domingo, maio 24, 2015

A Obra de Manuel de Oliveira


aa.vv.
capa de Manuel Falcato

Estremoz, 1955
Cine-Clube de Estremoz
1.ª edição
22,8 cm x 16,8 cm
52 págs.
ilustrado
impressão a mimeógrafo
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboram nesta pequena monografia António Tiago Acabado, Domingos Mascarenhas, Fernando Duarte, J. Francisco Aranda, José-Augusto França, José Ernesto de Sousa, Luis-Francisco Rebelo, Roberto Nobre e Vitoriano Rosa.

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Primitivos do Cinema Português


FERNANDO DUARTE

Lisboa, 1960
Cinecultura
1.ª edição
17,3 cm x 11,2 cm
56 págs. + 4 págs. em extra-texto
ilustrado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse de Avelino Dias
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Avelino Dias
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Argumento Cinematográfico [junto com] As Máquinas e o Estudo [junto com] A Realização Cinematográfica



ERNESTO DE SOUSA
MANUEL RUAS
ADELINO CARDOSO
FONSECA E COSTA
et alli

Lisboa, s.d. [1956]
Sociedade de Artes Gráficas, Limitada
1.ª edição [única]
3 volumes (completo)
18,2 cm x 11 cm
[96 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [92 págs. + 4 págs. em extra-texto] + [96 págs. + 1 desdobrável em extra-texto]
subtítulos: 1 – Como Se Escreve um Filme; 2 – Primeira Iniciação à Técnica Cinematográfica; 3 – Noções Sobre a Realização de um Filme
ilustrados
capas impressas no verso
exemplares estimados, lombada esfolada no vol. 2; miolo limpo
acondicionados em estojo artístico próprio de fabrico recente
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

A importância de Ernesto de Sousa – o animador da vertente colecção – para o meio artístico português nos anos 50-70 do século XX ultrapassa em muito a sua intervenção quer em revistas da especialidade, quer no fomento de cineclubes. Até Eduardo Prado Coelho lhe reconheceu o mérito (in Ernesto de Sousa – Itinerários [catálogo], Secretaria de Estado da Cultura, Lisboa, s.d. [1987]):
«[...] Ser-me-ia muito difícil, até por manifesta impreparação, falar da obra de Ernesto de Sousa (no cinema, na literatura, na crítica, nas artes plásticas), se não tivesse a profunda convicção de que essa obra apenas existe sob a forma daquilo a que alguns escritores de língua francesa poderão chamar o désœuvrement, isto é, uma arte de puxar fios, desfiar as linhas invisíveis, os travejamentos ocultos, as costuras secretas, de tudo o que por momentos se consolida como instituição social ou estética, e ser capaz de instituir clareiras, lugares de encontro, de cumplicidade, de reinvenção de formas de sociabilidade e conjura. Seria manifestamente pouco dizer que Ernesto de Sousa tem sido, acima de tudo, alguém que soube, melhor de que qualquer de nós, encenar, com a participação de nós todos, o espaço da arte contemporânea em que todos estamos envolvidos. Porque o valor do trabalho de Ernesto de Sousa é muito mais do que isso. É uma permanente lição de persistência e apagamento, de presença e clandestinidade, de opções radicais e fraterno entendimento dos laços da palavra, de inovação e escuta dos valores mais discretos da arte popular ou quotidiana, de frieza e paixão, de fanatismo e distracção, de força e fragilidade. Seria difícil encontrarmos neste exíguo espaço português alguém que tanto tenha contribuído para o alterar sem nunca ter enveredado por posturas de domínio, afirmação, ocupação ou poder. Seria difícil apontarmos alguém a quem devemos tanto tendo-o encontrado tão poucas vezes e de um modo tão oblíquo. Ernesto de Sousa é certamente o mais discreto, invisível, silencioso, clandestino e apaixonado mestre de múltiplas gerações. É essa a sua imensa obra: difusa, transparente, transversal, dispersa e fluída nesse jeito inconfundível de saber como nos atravessar.»

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Panorama do Cinema Português


LUÍS DE PINA
capa e arranjo gráfico de Tossan

Lisboa, 1978
Terra Livre
1.ª edição
20,7 cm x 14,6 cm
168 págs.
subtítulo: Das Origens à Actualidade
profusamente ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma história da produção cinematográfica nacional para iniciados, da autoria daquele que chegou a ser director da Cinemateca Portuguesa. Interessantes, para trabalho, são as detalhadas fichas de filmes e realizadores.

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Prontuário do Cinema Português 1896-1989



JOSÉ DE MATOS-CRUZ
pesquisa com António J. Ferreira e Luís de Pina
grafismo de Judite Cília

Lisboa, 1989
Edição da Cinemateca Portuguesa
1.ª edição
26 cm x 21,7 cm
304 págs.
impresso sobre três distintos papéis avergoados
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais importantes trabalhos realizados no sentido de inventariar o acervo cinematográfico nacional conhecido.

