sexta-feira, abril 29, 2016

Entre Vinhedos e Pomares


MÁRIO DOMINGUES

Lisboa, 1926
Edições Spartacus
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
136 págs.
editora dirigida pelo escritor libertário Campos Lima
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
discretas assinaturas de posse na capa e no canto superior direito do frontispício, número de ordem da respectiva biblioteca também na capa
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Considera o Autor ser este o seu primeiro livro; numa editora que teve o seu próprio mentor – o anarco-sindicalista Campos Lima – também como escritor de referência. Ferreira de Castro será outro “autor da casa”. Ele mesmo, Mário Domingues, «anarquista libertário por ideologia e convicção», «chegou a chefiar a redacção do jornal A Batalha, assumidamente de tendências anarquistas, e anticlerical de maneira radical [...]» (Rodrigues Vaz, «Mário Domingues – A Vida de um Compromisso», in Ler – Livros & Leitores, n.º 45, Lisboa, Primavera 1999). Hoje é tão-só insuficientemente conhecido pelas suas reconstituições romanescas da História de Portugal, mas... deve ter-se em atenção o escritor culturalmente informado, que já refere na presente obra o movimento Dadá.
Da carta-abertura a Campos Lima, «à guisa de prefácio»:
«[...] vivemos numa época instável, incerta. Nada é definitivo, tudo é provisório. Os mestres adorados de hoje são os falhados do dia seguinte, os falhados de ontem são os mestres de agora. E eu, como o outro, queria ver em que paravam as modas...
Por temperamento, por ideal, desejava ser o mais moderno da minha geração. Aguardava que surgisse a nova escola literária que satisfizesse meus anseios juvenis e rebeldes. E nada... As escolas surgem, as escolas passam, quasi sem terem tempo de amadurecer seus frutos de beleza. Comecei então a compreender que a grande escola do século XX é precisamente a ausência de escola. [...]»

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