segunda-feira, dezembro 26, 2016

Introdução à Arquitectura Moderna


J. M. RICHARDS
trad. Maria Manuela Ramos
capa do arquitecto Viana de Lima [sobre reprodução fotográfica de edifício projectado por Óscar Niemeyer]

Porto, 1961
Livraria Sousa e Almeida – Edições Sousa & Almeida, Lda.
1.ª edição
23,1 cm x 15,6 cm
148 págs. + 48 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, sir James Maude Richards, sendo arquitecto, notabilizou-se todavia pelos seus muitos escritos versando a arquitectura. Desempenhou, igualmente, o trabalho de edição na prestigiada revista inglesa Architectural Review. O vertente livro, do ponto de vista histórico, ainda hoje poderá constituir um excelente manual de trabalho para estudantes da disciplina.

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Libelo Contra a Arquitectura Orgânica


PIERO BARGELLINI
trad. e pref. Fernando Amado

Lisboa, 1948
Edições Gama
1.ª edição
19 cm x 13 cm
176 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Breve História da Arquitectura


A. MATOS

Porto, 1955
Sociedade Editora Norte
1.ª edição
14,8 cm x 16,6 cm (oblongo)
2 págs. + 62 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Arquitectura


JOSÉ MANUEL FERNANDES
capa de Lígia Pinto

Lisboa, 1991
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para
a Europália 91
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
168 págs.
colecção Sínteses da Cultura Portuguesa
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquitecto e doutorado em História da Arquitectura, José Manuel Fernandes, para quem o urbanismo e a habitação em Portugal estiveram sempre no centro das suas investigações, junta nesta síntese os estilos e os exemplos mais óbvios da construção oficial através dos séculos, caldeando-os vagamente numas leituras de Orlando Ribeiro para referir-se muito de passagem – oito páginas – àquilo que designa por «arquitectura popular» ou «regional». No geral, o livro serve o fim a que se destinava: dar uma ideia do país aos estrangeiros, cativá-los a interessarem-se.


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sábado, dezembro 24, 2016

Saude e Fraternidade [junto com] Deus Guarde a V. Ex.ª...



CAMPOS MONTEIRO
ROQUETE DE SEQUEIRA E COSTA


a) Porto, s.d. [1924 ?]
Livraria Civilização – Editora de Americo Fraga Lamares & C.ª, Limitada
b) Lisboa, 1924
Livraria Pacheco – Depositaria
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,3 cm] + [17,2 cm x 12,9 cm]
260 págs. + 208 págs.
subtítulos:
a) História dos acontecimentos politicos em Portugal desde agosto de 1924 a novembro de 1926
b) História dos acontecimentos politicos em Portugal, que se seguiram aos relatados no livro “Saude e Fraternidade (1926-1928)”
a) brochado; assinatura de posse na folha de rosto
b) encadernação antiga de amador, em tela e papel de fantasia; pouco aparado, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Género literário jocoso, de antecipação dos eventos históricos, que havia feito escola com Lisboa no Ano Três Mil de Cândido de Figueiredo (1892), aqui – ironizando sob a divisa maçónica «saúde e fraternidade» – se antevêem dias em que o mesmo povo que desejou a «república radical» acaba por restaurar a monarquia...
De Campos Monteiro diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] Romancista e contista de inspiração transmontana, muito influenciado por Camilo, os seus livros foram êxito de livraria, com edições sucessivas. O enredo folhetinesco, as situações patéticas, o exagero das paixões, misturam-se a um catolicismo retrógrado e a uma intenção satírica. [...]»
Quanto ao livro de Roquete, o caso fia mais fino. A crítica, também satírica, ao reaccionarismo emergente aponta nomes e situações que conduzem ao baquear da casa real, «sem combate nem grandeza, ante a onda de indignação e do desprezo de todo um Povo», e à fuga do rei.