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As Maravilhas do Cinema


GEORGES SADOUL
trad. Salette Tavares
capa de Carlos Rafael

Lisboa, 1959
Publicações Europa-América
1.ª edição
18,5 cm x 12,8 cm
296 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta Fausto José
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos livros de referência para amadores interessados e estudantes da cadeira de cinema. Aqui se faz um pouco da história da sua técnica, com exemplos práticos, assim como não foram esquecidos os nomes daqueles que o firmaram como Sétima Arte.

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“Fantasia” e o Cinema


ARMANDO ARAGÃO
capa de Rafael Abrantes

Lisboa, 1957
Editorial Organizações (ed. Autor ?)
1.ª edição
20,7 cm x 14,5 cm
2 págs. + 40 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado no corpo do texto e em separado
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ensaio extremamente técnico acerca das relações entre os sons e as cores, a fim de demonstrar um dos aspectos que faz do filme Fantasia de Walt Disney a obra-prima que patenteia uma feliz simbiose da música clássica com motivos de cinema de animação.

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O Cinema Entre Nós


LAURO ANTÓNIO

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,3 cm x 11,2 cm
272 págs. + 6 págs. em extra-texto
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resume este livro o que foi a temporada de exibição comercial cinematográfica no país durante o ano de 1968, que o crítico Lauro António põe pelas ruas da amargura:
«[...] Continuamos sem ver o cinema que se faz por esse mundo fora. Bellochio, Godard, Forman, Saura, Rivette, Straub, Pasolini, Bertolluci, Ruy Guerra, Glauber Rocha e outros (que são homens que nestes anos de fim de década de 60 inventam o cinema do futuro), esses não os vimos ainda. O que por aqui passou, as mais das vezes amputado, nada mais foi do que (com algumas excepções honrosas) produtos melhor ou pior acabados de um cinema comercial ou comercializável. E, no entanto, entraram no nosso país 341 novos filmes [...].»
E apesar do triste panorama, tiveram os portugueses a oportunidade de ver uns bocados – o que sobrou após os cortes da censura – de pepitas incontornáveis, como seja Blow Up de Antonioni, 2001: Odisseia no Espaço de Kubrick, Laços Eternos de Delvaux, Play Time de Tati, e, entre as reposições, Anatomia de um Crime de Preminger, Johnny Guitar de Nicholas Ray e Esplendor na Relva de Kazan.

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Censura e Cinema


JOSEPH LOSEY
MARCEL MARTIN
GUIDO ARISTARCO
NEVILLE HUNNINGS
CARLOS ARAÚJO
et alli
trad. António Damião, António Landeira, António Pescada, Carlos Araújo, Garcia de Abreu, Luísa Fialho e Manuel Machado da Luz

Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,3 cm x 11,1 cm
228 págs. + 6 págs. em extra-texto
exemplar estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apesar de «As opiniões expressas neste caderno não [serem] necessàriamente as da Editora» (nota editorial na ficha técnica), o que sobressai pode resumir-se nas seguintes palavras de Joseph Rovan:
«A censura é sempre uma homenagem prestada pelos que receiam o movimento e a investigação aos que têm como regra de vida a inquietude e a aventura.»

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sábado, maio 23, 2015

Promptuario Analytico dos Carros Nobres da Casa Real Portuguesa e das Carruagens de Gala


J. M. [JOAQUIM MARIA] PEREIRA BOTTO, monsenhor cónego

Lisboa, 1909
Imprensa Nacional
1.ª edição
tomo I [único publicado]
28,6 cm x 18,5 cm
334 págs. + 41 folhas em extra-texto, uma das quais desdobrável
ilustrado no corpo do texto e em separado
texto impresso a negro, vinhetas e capitulares impressas a sépia
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do inventário do acervo do Museu dos Coches. Cada peça está documentada com a respectiva imagem e descrição histórica, técnica, estética, etc.

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quarta-feira, maio 20, 2015

Cravo



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Luiz Duran

Lisboa, 1976
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 14 cm
184 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício ao baixo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de textos o mais das vezes de reflexão acerca do lugar do escritor e dos lugares que o circundam. Por vezes, definindo verbalmente as suas felizes conclusões; como esta: «Não se pode ser nada, quando o solo debaixo dos pés é um coágulo informe sorvido por outros corpos sociais dominantes de que os que governam são apenas lacaios.»

