terça-feira, setembro 29, 2015

Bibliografia da Literatura Clássica Luso-Brasílica



JOSÉ DOS SANTOS

Lisboa, 1917 [aliás, 1916]
Livraria Lusitana
1.ª edição
8 cadernetas (ou fascículos) (é tudo quanto se publicou*)
27,8 cm x 20,3 cm
272 págs. (num. cont.) [(7 x 32 págs.) + 48 págs.] + 1 folha em extra-texto + 1 encarte (boletim de assinatura)
subtítulo: Elementos Subsidiários para a Bibliografia Portuguesa
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior creme
exemplares muito estimados, capilhas com restauros; miolo irrepreensível, por abrir
acondicionados em estojo próprio de fabrico recente
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brito Aranha refere-se ao «bibliógrafo consciencioso», que foi José dos Santos, no Dicionário Bibliográfico Português (Inocêncio Francisco da Silva / B.A., vol. XXII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1923), nos seguintes termos:
«[...] O Sr. José dos Santos, filho de outro de igual nome e de Joaquina Júlia, é natural do Rochoso, distrito da Guarda, onde nasceu a 15 de agosto de 1881. Veio muito novo para Lisboa, e aqui se dedicou ao ofício de marceneiro, chegando a ser um bom artista e de gôsto aprimorado, como tivemos ensejo de verificar. Em 1909 abriu loja de alfarrabista na Calçada do Combro. Pouco tempo depois dava sociedade a seu irmão Manuel dos Santos, a qual foi dissolvida em 1913. [...]»

* Segundo Álvaro Neves, no seu Raridades Biblíacas – Edições Incompletas (Biblioteca da Universidade, Coimbra, 1945): «[...] A obra suspendeu devido à carestia do papel, motivada pela guerra de 1914-1918.»

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Raridades Biblíacas


ALVARO NEVES

Coimbra, 1945
Biblioteca da Universidade
1.ª edição [única]
24,8 cm x 16,3 cm
4 págs. + 128 págs.
subtítulo: Edições incompletas – Subsídios
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
rara peça de colecção e trabalho
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Álvaro Oliveira Toste Neves (1883-1948), que, «[...] Com apenas 13 anos, necessidades de subsistência económica obrigaram-no a deixar de estudar, para trabalhar como marçano na Livraria Ferin, e foi assim que um assíduo e íntimo contacto com os livros veio a moldar em Álvaro Neves [...] o perfil de um dedicado bibliófilo. Depois, ao mesmo tempo que trabalhava como correspondente comercial, foi começando a organizar as suas próprias pesquisas bibliográficas [...].» Tendo colaborado em inúmeros jornais, quer como especialista nessa matéria quer com artigos de reportagem, ficou célebre «a sua notável notícia [nas páginas do Diário de Notícias] dos acontecimentos ocorridos em Lisboa na noite de 3 para 4 de Outubro de 1910». Deve-se-lhe ainda hoje o relevo que conferiu à obra de Rafael Bordalo Pinheiro e que culminou na criação do respectivo museu. «[...] Finalmente, o nome de Álvaro Neves está indissociavelmente ligado ao Dicionário Bibliográfico Português de Inocêncio, cujo XXII vol. (1923), da responsabilidade de P.[Pedro] V.[Venceslau] de Brito Aranha, reviu após a morte deste, em colaboração com Gomes de Brito, e cuja publicação promoveu junto do Ministério da Instrução.» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994)

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Eques Faria Filius É António Leitão de Faria


ALVARO NEVES

Lisboa, 1942
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
23 cm x 16,7 cm
2 págs. + 62 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Processo de identificação do calígrafo e desenhador do século XVIII
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
ostenta carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa nas duas primeiras folhas
é o n.º 234 de uma edição limitada a 250 exemplares assinados pelo Autor
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Contributo para a identificação dos trabalhos do pintor Cavaleiro de Faria (Eques Faria), representado na colecção do Museu das Janelas Verdes.

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domingo, setembro 27, 2015

Notícias do Livro


Lisboa, Novembro de 1978 a Maio de 1979
dir. Maximino Gonçalves
Edição da Editorial Notícias
7 números (completo)
22,1 cm x 14,5 cm (estojo)
88 págs. + 80 págs. + 80 págs. + 88 págs. + 108 págs. + 80 págs. + 80 págs.
profusamente ilustrados
exemplares muito estimados; miolo limpo
sublinhados a tinta no n.º 7
acondicionados num estojo de fabrico recente
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico infelizmente de curta duração, para além de regular informação relevante para os agentes culturais no sector livreiro, deu voz, em entrevistas mensais, a editores então de referência.