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Saude e Fraternidade


CAMPOS MONTEIRO
capa e ilust. Amarelhe

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora | Americo Fraga Lamares & C.ª, L.da
9.ª edição («definitiva, com caricaturas de Amarelhe»)
19 cm x 12 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: História dos acontecimentos politicos em Portugal nos primeiros anos do segundo quartel do século XX
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Obra Internacional


S. [SEBASTIÃO] DE MAGALHÃES LIMA

Lisboa, 1896
Livraria de Antonio Maria Pereira – Editor
1.ª edição
19,7 cm x 13 cm
6 págs. + 142 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse no ante-rosto
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«Quando, no nosso paiz, se trata de questões sociaes, não é raro ouvir dizer-se, que são puras theorias, que só d’aqui a tres seculos poderão ter uma solução. E, comtudo, nenhum assumpto foi ainda mais actual e palpitante do que este. A emancipação da mulher, a emancipação do proletariado, a emancipação dos povos, preoccupam hoje todos os espiritos e estão, por toda a parte, na ordem do dia – na America como na Europa; na Inglaterra, como na Alemanha, como na Belgica, como na França. Ousamos mesmo dizer que são estes os unicos assumptos que, actualmente, se ventilam e discutem e para os quaes se procuram soluções promptas e immediatas, afim de evitar, no futuro, um grande cataclysmo social. [...]»

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A Vida dum Apóstolo






SEBASTIÃO DE MAGALHÃES LIMA
org. Álvaro Néves

Lisboa, 1930-1931
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
3 volumes (completo)
23,8 cm x 16,6 cm
[XVI págs. + 312 págs.] + 322 págs. + 328 págs.
subtítulos individuais: I – Escritor; II – Tribuno; III – Jornalista
exemplares estimados; miolo limpo, terceiro volume por abrir
CONJUNTO VALORIZADO PELA TITULARIDADE DE POSSE DE EÇA DE QUEIRÓS POR DÁDIVA DO GRANDE ORIENTE LUSITANO UNIDO EM JANEIRO DE 1932, INSCRITA NO VOLUME II
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra destinada apenas à circulação em privado, nunca tendo ido ao mercado livreiro, «[...] A vida dum apóstolo constitue pàginas de doutrina socrática e fragmentos de história contemporânea.
[...] É o documentário grandíloquo comprovando que o Apóstolo jámais tergiversou. [...]» Assim o apresenta o ensaísta Álvaro Neves, a quem Magalhães Lima atribuiu, em testamento, a responsabilidade da organização da sua obra escrita.

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Magalhães Lima e a Sua Obra



ARCHER DE LIMA

Lisboa, 1911
Typographia da «A Editora»
1.ª edição
24,8 cm x 16,5 cm
320 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Notas e impressões
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, contracapa suja, discretos restauros na lombada; miolo limpo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma importante biografia do homem político a quem coube proclamar a República.

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Morte e Vida Severina

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

s.l., s.d. [São Paulo (Brasil), 1965]
TUCA – Teatro da Universidade Católica
[1.ª edição]
18,1 cm x 12,4 cm
32 págs.
subtítulo: Auto de Natal Pernambucano
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado, apresentando apenas uma mancha na capa que transpirou para o interior sem afectar o texto
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Serviu a vertente dramatização do poema de Melo Neto para o rompimento inaugural do Teatro da Universidade Católica de São Paulo, no Auditório Tibiriçá, a 11 de Setembro de 1965. Na sequência do seu estrondoso sucesso, a empresa discográfica Philips editará no ano seguinte o seu registo em LP, imortalizando-lhe as composições musicais, que trazem assinatura de Chico Buarque de Hollanda.
Para Alexandre Pinheiro Torres, tratava-se de «[...] um dos mais belos poemas de toda a literatura em língua portuguesa, obra-prima incontestável. [...]» (in prefácio a Poemas Escolhidos de João Cabral de Melo Neto, selecção de Alexandre O’Neill, Portugália Editora, Lisboa, 1963).

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Morte e Vida Severina e Outros Poemas em Voz Alta


JOÃO CABRAL DE MELO NETO
capa de Glauco Rodrigues

Rio de Janeiro, 1966
Editôra do Autor
3.ª edição [1.ª edição conjunta]
21 cm x 14,1 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 1.271 de uma tiragem não declarada
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui este conjunto as obras autónomas «Morte e Vida Severina» (auto), «O Rio» (monólogo), «Bailes» e «Dois Parlamentos», que têm em comum destinarem-se a ser lidos em voz alta.

