sábado, janeiro 16, 2016

Nítido Nulo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 14,2 cm
320 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Todas as interrogações do livro [Nítido Nulo foi escrito durante o ano de 1969], que põem em causa Deus e o pecado original. Salazar e o regime. A revolução e a acção revolucionária. A liberdade e a prisão. Todas elas desembocam numa vontade de ver o horizonte, o eterno “nítido nulo” do horizonte, como única certeza. Porque a prisão do condenado não é só a prisão de um Estado. Tem algo a ver com a nossa condição humana. Mas a cela dessa “prisão” engana, porque “a sala é larga e limpa. As próprias grades são pintadas de branco para deixarem passar a alegria que puderem. Decerto entendeu-se que sofria mais assim”.
Em suma, há uma frase algures em Nítido Nulo que poderia dar o tom ideal para a leitura deste livro, para mim um dos mais importantes de Vergílio Ferreira: “Dizer ‘não’ é abrir um espaço para o homem se pôr de pé”. Dizer não.
(Fonte: João Carlos Santana da Silva, pág. electrónica «A Causa das Coisas», 13 de Janeiro, 2009)

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