada; miolo irrepreensível, sem qualquer sinal de quebra na lombada
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Para um Diálogo com o Sr. Cardeal Patriarca [junto com] Na Hora do Diálogo



RAUL RÊGO
MANUEL GONÇALVES CEREJEIRA

Lisboa, 1968 e 1967
ed. Autor
União Gráfica
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,4 cm] + [19,4 cm x 13 cm]
48 págs. + [84 págs. + 1 folha em extra-texto]
ambos impressos sobre papel superior
exemplares estimados, o primeiro com as capa e contracapa sujas; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Duas passagens de mais um texto, o de Raul Rego, que ajuda a iluminar as trevas caídas sobre toda uma época:
«A palestra de D. Manuel Gonçalves Cerejeira, Cardeal Patriarca de Lisboa, na altura do aniversário da sua entronização no sólio patriarcal, transmitida pelos emissores da rádio e da televisão, e depois publicada em volume, sob o título de Na Hora do Diálogo, não suscitou reacções na imprensa, a não ser os elogios habituais a tudo quanto dizem pessoas altamente colocadas. Os cargos eminentes estão a ser autênticos altares onde só os fumos do incenso chegam.
Intitulando-se de “diálogo” pareceu-me que havia observações a fazer a Sua Eminência e apresentei-lhas em [duas cartas] [...].»
E um pouco adiante: «[...] Junto envio a Vossa Eminência uma prova de Censura que talvez lhe seja de algum interesse. Trata-se da notícia do jornal de que sou redactor, tal como eu a escrevi e depois mutilada pela Censura, a ponto de em certa passagem ficar sem sentido. Suponho interesse a Vossa Eminência por se tratar da publicação em volume da resposta a muitas questões que pretendeu dar em vésperas de completar trinta e oito anos de Patriarca de Lisboa e que intitulou Na Hora do Diálogo. Mas, como vê, não pode haver diálogo. Apenas o monólogo do governo totalitário e daqueles que, consciente ou inconscientemente, o servem. A Censura tudo rasoira. [...]»

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Tangentes


MERÍCIA DE LEMOS
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1975 (Fevereiro)
Ática, S.A.R.L.
1.ª edição
19,5 cm x 14,1 cm
136 págs.
subtítulo: Poemas Inéditos. Poemas Escolhidos
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Nemésio:
«[...] Merícia confina-se a uma África adoptiva de que se faz poeta como qualquer nativo: “Toca batuque, ilumina fogueira, que a minha irmã negra vai dançar.” Uma África de Mãe Preta como nos poetas brasileiros. África onde “brancos e negros são irmãos zangados”, África de Victoria Falls, dos “lagartos furta-cores da vastidão de Matopos”, que lhe inspira versos tama¬nhos: “É preto ou branco o ouro, o diamante, o petróleo?” “Quem merece o vinho e o trigo dos caminhos?” [...]»
O momento histórico em que este livro veio a lume correspondeu à caótica descolonização após a queda do regime fascista e ao clima de revanchismo agressivo promovido, entre outros, pelos retornados – o que lhe acrescentava um subtil sentido.

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quarta-feira, fevereiro 18, 2015

A Alma Amortalhada – Mário de Sá-Carneiro’s Use of Metaphor and Image


PAMELA BACARISSE

Londres, 1984
Tamesis Books Limited
1.ª edição
texto em inglês
24 cm x 16,7 cm
XXVI págs. + 194 págs.
encadernação editorial em tela gravada a ouro na lombada e com sobrecapa impressa
exemplar estimado; miolo irrepreensível
selo branco da Biblioteca de José Blanco no frontispício
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pamela Bacarisse (1935-1996), de origem britânica, foi uma reconhecida leitora de português e espanhol nas universidades norte-americanas. Este seu longo estudo da obra de Mário de Sá-Carneiro constitui um dos modelos possíveis de abordagem da poética do escritor modernista. Eugénio Lisboa (in Colóquio / Letras, n.º 88, Novembro de 1985), não sem pôr em dúvida a metodologia da estudiosa inglesa, acaba por concluir nos seguintes termos:
«[...] o livro de Pamela Bacarisse é uma das poucas contribuições importantes, em qualquer língua, incluindo o Português, para o estudo da obra singularmente negligenciada de um grande poeta e de um perturbante e malogrado ficcionista.»

