sexta-feira, abril 29, 2016

A Audácia dum Tímido



MARIO DOMINGUES
capa e desenhos de Martins Barata

Lisboa, s.d. [circa 1932]
J. Santos Ld.ª – Edições Delta
1.ª edição
15 cm x 11,1cm
32 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse e data sobre a capa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Poucos escritores seus contemporâneos (exceptuam-se Aquilino e Ferreira de Castro) podiam afirmar, como ele, que viviam da escrita desde os 30 anos de idade. A maior parte da sua obra (geralmente de divulgação histórica [mas também prolífica em ficção policial e de aventuras]) é despretenciosa, didáctica e, quando lhe era possível, eivada da ideologia anarco-sindicalista aprendida nos tempos heróicos de A Batalha

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Entre Vinhedos e Pomares


MÁRIO DOMINGUES

Lisboa, 1926
Edições Spartacus
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
136 págs.
editora dirigida pelo escritor libertário Campos Lima
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discretas assinaturas de posse na capa e no canto superior direito do frontispício, número de ordem da respectiva biblioteca também na capa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Considera o Autor ser este o seu primeiro livro; numa editora que teve o seu próprio mentor – o anarco-sindicalista Campos Lima – também como escritor de referência. Ferreira de Castro será outro “autor da casa”. Ele mesmo, Mário Domingues, «anarquista libertário por ideologia e convicção», «chegou a chefiar a redacção do jornal A Batalha, assumidamente de tendências anarquistas, e anticlerical de maneira radical [...]» (Rodrigues Vaz, «Mário Domingues – A Vida de um Compromisso», in Ler – Livros & Leitores, n.º 45, Lisboa, Primavera 1999). Hoje é tão-só insuficientemente conhecido pelas suas reconstituições romanescas da História de Portugal, mas... deve ter-se em atenção o escritor culturalmente informado, que já refere na presente obra o movimento Dadá.
Da carta-abertura a Campos Lima, «à guisa de prefácio»:
«[...] vivemos numa época instável, incerta. Nada é definitivo, tudo é provisório. Os mestres adorados de hoje são os falhados do dia seguinte, os falhados de ontem são os mestres de agora. E eu, como o outro, queria ver em que paravam as modas...
Por temperamento, por ideal, desejava ser o mais moderno da minha geração. Aguardava que surgisse a nova escola literária que satisfizesse meus anseios juvenis e rebeldes. E nada... As escolas surgem, as escolas passam, quasi sem terem tempo de amadurecer seus frutos de beleza. Comecei então a compreender que a grande escola do século XX é precisamente a ausência de escola. [...]»

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Surreal-Abjeccion(ismo)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, org.

Lisboa, 1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
22 cm x 21,2 cm
168 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que regista o tom intelectual (nada abjecto) no chamado período surrealista do Café Gelo, reunindo-se aqui não somente obra escrita e gráfica dos intervenientes directos (António José Forte, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, José Sebag, Luiz Pacheco, Manuel de Castro, Manuel Lima, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Pedro Oom, Virgílio Martinho), mas também de autores do grupo do Café Royal (Alexandre O’Neill, Carlos Eurico da Costa, Vespeira) e de uns outros que, por assim dizer, “decoravam a paisagem”, tais como: Rosa Ramalho, Luís Veiga Leitão, Joaquim Namorado, Irene Lisboa, Almada Negreiros... O próprio Cesariny, orquestrador de uma tal cegarrega – que se faz representar apenas como artista plástico –, dirá mais tarde no texto «Para uma Cronologia do Surrealismo em Português» (incluído em as mãos na água a cabeça no mar, Assírio e Alvim, 2.ª ed., Lisboa, 1985):
«[...] Em 1956-59 outra geração surgirá constituindo os chamados grupos do Café Royal e do Café Gelo. Estes grupos, com excepção do poeta Ernesto Sampaio, e de João Rodrigues, “surrealista em nós todos” como Vaché o poderá ter sido para Breton, votar-se-ão mais a um “abjeccionismo” conjuntural do que à proposta surrealista, e, por exaltantes que tivessem sido para mim a adesão e a companhia, recuso continuar a experiência, algo fútil do primeiro grupo e a, algo trágica, do segundo [...].»

