segunda-feira, abril 11, 2016

Cartas



MADAME DE SÉVIGNÉ
trad., selec., pref. e notas de Vitorino Nemésio

Lisboa, 1950
Livraria Sá da Costa – Editora
s.i.
19,5 cm x 13,6 cm
XXVI págs. + 264 págs.
encadernação editorial inteira em pele com gravação a seco em ambas as pastas e na lombada, rótulos gravados a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
carimbo do editor no verso do frontispício
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio:
A «[...] espontaneidade da vida e da sua representação não se comunica à literatura senão através de um género que só a falta de respeito humano fez literário: o epistolar. Só numa civilização requintada, em que o próprio dia-a-dia está impregnado de cultura, é possível esta confluência de arte e vida vivida que se realiza nas cartas de Madame de Sévigné [de seu nome pré-matrimónio Marie de Chantal].
A sociedade francesa, por isso mesmo que chegara a ser em tudo e por tudo sociedade, apreciava muito esse invento para conviver ao longe, que é a carta. A correspondência era para o homem do século XVII como o jornal para os nossos pais e o rádio nos nossos dias: transmitia todos os estremecimentos da vida a distância, trazia a ilusão do amigo que entra pela porta dentro a escorrer chuva e põe para ali, à hora do chá, tudo o que viu e ouviu. Gostava-se tanto de cartas que os romances pastorais eram em grande parte fabricados com elas. Ficavam mais íntimos. “Querido”, ou o equivalente, dá uma certa excitação; é como quem fala mais baixo.
O século conheceu copiosos autores de cartas. O epicurismo pegava-se bastante pelo correio [...]»

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