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Maina Mendes



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Mendes de Oliveira

Lisboa, 1969
Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
292 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmou em 1977 Eduardo Lourenço, no seu prefácio a uma edição posterior da vertente obra:
«[...] mundo de frustração [...], mundo de sufocação [...], a genérica condição da mulher portuguesa [...], [constitui] só por si um acontecimento na história real e textual da moderna consciência feminina, assinalando nela a passagem da mulher como “objecto” à sua conversão em “sujeito”.
Sujeito da história, da sua própria história e das “histórias” que consagram essa conquista do seu reino [...]
[...] Nenhum dos nossos livros contemporâneos redistribui com tanto sucesso as experiências mais criadoras da prosa portuguesa, de Fernão Lopes a Guimarães Rosa, paisagens atravessadas e recriadas, a par de outras, com uma originalidade absoluta. Não é a sua visão, nem desorbitada como a de Herberto Helder, nem irrepressível e aleatória como a de Bessa Luís. Exprime-se com contenção e reserva, em parágrafos tensos para melhor explodir a ira informe mas controlável que a habita como herança sua e da longa linhagem que do castro ibérico até ao interior morto da sala burguesa se metamorfoseou em história e natureza. [...]»

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Da Rosa Fixa



MARIA VELHO DA COSTA
capa de Vitorino Martins

Lisboa, 1978
Moraes Editores
1.ª edição
19,9 cm x 8,5 cm (esguio)
240 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, com sinais de goma no verso da capa e nas primeira e última folhas
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Português, Trabalhador, Doente Mental


MARIA DE FÁTIMA BIVAR VELHO DA COSTA
capa de Henrique Ruivo

Lisboa, 1976
Empresa de Publicidade Seara Nova, S. A. R. L.
1.ª edição
20 cm x 14,3 cm
168 págs.
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz a escritora Maria Velho da Costa, aqui no exercício da sua licenciatura em grupo-análise e neurologia:
«A [...] designação inicial [do vertente trabalho] que, de humilde, passou no decorrer do tempo a demasiado ambiciosa[,] era: “Estudo Experimental: Doença Mental e Indústria”[,] e deveria processar-se no âmbito das actividades de investigação em Ciências Humanas Aplicadas à Indústria do Serviço de Produtividade do Instituto Nacional de Investigação Industrial do Ministério da Economia. O sujeito do dito estudo seria eu, funcionária do organismo referido. O objecto seria uma amostra reduzida de trabalhadores da Indústria submetidos ao foro do Ministério da Saúde, após devidamente ratificados pelas autoridades competentes como doentes mentais. Até aqui, tudo parece claro, pois que nada inquieta se só atentarmos aos nomes cordatos que se lhe der. Só que o real que esses nomes ocultam não é ludibriável, e, ao mergulharmos na sua espessura, ao ressentir-lhe como monstruosas as contradições, ao averiguar-lhe da génese, certas designações e a trajectória e atitudes nelas implícitas nos parecem risíveis, senão totalmente monstruosas. [...]»
E após dois anos de captura de informações dentro do Hospital Miguel Bombarda, de 1972 a 1974, dois anos, dos quais «[...] jamais [lhe] trouxeram habituação ao sentimento de sordidez e abjecção [...]» perante aquilo que Velho da Costa viu, conclui:
«[...] O meu estar ali sempre foi determinado pela percepção inicial de que aquele era um dos lugares onde a sociedade escondia e punia os seus membros atingidos do maior mal – a incapacidade de vender a sua força de trabalho, a incapacidade de conformar-se aos valores ideológicos que a classe dominante lhes impunha: trabalho alienante, troca de afectos pobre, resignação, passividade. [...]»
Na leitura dos inquéritos assim coligidos por Velho da Costa, fica-se com a certeza de como a sociedade portuguesa, no seu conjunto ocultando-se atrás de procedimentos institucionais, era a perfeita réplica de uma espécie de estilinismo, se bem que com a bênção da religião oficial, onde pontuavam as prisões políticas, os confessionários e os manicómios.

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terça-feira, maio 19, 2015

Discurso recitado pelo Conde de Samodães



[FRANCISCO DE AZEREDO TEIXEIRA DE AGUILAR]

Porto, 1885
Sociedade Nacional Camoneana / Typographia de Antonio José da Silva Teixeira (Cancela Velha)
1.ª edição
22,3cm x 14,4 cm
24 págs.
subtítulo: Na sessão de 10 de Junho de 1885 – No 305.º anniversario do passamento de Luiz de Camões
exemplar com a capa envelhecida e com restauro mas aceitável; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita de António de S. Payo a Alberto Osório de Castro
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo conde de Samodães, intelectual influente na cidade do Porto.