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quinta-feira, abril 28, 2016

A Côrte da Rainha D. Maria I



W.[WILLIAM] BECKFORD
[trad. anónimo]

Lisboa, 1901
Livraria Editora Tavares Cardoso & Irmão
1.ª edição (a presente tradução)
21,5 cm x 13,9 cm
4 págs. + 192 págs.
subtítulo: Correspondência de W. Beckford, 1787
encadernação recente meia-inglesa em pele e papel de fantasia, cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado, carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capa da brochura com restauro; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma outra tradução, incompleta e com expurgos, destas cartas de Beckford antecedeu a vertente. Trata-se de Viagens de Beckford a Portugal, publicada no «jornal literário e instrutivo» O Panorama, entre 25 de Agosto de 1855 (vol. IV, 3.ª série) e 24 de Outubro de 1857 (vol. I, 4.ª série), assinada por M. (Francisco Romano Gomes Meira), cunhado de Alexandre Herculano, o historiador ligado à direcção da publicação. Há, porém, saltos nessa tradução, que podem ser atribuídos quer a distracções do tradutor, quer a imperativos de espaço no jornal. Menos compreensível é a sua interrupção, quase à beira do fim, a meio de uma das últimas cartas. A tradução aqui em epígrafe corresponde a toda a parte relativa a Portugal no livro Italy; with Sketches of Spain and Portugal, publicado em Junho de 1834 pelo editor Richard Bentley.
Do autor, diz-nos Aníbal Fernandes in De Fora para Dentro (Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite, Lisboa, 1973):
«Nasce em Londres. Beckford-criança teria sido aluno de música de Mozart-criança. Um filho natural do czar Pedro o Grande teria sido seu preceptor. Beckford passa a adolescência em Génova. Casa com uma filha do conde de Aboyne. É eleito no Parlamento pela circunscrição de Wells. Um escândalo de costumes envolve o seu nome e o do jovem visconde Courtenay, interrompendo-lhe a carreira política. Beckford viaja pela Europa, permanece vários meses em Portugal como hóspede do embaixador da Inglaterra em Lisboa. De regresso, manda construir em Fonthill uma grandiosa abadia gótica, onde vive, até à derrocada financeira que obriga à venda das suas propriedades. Entre obras várias de costumes e impressões relacionados com os países que visitou, William Beckford é também autor de Vathek, narrativa gótica escrita originalmente em francês.»

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Núa



JUDITH TEIXEIRA
desenho de Guilherme Filipe

Lisboa, 1926
J. Rodrigues & C.ª
3.ª edição
26,2 cm x 19,7 cm
116 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Poemas de Bysancio escritos que foram por [...]
composto manualmente
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar como novo e por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
245,00 eur (IVA e portes incluídos)

Depois de uma interessante estreia na revista Contemporânea (n.º 2, Junho de 1922; e n.º 6, Dezembro de 1922), «Nos idos de Março de 1923 o Governador Civil de Lisboa, providencialmente sobressaltado pela alta brida de uns quantos Estudantes Católicos sedentos de mão pesada contra a Literatura Dissolvente que inundava escaparates e assim corroía os Santíssimos Costumes da Pátria Lusitana (ao tempo Republicana e Laica e Democrática), açula a polícia e faz apreender, para depois cremar, exemplares das Canções, de António Botto, de Sodoma Divinizada, de Raúl Leal, e de Decadência, duma tal Judith Teixeira – esta com direito a adjectivo personalizado: “desavergonhada”. [...]» (Assim abre o editor Vitor Silva Tavares o seu prólogo à reedição & etc, em 1996, da obra integral de Judith Teixeira.
E prossegue, passim.) «[...] A dita cuja, não obstante o escarcéu e em rescaldo de incêndio, talvez para despistar dá à estampa um nem por isso inócuo novo livro de poemas – Castelo de Sombras – e, em Dezembro do mesmíssimo ano – ah! leoa! –, reedita o famigerado.
Sublinha, pois, o desplante.
Aguarde-se 1926 e teremos nas livrarias NVA, Poemas de Bizâncio: ela a dar-lhe. [...]
Dá que pensar.
Porque a Kultura de Bombeiros & Clérigos – selectiva como convém neste País de milionários que é também o mais pobre e analfabeto da Europa – regista a polémica da “Literatura de Sodoma”, Botto, Leal, Pessoa, e omite, discrimina, branqueia, aquela que viu igualmente um livro seu em labareda e foi afinal a mais perseguida e enxovalhada de quantos. [...]
[...] Nem rasto de memória de uma mulher que em 1925 funda, dirige e edita uma revista – Europa – de alto gabarito cosmopolita e eclético “modernismo”. Vilipendiada pela moral vigente (que não era só, não senhor, a dos jovens prosélitos do fascismo lusitano; afinava pelo mesmo diapasão uma Lisboa de chapéu-de-côco republicano, possidónia e reaccionária no ideário pequeno-burguês como nos hábitos e costumes sexuais), viu-se, em 1927, sentenciada de morte artística pelo grão-sacerdote José Régio. Assim: “Todos os livros de Judith Teixeira não valem uma canção escolhida de António Botto”.
À sanha dos moralistas seguiu-se a dos vigilantes do Gosto. Tumba com ela, que estava mal enterrada. [...]»
Mas a verdade não é que «[...] se pode detectar uma tão veemente afirmação do primado dos sentidos, uma tal exegese da sensualidade, uma tal carnalidade já fonte de prazeres espirituais os mais ilícitos, que isso sim lhe confere força e autenticidade únicas na literatura que então se escrevia e que por isso mesmo veio a provocar a denúncia, a repulsa, a ferocidade persecutória dos cães-de-fila do mais rançoso conservadorismo? [...]»
Núa surgira em 1926, no decurso do golpe militar ditatorial do 28 de Maio, e serviu aos fascistas como bombo de festa no patriótico Revolução Nacional, periódico que será coadjuvado na alarvidade tanto por Amarelhe n’O Sempre Fixe como por Marcello Caetano na Ordem Nova, definindo-o este último – obviamente com a sabedoria inquisitorial dos traumas higienistas da “vontade de poder” – como «papelada imunda, que empestava a cidade».