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Dispersão



MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO
capa de Júlio

[Coimbra], 1939
Edições “Presença”
2.ª edição
23,1 cm x 17,3 cm
72 págs.
subtítulo: Doze Poesias
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nas primeira e última folhas
é o n.º 438 da tiragem comum declarada de 500 exemplares sobre papel Almaço Tojal
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
350,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,8 cm x 19,4 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar estimado; miolo irrepreensível
é o n.º LII da tiragem especial declarada de 100 exemplares
PEÇA DE COLECÇÃO
580,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação póstuma conforme manuscrito que se encontrava na posse de Fernando Pessoa. É o poeta-maior no grupo do Orpheu. Suicidou-se jovem, aos 26 anos de idade, no desespero de ver a sua obra injustiçada...
Um exemplo, o poema «Fim»:

«Quando eu morrer batam em latas,
Rompam em saltos e aos pinotes,
Façam estalar no ar chicotes,
Chamem palhaços e acrobatas!

Que o meu caixão vá sôbre um burro
Ajaezado à andaluza...
A um morto nada se recusa,
E eu quero por fôrça ir de burro!»

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Indícios de Oiro


MÁRIO DE SÁ-CARNEIRO

Porto, 1937
Edições «presença»
1.ª edição
25,7 cm x 19,5 cm
88 págs.
composto manualmente
exemplar manuseado, com restauros nas capas e lombada; miolo limpo, papel oxidado nos bordos superiores das folhas de abertura e fecho
é o n.º 557 da tiragem comum declarada de 700 exemplares sobre papel avergoado
assinatura de posse do escritor José Palla e Carmo
peça de colecção
320,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, fevereiro 17, 2015

Teixeira de Pascoais


ALFREDO MARGARIDO

Lisboa, 1961
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 11,5 cm
332 págs. + 28 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
extra-textos impressos em rotogravura
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 15, 2015

Poesia e Prosa



MANUEL BANDEIRA
pref. Sérgio Buarque de Holanda, Francisco de Assis Barbosa, João Ribeiro, Alceu Amoroso Lima, Antônio Olinto, Mário de Andrade, Múcio Leão, Wilson Castelo Branco, Carlos Drummond de Andrade, Sérgio Milliet, Fernando Góis, Ledo Ivo, Paulo Mendes Campos, Sousa Rocha, Onestaldo de Pennafort, Franklin de Oliveira, Otávio Tarquínio de Sousa, Odilo Costa Filho, Antônio Cândido, Oto Maria Carpeaux e Murilo Mendes

Rio de Janeiro, 1958
Editôra José Aguilar, Ltda.
1.ª edição
2 volumes (completo)
18,7 cm x 13 cm
[CVI págs. + 2 págs. + 1.240 págs. + 1 folha em extra-texto] + [8 págs. + 1.528 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
ilustrados
encadernações editoriais inteiras em pele gravada a ouro nas lombadas e relevo seco nas pastas anteriores
corte carminado à cabeça
exemplares muito estimados; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Mafuá do Malungo


MANUEL BANDEIRA

Rio de Janeiro, 1954 [aliás, 1955]
Livraria São José
2.ª edição («nova edição aumentada»)
19,2 cm x 13,5 cm
124 págs.
subtítulo: Versos de circunstância
exemplar estimado, lombada oxidada; miolo limpo
assinatura de posse do escritor e tradutor José Palla e Carmo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Acerca deste livro escreveu Carlos Drummond de Andrade (in Correio da Manhã, Rio de Janeiro, 3 de Julho, 1948):
«[...] Limpa-se o pátio, e êsse benefício público se fica devendo, não a um vereador, a um jornalista, a um fiscal da municipalidade, mas a um poeta modernista.
De poemas que tais é feito Mafuá do Malungo. [...]
A nota mais sensível nesses “jogos” é, porém, o sentimento familiar, tão intenso em Bandeira, e que êle distribuiu com os amigos, ao lhe faltar o aconchego de pais e irmãos. Uma fibra íntima do poeta sustenta a frágil brincadeira. São versos feitos com absoluta ausência de pretensão, salvo a de marcar um afeto, no ambiente limitado e cordial de uma casa que êle freqüente. De uma dessas casas sei que seus moradores fizeram emoldurar o original autógrafo. E os meninos e meninas que Bandeira saudou ao nascerem terão, quando grandes, essa carinhosa lembrança do poeta debruçado sôbre berços, a trazer-lhes a primeira visita da poesia [...].»

