quarta-feira, fevereiro 03, 2016

História da Censura Intelectual em Portugal


JOSÉ TIMOTEO DA SILVA BASTOS

Coimbra, 1926
Imprensa da Universidade
1.ª edição
23,3 cm x 14,9 cm
2 págs. + XIV págs. + 402 págs.
subtítulo: Ensaio sobre a compressão do pensamento português
exemplar manuseado mas aceitável, capa manchada e com restauros toscos; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Toda a cultura portuguesa, do século XVI em diante, esteve condicionada à existência de um forte aparelho censório repressivo, que o correcto José Timóteo da Silva Bastos (1852-1939) estuda e caracteriza no seu brilhante ensaio, logo desde as páginas de abertura:
«Religião e Estado, quási sempre bem avindos pelos tempos fora, poucas vezes incompatíveis ou inimigos, salvo quando explodiam lutas de interêsses de ordem secular, conseguiram impor disciplinas de ferro ao intelecto humano perseguindo os homens pelo crime de insubmissão ou irrespeito àqueles dois poderes. [...]
Como se houvesse necessidade de justificar a lei [...], levantam-se no mundo, durante o século XVI, [...] duas fôrças potentíssimas que obrigariam a Cúria romana à obra da sua própria purificação e, do mesmo passo, lhe entregariam nas mãos novas armas capazes de fazerem dobrar os inimigos ao mando do Papado. Essas duas fôrças são, – conhece-as de sobejo a humanidade letrada, o Santo Ofício e a Companhia de Jesus. [...]»

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