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Poemas


JUDITH TEIXEIRA
org. e bibliog. Maria Jorge e Luis Manuel Gaspar
pref. Vitor Silva Tavares
capa e vinhetas de Luis Manuel Gaspar

Lisboa, 1996
& etc – Edições Culturais do Subterrâneo, Lda.
1.ª edição (conjunta dos 3 livros da Autora)
17,6 cm x 15,6 cm
256 págs. + 4 págs. em extra-texto
subtítulo: Decadência – Castelo de Sombras – Nva – Conferência: De Mim
ilustrado
impresso sobre papel superior avergoado amarelo
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Simples


GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1892
Typographia Occidental
1.ª edição
17,6 cm x 12 cm
2 págs. + 130 págs.
impresso sobre papel de linho
encadernação recente inteira em tela com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Esther Cochat no frontispício
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Junqueiro, feito ainda em vida glória poética nacional por aqueles que de poética nada sabiam, foi um valor retórico que perdurou mesmo fora dos meios republicanos seus naturais. Não houve selecta escolar do Estado Novo que não tenha exibido, sem engulhos, a moleirinha-toque-toque-toque. «Mas apesar destas limitações hoje evidentes» – diz a História da Literatura Portuguesa de António José Saraiva / Óscar Lopes (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989) –, «Junqueiro não teria conseguido identificar-se com tão vastas camadas da pequena burguesia, não teria exercido uma influência tão considerável, mesmo para além da sua época, se não dispusesse de certos meios extraordinários de expressão literária. Em primeiro lugar, o seu simplismo ideológico relaciona-se com uma flagrante visualidade de imagens: Junqueiro não pensa com finura, porque logo as ideias e sentimentos em alegoria ou imagem. [...] Por outro lado, a facilidade rítmica do verso junqueiriano colhe, nalguns poemas, certas tonalidades de emoção inapreensível para uma versificação menos espontânea [...]»

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Os Simples



GUERRA JUNQUEIRO

Lisboa, 1923
Parceria Antonio Maria Pereira – Livraria Editora
8.ª edição
19,2 cm x 12,6 cm
128 págs. + 1 folha em extra-texto (protegida com papel vegetal)
encadernação editorial em tela finamente gravada numa imitação de japonismo muito em voga na Baixa-Chiado no início do século XX
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tragedia Infantil



GUERRA JUNQUEIRO
capa e ilustrações de Alonso

Lisboa, 1913
Parceria Antonio Maria Pereira
2.ª edição, ilustrada
18,2 cm x 12,5 cm
44 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
rubrica de posse nos cantos superiores direitos da capa e da folha de ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poemeto publicado inicialmente em 1877 e posteriormente incluído na obra A Musa em Férias, surge aqui ilustrado pelo caricaturista talassa Alonso (nome artístico de Joaquim Guilherme Santos Silva). O propósito de Junqueiro – como, por exemplo, o do seu contemporâneo Antero (veja-se a Advertência ao Thesouro Poetico da Infancia, Ernesto Chardron Editor, Porto, 1883) – é pedagógico, fazendo um intervalo na sua poesia de afrontamento republicano. A infância era, então, uma aposta dos progressistas, que acreditavam existir em toda e qualquer criança, latente, um poeta. Mas o propósito educativo, mesmo para a época, pelo menos no caso de Junqueiro, afigura-se-nos duvidoso... Senão, leiamos uma passagem em que os imberbes personagens do motivo literário brincam, por assim dizer, “aos adultos”:

«[...] Com todas as qualidades
Da menagère exemplar,
Em quanto o irmão faz cidades,
Bebé prepara o jantar.

Dorme a boneca ao pé d’ella
No berço. De quando em quando
Bebé escuma a panella
Que está fervendo e cantando.

Mexe o guisado e a fritura,
Vê se têm o sal bastante,
E sentando-se á costura
Com um ar meigo, radiante,

Em quanto a creança loira
Dorme o bom somno florido,
Co’a illusão d’uma tesoira
Talha a illusão d’um vestido.

Mas são horas; o irmãosito
Já deve de andar cansado
Das construções de granito
E da rabiça do arado. [... etc., etc., etc...]»

Trata-se da representação de um mundo mesquinho com o homem sempre nas alturas dos grandes projectos, a correr mundo, ou, pelo menos, ao ar livre, enquanto a mulher permanece aprisionada na procriação e na lide doméstica. Pouco depois, com o advento dos provincianos salazaristas, tudo isto veio a ser sistematizado como modelo incontestável de encarceramento de uma sociedade inteira.