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Decálogo do Estado Novo


Lisboa, s.d.
s.i. (Lith. de Portugal)
[1.ª edição ?]
19,2 cm x 10 cm
1 folha-volante
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante documento é esta folha-volante com os dez mandamentos do tirano, exemplo da sua “dialéctica às avessas”. Do 6.º deles: «“Não há Estado forte onde o Poder Executivo o não é.” O Parlamentarismo subordinava o Govêrno á tirania da assembleia política, através da ditadura irresponsável e tumultuária dos partidos. O Estado Novo garante a existência do Estado Forte, pela segurança, independência e continuïdade da chefia do Estado e do Govêrno.» (Refutava-se aqui, portanto, o veredicto popular...)

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quinta-feira, setembro 24, 2015

O Cavalo Espantado



ALVES REDOL
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1960
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 13,4 cm
328 págs.
encadernação de amador inteira em sintético
aparado e carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o escritor António Quadros (fichas de leitura para o departamento de aquisições da Fundação Calouste Gulbenkian): «É este um dos melhores, senão o melhor romance de Alves Redol. Afastando-se aqui do neo-realismo, escreveu uma narrativa cujos principais personagens são um casal de refugiados judeus, durante a guerra, e um funcionário português de um consulado sul-americano. Romance de tipo psicológico; põe em relevo a estrutural seriedade de espírito do português, que não conhece racismos e é humano e compreensivo no seu trato com estrangeiros. Livro francamente recomendável.»

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Uma Fenda na Muralha


ALVES REDOL
capa de Octávio Clérigo

Lisboa, s.d. [1959]
Portugália Editora
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
316 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
pequeno rótulo colado ao baixo na lombada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Testemunho do drama quotidiano dos pescadores da Nazaré. Alves Redol pode servir de exemplo de autodidatismo conseguido pela experiência, pela observação, pelo estudo, pela cultura, pela actividade sócio-política – que sempre procura transmitir aos outros transpondo-a para os seus livros.
Capa referenciada no catálogo Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008).

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Avieiros


ALVES REDOL
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1942
Livraria Portugália
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
308 págs.
capa impressa a duas cores directas e resina
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Talvez tenha sido em 1937 que Redol está num Domingo de manhã na taberna de António Vitorino e entra um homem cujo comportamento é distinto dos demais. Questionado, Vitorino diz-lhe que é um avieiro e que faz parte de um grupo social que vem da zona de Vieira de Leiria, que pesca no Tejo e que vive nos barcos. O então candidato a escritor desconhece tal grupo. Note-se que, percorrendo o Mensageiro do Ribatejo, não se encontra qualquer referência a esta gente. E, em Vila Franca ainda é geralmente desconhecida, mesmo para quem, como Redol, tudo procura sobre a vida do povo, se dá com muitas pessoas e tem uma família que trabalha em ramos de comércio por onde passam muitas e variadas populações. Alves Redol interessa-se pelo assunto, sabe mais através de Jerónimo Tarrinca que o leva à Toureira, onde estabelece amizades, o que não é nada fácil, tratando-se de avieiros, gente fechada, individualmente e como comunidade, que só casam uns com os outros.
Durante quatro anos percorre as aldeias avieiras. [...] Nas férias de 1941 [...] consegue instalar-se na aldeia da Palhota a convite da comunidade local, que reúne o seu conselho de anciãos para tomar a decisão. Existe acordo, mas desde que a mulher o acompanhe. Assim, Redol e Maria instalam-se em casa de Manuel Lobo. Os dois vão pescar com Manuel Guerra e Maria experimenta remar o barco, tal como as mulheres avieiras fazem: enquanto os maridos lançam e recolhem as redes e o peixe apanhado, elas remam. [...]
No início do ano [de 1942] sai à estampa o romance Avieiros, em edição da Livraria Portugália. É um novo êxito de público e a grande maioria das críticas são entusiasmadas, apesar das objecções de Mário Dionísio. Acha que a forma usada não é a mais adequada ao Neo-Realismo. Acha que existe muita retórica. Mas em 1943 sai a 2.ª edição, em 1944 a 3.ª e em 1945 a 4.ª. É um romance em que, pela primeira vez na literatura portuguesa, uma mulher tem papel de liderança.» (António Mota Redol, «A história do ceifeiro rebelde – Uma Biografia de Alves Redol», in Alves Redol – Horizonte Revelado, Assírio & Alvim / Museu do Neo-Realismo, Lisboa / Vila Franca de Xira, 2011)