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O Pagador de Promessas


ALFREDO DIAS GOMES

Lisboa, 1963
Publicações Europa-América
1.ª edição (portuguesa)
17,9 cm x 11,4 cm
124 págs.
n.º 61 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o texto editorial na contracapa:
«[...] Obra da mais comovente e sincera humanidade, é o próprio destino do povo brasileiro simples e bom, honesto e tenaz até à teimosia, que Alfredo Dias Gomes [1922-1999] nela evoca. [...]»

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Tempo de Cinema


ARMINDO BLANCO
capa de Lima de Freitas
ilust. Vítor Silva

Lisboa, 1956
Edições Cosmos
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
320 págs. + 26 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio do jornalista Armindo Blanco:
«Até que ponto podem coexistir o cinema-arte e o cinema-indústria? Em sessenta anos de latente hostilidade mútua, o segundo quase tem anulado o primeiro, como consequência directa do gigantesco crescimento dos sistemas de produção, distribuição e exibição. [...]
Está a esboçar-se em Portugal, de há uns anos a esta parte (demonstram-no os quinze cine-clubes já existentes e o interesse cada vez maior que a sua actividade desperta) um movimento tendente a definir os verdadeiros valores da cultura cinematográfica. De certo modo, o presente livro é uma consequência directa desse movimento. [...]»

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O Mitraísmo


ALMEIDA PAIVA
pref. Teófilo Braga

Lisboa / Porto, 1916
José dos Santos / Tip. da Empresa Literaria e Tipografica
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XVI págs. + 176 págs.
subtítulo: Notas historicas e criticas sobre o Cristo persa e o Cristo judeu
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Teófilo Braga:
«[...] O Mithraismo surgiu seculos antes do Christianismo, desenvolvendo-se em seitas philosophicas e associações asceticas, e popularisou-se no Occidente degenerando do seu espirito para o sentido physico dos symbolos, das imagens, das cerimonias impostas pela exterioridade cultual. [...]
Os Padres da Egreja, não podendo occultar as semelhanças entre o Mithraismo e o Christianismo e apagando a successão historica, proclamavam como um embuste do Diabo essas semelhanças ou contrafacções do Christianismo [...].
Este erro propositado tornou-se o criterio theologico, que abstrae do meio social e das condições historicas ou synchronismos de datas. Assim o problema christologico para os theologos entrou na esphera dos Milagres de um magismo contemporaneo, um phenomeno assombroso sem antecedentes evolutivos, com origens de lendas, desconhecidas da edade critica e historica em que se colloca o seu apparecimento. [...]»

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sexta-feira, dezembro 23, 2016

O Sampaio da Revolução de Setembro


A. A. TEIXEIRA DE VASCONCELLOS

Paris, 1859
Typ. Guiraudet [ed. Autor]
1.ª edição
14,6 cm x 10 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o carimbo da Assembleia Commercial Portuense
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia de António Rodrigues Sampaio (1806-1882).

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O Espectro



[ANTÓNIO RODRIGUES SAMPAIO]

s.l., 16 de Dezembro de 1846 a 3 de Julho de 1847
1.ª edição [de circulação clandestina e grátis]
63 jornais + «O Estado da Questão» (sob a forma de intróito ao volume) + 2 suplementos ao n.º 22 + 1 suplemento ao n.º 25 + 1 suplemento ao n.º 31* + 1 suplemento ao n.º 41 + 1 suplemento ao n.º 42 + 1 suplemento ao n.º 44 + 1 suplemento ao n.º 49 + 1 suplemento ao n.º 54 (enc. em 1 vol.) (colecção completa)
26,1 cm x 20,5 cm
276 págs. + 4 págs.
encadernação coeva com lombada em pele gravada a ouro
aparado
exemplar estimado, com a segunda folha-de-guarda rasgada, pastas gastas sobretudo a das costas; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Ad. Loureiro, assim como o carimbo do mesmo no canto superior direito do primeiro fascículo
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rocha Martins considera Rodrigues Sampaio o «maior temperamento de jornalista da sua época». Este seu jornal de combate político – que somente nesta «nova edição» lhe está atribuído – foi publicado clandestinamente e, uma vez mais, diz Rocha Martins: «Era terrível o panfleto, em cujas páginas o jornalista verberava, na mais aspérrima linguagem, os agravos do poder» (vd. Pequena História da Imprensa Portuguesa, Lisboa, Editorial “Inquérito”, 1941). É, por exemplo, de grande interesse histórico para a compreensão do golpe militar do marechal Saldanha em 1846.