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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1885
Editores Alvarim Pimenta e Joaquim Antunes Leitão
1.ª edição
23,3 cm x 15,5 cm
216 págs.
impresso sobre papel superior
encadernação antiga meia-inglesa com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, charneira frágil; miolo limpo, papel fresco
carimbo na folha de ante-rosto e assinatura de posse no frontispício
peça de colecção
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Libelo anticlerical, ainda hoje, na esfera da Igreja, tido por um insulto.

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A Velhice do Padre Eterno


GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, s.d. [1912 ?]
Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, editores
[1.ª edição ilustrada]
19,7 cm x 13,4 cm
8 págs. + 272 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
tiragem comum da encadernação editorial em tela com a pasta anterior e a lombada gravadas a ouro, e relevo seco na pasta posterior
folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

As ilustrações que o caricaturista Leal da Câmara concebeu, em 1912, para esta edição da célebre Velhice, acompanham, em tom maior, a sátira e o anticlericalismo do poeta.

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A Velhice do Padre Eterno



GUERRA JUNQUEIRO
ilustrações de Leal da Camara

Porto, 1945
Livraria Lello & Irmão, editores proprietários da Livraria Chardron
s.i.
19,7 cm x 13,1 cm
XXVI págs. + 268 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, abril 26, 2016

Manual de Citações Camoneanas


NARCISO JOSÉ DE MORAES (1826-?)

Porto, 1884
Livraria Portuense de Clavel & C.ª
1.ª edição
19 cm x 12 cm
80 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável, falhas de papel na lombada; miolo limpo com ocasionais picos de acidez
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Medicina Scientifica


ELIAS DA COSTA, tenente

Covilhã, 1928
Edição do Autor
1.ª edição
20,7 cm x 14 cm
8 págs. + 288 págs.
exemplar estimado, pequeno restauro na capa; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Artur Elias da Costa (1894-1956) foi militar, pedagogo, defensor do operariado e estudioso dos temas relacionados com Abrantes, cidade onde se radicou após a sua fuga da Covilhã, dados o anti-semitismo e o reaccionarismo locais.
Do Prefácio do autor:
«[...] Este livro não pode captar a estima das pessoas instruidas. Destina-se a desentorpecer as faculdades do espirito nas classes trabalhadoras. Se eu for obsecrar os eruditos para que me comprem este volume, não é para que o leiam, é para que m’o paguem, e assim eu poder continuar a agitar o facho da sciencia nos lares onde nem sequer chega a luz do sol. [...]»

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O Poderio da Inglaterra


JOSÉ DE MACEDO

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
17,1 cm x 8 cm
80 págs.
é o n.º IV da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito à maneira da colecção pioneira deste tipo de manuais de vulgarização erudita, a Bibliotheca do Povo e das Escolas, criada em 1881 pelo editor fora de série David Corazzi, também aqui, num formato “de bolso” a um preço acessível, temos um verdadeiro programa enciclopédico de instrução popular.

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Almas do Outro Mundo


AMADEU DE FREITAS

Lisboa, s.d. [circa 1900]
Livraria Editora Guimarães, Libanio & C.ª
[1.ª edição]
17,1 cm x 8,4 cm
76 págs.
é o n.º IX da Collecção do Povo – Scientifica, Artistica, Industrial e Agricola
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo, sinais de caruncho no fêsto à cabeça das últimas folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, abril 25, 2016

Ourivesaria Portuguesa – Revista Oficial do Grémio dos Industriais de Ourivesaria do Norte



Porto, 1948 a 1952
dir. Gabriel Ferreira Marques
ed. Francisco de Oliveira Sampaio Júnior
20 números enc. em 5 volumes (completo)
28,1 cm x 22,2 cm
[208 págs. (num. contínua) + 10 págs. + 12 págs. + 12 págs.] + [180 págs. (num. cont.) + 12 págs.] + [316 págs. (num. cont.) + 12 págs. + 12 págs. + 10 págs. + 10 págs. + 4 folhas em extra-texto (2 das quais com cromo colado) + 1 vegetal impresso em extra-texto] + [280 págs. (num. cont.) + 8 págs. + 8 págs. + 2 folhas em extra-texto] + [218 págs. (num. cont.) + 10 págs. + 8 págs. + 1 folha em extra-texto]
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
encadernações editoriais inteiras em pele com gravação a ouro nas pastas anteriores e nas lombadas
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
510,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicação que contou com colaboradores como, entre outros, Reinaldo dos Santos, Rodrigues Cavalheiro, Fernando de Castro Pires de Lima, Magalhães Basto, o conde de Aurora, Câmara Cascudo, Damião Peres, Luís Chaves, Delfim Santos e João Couto.