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Obras Poéticas


MANUEL BANDEIRA
pref. Henrique Galvão

Lisboa, 1956
Editorial Minerva
1.ª edição
18,7 cm x 13,1 cm
416 págs.
subtítulos: A Cinza das Horas. Carnaval. Ritmo Dissoluto. Libertinagem. Estrela da Manhã. Lira dos Cinquent'anos. Belo Belo. Opus 10
exemplar muito estimado; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na impossibilidade atávica de dar a mão à palmatória do modernismo, Henrique Galvão tenta no seu prefácio fazer o elogio da poética de Manuel Bandeira fora dos cânones dessa corrente artística, de que Bandeira foi o fundador brasileiro. Com felicidade, a leitura dos versos do poeta ainda hoje resiste a qualquer tentativa de inclusão ou de exclusão conforme às conveniências epocais e políticas dos seus “estudiosos”.

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Poemas Traduzidos


MANUEL BANDEIRA (trad.)
aa.vv.

Rio de Janeiro – Pôrto Alegre – São Paulo, 1948
Editôra Globo
[1.ª edição]
22,7 cm x 15,6 cm
180 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, papel com acentuada acidez na capa e nas primeiras e últimas folhas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] Até agora os poemas traduzidos pelo poeta só foram publicados em 1945, numa edição de luxo de apenas 350 exemplares, com ilustrações de Guignard, um belo trabalho tipográfico por Murilo Miranda. A presente edição torna-os acessíveis ao grande público. Aos poemas daquela edição esta acrescenta 36 novas traduções, muitas das quais inéditas. [...]»
Assim, são trazidos para o idioma de Manuel Bandeira autores da sua preferência culta, como Ronsard, Rilke, Goethe, Guillen, Lorca, Holderlin, Elizabeth Browning, Alberti, Langston Hughes, Borges, Éluard, Antonio Machado, etc.

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O Alienista


MACHADO DE ASSIS
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
[s.i.] (é a 1.ª edição nesta editora)
18,7 cm x 12,6 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Terá sido este escritor brasileiro quem exerceu uma das mais fortes influências sobre o trabalho literário do nosso Eça; ele que também foi influenciado por Balzac e Flaubert. O presente conto, aqui autónomo, pertence a uma mais vasta obra, os Papéis Avulsos.

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O Gigante Verde


MANUEL GRANGEIO CRESPO

Lisboa, 1965
Edições Ática
1.ª edição (em Portugal)
19,8 cm x 14,4 cm
XII págs. (inseridas entre as págs. 10 e 11) + 188 págs.
subtítulo: Liturgia Mágica em Sete Sequências e Outros Tantos Comentários
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
IMPORTANTE PARA A HISTÓRIA DO SURREALISMO
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro inicialmente publicado, três anos antes, em França nas Éditions du Seuil, pugna por uma dramaturgia próxima de Antonin Artaud ou de Adamov, que anteciparam um teatro de acção directa que obteve na rua, no Maio de 68, resultados menos “artísticos” que os do living de Julian Beck. Acerca da sua proposta teatral, diz Grangeio Crespo em entrevista a Urbano Tavares Rodrigues para o Jornal de Letras e Artes, e reproduzida na abertura do volume:
«[...] a arte não é, nem pode ser, gratuita. O acto artístico, na medida em que não intrìnsecamente económico, é sempre, duma maneira ou duma outra, um exorcismo. Todo o problema está em saber quais os mitos a invocar e qual a atitude a tomar perante esses mitos. Mas isso é um problema moral, e não um problema estético. É impossível elaborar uma estética sem pressupor uma moral. Eu não hesitaria em repetir a fórmula de Jan Vilar: o teatro (ou a arte tout court) deve ser um serviço público. Simplesmente, tal fórmula, se exprime uma certa atitude geral, não deixa de ser vaga, equívoca e insatisfatória. Ela não resolve nenhuma das questões primordiais, nem sequer exprime uma opção essencial. De facto, por exemplo, tanto o teatro nazi como o teatro de Brecht são concebidos, um e outro, como serviços públicos. A diferença reside na noção de serviço público. [...] a concepção do teatro é inseparável da concepção da civilização. Dito isto, uma definição provisória do teatro me parece todavia possível, e mesmo necessária, visto que o teatro é também uma arma, uma arma duma eficácia terrível e insuspeitada, e que pode ser decisiva para o advento duma nova civilização. Mas essa definição não pode ser senão negativa. Isto é, visto que o teatro é o expoente duma civilização, ele pode ser também o expoente da recusa duma civilização. [...]»
Maria de Fátima Marinho (vd. O Surrealismo em Portugal, Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987) com muito acerto o traz para dentro da corrente literária portuguesa à época mais agressiva: «[...] Poderemos, talvez, dizer, com propriedade, que O Gigante Verde constitui um dos raríssimos casos de teatro surrealista em Portugal. [...]»