* Embora o respectivo cabeçalho indique «2.º supplemento ao numero 31 do Espectro», nenhum outro foi publicado.

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O Espectro


ANTONIO RODRIGUES SAMPAIO

Lisboa, 1880-1881 [16 de Dezembro de 1846 a 3 de Julho de 1847]
Bibliotheca Politico-Litteraria, Editora [Typographia do «Diario da Manhã»]
«nova edição conforme a edição original» [2.ª edição]
63 jornais + «O Estado da Questão» (sob a forma de intróito ao volume) + 2 suplementos ao n.º 22 + 1 suplemento ao n.º 25 + 1 suplemento ao n.º 31 + 1 suplemento ao n.º 41 + 1 suplemento ao n.º 42 + 1 suplemento ao n.º 44 + 1 suplemento ao n.º 49 + 1 suplemento ao n.º 54 (enc. em 1 vol.) (colecção completa)
30,5 cm x 21 cm
282 págs.
sóbria encadernação de amador inteira em tela com rótulo espelhado
por aparar
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, dezembro 14, 2016

Tristessa


JACK KEROUAC

Nova Iorque, 1960
Avon Book Division – The Hearst Corporation
1.ª edição
texto em inglês
16,2 cm x 10,6 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack Kerouac (1922-1969), que fez nome literário à custa do livro panorâmico On the Road (Pela Estrada Fora), foi, juntamente com Allen Ginsberg, William Burroughs, Lawrence Ferlinghetti, Gregory Corso e muitos outros, figura-de-proa daquilo que melhor se designa por “beat generation”. Geração de escritores, artistas plásticos e músicos do pós-Segunda Guerra Mundial norte-americanos, que preparou o terreno revolucionário das mudanças de mentalidade e de relação com o poder, violentamente expressas pela juventude em Maio de 1968. Mas Kerouac inscreveu, na moderna literatura norte-america, algo mais que o sofrimento das drogas e do álcool: deu provas também, por exemplo neste Tristessa, de uma veia romântica que, para além da morfina, se deixa absorver na paixão amorosa, e que ele exprimiu de forma literária inconfundível.

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Pela Estrada Fora


JACK KEROUAC
trad. H. Santos Carvalho
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, s.d. [1960, seg. BNP]
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
404 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da narrativa de referência para a geração que veio a concretizar, por toda a América do Norte e alhures, a proposta de deriva juvenil que culminou no hedonismo hippy da década de 60 no século XX.

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France Écoute


[LOUIS] ARAGON

Argel, Julho de 1944
Editions de la Revue Fontaine
2.ª tiragem
texto em francês
14,6 cm x 11 cm
28 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Brochura publicada na Argélia no momento em que os Aliados desembarcavam na Normandia, num apoio claro aos combatentes do Dia D – Paris será libertada da ocupação nazi no imediato dia 25 de Agosto –, saída da mão de um Aragon (1897-1982) já na altura figura-de-proa do PCF e da Resistência, e como tal produzida na clandestinidade.

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La Lumière de Stendhal


ARAGON

Paris, 1954
Éditions Denoël
1.ª edição
18,7 cm x 12 cm
272 págs.
exemplar em bom estado
com interesse para a história da deserção das fileiras surrealistas
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui ensaios acerca das obras de Stendhal, Prosper Mérimée, Kleist, Zola, etc.

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terça-feira, dezembro 13, 2016

Serra do Gerez


TUDE MARTINS DE SOUSA
capa de Abreu & C.ª

Porto, 1909
Livraria Chardron, de Lello & Irmão
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
X págs. + 158 págs. + 14 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
profusamente ilustrado em separado
exemplar manuseado mas aceitável, restauro na lombada; miolo limpo, papel acidulado
assinatura de posse no frontispício
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, dezembro 09, 2016