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Artistas Portugueses – Estudos Sôbre Ourivesaria


LAURINDO COSTA

Porto, 1922
Costa & C.ª – Editores
1.ª edição («edição ilustrada»)
25,2 cm x 16,1 cm
104 págs. + 3 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado
exeamplar estimado, lombada com restauro; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o ex-libris de Diogo Oleiro
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Livro das Marcas de Ourives da Câmara de Lisboa – 1791-1833


MANUEL SANTOS ESTEVENS

Lisboa, 1948
Editorial Império – Separata de «Olisipo»
1.ª edição
25 cm x 18,8 cm
36 págs.
ilustrado
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da publicação de um códice que se encontrava na Casa dos Vinte e Quatro, em que se dava notícia dos ourives e índice e reprodução das respectivas marcas. Documento de extrema importância para a história da ourivesaria lisboeta.

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A Vida do José do Telhado



RAPHAEL AUGUSTO DE SOUSA

Porto, 1883
Typographia de Antonio Henrique Morgado
4.ª edição (muito aumentada)
21 cm x 15,4 cm
72 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Curiosa achega biográfica do famoso salteador, que, na cadeia do Porto, veio a ser companheiro de Camilo Castelo Branco.

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A Maria da Fonte – Episódio da política romântica



ROCHA MARTINS

s.l. [Porto], 1937
O Primeiro de Janeiro
[1.ª edição (em livro)]
21,6 cm x 13,1 cm
132 págs.
subtítulo: Novela Popular da História
ilustrado
encadernação modesta de amador em tela e papel de fantasia
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
ostenta rubrica de posse e número de entrada em estante
17,00 eur (IVA e portes já incluídos)

História romanesca do episódio sedicioso que, no século XIX, ficou conhecido pelo nome de uma das suas mais destacadas protagonistas. Terá sido, todavia, Camilo Castelo Branco quem melhor descreveu esses acontecimentos, e que Rocha Martins usa como fonte e inspiração menor.

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O Crime de Augusto Gomes


ARTUR PORTELA [pai]
NORBERTO LOPES

capa de Armando Boaventura

Lisboa, 1927
Tip. da Emprêsa do Anuário Comercial
1.ª edição
19,5 cm x 13,2 cm
232 págs.
subtítulo: Notas de Reportagem Colhidas por Dois Jornalistas
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do crime que vitimou a jovem actriz Maria Alves às mãos do empresário Augusto Gomes. Caso que só prova que, afinal, o crime compensa... pelo menos compensa o jornalismo. Os autores mereceram até, na época, caricatura no Sempre Fixe assinada por Francisco Valença que, assim, a legendou aquando da reunião dos seus desenhos em livro:
«O horroroso crime teve, no excelente livro de Norberto Lopes e Artur Portela, o mais agradavel dos epilogos.
Se o Sempre Fixe fôsse o Tribunal da Relação, não hesitaria em atenuar a pena aplicada a Augusto Gomes, só por este ter dado ensejo aos nossos queridos camaradas de “aplicarem a pena”... maxima de brilhantismo, na execução de tão belas paginas.»

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O Americano Tranquilo


GRAHAM GREENE
trad. P. J. de Morais
pref. J. Monteiro-Grillo
capa de António Garcia

Lisboa, 1958
Editora Ulisseia, Limitada
2.ª edição
18,7 cm x 13,3 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
inclui o marcador de leitura original
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance anticolonial que veio proporcionar, em 2002, ao actor Michael Caine, um excelente desempenho cinematográfico, num filme de Phillip Noyce. A acção decorre no longínquo Vietname, ainda sob o domínio francês, e já dividido pela guerra civil, em que um correspondente de guerra inglês testemunha o vergonhoso envolvimento da CIA no conflito.

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domingo, abril 24, 2016

Cantares




[ZECA] JOSÉ AFONSO

Lisboa, s.d. [1967]
Edição SCIP - AAEE de Lisboa / A.E.I.S.T.
1.ª edição
20,9 cm x 13,9 cm
100 págs.
exemplar muito estimado, capa com sinais de lepisma; miolo irrepreensível
peça de colecção
110,00 eur (IVA e portes incluídos)