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Forja


ALVES REDOL

Lisboa, 1948
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
212 págs.
subtítulo: Tragédia
exemplar estimado, capa com alguns picos de oxidação; miolo limpo
carimbos de posse nas duas primeiras páginas
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lembra Fernando Gusmão nas suas memórias (fonte: António Ventura, Memórias da Resistência, CML – Biblioteca Museu República e Resistência, Lisboa, 2001): a peça de Redol «[...] tinha sido proibida, sem nunca ter subido à cena. Nesta altura, todavia, tínhamos a certeza que a ambas [a outra aqui referida é Alfama de António Botto] havia sido levantada a proibição pela Comissão de Censura, informação recebida por nós na respectiva repartição do SNI.
Moreira Baptista disse-nos que conhecia, por a ter lido, a peça de Botto, mas não conhecia a peça de Redol e mostrou logo o desejo de a ler. Ficou combinado que para o efeito lhe deixaríamos no seu gabinete um exemplar da Forja e, em face disto, indicou-nos o dia de um próximo encontro para lhe dar tempo e poder ler a peça de Redol.
No dia aprazado, lá estávamos no SNI e entre nós e Moreira Baptista aconteceu a seguinte conversa: “Gostei muito da peça de Redol, mas porque querem fazer duas peças? Isso não vos dará mais trabalho e trará mais gastos? Porque não fazem apenas um espectáculo com uma das peças?” Houve uma pausa da nossa parte e de seguida respondemos: “Se resolvêssemos levar apenas uma das peças, qual delas o senhor doutor nos sugeria?” Moreira Baptista respondeu de imediato: “Eu acho que a Forja é melhor peça que a do Botto e, se fosse eu a escolher, era essa que levava à cena!” Resposta muito pronta da nossa parte: “Nós somos da mesma opinião e, nesse caso, levaremos então a Forja.” [...]
Entretanto, dias antes desta nossa última ida ao SNI, tínhamos já em nosso poder dois exemplares, que havíamos enviado à Censura, das peças de Redol e de Botto com os respectivos carimbos “Aprovado pela Comissão de Censura”, e por este motivo demos início aos ensaios. [...]
Quando tinham decorrido mais de quinze dias de aturados ensaios, recebemos da repartição respectiva uma carta, que apresentava desculpas pelo lapso acontecido, ao mesmo tempo que nos era comunicado que “a peça a Forja, de Alves Redol, não estava aprovada, mas sim reprovada pela Comissão de Censura desde...”. E seguia-se uma data muito anterior à do dia em que tínhamos sido recebidos pela primeira vez por Moreira Baptista no SNI. [...]»

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A Barca dos Sete Lemes


ALVES REDOL
capa de Sebastião [Rodrigues]

Lisboa, 1958
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14,3 cm
516 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
valorizado pela assinatura do Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

No todo da obra de Redol este romance inicia um trabalho de secundarização do dogma político neo-realista e consequente desenho literário de personagens possuídos de um coração e de psiquismo.

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Nasci Com Passaporte de Turista


ALVES REDOL

Lisboa, 1940
Livraria Portugália
1.ª edição
18,9 cm x 12 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
peça de colecção
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neste livro de contos, Alves Redol «[...] relata [no conto epónimo] na 1.ª pessoa a experiência de uma jovem judia, empregada de escritório numa cidade alemã que, sem qualquer relação com a língua ou religião judaicas, vê subitamente que o seu mundo e o seu quotidiano se alteram radicalmente com o início da repressão anti-semita dos nazis. O seu mundo ruía para sempre.
Antes de tal facto, na sua quietação de burguesinha, circulava excitada nas ruas com os rostos anónimos que com ela se cruzavam, o seu modo especial de exprimir a sua crença na fraternidade entre os homens. E disso já nada restava. Abrira-se uma fronteira entre os que aspiravam a uma pureza ariana e os que passavam a não ter a dignidade própria de uma pessoa para se tornarem numa coisa tatuada para sempre com um J a vermelho. [...]» (Vítor Viçoso, «Do realismo “etnográfico” ao lirismo telúrico em Alves Redol», in Alves Redol – Horizonte Revelado, Museu do Neo-Realismo / Assírio & Alvim, Vila Franca de Xira / Lisboa, 2011)