A Origem


GRAÇA PINA DE MORAIS

Lisboa, 1958
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,5 cm x 12,7 cm
320 págs.
capa de Maria Helena Nunes dos Santos
exemplar em bom estado de conservação, miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Posfácio da escritora Fátima Maldonado para a reedição deste livro (Edições Antígona, Lisboa, 1991):
«[...] “A guerra começava. Moviam-se interesses de grandes países, ideias, questões de dinheiro, rivalidades políticas, rivalidades económicas... Mas, na realidade, era como sempre mais uma eclosão da angústia humana.” Começa assim o VI capítulo de A Origem, que Graça Pina de Morais escreve em 1958 [...]. São duzentas e cinquenta páginas de interrogações e nem uma resposta. O que não satisfaz ninguém nem é função habitual dos manuais recentes, onde a escrita ao estagnar cria focos de paludismo que vão infectando cada vez mais leitores. Não é portanto um livro moderno visto que é construído com ênfase. Privilegia tudo o que não tem mediata evidência. Coisas não quantificáveis, como o espírito da terra ou a respiração das casas ou os ajustes com a morte – um fato a que, desde o nascimento, se vão alargando as costuras. Tramas de desgarre, como a fúria do sangue, as sentenças da alma, ou as marés vivas do corpo. Escolhos onde naufraga a modernidade, incapaz de assimilar o que sobra do héctico racionalismo em que se alistou. [...] Graça Pina de Morais já em 1958 tornara este livro numa expedição arqueológica. Página a página escava câmaras, põe a descoberto figuras soterradas, desvenda selos, desvela faces. Ao exumar do pó o último caixão damo-nos conta que as sete gárgulas que se ajoelham dos lados não são guarda bastante para tanta calamidade. Porque da família se trata e das execuções entre pares se faz a peritagem. Mutilações donde o amor nunca se ausenta nem desvia a face, antes se deleita a cada órgão suprimido. Nesta cerimónia de sangue oficia Graça Pina de Morais, a sacerdotisa. Num quarto forrado de cetim amarelo – não sei porquê mas a luz que infiltra o livro parece-me provir desse choque – vai com as mãos protegidas por luvas, daí o ênfase, autopsiando sucessivas memórias. No fim pisamos carne. Chega-se ao termo com os sapatos sujos de tanta anatomia. Mas se estivermos atentos ouviremos bater o trinco da janela. Alguém se evadiu da mesa sacrificial. Sem ceder a nenhuma interrogação irá fomentar motins por recusa do verbo. [...]»
Um livro notável, que tem escapado à observação mórbida dos profissionais... felizmente.

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O Pobre de Santiago



GRAÇA PINA DE MORAIS
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1955
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
19,5 cm x 12,4 cm
164 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Médica e escritora, referem-se-lhe António José Saraiva e Óscar Lopes, na História da Literatura Portuguesa (Porto Editora, 15.ª ed., Porto, 1989), nos seguintes brevíssimos termos:
«[...] Algumas das melhores revelações femininas podem ligar-se àquela tendência subjectivamente demolidora que procura atingir a mola íntima, existencial, de liberdade, através de uma nauseada, ou angustiada, negação genérica, afinal muito semelhante à teologia negativa dos místicos. Em geral, tal negatividade recobre um inconfessável apego aos valores da religiosidade tradicional, e isso é bem sensível [nos romances] de Graça Pina de Morais, [...] cuja linguagem trai, por outro lado, as fontes dostoievsquianas-saudosistas do seu senso de mistério [...].»

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Tanta Gente, Mariana...


MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Victor Palla

Lisboa, s.d. [1959]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,9 cm
152 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Maria Judite de Carvalho (1921-1998) e é, simultaneamente, a obra que firmou o seu prestígio no meio literário lisboeta.

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Paisagem Sem Barcos



MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1963]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar n.º 423 de uma tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores (que será encerrada em 1965 após assalto policial)
em bom estado de conservação, miolo muito limpo, sobrecapa com pequenos restauros
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tendo-se iniciado nas lides jornalísticas em 1950 como redactora da revista Eva, e, mais tarde, ingressando nos quadros do Diário de Lisboa, onde permaneceu até finais dos anos 80, José Cardoso Pires recorda a sua personalidade sorumbática e angustiada assim [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000]: «[...] não participava em nada... Sentava-se ali como quem ia à repartição... Não conheci uma única pessoa com quem se desse. Só uma vez a vi alegre.» E o próprio marido, Urbano Tavares Rodrigues, dela afirma: «Vivia como espectadora, sempre céptica e desencantada... Uma dor funda sempre a acompanhou [...].»
E no entanto este seu terceiro livro constitui um dos «[...] momentos mais altos da sua arte de ficcionista. [...] Os temas serão, no geral, os das suas anteriores novelas: frustração no amor e na amizade, dor de viver, solidão, egoísmo quotidiano. O que, sem ser de agora, aqui se nos patenteia de um modo cada vez mais claro é o empenho social desta escritora discreta, cujo bom gosto extremo não consente o alarido, cuja natureza anti-retórica recusa o plaidoyer, mas que vai fazendo nos seus livros, implacàvelmente, o processo agudo, melancólico, irónico, da sociedade burguesa em crise. [...]»