Incontornável edição clandestina (esforço da vanguarda das associações de estudantes), substancialmente diferente da da Nova Realidade (Tomar, 1966), ganha a importância da perseguição movida contra tudo o que levasse a assinatura de Zeca Afonso. O regime fascista foi sempre muito claro em relação ao Autor de Grândola, Vila Morena: havia que silenciá-lo!
A vertente edição vem ainda enriquecida, relativamente à outra, por novos cantares, pela reprodução de um autógrafo (desenho e versos) de Zeca Afonso, por esclarecedores comentários do mesmo em rodapé a cada poema e por um conjunto de fotografias que denunciavam a miséria dessa época. O Preâmbulo, que tem como alvo a flor universitária do ensino para a dominação, fala por si:
«[...] Coimbra tem assim constituído a praça forte do reaccionarismo a da alienação portuguesa, e, se pensarmos que foi durante muito tempo o único centro universitário do País, temos de reconhecer nela o beco da nossa cultura e um dos maiores freios ao nosso progresso sócio-económico.
Felizmente que desde alguns anos para cá um grupo de gente nova está surgindo, reduzido é certo [neste pequeno círculo se deve incluir o bardo dos Cantares], mas cada vez mais numeroso e servindo de suporte a uma mentalidade diferente, sensível às realidades que nos cercam e aberta para os dramas que atormentam o mundo actual. [...]
E se algum qualificativo quiséssemos utilizar, que melhor reunisse as qualidades destes Cantares, diríamos que eles são eminentemente cultos. Não é de facto a cultura uma relação viva do homem com a realidade circundante? Por serem cultos é que muitos destes cantares andam nas bocas do vulgo, ilustrando assim esta verdade tão singela como frequentemente esquecida: que a arte para ir direita ao povo tem de brotar do seu húmus. [...]»
Segundo a página electrónica da Associação José Afonso, as fotografias reproduzidas são do moçambicano Ricardo Rangel e o preâmbulo, atribuído apenas às iniciais A. F., é da autoria de Flávio Henrique Vara; por seu turno, os referidos versos, manuscritos por Zeca Afonso, são da autoria do pintor António Quadros.

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Canções


SÉRGIO GODINHO
pref. e notas de Arnaldo Saraiva

Lisboa, 1977
Assírio e Alvim
1.ª edição
20,2 cm x 12,2 cm
192 págs.
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos três grandes compositores e intérpretes do nosso cancioneiro “de protesto” (os outros dois são Zeca Afonso e José Mário Branco), aqui compilado na sua escrita. O mesmo é dizer que, na ausência da sua voz, muito fica por entender, já que essa acrescenta sempre algo aos versos. No essencial, para além de um significativo conjunto de textos dispersos, aqui se percorrem as seguintes obras discográficas: Os Sobreviventes, Pré-histórias, À Queima-roupa e o profético De Pequenino Se Torce o Destino.

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A Ideia da Liberdade no Pensamento Português



ROMEU DE MELO, org. e pref.
capa e grafismo de Tòssan

Lisboa, 1985
Terra Livre – Direcção-Geral da Comunicação Social
1.ª edição
20,4 cm x 14,6 cm
172 págs. + 16 págs. em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia de reflexões cuja temática, ora filosófica ora sócio-política, preocupou intelectuais como, entre outros, Fidelino de Figueiredo, Almeida Garrett, Basílio Teles, António Sérgio, Raul Leal, José Marinho, Raul Brandão, Afonso Botelho, etc. Raul Proença, por exemplo, circunscreve-lhe os adversários:
«Liberdade e igualdade, tais seriam, segundo a escola reaccionária, os dois conceitos funestos da democracia. Não só as realidades constituiriam a sua evidente negação, como toda a vida social seria profundamente lesada pelo facto de se propor aos homens a realização progressiva desses dois conceitos. A Declaração dos Direitos do Homem, que os afirmou como bases da sociedade política, seria assim o catecismo da quimera e da mentira, o “Organon” da anarquia e da dissolução social. [...]»

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Aqui Emissora da Liberdade


MATOS MAIA

Lisboa, 1975
Rádio Clube Português
1.ª edição [única]
20,8 cm x 14,4 cm
222 págs. + 71 folhas em extra-texto
subtítulo: Rádio Clube Português 04.26 – 25 de Abril de 1974
profusamente ilustrado
exemplar bem conservado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Matos Maia, que foi durante décadas a ama-seca de um público imbecilizado pelo programa Quando o Telefone Toca, é aqui o excelente redactor da crónica de uma noite que nunca mais voltará. Assim: «[...] Foi a partir das 4 e 26 que o país começou a entender que algo de muito importante para a vida da nação e de todos os portugueses, estava a acontecer. [...]» E o que estava a acontecer – a subversão militar – permitiu momentaneamente ao anónimo homem-da-rua tornar-se por escassos meses sujeito, e não objecto, da História.
Incontornável documento para a compreensão dessa primeira viragem.

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sábado, abril 23, 2016

Pitões das Júnias – Esboço de Monografia Etnográfica




MANUEL VIEGAS GUERREIRO

Lisboa, 1981
Serviço Nacional de Parques, Reservas e Património Paisagístico
1.ª edição
23,2 cm x 15,5 cm
332 págs. + 56 folhas em extra-texto (reproduções da recolha fotográfica do Autor) + 1 folha desdobrável em extra-texto (mapa da região)
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado, o bordo esquerdo da capa apresenta sinais de continuada exposição à luz; miolo limpo (a folha das págs. 105-106 tem um defeito de fabrico, afectando a legibilidade de duas palavras)
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da vida comunitária de uma povoação remota na Serra do Gerês detalhadamente estudada nos seus aspectos laborais, festivos, sexuais, folclóricos, o povoamento, a habitação, o vestuário, a educação e, até, a nefasta emigração. Trabalho encomendado pelo governo, e levado a cabo com extremo desvelo.