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A Flor Vai Pescar num Bote


ALVES REDOL
ilust. Leonor Praça

Lisboa, 1968
Publicações Europa-América
1.ª edição
21,9 cm x 17,2 cm
44 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
impresso a duas cores
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo*
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Singela historinha infantil, cujas ilustrações se destinam a ser coloridas pelos jovens leitores.
* O vertente exemplar apresenta já pintadas a lápis-de-cor as figuras nas págs. 5, 6 e 7.

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domingo, setembro 20, 2015

Miren Ustedes


LEAL DA CAMARA

Porto, 1917
Livraria Chardron, de Lélo & Irmão
1.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
232 págs.
subtítulo: Portugal Visto de Espanha
ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no frontispício e na pág. 5
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Tomás Júlio Leal da Câmara, o caricaturista «feroz» de «uma época de acesos combates republicanos jacobinos e anticlericais, no termo da monarquia portuguesa, que o obrigaram ao exílio... e ao sucesso internacional» (Vasco de Castro, Leal da Câmara, Colares Editora, Sintra, 1996), surge-nos na vertente obra como escritor, cronista e repórter no país vizinho. Escreve, em vésperas da partida, ao seu estimado Aquilino:
«Parto àmanhã para Madrid. Vou fazer dez entrevistas para um jornal do Brasil [A Noite] quanto à posição da Espanha face a face da Europa em guerra. [...]» (in Aquilino Ribeiro, Leal da Câmara – Vida e Obra, Livraria Bertrand, Lisboa, 1951)

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terça-feira, setembro 15, 2015

Brazão de Armas, Sêlo e Bandeira da Cidade e Município de Lisboa


JAIME LOPES DIAS

Lisboa, 1945
Imprensa Municipal de Lisboa
1.ª edição
24,7 cm x 18,7 cm
24 págs. + 2 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] a peça principal das Armas é o barco, que é de prata e de negro, a bandeira é branca (representando a prata) e de negro. [...]
O barco é de negro e de prata; o negro simboliza a terra e significa firmeza e honestidade; a prata denota humildade e riqueza.
O campo das armas é de ouro, por ser o metal mais rico na heráldica e significar nobreza, fidelidade, constância, poder e liberalidade.
O mar representa-se heràldicamente por faixas ondadas de prata e de verde. O esmalte verde significa esperança e fé.
E assim, com estas peças e êstes esmaltes fica representado o valor da cidade e a índole dos seus naturais. [...]» –
Ora aqui está uma memória descritiva de que os actuais “designers” gráficos não percebem patavina!... Aliás, hoje em dia, na ânsia de se estar em voga e de dar emprego a uns ignorantes com ideias garridas, aquilo que representa o município está esvaziado de qualquer simbologia, tanto pode representar a capital de um país com oito séculos de existência como uma efémera marca de peúgas.

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quinta-feira, setembro 10, 2015

Brinde de “Civilização”




FIDELINO DE FIGUEIREDO
LOURENÇO CAYOLLA
FERREIRA DE CASTRO
ARMANDO FERREIRA
CAMPOS MONTEIRO
capas e ilust. Roberto Nobre

Porto, 1929
Civilização – Grande Magazine Mensal
1.ª edição [única]
5 fascículos (completo)
18,2 cm x 11,8 cm (fascículos) / 19,1 cm x 12,1 cm (estojo)
5 x 32 págs.
títulos: 1 – Revoada Romantica; 2 – Esfinge; 3 – Carta de Reabilitação; 4 – Mentir; 5 – A Promessa
ilustrados
acabamento com um ponto em arame
exemplares estimados; miolo limpo
voluminhos acondicionados em estojo de manufactura recente
peça de colecção
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto significativo de textos literários de autores que de alguma maneira marcaram a época.

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terça-feira, setembro 08, 2015

Cabo Verde – Contribuição para o Estudo do Dialecto Falado no Seu Arquipélago


MARIA DULCE DE OLIVEIRA ALMADA

Lisboa, 1961
Junta de Investigações do Ultramar
1.ª edição
25,6 cm x 18,3 cm
168 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poesia de Cabo Verde


JOSÉ OSÓRIO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1944
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,2 cm x 16,4 cm
48 págs. (não numeradas)
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, algum foxing na capa; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve conjunto de poemas de Jorge Barrosa, Manuel Lopes, Baltasar Lopes, Pedro Corsino Azevedo e Nuno Miranda, precedido de interessante ensaio de Osório de Oliveira.