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Os Armários Vazios



MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,3 cm
172 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA À FILHA
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Mário Dionísio, em nota editorial na contracapa:
«Os contos de Maria Judite de Carvalho [...] revelam um tom de exprimir o amor e a infelicidade de amar, uma maneira de observar o mundo e de o mostrar, de o sentir e de o tornar sensível, que imediatamente denunciam a nacionalidade da autora.»

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Cidades Indefesas


FÁTIMA MALDONADO
capa do cineasta J.[oão] Botelho

Coimbra, 1980
Centelha – Promoção do Livro, SARL
1.ª edição
17,7 cm x 11,7 cm
72 págs.
exemplar estimado, embora a capa apresente sinais de antiga humidade; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos, A Regra do Jogo, Lisboa / Porto, 1981):
«É um primeiro livro, e desde logo renovante na nossa mais recente poesia. Uma tentativa de organizar o discurso confessional (desligado do lirismo intimista), que não perca de fito a recusa de ser um mero ofício de autenticidade: escolhe uma pose onde se busca tão-só organizar uma verosímil sinceridade. [...]
É importante, porém, não perder de vista que não é fundamental que se trate de uma mulher, mas sim que sejamos confrontados com histórias de uma pessoa que tem o sexo feminino. Não há primarismos feministas: há feminilidade. Que pode ser tão-só aquilo que também atinge outro sexo qualquer: a complexa mágoa de quando temos de reencontrar o corpo que pedimos que tomassem de nós. Numa naturalidade das referências ao sexo, à sua moral, às suas dominações interiores, enquanto se cospe a audácia de uma difícil despedida.
A mulher não é uma palavra de ordem: é um modo de ver e de ser. Não é uma fuga ao homem (por muito que possa assistir essa legitimidade a outras mulheres), para a penumbra do ódio e do racismo sexual: é um taco a taco com as taras masculinas dominantes e com esse mundo da pequena-burguesia sexual onde o homem se julga homem por se reprimir aos códigos que lhe convencionaram ser de homem, e que ninguém sabe particularmente quais são na fragilidade do ser. Sem perder nenhum tempo com missionarismos, Fátima Maldonado sarcastiza essas taras maioritárias que desfecundam o caminho entre muitos homens e muitas mulheres. [...]»

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Filipa


JOSÉ MANUEL PRESSLER
capa e grafismo de Cidália de Brito [Pressler]

Lisboa, 1967
Editado por Manuel de Castro
1.ª edição
17,9 cm x 13,6 cm
60 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota explicativa do poeta Manuel de Castro:
«José Manuel Pressler nasceu em Lisboa, freguesia de S. Sebastião da Pedreira, a 16 de Março de 1938.
Na noite de 29 de Outubro de 1965, em Bruxelas, cerca das 21 horas e 30 minutos, disparou um tiro na cabeça, tendo utilizado um velho revólver para tal fim. [...]
Os jornais que noticiam esta espécie de acontecimentos anunciam normalmente “faleceu” ou “pôs termo à vida”. O vulgo diz “morreu”. O padre Manuel Bernardes preferia “passou”. Eu, amigo do suicida por ínvios caminhos, afirmo: mudou.
A ultrapassagem de um certo limite é, para o predestinado, uma mudança de situação, nunca uma consequência.
Os que lerem este livro que procurem nele os porquês e os comos que tanto preocupam as costureiras literárias.
O responsável pela edição limita-se a propôr à leitura dos interessados a herança dum companheiro de aventura e mistério.
Sem explicações.»