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Humilhados e Ofendidos


ANDRÉ CHARPAK
(peça extraída do romance de Dostoïevsky)
trad. Manuel de Lima

Lisboa, 1962
Teatro Moderno de Lisboa (Sociedade de Actores)
1.ª edição
18,3 cm x 11,5 cm
2 págs. + 40 págs. + 2 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, maio 18, 2015

Catálogo das Moedas Indo-Portuguesas do Museu Municipal do Pôrto


DAMIÃO PERES

Porto, 1924
Museu Municipal do Pôrto
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
160 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Catálogo de inestimável valor para a História, redigido e impresso por altura da aquisição de cerca de quatrocentas espécies, por parte do referido museu, aos herdeiros do general e numismata Martins de Carvalho.

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sábado, maio 16, 2015

Eu Sou um Homem Ilustre


ALICE OGANDO
capa de Júlio [de Sousa (1906-1966)]

Lisboa, 1942
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12,6 cm
204 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequenas falhas de papel na lombada; miolo limpo, sinais de foxing nas primeiras e últimas folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«Mulher do contista e comediógrafo André Brun, Alice Ogando [1900-1981] foi actriz, tradutora e prolixa escritora dos mais diversos géneros literários. Utilizou, entre inúmeros pseudónimos, os de A. H. de Almeida, Marge Grey, Henry Marcel, Jane O’Brien, mas o que a tornaria mais famosa seria o de Mary Love, sob o qual publicou dezenas de romances e novelas “cor-de-rosa”, ao gosto do sentimentalismo popular da época. Foi ainda autora de textos radiofónicos no mesmo tom (Rádio Drama, na ex-Emissora Nacional) e dedicou-se também ao teatro declamado. [...] Traduziu obras de Stephan Zweig, entre outras. [...]» É de acrescentar que só talvez razões comerciais terão ditado o recurso à pseudonimia, pois a sua obra autógrafa não difere muito, estilisticamente, de tudo o mais que escreveu.

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Ha-de Dizer Mamã


ALICE OGANDO

Porto, s.d. [circa, 1937]
Livraria Civilização – Editora
1.ª edição
19,3 cm x 13 cm
40 págs.
miolo impresso sobre papel superior algodoado
capa a duas cores sobre papel de fantasia canelado, tem colado um cromo a sépia
exemplar em bom estado de conservação; miolo no geral limpo, com ocasionais picos de oxidação devido à porosidade absorvente do papel
assinaturas de posse nas págs. 1 e 3
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve peça teatral representada no Porto, em Janeiro de 1937, no Teatro São João. Não passa de um monólogo caseiro, encenando os estéreis dramas sentimentais da vida doméstica de uma mãe burguesa.

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A Prima Tança


ALICE OGANDO
capa de Julio [de Sousa (1906-1966)]

Porto, 1936
Livraria Civilização, Editora
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
capa impressa a uma cor sobre cartolina marfim, com sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Peça teatral escrita para a actriz Ilda Stichini, em que a própria Alice Ogando aparece consignada no elenco.

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segunda-feira, maio 11, 2015

Morabeza


MANUEL FERREIRA

Lisboa, 1958
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
23,4 cm x 16,2 cm
112 págs.
subtítulo: Contos de Cabo Verde
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

O livro teve a distinção literária como Prémio Fernão Mendes Pinto em 1957, e apresenta-se aqui na sua forma original. Isoladamente, o conto que dá título ao conjunto veio a ser publicado em Angola na Colecção Imbondeiro, no ano de 1961.

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Morabeza


MANUEL FERREIRA
capa de Fernando Marques

Sá da Bandeira (Angola), 1961
Colecção Imbondeiro (ed. Autor)
2.ª edição (1.ª edição em separado)
16,6 cm x 12,2 cm
32 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor nascido no continente, na zona de Leiria (1917-1992), tendo sido enviado em missão do exército para Cabo Verde, veio a ser um dos mais relevantes ficcionistas de feição cabo-verdeana, e ensaísta de referência na área das literaturas africanas de expressão portuguesa.

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Hora di Bai


MANUEL FERREIRA

Coimbra, 1962
ed. Autor (Atlântida / Vértice)
1.ª edição
18,3 cm x 11,7 cm
224 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Manuel Ferreira nasceu na Gândara dos Olivais – Leiria. Militar, prestou serviço durante seis anos em Cabo Verde, onde desperta a sua vocação literária. [...] Escritor sensível e humano, de raiz neo-realista, Manuel Ferreira tem-se dedicado sobretudo à ficção e ao estudo de assuntos ultramarinos. Da sua obra, destacamos os livros de contos “Morna” e “Morabesa”, cujos temas foram colhidos na realidade cabo-verdiana a que permanece estreitamente ligado.»

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domingo, maio 10, 2015

Tempo Africano


MANUEL BARÃO DA CUNHA
capa e ilust. Neves e Sousa

s.l. [Cascais ?], s.d. [1971]
Didáctica Editora
1.ª edição
20,7 cm x 13,7 cm
176 págs.
ilustrado
exemplar estimado, defeito e mancha de humidade na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Memórias de um ex-combatente das forças armadas, «[...] itinerário geográfico e humano, ao longo do tempo e do espaço, de uma geração fortemente marcada pelas vicissitudes dos anos sessenta, no Ultramar Potuguês. [...]» (da nota editorial na contracapa).