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Novos Contos Macondes



MANUEL VIEGAS GUERREIRO, recolha, introd. e coment.

Lisboa, 1974
Junta de Investigações Científicas do Ultramar
1.ª edição
24,3 cm x 18,2 cm
72 págs. + 2 extra-textos com retratos a preto e branco de dois narradores orais
exemplar estimado, com ligeira mancha de antiga humidade nos extra-textos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de grande sabedoria, reunindo o melhor da tradição oral moçambicana autóctone. Diz-nos na Introdução o autor:
«[...] Apesar do grande entusiasmo com que no fim do século XIX e primeira metade do seguinte os folcloristas europeus se entregaram ao trabalho de recolha e estudo da literatura oral, não se pode dizer que esta tenha servido, convenientemente, a Etnografia e a Etnologia. A profunda análise a que sujeitaram a matéria literária respeitava mais à forma e a problemas de origem e classificação do que ao valor cultural do seu conteúdo. E no mesmo plano se situaram os colectores de folclore de populações iletradas. Nas monografias etnográficas exibem-se os textos como um capítulo de conjunto, mas não saem deles factos que enriqueçam outros domínios ou sirvam adequadamente a síntese. E as generalizações etnológicas do mesmo modo se têm, em regra, afastado dessa fonte de esclarecimento.
Foi, em parte, com a intenção de mostrar que isto é verdade que escrevi os comentários deste livrinho. Neles se há-de ver como, apenas em 14 narrativas, avoluma tão larga messe de informações. [...]» E segue Viegas Guerreiro o seu reparo à importância dos elementos geográficos, de estrutura familiar, dos usos e costumes, das técnicas alimentares, dos cultos, etc., que aí, na leitura atenta e comparativa, se podem colher.
Há que acrescentar que o autor colaborou com Jorge Dias na obra Os Macondes de Moçambique, de que o presente livro constitui um suplemento.

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Rajada e Outras Histórias


CASTRO SOROMENHO
capa de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, s.d. [1943]
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
184 págs.
capa impressa a duas cores sobre cartolina martelada
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o prosador e ensaísta Manuel Ferreira no seu Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa (Instituto de Cultura Portuguesa, vol. II, Lisboa, 1977):
«[...] Caberá a Castro Soromenho (1910-1968), moçambicano de nascimento e angolano de vivência, lançar, de vez, o arranque da autêntica ficção angolana. A uma primeira fase em que é relevado o sentido do mundo social e mítico, lendário e histórico, das sociedades tribalizadas, encaradas ainda de um certo ponto de vista estático [...], sucede a análise pertinente das relações do homem negro, mestiço, branco, com a violência, a repressão, os abusos da administração, o sofrimento do homem angolano explorado, e até o desencanto existencial de alguns homens da administração colonial. [...] A figura de Castro Soromenho vai dominar os fins da década de 30 (nessa altura já em Lisboa, como jornalista) e a década de 40, até que nas décadas de 50 e 60 outros se lhe vêm associar, mas poucos são os que atingiram o nível por ele alcançado, reconhecido internacionalmente através de traduções em várias línguas e alguns estudos que foram dedicados à sua obra e personalidade literária [...].»

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Homens Sem Caminho


CASTRO SOROMENHO

Lisboa, s.d. [1942]
Livraria Portugália
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
240 págs. + 1 targeta (erratas)
capa impressa a negro com sobrecapa polícroma
exemplar manuseado mas aceitável, sobrecapa com restauro; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana da 2.ª edição:
«O prestígio desta obra não resulta de um exotismo fácil e devemos ficar-lhe reconhecidos por ter tratado como homens e não como animais curiosos, com a óptica particular que a sua condição impõe, mas também com constante escrúpulo de verdade psicológica, os negros heróis da sua trágica narrativa. Creio já ter dito, mas agrada-me repeti-lo, que não conheço em qualquer língua outro escritor europeu que tenha ido tão longe no conhecimento verdadeiro da humanidade africana, sem lirismo supérfluo nem erudição etnográfica, como Castro Soromenho. É uma circunstância feliz que a uma tal perspicácia se associe nele um incontestável talento de narrador, e é significativo que esse espantoso dom tenha caído em partilha a um escritor português.» (Pierre Hourcade)

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Terra Morta



CASTRO SOROMENHO

Rio de Janeiro, 1949
Livraria-Editôra da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
19,3 cm x 13,3 cm
232 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR LUÍS FORJAZ TRIGUEIROS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana, assinada por Adolfo Casais Monteiro:
«Terra Morta é, sem dúvida possível, o melhor romance de Castro Soromenho. A segurança, a naturalidade, a verdade humana das cenas e das figuras, a nitidez e a transparência do estilo, que são apanágio do romancista em pleno domínio da matéria que trabalha, põem esta obra num plano que raras vezes temos visto alcançado pelos nossos romancistas contemporâneos.
Não esqueço que a obra entra na categoria da chamada “literatura colonial”; pois pela primeira vez um romance português deste género se nos impõe como de categoria universal. Pela primeira vez, um romance de Angola nos dá, mais que o pitoresco, o sentido geral da contraditória humanidade da sua população, e põe, no mesmo plano de realidade, o negro, o mulato e o branco – e a natureza em que vivem os seus dramas e as suas misérias. Terra Morta é uma obra profundamente amarga, e, além de um grande romance, é um libelo – e que o seja sem prejuízo da sua alta qualidade literária não é do menos digno de admiração, tão raras vezes isso sucede. [...]»