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O Poeta Nu


JORGE DE SOUSA BRAGA
capa sobre fotografia de João Francisco Vilhena
grafismo de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
2.ª edição
19 cm x 12 cm
176 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião dos seis primeiros livros do escritor.

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Baladas


RUI SANTOS
capa de Mário Eloy

Lisboa, 1933
UP da Sociedade Gráfica, Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
110 págs.
exemplar manuseado, com acentuado restauro da capa; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Conjunto de pequenos contos. Segundo nota do escritor Pedro da Silveira, apensa ao exemplar que se encontra na Biblioteca Nacional: «Este livro foi apreendido, por ordem de Salazar. Motivo: a História que vem a páginas 95-98. A capa de Mário Eloy é a única que fez este pintor.» História que vale a pena transcrever na íntegra:
«Naquele país muito rico morria-se de fome. Mas todos os cidadãos esfregavam as mãos de contentes, porque tinham a certeza de que o seu país era rico.
Um dia, na praça pública, caiu um jovem.
Acercaram-se dêle um profeta, um filósofo e um coxo.
O resto era a multidão...
(E só a multidão olhou a sua desgraça – sem a ver: porque a multidão só sabe olhar!)
O filósofo meditou na afinidade que existia entre o nariz e a côr pálida do jovem e a indiferença, mais anciosa do que o costume, daquela gente para com a sua história – a sua fome.
E fez uma teoria!
O coxo, perante o moribundo, recordou todo o seu passado num pé só.
Não acreditava que se pudesse morrer, a não ser por falta dum pé.
E preguntou curioso:
– O que tem êste homem?
Respondeu-lhe o profeta:
– Tem a cara do ministro das finanças...»

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quinta-feira, dezembro 08, 2016

A Ilha de S. Thomé e a Roça Agua Izé


CONDE DE SOUSA E FARO

Lisboa, 1908
Typ. do Annuario Commercial
1.ª edição
25 cm x 18 cm
XVI págs. + 196 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre couché, capa a ouro e relevo seco sobre cartolina
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Tomé e Príncipe Desconhecidas



A. [ALFREDO] LOUREIRO DA FONSECA

Lisboa, 1918
ed. Henrique J. Monteiro de Mendonça
1.ª edição
33 cm x 22 cm
16 págs. + 9 folhas duplas em extra-texto
subtítulo: Conferência realizada na noite de 16 de Março de 1918, no «Centro Colonial»
ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo estatístico comparativo entre as diversas colónias portuguesas, quer do ponto de vista geográfico, quer populacional, quer no respeitante à administração dos recursos locais.

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A Ilha de S. Thomé e a Agricultura Progressiva



J. E. CARVALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1912
Edição do Auctor / Pap. e Typ. M. Corrêa dos Santos
1.ª edição
17,2 cm x 12,3 cm
244 págs. + 20 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
elegante encadernação em meia-francesa com gravação a ouro na lombada e motivos de florália em relevo seco no remate da pele em ambas as pastas
aparado, carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Thomé e Principe



VICENTE PINHEIRO LOBO MACHADO DE MELLO E ALMADA

Lisboa, 1884
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
XX págs. + 540 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Notas de uma Administração Colonial
encadernação antiga com restauro recente na lombada, cantos frágeis, rótulo gravado a ouro na lombada
muito pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, restauro tosco no frontispício
carimbos de posse nas págs. 1, 3 e 5
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo visconde de Pindela, diplomata, par do reino, deputado e ainda governador de São Tomé e Príncipe entre 1880 e 1881, de cuja experiência deixou o vertente estudo.

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Mário Cesariny [catálogo]



RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS

Lisboa, 1977
Direcção-Geral da Acção Cultural – Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição [única]
22,6 cm x 22,7 cm
214 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa
exemplar como novo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira monografia de vulto que o país dedicou ao pintor surrealista Mário Cesariny, obra editada por um órgão oficial do Estado, então secretariado por David Mourão-Ferreira.