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As Portas Que Abril Abriu


[JOSÉ CARLOS] ARY DOS SANTOS
ilustrações de António Pimentel

Lisboa, 1975
Editorial Comunicação / Discófilo
1.ª edição
[21 cm x 21 cm] + Ø 17,5 cm
32 págs. + 1 extended play (vinil)
ilustrado a cor
impresso sobre papel superior
exemplar estimado; miolo limpo
da tiragem que inclui o disco com a gravação do poema recitado pelo Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Portas Que Abril Abriu [junto com] A Bandeira Comunista | Reforma Agrária



JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS
Joaquim Pessoa
ilust. António Pimentel (livro)

Lisboa, 1975 e 1976
Editorial Comunicação
TLD – Toma Lá Disco, SCARL
1.ª edição (ambos)
[21 cm x 21 cm] + [17,9 cm x 17,9 cm]
32 págs. + 1 disco EP estereofónico (vinil)
ilustrado a cor (livro)
exemplares muito estimados; miolo limpo (livro), sem defeitos (disco)
lote de colecção
135,00 eur (IVA e portes incluídos)

A gravação discográfica inclui os poemas A Bandeira Comunista e Canção do Emigrante, de Ary dos Santos (1937-1984), e Reforma Agrária e Calendário, de Joaquim Pessoa (nasc. 1948). O poema de Ary alude directamente à destruição e incêndio criminosos do Centro de Trabalho do Partido Comunista Português em Braga durante o dia 11 de Agosto de 1975, levados a cabo por um grupo operacional da extrema-direita.

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Ary dos Santos [manuscrito inédito]



JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS

s.l., s.d. [circa 1960]
manuscrito inédito não assinado (caligrafia comprovada)
18,8 cm x 12,2 cm
redigido a tinta de esferográfica na contracapa de um exemplar da 8.ª edição (Julho de 1960) de Fel de José Duro
exemplar em bom estado de conservação
PEÇA ÚNICA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Soneto de inaudita repulsa pelo almirante Américo Tomás, não figura em nenhuma das suas obras literárias impressas, e, certamente – dado o conteúdo –, também nunca terá sido publicado em qualquer periódico.
Transcrição diplomática:

Um riso alvar
Um franzir de sobrancelhas
um boné a desabar
que cai sobre as orelhas

[Num gesto sempre igual] [cortado]

olhos no dono postos
ou no chão para ver os pés
Homem triste e sem gostos
e sem o vigor do português

Palhaço fardado d’almirante
marinheiro que nunca andou no mar
Sabujo, lacaio que é capaz

de se curvar e envilecer perante
o seu dono – Salazar
Um só existe: – o Tomaz.

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Resumo [livro impresso e variante manuscrita de 1 poema]



J.[OSÉ] C.[ARLOS] ARY DOS SANTOS

Lisboa, 1972
[ed. do Autor] Livraria Quadrante (distribuição)
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
80 págs.
capa e orientação gráfica de C.[idália] de Brito [Pressler]
exemplar manuseado, mas muito aceitável

[junto com 1 folha manuscrita, datada e assinada, com a versão primitiva do poema que surge na pág. 15 sob o título «Soneto Presente»]
29,6 cm x 20,9 cm
1 folha A4 apenas escrita de um lado
para além do título e de ser diverso na pontuação, o poema perdeu na versão impressa a confusa dedicatória do manuscrito: «Para o Manuel João [Palma Carlos] – meu Pai, e meu irmão mais novo.»
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poema alude ao que no ano anterior havia acontecido a Ary dos Santos: a proibição e apreensão de um livro seu.
David Mourão-Ferreira caracterizou um dia a sua obra assim:
«[...] mesmo quando francamente ao serviço de um ideário e de uma praxis cívica que não recusam assumir-se como tais [Ary aderiu ao Partido Comunista Português em 1969], rarissimamente renuncia, no entanto, àqueles pendores da invenção metafórica e da recriação vocabular que constituem outra vertente da modernidade. [...]»

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Resumo


J.[OSÉ] C.[ARLOS] ARY DOS SANTOS
capa e grafismo de C.[idália] de Brito [Pressler]

Lisboa, 1972
[ed. do Autor] Livraria Quadrante (distribuição)
1.ª edição
18,9 cm x 12,4 cm
80 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fotos-grafias


J.[OSÉ] C.[ARLOS] ARY DOS SANTOS
NUNO CALVET

capa e grafismo de Cidália de Brito Pressler

Lisboa, 1970
Livraria Quadrante – Eduardo R. Ferreira, Lda.
1.ª edição
23,5 cm x 21,2 cm
56 págs.
profusamente ilustrado com reproduções fotográficas de Nuno Calvet
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro proibido e apreendido pelas polícias do Estado Novo.