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Uma Árvore Cheia de Vazio


MANUEL GRANGEIO CRESPO
ilust. António Ferraz

Lisboa, 1977
Plátano Editora, SARL
1.ª edição
19,7 cm x 12,5 cm
56 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro infantil, género que o escritor também cultivou, para além da sua perturbação surrealista. Por exemplo, a ele se deve uma boa tradução do clássico Joanica-Puff de Alan Alexander Milne (Editorial Minotauro, Lisboa, 1962).

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Os Implacáveis


MANUEL GRANGEIO CRESPO
pref. Urbano Tavares Rodrigues

Lisboa, 1961
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição (com variante da capa)
19 cm x 13 cm
164 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Manuel Grangeio Crespo (1939-1983), que num gesto de alucinação psiconáutica chegou a candidatar-se ao poder como presidente da república (1976), surge aqui ainda como um dramaturgo na esfera do surrealismo e do absurdo. O escritor Urbano Tavares Rodrigues com rigor o enquadra:
«Admito desde já que ao ler-se “Os Implacáveis” se possa pensar em “Le Balcon” de Jean Genêt [...].
Tornemos ao avatar de Genêt de “Le Balcon” e ao modo como Manuel Grangeio Crespo dele se desvia. Em vez de uma revolução fora do bordel-palácio-das-ilusões, aqui nos encontramos perante uma condenação em tribunal e a noite derradeira que precede a execução dos réus. Sentenciados, em nome da empófia, da estupidez e da tranquilidade cruel que se reclama de todos os seus tótens – antepassados, futebol, bons costumes e boas maneiras, etc. – os quatro condenados por essa sociedade cretina e desumana fogem desesperadamente, num espaço fechado, à imagem da sua própria inversa desumanidade. [...]»

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sexta-feira, fevereiro 13, 2015

Manual Politico do Cidadão Portuguez


TRINDADE COELHO
pref. Alberto d’Oliveira

Lisboa, 1906
Parceria A. M. Pereira - Livraria editora
1.ª edição
20,3 cm x 14 cm
XVI págs. + 680 págs.
encadernação recente em tela com a capa original espelhada
sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do escritor e bibliotecário Domingos Lavadinho (1893-1953) na pág. V
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma das coisas que a Primeira República nos legou, no campo pedagógico, foi uma metódica e abrangente renovação – diga-se mesmo: implantação – do ensino popular, retirando à Igreja a primazia na escolha do futuro escol da nação. O livro de Trindade Coelho constituiu, nesse contexto, a pedra-de-toque para o desenvolvimento radical das mentalidades docentes e, concomitentemente, discentes.

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Cartas de Trindade Coelho



TRINDADE COELHO
pref. e notas de Paulo Osório

Porto, 1908
Emprêsa Litteraria e Typographica (ed. Paulo Osório)
1.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
48 págs.
exemplar estimado, parcialmente por abrir; miolo rasurado na primeira carta, estamos em crer que por [Sebastião] Magalhães Lima, para quem Paulo Osório inscreveu dedicatória manuscrita no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Osório:
«[...] D’entre as muitas cartas que possuo de Trindade Coelho, eu separo para dar a publico doze, que sobretudo valem como um precioso documento psycologico. Essas cartas contêm os elementos essenciaes a um retrato perfeito. E tanto e tão bem dizem o que o meu pobre amigo era como artista, como critico, como educadôr e como pae, que eu não hesito em publicá-las, certo de que ellas valem, ao mesmo tempo, como um subsidio biographico e como uma homenagem.»

