sábado, janeiro 16, 2016

Estruturalismo


aa.vv.
org. e pref. Eduardo Prado Coelho
trad. Maria Eduarda Reis Colares, António Ramos Rosa e Eduardo Prado Coelho

Lisboa, Maio de 1968
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 14,2 cm
8 págs. + LXXVI págs. + 420 págs.
subtítulo: Antologia de Textos Teóricos
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução à matéria, por EPC:
«[...] O “estruturalismo”, libertando-nos do peso da nossa interioridade, cúmplice talvez involuntária da opressão, da miséria e da angústia do pecado, situa-nos cruelmente no espaço onde a acção se impõe para que no limite dela se erga o riso branco da loucura. Horizonte de incêndio, nele irá adormecer em cinza o cansaço das vozes e dos corpos.»
Não deixa de ser assinalável que, em pleno Maio de 1968, os intelectuais universitários de Lisboa ainda andassem às voltas com o estruturalismo. No preciso instante em que, um pouco por todo o mundo, a juventude atirava borda fora o encarneiramento e a tolice neo-académica, Lisboa iria dar início ao longo sono ressonado num pseudo-cientifismo crítico. E serão estes protagonistas da “estrutura” que, volvidos vinte anos, acabarão a louvaminhar o triunfo das sucatas culturais amontoadas pelo pós-modernismo... Não pode dizer-se que os pensadores portugueses nossos contemporâneos, muito leves, muito frescos, não tenham feito sempre tudo para ir atrás da moda, sobretudo afrancesada... como numa alfaiataria.

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