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VIII Sonetos


[JOSÉ CARLOS] ARY DOS SANTOS
pref. Manuel Gusmão
ilust. Rogério Ribeiro

Lisboa, 1984
Edições Avante!
1.ª edição [única]
33,2 cm x 24,2 cm
50 págs.
ilustrado
impresso em off-set sobre papel couché mate, fólios soltos acondicionados em estojo editorial
exemplar muito estimado, com vinco no canto superior direito da aba do estojo; miolo limpo
é o n.º 2.362 de uma tiragem declarada de 3.000 exemplares únicos [«As matrizes usadas na impressão foram destruídas após o acabamento desta edição que não será reeditada»]
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

São os derradeiros versos conhecidos de Ary dos Santos. Segundo a ficha técnica do volume, «Nos últimos meses de 1983, quando já se encontrava gravemente doente, José Carlos Ary dos Santos decidiu trabalhar para a publicação de um livro de 35 sonetos. [...]
[...] apenas oito haviam sido completados à data da morte, em 18 de Janeiro de 1984. [...]»
O editor tentou, pois, reconstituir a ordem por que foram escritos, dando-os a conhecer, também em fac-símile, no estado em que se encontravam.

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sexta-feira, maio 08, 2015

Pintura de um Outeiro Nocturno e um Saráo Musical ás Portas de Lisboa no Fim do Seculo Passado


MARQUEZ DE RESENDE

Lisboa, 1868
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição [única]
22 cm x 15,7 cm
48 págs.
subtítulo: Feita e Lida no Primeiro Serão Litterario do Gremio Recreativo em 12 de Dezembro de 1867
em bom estado de conservação, aberto mas por aparar, com a capa de brochura intacta
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do relato satírico daquilo a que, na actualidade, chamaríamos uma “tertúlia literária”, ou um “magusto poético”, género de encontro entre intelectuais e a sociedade culta ainda hoje muito em voga.

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Algarviana


MÁRIO LYSTER FRANCO

Faro, 1982
Edição da Câmara Municipal de Faro
1.ª edição
volume I – A-B [único publicado]
22,2 cm x 17,2 cm
X págs. + 394 págs.
subtítulo: Subsídios para uma bibliografia do Algarve e dos autores algarvios
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de Josefina Lúcio de Azevedo, esposa do republicano Aníbal Lúcio de Azevedo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da vida e obra de Mário Augusto Barbosa Lyster Franco (1902-1984) diz-nos José Carlos Vilhena Mesquita o essencial, na página electrónica Algarve – História e Cultura: Mário Lyster Franco – figura modelar do regionalismo algarvio, e daí é de citar, a propósito da vertente obra:
«Trabalhei nessa obra-mestra da cultura algarvia desde 1980 até meados de 1984. Verifiquei então que os verbetes estavam apenas “alinhavados” e que as entradas biobibliográficas estavam paradas desde 1940. Inclusivamente a maioria dos autores contemporâneos estavam por fazer. Fiz a actualização do 1.º volume e comecei a fazer o 2.º volume, cujos trabalhos tive de interromper porque a Câmara na altura se desinteressou pela edição da obra. Profundamente chocado com essa atitude o Dr. Lyster Franco deixou-se cair num estado de prostração física, de afasia intelectual e de desinteresse pela vida. Cegou num ápice e entrou num estado de senilidade galopante que obrigou ao seu internamento numa instituição hospitalar nos arredores de Lisboa, onde viria a falecer pouco depois. [...]»

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Mistérios da Praia da Rocha


MARCOS ALGARVE

Vila Nova de Famalicão, 1926
Tipografia «Minerva», de Cruz, Sousa & Barbosa, L.da
1.ª edição
22,2 cm x 14,9 cm
336 págs.
exemplar estimado, capa levemente manchada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Marcos Algarve, um dos pseudónimos do republicano Francisco Marques da Luz (1875-1960), foi um autodidacta, presidente de município e comerciante em Portimão, legou-nos uma escrita que se estendeu pelo conto, as memórias de viagens e políticas, o jornalismo. (Fonte: Anuário Artístico e Literário de Portugal para 1948, Agência UPI – União Portuguesa de Imprensa, Lisboa, 1948)

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O Apóstolo


GERHART HAUPTMANN
trad. Oliva Guerra

Coimbra, 1945
Instituto Alemão da Universidade de Coimbra
1.ª edição
19,8 cm x 13,3 cm
42 págs.
composto manualmente em elzevir e impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa oxidada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do poeta Alexandre O’Neill
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Gerhart Hauptmann (1862-1946), alemão de origem silesiana, a quem foi atribuído o Nobel em 1912, veio a ser abertamente conivente com o regime nazi, nomeadamente no que diz respeito à eugenia e à “limpeza racial”. Já durante a Primeira Guerra Mundial o seu apoio ao belicismo alemão fôra claro e inequívoco.
Oliva Guerra (1898-1982), para além da circunstância da vertente tradução, destacou-se como pianista e professora no Conservatório Nacional de Lisboa, assim como poetisa de época.
O poeta Alexandre O’Neill (1924-1986), por altura da sua dedicatória no ante-rosto deste livro ainda não era surrealista...