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Perfil Trasmontano de Trindade Coelho


JOÃO DE ARAÚJO CORREIA

Lisboa, 1961
Portugália Editora
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
36 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

A propósito do centenário do nascimento de Trindade Coelho, o médico escritor Araújo Correia – também homem do Norte – recorda do autor de In Illo Tempore as suas virtudes literárias, pedagógicas e políticas, numa interessante conferência pronunciada em Lisboa na Casa de Trás-os-Montes.

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Porque Morrem as Creanças



NUNES CLARO

Lisboa, 1906
Minerva do Commercio
1.ª edição
22,2 cm x 15,4 cm
2 págs. + 66 págs.
subtítulo: As Crèches Industriaes – Dissertação inaugural apresentada e defendida perante a Escola Medico-Cirurgica de Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de inventário da biblioteca de Francisco [Branco] Gentil
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O jacobino Joaquim Nunes Claro foi também reconhecido poeta neo-romântico entre os seus pares de geração, como Henrique de Vilhena, Leal da Câmara, Mayer Garção e Gustavo Matos Sequeira. O próprio Fernando Pessoa sublinha o seu valor nas Páginas de Estética e de Teoria e Crítica Literárias.

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Hygiene, e Medicina Popular


GUILHERME CENTAZZI

Lisboa, 1844
Typ. de Antonio José da Rocha
2.ª edição
20,9 cm x 13,6 cm
320 págs.
encadernação de amador, cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Guilherme Centazzi (1808-1875) foi médico, músico, escritor e jornalista. Homem de ideias liberais, pioneiro na aplicação da ginástica à medicina, com obras várias publicadas de teor científico, pode atribuir-se-lhe ainda – antecipando-se a Herculano e Garrett – a introdução do romantismo no romance nacional, em 1840, por via do seu magnífico livro O Estudante de Coimbra.

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quarta-feira, fevereiro 11, 2015

Um Filho Mais


MANUELA PÔRTO

Lisboa, 1945
Editorial Inquérito Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 12,4 cm
208 págs.
subtítulo: E outras histórias
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998), na entrada para Manuela Cesarina Sena Porto:
«Escritora, actriz, animadora de um grupo de teatro que, no âmbito do movimento experimental do pós-guerra, pôs em cena Gil Vicente, Camilo, Pirandello e Tchekov; declamadora e, como tal, divulgadora dos modernos poetas portugueses. Publicou dois ensaios literários sobre Virginia Woolf (1947) e Maria Amália Vaz de Carvalho (1948) e três livros de ficção em que uma delicada sensibilidade feminina, na linha de uma Katherine Mansfield, se entrecruza com uma funda preocupação social próxima do ideário neo-realista. Estudiosa e tradutora de Virginia Woolf, crêem os que lhe eram mais próximos ter nascido desse convívio a mais influente causa da sua prematura morte [suicídio, em 1950].»
Deve sublinhar-se ainda a sua intensa actividade política de resistência ao regime fascista de Salazar.

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Doze Histórias Sem Sentido


MANUELA PORTO

Lisboa, 1952
Centro Bibliográfico
1.ª edição
19,6 cm x 13,4 cm
180 págs.
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse no rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Orlando [junto com] Virginia Woolf – O Problema da Mulher nas Letras



VIRGÍNIA WOOLF
trad. Cecília Meireles
capa de Infante do Carmo
MANUELA PORTO

Lisboa, s.d. [1962, seg. BNP] / Lisboa, 1947
Edição «Livros do Brasil» / Seara Nova
1.ª edição (ambos)
[16 cm x 10,4 cm] + [19,1 cm x 12,2 cm]
224 págs. + 48 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação, por abrir (a) e exemplar estimado, miolo limpo (b)
27,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O livrinho de Manuela Porto, com a reprodução de uma sua palestra proferida na Sociedade Nacional de Belas-Artes em Janeiro de 1947, constitui uma impressionante introdução, não apenas ao carácter libertador de Virginia Woolf, mais do que à sua obra, mas, acima de tudo, é um panfleto acerca da condição da mulher em Portugal e da ignorância em que desde sempre se tentou mantê-la. Nessa mesma linha, ter-se entregue apaixonadamente à tradução de Orlando uma escritora brasileira sensível e atenta como Cecília Meireles, só ilustra como, no feminino em português, importantes brechas foram escavadas no paredão do machismo. Orlando, romance escrito com sarcasmo no modo estilístico autobiográfico, inspirado na figura andrógina de Vita Sackville-West, que foi amante da escritora, descreve a jornada de um nobre inglês que terá vivido trezentos anos sem envelhecer mas que, de um momento para o outro, se torna mulher. Obra singular na literatura inglesa, e hoje muito apreciada nos meios lésbicos e transexuais.