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Coração Insone


ANTÓNIO DE NAVARRO
pref. Franco Nogueira e João Gaspar Simões

Lisboa, 1971
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
21,5 cm x 15,7 cm
232 págs.
exemplar como novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Volume onde se reúne toda a poesia de cariz africano da obra do escritor (1902-1980), que foi sempre considerado dos mais representativos da geração ligada à revista presença. Ser-lhe-á, todavia, atribuído nos derradeiros dias antes da queda do regime fascista, o patriótico Prémio Camilo Pessanha, criado pela primitiva Agência-Geral das Colónias.

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Poema do Mar



ANTÓNIO DE NAVARRO
retrato do autor por João Hogan
carta-prefácio de Jorge de Sena


[Porto], 1957
Portugália
1.ª edição
20,7 cm x 14,9 cm
196 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado, miolo limpo, apresenta pequenas manchas de antiga humidade no verso do extra-texto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante poeta no contexto das folhas literárias da presença, sendo, segundo José Régio, dos «mais permanentes ou mais representativos» [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998]. Para Jorge de Sena, «[...] a sua poesia se me afigura muito fácil e muito difícil, feita daquela trama subtil e um pouco solta que enfeitiça e ilude o leitor jovem e entusiasta.
Muito fácil, pois parecia, e parece felizmente ainda, uma das mais perfeitas vitórias do modernismo na expressão poética, através apenas de um total abandono à imaginação sensível que por si mesma e a si mesma se sugestiona [...].»
O autor é pai do escritor António Rebordão Navarro, e juntos dirigiram a revista literária portuense Bandarra.

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Ave de Silêncio



ANTÓNIO DE NAVARRO
capa de Roberto de Araújo
grafismo de Luís Amaro

Lisboa, 1942
Portugália
1.ª edição
21,2 cm x 14,1 cm
120 págs.
capa serigrafada
exemplar envelhecido, com falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
é o n.º 363 de uma tiragem chancelada pelo Autor
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ARQUITECTO JORGE SEGURADO
ostenta colado no verso da capa o ex-libris deste último
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Páginas de Doutrina e Crítica da “presença”


JOSÉ RÉGIO
pref. e notas de João Gaspar Simões
capa de João da Câmara Leme

Porto, 1977
Brasília Editora
1.ª edição
20,4 cm x 14 cm
376 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de toda a participação literária de Régio no periódico em título.

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História do Movimento da “Presença”


JOÃO GASPAR SIMÕES
Coimbra, 1958
Atlântida, Livraria Editora
1.ª edição
21,3 cm x 15,4 cm
296 págs.
subtítulo: Seguida de uma Antologia
exemplar muito estimado, apenas as primeira e última folhas mostram picos de antiga humidade
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora Gaspar Simões declare na Nota de abertura a sua pretensão de não ter feito História com H maiúsculo, mas apenas um livro de memórias circunstanciais do que foram as actividades culturais do grupo que, em seu redor, agitou a pasmaceira ignara do pós-primeiro modernismo português (quanto a nós, o segundo modernismo português foi o movimento surrealista...), a verdade é que ninguém melhor que ele soube relatar-nos o clima desses tempos. E assim inicia:
«Fez trinta anos em Março deste ano que apareceu em Coimbra o primeiro número de um pequeno jornal, impresso em papel rosado, um pouco lustroso, no gosto dos papéis em que por essa altura se embrulhavam os remédios nas farmácias da província.
O cabeçalho desse caderno de oito páginas, de pequeno formato, continha poucas palavras: três linhas apenas, a primeira das quais, em velho tipo normando, era o título da publicação. Este, desobedecendo à praxe das publicações congéneres – Trovador, A Folha, Via Latina, Porta Férrea –, inculcava-se apenas por aquilo que de facto era: uma presença. PRESENÇA, em capitais, e não ainda em minúsculas, como aconteceu a partir do quarto número, depois de desdenhado o velho normando, que se trocou por caracteres de madeira. PRESENÇA, eis, pois, o título desse jornal de estudantes que a si próprio se considerava, na segunda linha do cabeçalho, Folha de Arte e Crítica, dando-se como sendo publicado em Coimbra, a 10 de Março de 1927. Composto a duas largas colunas, divididas por um filete, que por sua vez se enquadravam dentro de dois outros filetes paralelos, um formando a cabeça, com a palavra – Presença –, e o outro o pé, o novo jornal apresentava-se como quinzenário e dizia-se dirigido e editado por Branquinho da Fonseca, João Gaspar Simões e José Régio. [...]»