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Textos de Afirmação e Combate do Movimento Surrealista Mundial


MÁRIO CESARINY, org., trad., prefácio e notas
grafismo de José Brandão

Lisboa, 1977
Editora Perspectivas & Realidades, artes gráficas, lda.
1.ª edição [única]
23,6 cm x 15,5 cm
516 págs. + 1 folha desdobrável (entre as págs. 256-257)
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse da família do falecido livreiro lisboeta António Barata
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das badanas:
«Sendo de 1947 a primeira tentativa de formação de um grupo surrealista no nosso país (Lisboa) é o presente livro uma excelente comemoração do atraso de vida que os anos da Ditadura impuzeram à publicação de um movimento cujo eixo de revolução exige a total transformação do mundo. A 30 anos do intento inicial, algo se ganhou contudo: a clarificação do sentido da luta travada em numerosos países (excluídos Portugal e também a Espanha), de 1924 até hoje, pelos surrealistas que, isolados ou em grupo, erguem a voz, quando não a própria vida, contra os pistoleiros da Poesia, os assassinos do Amor, os retaliadores da Liberdade, estejam eles na chamada direita, estejam na chamada esquerda, sinalefas, estas, cada vez mais incapazes de conter a actualmente-claramente visível decadência das ideologias, decadência de que o Surrealismo foi e continua sendo primordial fautor.
O leitor interessado encontrará neste livro muitas das principais linhas de fogo surrealista ateadas em França, no Peru, na Roménia, em Inglaterra, em Tenerife, no México, na Holanda, no Brasil, na Argentina, na Checoslováquia, na Síria, no Iraque, na Algéria, no Líbano, nos Estados Unidos da América do Norte. [...]»

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Burlescas, Teóricas e Sentimentais


MÁRIO CESARINY

Lisboa, 1972
Editorial Presença
1.ª edição
18,3 cm x 11,7 cm
208 págs.
exemplar estimado com indícios superficiais de desgaste na capa; miolo limpo
carimbo de oferta da antiga Livraria Barata na folha de ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de poemas recolhidos de anteriores livros do Autor e, pela primeira vez, ordenados cronologicamente, a que foram intercalados alguns ainda inéditos. Mestre surrealista, que o poeta e exegeta Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos – Sobre Poesia Portuguesa Actual e Outras Crónicas, A Regra do Jogo, Porto, 1981), a propósito de um outro livro, qualificou nestes magníficos termos:
«[...] os seus versos têm a ver com um certo pó negro que, fechado nuns fusos e atiçado num certo fio, tem balanços diferentes de adiposidades vindas de bote de ilhas adjacentes. [...]
Poucas vezes na poesia portuguesa o corpo desenhou um espaço tão radicalmente político como na obra de Cesariny. [...] A beleza convulsa das margens sociais, determinadas pelos que se julgam o centro e a ordem, é transformada na sua poesia em lugar exemplar do desejo. [...]
O surrealismo internacional teve um dos seus acasos mais felizes no facto de ter movido, no âmbito português, dois poetas que não eram meros prosélitos, António Maria Lisboa e Mário Cesariny. [...]»

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Cozinha e Doçaria do Ultramar Português


M. A. M. [MARIA ANDELINA MONTEIRO GRILO*], coord.

Lisboa, 1969
Agência-Geral do Ultramar
[1.ª edição]
22,2 cm x 12,5 cm
92 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de grande variedade de receitas oriundas de todas as regiões do imprério colonial português.

* Segundo Adriano da Guerra Andrade, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Ministério da Cultura – Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999.

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quarta-feira, dezembro 07, 2016

Arte de Cozinha



JOÃO DA MATTA
pref. Alberto Pimentel

Lisboa, 1900
[ed. Autor]
4.ª edição («correcta»)
21,2 cm x 14,3 cm
368 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Contém: dois pratos dedicados às Familias Real Portugueza e Imperial Brazileira – 10 jantares completos de primeira ordem – muitas receitas de cozinha ao alcance de todos – uma variada secção de doces, massas, môlhos, caldos e compotas – maneira de pôr a mesa e de a servir, etc.
encadernação modesta em meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, papel ligeiramente manchado entre as págs. 252-269
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico do género, até por ser o primeiro livro redigido a pensar nos profissionais da restauração, além ser a primeira vez, na edição original de 1875, que aparece a receita dos célebres pastéis de bacalhau tal como a conhecemos hoje. João da Mata, filho de cozinheiro, virá a ser um cozinheiro de referência nos finais do século XIX e proprietário, primeiro do Grande Hotel da Mata e, depois, do Hotel Avenida.

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