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terça-feira, fevereiro 10, 2015

Os Dois Crepúsculos


JOAQUIM MANUEL MAGALHÃES
capa de Teresa Ferrand

Lisboa – Porto, 1981
A Regra do Jogo, Edições
1.ª edição [única]
21 cm x 12,6 cm
372 págs.
subtítulo: Sobre poesia portuguesa actual e outras crónicas
exemplar estimado, capa com algum desgaste; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

A maior parte dos grandes livros de ensaio versando a poesia portuguesa começam por ser artigos nas páginas literárias de periódicos condescendentes com a cultura. Este, do poeta Joaquim Manuel Magalhães, não é excepção. Era a forma que as gerações cultas em diálogo tinham de debater em público questões relevantes para o pensamento histórico, e de clarificar os grandes equívocos do isolacionismo. Hoje, esses espaços para a escrita vão sendo substituídos por páginas inteiras pagas por anunciantes, sem que ninguém se sinta atingido – e subtilmente cerceado! – na sua liberdade de expressão (pelo menos, ninguém tem dado sinais de repúdio...). O vertente livro, incontornável, de Magalhães é ainda reflexo dessa possibilidade, e no geral veio arrumar a casa da criação poética portuguesa após a II Guerra Mundial, pondo na prateleira dos enlatados fora de prazo muito neo-realismo literariamente débil, muita Poesia 61 estruturalizante e, sem excepção, todos os experimentalismos do concretismo da Covilhã.

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A Poesia Portuguesa Hoje


GASTÃO CRUZ
capa do pintor António Palolo

Lisboa, 1973
Plátano Editora, SARL
1.ª edição
18,3 cm x 11,5 cm
232 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Todas as gerações de criadores artísticos trazem consigo os seus mentores e teóricos, cuja produção programática ou o exercício crítico gera sempre aquilo que, por conforto e facilidade de arrumação, se designa por “movimentos”. E são autênticos grupos de assalto às ideias estabelecidas e às cumplicidades vigentes, num espectáculo de confrontos culturais, o mais das vezes de lenta fatalidade para os envolvidos. Gastão Cruz protagonizou, neste plano, a agitação e propaganda do movimento Poesia 61, um corpo artístico empenhado em levar a pouca materialidade do neo-realismo português para as planícies minimalistas de uma nova vaga à francesa. Tarefa consumada, todavia, fora do período de exaltação da Poesia 61, pelo romance Finisterra de Carlos de Oliveira, muito mais tarde, em 1978.
A vertente reunião de textos avulsos de Gastão Cruz regista todos os tremores ensaísticos dessa época. De passagem, o surrealismo nunca lhe foi particularmente querido, o abjeccionismo ainda menos; embora se visse ele obrigado a reconhecer méritos em Cesariny – não sem, com propósito evidente, tentar apoucá-lo num certo «realismo» de trazer por casa.
A revisão de tais e tantas matérias virá a ser feita mais tarde, nos anos 70, por um outro poeta e exegeta de fina observação... e o mais alto representante do pensamento poético após o 25 de Abril: Joaquim Manuel Magalhães.

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Hematoma



GASTÃO CRUZ
capa e extra-texto de Manuel Baptista

Covilhã, 1961
Livraria Nacional
1.ª edição
21 cm x 14,5 cm
48 págs. + 1 extra-texto
é o n.º 4 da colecção Pedras Brancas
miolo impresso sobre papel amarelo suave
exemplar estimado; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gastão Cruz representa o âmago poético e teórico do grupo Poesia 61 (Maria Teresa Horta, Armando da Silva Carvalho, Fiama, Luiza Neto Jorge, etc.).

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A Campanha | O Golpe de Estado | Diálogo dos Pastores | Auto da Família


FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1965
Portugália Editora
1.ª edição
20,8 cm x 12,7 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autora ligada ao grupo fundador da Poesia 61, a atenção constante que Fiama Hasse Pais Brandão (1938-2007) foi prestando à construção dramática – de que os vertentes textos teatrais são exemplo maior – permitiu-lhe, por vezes, a saída dos seus versos para zonas de estimulante narratividade.

