domingo, fevereiro 28, 2016

Andam Faunos pelos Bosques



AQUILINO RIBEIRO
[capa de Abel Manta]

Paris / Lisboa, 1926
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição (5.º milheiro)
18,8 cm x 12,3 cm
XVI págs. + 330 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
autenticado com o sinete do Autor
carimbo de posse no ante-rosto e ex-libris de Carlos J. Vieira no verso da pasta anterior
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de abertura ao estilo de longa carta a Brito Camacho, em que justifica a dedicatória da obra e dá pequenas achegas pelo conteúdo que na leitura se verá, ou como ele diz, num estilo inconfundível:
«[...] neste livro, os abades não são mais que um acidente; a personagem central é o génio da espécie. Ás almas santas, aos censores que me acoimam de cronista encartado de clérigos como Camilo de brasileiros, direi que são estes os últimos e irrevogáveis do meu guinhol. [...]
[...] se não temesse a pedantaria, aqui deixava a frase heróica e imoderada: fecha com êste trabalho o meu primeiro ciclo. [...]
Vou descer à urbs, depondo a pena que a crítica suficiente qualificou de regionalista. [...]»
E desceu realmente à cidade: no ano seguinte «Vive em Santo Amaro de Oeiras, passando o tempo entre as obrigações da Biblioteca, e o trabalho da sua obra. Implicado na revolta contra a Ditadura Militar, que eclodiu no Porto a 3, e em Lisboa a 7 de Fevereiro deste ano [1927], foge à perseguição policial, abala para a Beira Alta, e segue nesse mesmo ano para Paris – “E lá fui de mala aviada, a caminho do meu segundo exílio!” Nesta cidade, vive cerca de um ano. Foi então demitido do seu lugar da Biblioteca Nacional. Em fins deste ano, regressa clandestinamente a Portugal e acolhe-se à Soutosa [...]» (ver Manuel Mendes, Aquilino Ribeiro, Editora Arcádia Limitada, Lisboa, 1960).

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