terça-feira, abril 12, 2016

Lisboa en 1870. Costumbres, Literatura y Artes del Vecino Reino [junto com a tradução portuguesa]



G.[GONZALO] CALVO ASENSIO
[trad. Jorge Pereirinha Pires]

Madrid, 1870 / [Lisboa, 2009]
Imprenta de los Señores Rojas / [frenesi]
1.ª edição [únicas] (ambos)
2 volumes
18,5 cm x 12 cm [19 cm x 13,2 cm]
150 págs. [136 págs.]
encadernação modesta da época, meia-inglesa com ferros a ouro na lombada
pastas e fêsto cansados, pequena falha no topo do lombo, sinais de traça somente nos bordos das folhas de guarda
o exemplar ostenta o ex-libris do olisipógrafo Luiz Pastor de Macedo no verso da pasta anterior
assinatura de posse da actriz E[mília] das Neves à cabeça do frontispício
[o exemplar da tradução editada pela frenesi, que a título de oferta completa o lote, é novo]
145,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Calvo Asensio [director de El Democrata] professava as mesmas ideias de liberalismo avançado que seu pai, D. Pedro Calvo Asensio, conhecido notável do antigo partido progressista, que por muito tempo defendeu os ideais políticos de um grupo numerosíssimo e influente a partir das colunas de La Iberia. No início da Revolução de Setembro foi D. Gonzalo nomeado secretário da Legação de Espanha em Lisboa, cargo que exerceu até 1872, altura em que foi eleito deputado às Cortes [espanholas]. O Congresso, de que fez parte, nomeou-o seu secretário.
Terminado o período revolucionário com o advento da Restauração, Calvo Asensio pôs a sua pena de jornalista e a sua clara inteligência ao serviço do partido democrático-progressista, a cuja direcção pertencia.
Era Calvo Asensio um desses homens que têm o singular dom de captar a simpatia geral, pela afabilidade do seu carácter e pela doçura do seu trato. Os seus grandes padecimentos, consequência de uma doença do peito, que há anos havia contraído, não puderam suprimir-lhe dos lábios o amável sorriso que atraía irresistivelmente quantos alguma vez se aproximavam dele. A sua vida extinguiu-se tranquilamente, sem agonia; de modo que os amigos que o rodeavam pensaram tratar-se de um desmaio. [...]» (La Ilustración Española y Americana, ano XXIV, n.º 37, Madrid, 8 de Outubro de 1880)

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