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quinta-feira, maio 07, 2015

A Noite e o Riso


NUNO BRAGANÇA
capa de Mendes de Oliveira


Lisboa, 1969
Moraes Editores
1.ª edição
18,8 cm x 12,1 cm
344 págs.
subtítulo: Tríptico
exemplar bem conservado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Nuno Manuel Maria Caupers de Bragança, até a redução que lhe fez denota o corte com uma sociedade de espartilhos, saias com folhos, polainas e plastrons. E é isso a que a sua escrita literária procede: ao corte com os pergaminhos. Directa, principalmente, livro que prossegue a radicalidade do vertente, sendo o primeiro grande livro publicado após o 25 de Abril, dos que os escritores diziam ter “na gaveta” por causa da censura, verificou-se ser também quase o único. Não existirá ficcionista seu contemporâneo que não tenha ido aí beber, ao seu sarcasmo caricatural e à sua demolição morfológica e sintáctica.
Fez parte do núcleo fundador de O Tempo e o Modo.

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Do Fim do Mundo


NUNO BRAGANÇA
capa de João Segurado

Lisboa, 1990
Edições «O Jornal» – Publicações Projornal, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14,1 cm
88 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Mais de cinco anos depois da sua morte prematura, um admirável livro inédito de um dos nossos maiores escritores revelados na segunda metade deste século. Na linha de “A Noite e o Riso”, à escrita deste novo romance de Nuno Bragança [1929-1985] se aplica com inteira justeza o que sobre ela escreveu João de Melo: ‘uma das mais luminosas da literatura portuguesa’.»

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quarta-feira, maio 06, 2015

Anoiteceu no Bairro


NATÁLIA CORREIA

Lisboa, 1946
Edição da Casa do Livro
1.ª edição
18,6 cm x 13,7 cm
302 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, contracapa com sinais de foxing; miolo limpo
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance do período anterior ao mergulho lustral da autora açoreana no surrealismo – coisa que só aconteceu nos finais dos anos 50 do século XX –, vive literariamente de um certo realismo com antecedentes no Raul Brandão de Húmus. Num outro plano, pela teia social que liga as suas personagens femininas, pode ser encarado também como um “libelo” feminista.

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Poesia de Arte e Realismo Poético


NATÁLIA CORREIA

Lisboa, s.d.
A Antologia em 1958 (ed. Mário Cesariny de Vasconcelos)
1.ª edição
18,7 cm x 13,2 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
dístico: «Os poetas faz descer ao vil terreno e os líricos subir ao céu sereno»
composto em Bodoni e impresso sobre papel superior
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem deste absolutamente notável texto programático:
«[...] Quanto mais a poesia se compraz em ser género literário, mais ela traduz uma adaptação que trai a fuga às responsabilidades da consciência. Só quando afronta corajosamente a existência é que a poesia se justifica plenamente como meio duma transformação da vida. [...]»

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O Encoberto



NATÁLIA CORREIA
capa de Correia de Pinho

Alfragide (Damaia), 1969
Galeria Panorama
1.ª edição
21 cm x 12,8 cm
128 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos a ensaísta Maria de Fátima Marinho (ver Natália Correia, 10 Anos Depois, Universidade do Porto, 2003):
«Influenciada pelo Surrealismo e, consequentemente, herdeira de uma perspectiva pouco interessada em evocar mitos ou temas do passado, Natália Correia não deixa, contudo, de aliar o pendor subversivo, próprio de toda a vanguarda, ao fascínio irresistível provocado por certas figuras que se tornaram presenças incontornáveis na cultura portuguesa.
[...] em 1969, ao servir-se da figura de D. Sebastião, propõe uma interpretação paródica e caricata de uma das personagens mais caras ao imaginário nacional.
[...] a autora permite-se impor leituras díspares [da consignada na História oficial], cómicas e trágicas, onde o grotesco aglutina definitivamente o sublime.»