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presença – fôlha de arte e crítica


JOÃO GASPAR SIMÕES
FERNANDO GUIMARÃES
LUÍS AMARO

prefácio de David Mourão-Ferreira


Lisboa, 1977
Secretaria de Estado e da Cultura
1.ª edição
24,4 cm x 18,3 cm
subtítulo: Publicação comemorativa do cinquentenário da fundação da «presença»
profusamente ilustrado com documentos alusivos à publicação e fotografias dos seus autores
exemplar novo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, setembro 07, 2015

A Nossa Casa


EGAS MONIZ

Lisboa, 1950
Paulino Ferreira, Filhos, Lda.
1.ª edição
22,3 cm x 15,4 cm
416 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Este livro é a história de uma família provinciana a que o autor pertenceu. É ele o último representante. [...]
É também a auto-biografia da infância e adolescência do autor, com pormenores que podem considerar-se inúteis, mas em que houve o propósito de pôr em equação as forças hereditárias e elementos educativos que entraram na formação da sua individualidade. [...]»
E o autor era, à data do vertente livro, desde o ano anterior, o nosso primeiro Prémio Nobel, distinção que recebeu no âmbito da investigação médica neurológica. Teve igualmente intensa actividade política como republicano sidonista, sendo fundador do Partido Republicano Centrista, que veio, mais tarde, a diluir-se no Partido Socialista.

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Riscos & Ligações


XAVIER DA CUNHA

Lisboa, 1907
Na Livraria Antonio Rodrigues & C.ª – Editores
1.ª edição
19,7 cm x 13,4 cm
8 págs. + 336 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a branco e negro
conserva a capa anterior de brochura
impresso sobre papel superior
não aparado
exemplar estimado, mancha na pasta anterior, pequeno restauro na lombada; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse na folha de cortina que lhe está reservada
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Invulgar livro de crónicas e memórias pessoais, cuja importância reside na vasta incidência de recordações acerca dos lugares e das gentes, usos e costumes de um país hoje desaparecido. Tendo sido Xavier da Cunha (1840-1920) personagem particularmente culto na sua época – além de cirurgião, desempenhou com brio os cargos de conservador e, depois, director da Biblioteca Nacional –, natural será que isso transpire na leitura das suas obras.

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Pretidão de Amor



XAVIER DA CUNHA
[Luís de Camões]

Lisboa, 1893 e 1894
Imprensa Nacional
1.ª edição
29,5 cm x 22,2 cm
12 págs. + 860 págs. + [4 págs + 16 págs (trad. grega)]
subtítulo: Endechas de Camões a Barbara Escrava seguidas da respectiva traducção em varias linguas e antecedidas de um Preambulo
cartonagem editorial
não aparado
da tiragem especial de 300 exemplares fora do mercado é o n.º 82, em papel de linho azul, atribuído pelo Autor a Francisco de Salles Lencastre
inclui apensa a separata com a tradução para grego levada a cabo por Pedro Augusto de Mello de Carvalho Monteiro
exemplar muito estimado, pastas um pouco gastas, lombada e folhas-de-guarda restauradas; miolo limpo, parcialmente por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
470,00 eur (IVA e portes incluídos)

Xavier da Cunha «[...] nasceu em Evora aos 14 de fevereiro 1840, quando seu pae Estevam Xavier da Cunha, um dos nossos mais distinctos jornalistas, ali exercia o logar de secretario da administração geral do districto. Aos nove annos de edade veiu para Lisboa frequentar disciplinas de instrucção secundaria; e em 1865 terminou o curso da Escola medico-cirurgica, recebendo no “acto grande” a classificação de “approvado plenamente com louvor”. Em 1886 foi provido, precedendo concurso de provas publicas, no logar de segundo conservador da Bibliotheca nacional de Lisboa, e em 1902 houve por bem sua majestade a rainha regente nomea‑lo director da mesma bibliotheca. [...]»
«[...] a impressão d'este livro começou a 10 de junho de 1893, commemorando o 313.º anniversario do passamento de Luiz de Camões, e finalisou em 31 de dezembro de 1895, commemorando-se tambem por esta fórma a empreza do livreiro-editor Estevam Lopes em mandar imprimir no prelo de Manuel de Lyra, em 1595, pela primeira vez, as Rhytmas de Lvis de Camões. [...]»
(Fonte: Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomos XX e XVIII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911 e 1906)

