quinta-feira, fevereiro 04, 2016

Peregrinação



FERNÃO MENDEZ PINTO

Lisboa, 1829
Na Typographia Rollandiana
«nova edição conforme á primeira de 1614» (6.ª edição)
4 volumes (completo)
15,2 cm x 11 cm
[8 págs. (não num.) + VIII págs. + 380 págs.] + [4 págs. (não num.) + 388 págs.] + [4 págs. (não num.) + 350 págs. + 4 págs. (não num.: «Livros Portuguezes que se vendem em Casa de Rolland [...]»)] + [4 págs. (não num.) + 156 págs.* + 196 págs.** + 72 págs.***]
títulos que constituem o tomo IV: * Itinerario de Antonio Tenrreyro cavaleyro da Ordem de Christo, em que se contem como da India veo por terra a estes reynos de Portugal; ** Tractado em que se contam muito por estenso as cousas da China, com suas particularidades, e assi do reyno de Dormuz composto por el R. padre Frey Gaspar da Cruz da Ordem de Sam Domingos. Dirigido ao muito poderoso rey Dom Sebastiam nosso Señor; *** Breve discurso, em que se conta a conquista do reyno de Pegú na India Oriental [...]
encadernações homogéneas da época em inteiras de pele marmoreada com gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados
exemplares em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
440,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do «Catalogo dos Autores e obras, que se lerão, e de que se tomárão as autoridades para a composição do Diccionario da Lingoa Portugueza» (tomo primeiro: A, Academia Real das Ciências, Lisboa, 1793) [ortog. actualizada]:
«[Fernão Mendes Pinto] nasceu em a vila de Montemor-o-Velho do bispado de Coimbra em 1509, e faleceu na vila de Almada pelos anos de 1580 ou 1581 com 72 de idade. [...]
O livro da sua Peregrinação por ele mesmo escrito, é realmente um dos óptimos, que temos na nossa língua, e pode ser que nas outras com dificuldade se aponte algum no mesmo género, que em interesse, descrição e elegância lhe ganhe preferência. O merecimento desta obra singular, cuja leitura se repete sempre com satisfação e novo prazer, não consiste só na exposição dos muitos e estranhos sucessos, que nela se encontram, nem na novidade dos usos, ritos e costumes de varias gentes desconhecidas, pois que isto lhe é comum com outros escritores: mas sim na beleza de seu estilo, e na bondade da expressão, sem as quais fica sendo inútil, quando se escreve, o bem discorrer. O Autor rápido e conciso em suas reflexões sabe com igual acerto e justiça apreciar as virtudes e os vícios, e fazendo tomar parte a seus leitores nos acontecimentos, que lhes representa com evidência e força, lhes concilia particularmente a confiança, e até mesmo a afeição, pela nobre singeleza, que se tem por inseparável da verdade, e como indício certo da boa fé. [...]»
Quanto à vertente edição, Inocêncio Francisco da Silva refere o seguinte no seu magno Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo II, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«[...] Ultimamente, o arcebispo de Lacedemonia D. Antonio José Ferreira de Sousa, zeloso e distincto philologo, [...] persuadiu ao livreiro‑editor Francisco Rolland a emprehender uma nova, e correctissima edição, feita escrupulosamente sobre o texto da primeira original, reservando a si elle arcebispo o cuidado da revisão das provas, e escrevendo o prologo que na mesma se lê. [...]
O tomo IV é todo preenchido com o Itinerario de Tenreiro, tambem restituido á sua pureza primitiva (para o que precedeu a conferencia dos exemplares da primeira e segunda edição do mesmo Itinerario, que existiam em Coimbra na livraria da Universidade, trabalho de que se encarreeou o sr. dr. Cicouro) – com a Conquista do Pegú, e com a reproducção feita pela primeira vez do rarissimo Tractado das cousas da China, escripto por Fr. Gaspar da Cruz, o qual serve em parte de illustração á narrativa de Fernão Mendes. [...]»

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