sábado, março 19, 2016

Da Origem e Estabelecimento da Inquisição em Portugal



A. [ALEXANDRE] HERCULANO

Lisboa, 1854, 1855 e 1859
Imprensa Nacional
1.ª edição
3 tomos (completo)
16,5 cm x 11,5 cm
[XVI págs. + 290 págs.] + [4 págs. + 350 págs.] + 340 págs.
subtítulo: Tentativa Historica
encadernações antigas inteiras em tela gravadas a seco nas pastas e a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo, papel sonante
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nas palavras preliminares de um opúsculo de 1857 – A Reacção Ultramontana em Portugal – denunciará entretanto Herculano a circunstância em que se viu obrigado a retardar a publicação do terceiro volume desta sua obra seminal. Assim:
«[...] os transfugas irritaram-se com o prologo [vd. tomo I] e ainda mais com o livro. Este provava por documentos irrefragaveis que o despotismo era já no seculo XVI a corrupção e o crime debaixo do silencio do terror, e o ultramontanismo a hypocrisia e a cubiça debaixo das formulas pias. Deixava depois aos leitores inferir dessa importante revelação o que seriam neste seculo os neophytos de uma e de outra seita, adeptos na mocidade das doutrinas politicas de Bentham e das maximas religiosas dos encyclopedistas.
Tres cousas se tornaram pois necessarias aos pobres neophytos: punirem-nos da culpa dos documentos sigillistas do seculo XVI, impedirem que o livro continuasse, e já que contra este não se podia provar nada, provarem contra o prologo, que não eram insignificantes, e que havia perigo em ser-lhes adverso. [...]
O que vos diziamos é que sois muito fracos, não diante de um homem que podeis ferir de noite e pelas costas, mas diante do paiz, diante da razão publica, diante da liberdade, a quem deveis tudo, e que haveis trahido vestindo a sancta roupeta. [...]»

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