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sexta-feira, setembro 04, 2015

Jogos Floraes Luso-Espanhoes no Estilo do Século XIV Realizados em Lisboa no dia 24 de Maio de 1937


[MÉCIA MOUSINHO DE ALBUQUERQUE
ANNA DE LANCASTRE LABOREIRO PEDRILLA
MADALENA DE MARTEL PATRICIO (promotoras)]

Lisboa, 1937
Jornal «A Voz» / Tip. Americana
1.ª edição
16,1 cm x 23,7 cm (oblongo)
94 págs. (não numeradas)
subtítulo: A beneficio dos hospitaes da Espanha nacionalista
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Certame organizado por três senhoras de sociedade, e realizado com o apoio do Teatro de São Luís, na pessoa do proprietário Ortigão Ramos, destinava-se a angariar verbas para a contra-revolução espanhola. Envolveram-se no evento, entre outros, os intelectuais Antero de Figueiredo, Joaquim Manso, Júlio Dantas, Eduardo Schwalbach, Eugénio de Castro, João Pereira da Rosa, Jorge Colaço, Raul Lino, Afonso Lopes Vieira, Alberto Bramão.

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A Guerra Civil de Espanha


HUGH THOMAS
trad. Daniel Gonçalves
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [circa 1965]
Editora Ulisseia
1.ª edição
20,9 cm x 14,5 cm
XXIV págs. + 548 págs. + 16 págs.
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o mais importante documento histórico-militar acerca da guerra civil que assolou a Espanha durante três anos, e que constituiu o vergonhoso laboratório de ensaio e teste das forças bélicas europeias que iriam protagonizar a Segunda Guerra Mundial.

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quinta-feira, setembro 03, 2015

Corsários Célebres


JOSÉ MOREIRA CAMPOS, comandante

Lisboa, 1946
Editorial de Marinha
1.ª edição
20,4 cm x 13,7 cm
XIV págs. + 176 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, falhas de cartolina na lombada; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de «[...] vários quadros de história naval que exerceram grande influência na marcha da Humanidade [...]» (do Prefácio do autor), contados em jeito de aventura, tendo em vista animar o espírito dos jovens para ingressarem na Marinha. «[...] O corso veio da pirataria, como as guerras justas sobre a terra resultaram da necessidade de defesa contra os ladrões [...]», diz-nos o comandante Moreira Campos, e é neste sentido que inclui o nosso Afonso de Albuquerque (ainda hoje temido e odiado entre alguma população etíope) num rol de bandidos natos, que ele tenta ressalvar dos actos sanguinários de que foram instigadores e protagonistas. Enfim, temos pois um estranho ponto de vista da “marcha da Humanidade”, que deverá ser lido sempre tendo em mente, não a gloriosa embófia do invasor, mas a humilhação dos povos conquistados, violados, saqueados, etc., etc.
O comandante da Marinha José Moreira Campos (1898-1967), republicano histórico, mais tarde opositor ao salazarismo, sempre defendeu a integridade do património ultramarino.

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O Corsario Portuguez


CARLOS PINTO D’ALMEIDA
pref. Eduardo Coelho

Lisboa, 1876
Empreza Editora, Carvalho & C.ª – Director, Castilho e Mello
1.ª edição
18,2 cm x 12,2 cm
288 págs.
subtítulo: Romance Maritimo
exemplar envelhecido, restauros na lombada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Pinto d’Almeida (1831-1899), autor anticlerical e orientalista, pioneiro do género “romance de aventuras”.

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quarta-feira, setembro 02, 2015

A Cidade das Mil Cores


CÉSAR DOS SANTOS
capa de Moura

Lisboa, s.d.
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
184 págs.
subtítulo: Crónicas e Reportagens de Lisboa
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Como jornalista, para além das reportagens no Japão, é, para o também romancista César dos Santos (1907-1974), Lisboa o lugar de eleição de notícia e crónica, de que o vertente livro dá prova.

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