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
sobrecapa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Arcádia, Limitada
2.ª edição
19,1 cm x 12,4 cm
272 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição desde logo proibida (ver Livros Proibidos no Regime Fascista, Presidência do Conselho de Ministros – Comissão do Livro Negro Sobre o Regime Fascista, Lisboa, 1981).

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Terra Morta


CASTRO SOROMENHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1979, segundo a BN]
Livraria Sá da Costa Editora
[4.ª edição]
20,9 cm x 13,5 cm
4 págs. + 268 págs.
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota do editor na contracapa:
«[...] Ele é o fiel e implacável retratista dos homens do interior de Angola, que tão bem conheceu, desses homens e mulheres, brancos e negros, enredados na teia de um colonialismo primitivo e bárbaro, habitantes perdidos numa Terra Morta, sem saída.»

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Viragem


CASTRO SOROMENHO
sobrecapa de Vespeira

Lisboa, 1957
Editora Ulisseia
1.ª edição
20 cm x 13,3 cm
220 págs.
capa impressa a uma cor e relevo seco com sobrecapa impressa em policromia
exemplar manuseado mas aceitável, sobrecapa com restauros; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] é com o presente romance que Castro Soromenho atinge a plenitude intelectual e artística com uma prosa de extrema condensação e simultâneamente uma aguda e escrupulosa consciência na apresentação do problema, que só ele, melhor que qualquer, com a larga experiência de trinta anos vividos e experimentados no continente negro, poderia dar.»

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Noite de Angústia



CASTRO SOROMENHO
capa de Manuel Ribeiro Pavia

Lisboa, 1943
Editorial «Inquérito», L.da
2.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
240 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR LUÍS FORJAZ TRIGUEIROS
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Pele


CURZIO MALAPARTE
trad. Alexandre O’Neill

pref. Amândio César
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil» Lisboa
[ed. não referida (edição original composta em linotype e impressa sobre papel creme)]
21,8 cm x 15,1 cm
336 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo do italiano Kurt Eric Suckert, «[...] toda a sua obra – diz-nos o prefaciador – é um reflexo objectivo da sua vida, vivida perigosamente (como ensinava o decálogo fascista), mas contra o fascismo, sobretudo a partir do momento em que a Marcha sobre Roma se transformou numa marcha a caminho dos empregos rendosos que uma vitória política proporcionava aos jerarcas. [...]»
Sublinhamos aqui o trabalho de tradução do poeta Alexandre O’Neill.

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Incitamento ao Nixonicídio e Louvor da Revolução Chilena


PABLO NERUDA
trad. Alexandre O’Neill

Lisboa, 1975
Agência Portuguesa de Revistas
1.ª edição
18,4 cm x 11,5 cm
104 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, lombada sem qualquer sinal de quebra
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Neftalí Ricardo Reyes Basoalto (Pablo Neruda, 1904-1973), poeta chileno marxista, falecerá ao mesmo tempo que a sua pátria se afundava num banho de sangue genocida capitaneado por Pinochet às ordens do imperialismo norte-americano. Ditou-lhe a consciência revolucionária que uma única solução havia para a guerra civil então em curso no Chile: o assassinato selectivo do mandante capitalista. Os seus versos perderam aqui a doçura dorida de, por exemplo, Canto General, para se tornarem dentes incisivos cravados no coração da besta.

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Instintos e Sociedade


ROGER CAILLOIS
trad. Alexandre O’Neill

Lisboa, 1976
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
1.ª edição
18,6 cm x 11,7 cm
216 págs.
subtítulo: Ensaios de Sociologia Contemporânea
exemplar em bom estado de conservação, sem quaisquer sinais de quebra na lombada; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de antropólogo e sociólogo francês Roger Caillois (1913-1978):
«[...] O homem de Estado procura manter um equilíbrio entre as forças díspares e indisciplinadas. Tenta canalizá-las ou faz de conta que não existem. Por vezes, escolhe servir-se delas e aproveitar-lhes o ímpeto, ao qual, aliás, logo se vê obrigado a ceder. Ora, estas forças ressurgem quando são perseguidas. Reprimidas, cedo ou tarde explodem. Por pouco que um aprendiz de feiticeiro as encorage ou convoque, ei-las prontas a tudo arrastar como uma súbita avalanche. [...]»

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