terça-feira, março 22, 2016

Coloquios dos Simples e Drogas da India


GARCIA DA ORTA
org., pref. e notas pelo Conde de Ficalho

Lisboa, 1891 e 1895
Imprensa Nacional
3.ª edição (edição crítica) [a 1.ª edição data de Goa, 1563; a 2.ª, org. Francisco Adolfo de Varnhagen, data de Lisboa, 1872]
2 volumes (completo)
23,8 cm x 17 cm
[XXII págs. + 386 págs.] + 444 págs.
impressos sobre papel de linho, por aparar
exemplares estimados, restauros nas lombadas; miolo limpo
assinaturas de posse sobre as capas de ambos, discreto carimbo de Levy Mendes no frontispício do vol. I
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritos na usual forma de diálogo dedutivo entre mestre e discípulo, Garcia da Orta apresenta-nos assim «[...] 57 capítulos onde se estuda um número aproximadamente igual de drogas orientais, principalmente de origem vegetal, como o aloés, o benjoim, a cânfora, a canafístula, o ópio, o ruibarbo, os tamarindos e muitas outras. Nesses capítulos [ou colóquios], Orta apresenta a primeira descrição rigorosa feita por um europeu das características botânicas, origem e propriedades terapêuticas de muitas plantas medicinais que, apesar de conhecidas anteriormente na Europa, o eram de maneira errada ou muito incompleta e apenas na forma da droga, ou seja, na forma de parte da planta colhida e seca. Apesar de se debruçar prioritariamente sobre a matéria médica, Orta também inclui, além de vários outros assuntos, algumas observações clínicas, das quais é de destacar a primeira descrição da cólera asiática feita por um europeu, baseada na autópsia de um doente seu falecido com a doença. [...]» (Fonte: Biblioteca Digital do Alentejo)
Tendo, no século XIX, desaparecido há muito da circulação os poucos exemplares que se conheciam deste espécimen bibliográfico impresso em Goa, coube a Francisco Manuel de Melo Breyner, 4.º conde de Ficalho, ao serviço da Academia das Ciências, a tarefa de rever o texto dos seus muitos erros tipográficos.

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