domingo, fevereiro 07, 2016

Barcelona


CAMILO JOSE CELA
ilust. Federico Lloveras

Barcelona, 1975
Editorial Noguer, S.A.
2.ª edição
texto em castelhano
24,5 cm x 17 cm
88 págs.
subtítulo: Calidoscopio callejero, marítimo y campestre de C. J. C. para el reino y ultramar, II
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação editorial com gravação a ouro na lombada e sobrecapa polícroma
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Descrição “romântica” e intelectual de uma Barcelona que naquela época franquista (1970), na área urbana, já começava a ficar escondida por baixo do que nos anos 80 veio a designar-se por movida, e que mais não passou do que o triunfo passageiro da boémia nocturna, com as classes média e alta, subitamente instigadas pelos bancos ao esbanjamento no consumo fútil, a conviver alegremente com os estratos sociais mais baixos, o lumpen inclusive, e a servir-se destes também no ócio. É óbvio que o académico José Cela, por estranheza e distância, a isto nunca poderia referir-se. Será o cineasta Pedro Almodovar quem, à sua maneira espalhafatosa, sarcástica e sensual, irá registar o melhor retrato de uma Espanha pós-franquista, cujas cidades mais populosas, Madrid e Barcelona, desde sempre cosmopolitas, se despiam à luz crua de holofotes e néon. O livro de José Cela é, por isso, um bom roteiro daquilo que foi lançado no esquecimento, uma visão culta dos lugares, antes de ali se instalarem, com armas e bagagens, os protagonistas das alamedas da toxicodependência, da prostituição e da falta de senso comum.

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