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domingo, fevereiro 08, 2015

Flama


MARGARIDA SUZEL CORRÊA D’OLIVEIRA
pref. Aquilino Ribeiro

Lisboa, s.d. [1953, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
16,9 cm x 12,7 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Aquilino, em carta-prefácio, felicita a poesia antiquada da escritora catando-lhe influências em Camões, Garrett, Antero, João de Deus, Pascoaes. Não faz por menos. Já que «a seriguilha hedionda duma pretensa modernidade empana o brilho esplêndido desses mimosos da beleza», já que «o logradoiro esquipático em que a vemos [a poesia contemporânea de Aquilino], desmiolada de todo, ocupada com jogos de Disparates e de Cabra-cega», «logogrifos [...] matéria de almanaque», não lhe augura ele futuro. Porque, «Perante a arte da senhora D. Margarida, eu [Aquilino], mau devoto de Apolo, curvo-me e persigno-me. [...] A senhora D. Margarida Suzel revestiu uma dalmática de precioso brocado [...].»
Alguém saberá hoje (mas também na época) quem foi, para a História da Literatura nacional, a Dona Margarida Suzel Corrêa d’Oliveira?...

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terça-feira, fevereiro 03, 2015

Casas do Povo – A terra e o Homem


[MANUEL JORGE PROENÇA
LOPO DE ABREU
VASCO SAMPAIO]
grafismo de Manuel Lapa
fotografias de Jorge Alves

Lisboa, 1966
Edição da Junta da Acção Social – Ministério das Corporações e Previdência Social
1.ª edição
30,8 cm x 23,7 cm (álbum)
116 págs. (não numeradas)
profusamente ilustrado a negro e a cor
impressão em rotogravura sobre papel superior mate
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante inventário do programa da acção do governo salazarista junto das populações rurais, no sentido dominar e orientar qualquer veleidade associativa que pudesse vir a tomar foros de protesto político. São, assim, criados espaços de convívio local, onde também os cuidados primários médicos, alguma instrução e algumas actividades culturais são postas ao serviço do povo trabalhador.

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Regional Costume in Portugal


TOMAZ RIBAS
trad. Marcia de Brito
grafismo de Gótica

Lisboa, 2004
Difel / Inatel
1.ª edição
texto em inglês
29 cm x 24,8 cm (álbum)
252 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial com gravação em relevo seco na pasta anterior a na lombada, sobrecapa impressa e plastificada a quente
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Contribuíram ainda, para a realização desta obra etnográfica e folclórica, Madalena Farrajota, Elisabeth Cabral, Isabel Pereira, Manuel J. Palma, Rui Camacho e José Guedes da Silva.

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O Trabalho e as Tradições Religiosas no Distrito de Lisboa


MARIA MICAELA SOARES
FRANCISCO HERMÍNIO PIRES DOS SANTOS
TOMÁS RIBAS
ANTÓNIO NABAIS
ELISA MARIA FRUGNOLI
IRISALVA MOITA
et alli


Lisboa, 1991
Governo Civil de Lisboa
1.ª edição [única]
26,6 cm x 19,2 cm
500 págs.
subtítulo: Exposição de Etnografia [catálogo]
profusamente ilustrado a preto e branco e a cor
exemplar como novo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Catálogo do magnífico acervo mostrado então, e igualmente magnífico trabalho para estudo, quer pelas imagens coligidas quer pela qualidade científica dos textos.


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domingo, fevereiro 01, 2015

D. Carlos de Bragança Naturista e Oceanógrafo


MÁRIO RUIVO

Lisboa, 1958
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
25,9 cm x 19,9 cm
44 págs. + 8 págs. (catálogo das obras editadas pela Fundação) + 12 págs. (fac-símile de carta do príncipe Alberto do Mónaco) + 3 folhas em extra-texto (desenhos) + 4 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Conferência integrada nas Comemorações do 50.º aniversário da Fundação da Sociedade Portuguesa de Ciências Naturais e realizada no Paço Ducal de Vila Viçosa em 15 de Dezembro de 1957
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita, não assinada, do presidente da Fundação da Casa de Bragança, António Luís Gomes
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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