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As Maçãs de Orestes

NATÁLIA CORREIA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição (nesta forma antológica)
18,2 cm x 11 cm
128 págs.
exemplar como novo
carimbo de «oferta do editor» na pág. 3
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de uma escolha de poemas vindos dos seus livros originais Dimensão Encontrada, Passaporte, Cântico do País Emerso, O Vinho e a Lira e Mátria, assim como três significativos inéditos. Da sua criação literária dizem Virgílio Martinho e Ernesto Sampaio, organizadores da Antologia do Humor Negro (Edições «Afrodite» de Fernando Ribeiro de Melo, Lisboa, 1969):
«[...] Poetisa que entende a poesia como “substância mágica desorbitada da sua funcionalidade primitiva”, como meio de aprofundar o mistério da vida e de recriar o mundo, desmistifica na sua obra as solicitações do espírito tendentes a des-sexualizar um universo inteiramente erotizado, a substituir o objecto e o desejo que o descobre por uma espécie de oração inarticulada às Ausências perfeitas, de fuga à terra ou voo nos espaços abstractos de um absoluto improvável. A poesia de Natália Correia, bem terrena e carnal, caracteriza-se assim por um deslumbramento perante a força prodigiosa do Eros na síntese e conciliação de todos os contrários, na plena humanização da vida. [...]»

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A Mosca Iluminada


NATÁLIA CORREIA
capa e grafismo de Cidália de Brito Pressler

Lisboa, s.d. [1972]
Quadrante
1.ª edição
19 cm x 12 cm
88 págs.
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] A Mosca Iluminada não se poupa a incursões pelo mundo social, pessoal e íntimo, numa visão demiúrgica dessa maga sibilina e contestatária, fascinada pelo universo onírico do surrealismo, que consagra o seu trajecto existencial ao conhecimento das coisas, da sua circunstância e das palavras que as hão-de nomear. Sendo talvez a obra mais açoriana de Natália, numa época profundamente marcada por um regime conservador que retirava às cidadãs o direito de voto, Natália Correia revelou-se a mulher mais iconoclasta de Lisboa, como era qualificada pelos seus contemporâneos, ousada e intrinsecamente criadora de uma modernidade estética que vai beber à fonte inesgotável do romantismo. Questionando instituições ancestrais, como a família, o casamento, a conjugalidade, a política, e pondo em causa conceitos adulterados pela hipocrisia (a felicidade, a alegria, a entreajuda), grita contra a guerra colonial, “masculina preferência da morte que a inteligência das minhas mamas ofende”. É neste contexto que a sua escrita se afirma desassombrada e galvanizante, conjugando imaginação, memória e amor para construir os alicerces de uma poesia que se suporta no fulgor de uma vida assumidamente autêntica na sua complexidade. [...]» (Leocádia Regalo, in Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo / BPARAH, n.º 3, Julho de 2013)

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Antologia da Poesia do Período Barroco


NATÁLIA CORREIA, selec., introd. e notas
[capa de José Escada]

Lisboa, 1982
Moraes Editores
1.ª edição
20,1 cm x 15,4 cm
344 págs.
da prestigiada colecção Círculo de Poesia
exemplar novo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do lúcido prefácio da organizadora:
«[...] O culto da obscuridade – uma poesia que se oculta para seduzir – concorre para imprimir à poesia de Seiscentos esse carácter minoritário em que alguns críticos vêem o código de uma elite intelectual espanholizada, hostil ao paladar do povo. Uma poesia, portanto, impopular? Sim e não. Impopular na medida em que a retórica cultista sobrecarrega essa poesia de virtuosismos que reduzem a sua comunicabilidade a uma esfera de iniciados. Observe-se contudo, que este círculo mais hermético onde se apertam as malhas do tecido da literatura barroca não é um exclusivo da poesia seiscentista. [...]
Restringir a poesia da época barroca a um ensimesmamento aristocrático releva de uma restrição crítica que valoriza a leitura histórico-literária em detrimento de uma leitura poética, a única que permite autentificar, mesmo no quadro mais hermético da poemática cultista, fulgurações de um entusiasmo e engenho líricos que nos contagia e seduz, amortecendo a nossa prévia resistência a uma fachada aristocrática que, franqueada a entrada, se simplifica e justifica como introdução no mundo de surpresas e revelações que o interior nos reserva. Estranheza semântica? Sem dúvida, mas funcional, ou seja, com função de extrair um sentido de combinações inusitadas, e não “arte pela arte” como sentenciam as avaliações crítico-racionalistas da perceptiva extrapoética.
Quem rasgar os horizontes da poesia barroca, com olhos limpidamente poéticos, colherá momentos de grande poesia, apenas prejudicada por um estilo comum que, à distância, homogeniza a família barroca como acontece com o lirismo galego-português onde a diferenciação se faz pela qualidade. [...]»

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Epístola aos Iamitas


NATÁLIA CORREIA
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1976
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
21 cm x 13,6 cm
68 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse na última página
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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