sexta-feira, abril 29, 2016

Surreal-Abjeccion(ismo)


MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS, org.

Lisboa, 1963
Editorial Minotauro, Lda.
1.ª edição
22 cm x 21,2 cm
168 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia que regista o tom intelectual (nada abjecto) no chamado período surrealista do Café Gelo, reunindo-se aqui não somente obra escrita e gráfica dos intervenientes directos (António José Forte, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, José Sebag, Luiz Pacheco, Manuel de Castro, Manuel Lima, Mário Henrique Leiria, Natália Correia, Pedro Oom, Virgílio Martinho), mas também de autores do grupo do Café Royal (Alexandre O’Neill, Carlos Eurico da Costa, Vespeira) e de uns outros que, por assim dizer, “decoravam a paisagem”, tais como: Rosa Ramalho, Luís Veiga Leitão, Joaquim Namorado, Irene Lisboa, Almada Negreiros... O próprio Cesariny, orquestrador de uma tal cegarrega – que se faz representar apenas como artista plástico –, dirá mais tarde no texto «Para uma Cronologia do Surrealismo em Português» (incluído em as mãos na água a cabeça no mar, Assírio e Alvim, 2.ª ed., Lisboa, 1985):
«[...] Em 1956-59 outra geração surgirá constituindo os chamados grupos do Café Royal e do Café Gelo. Estes grupos, com excepção do poeta Ernesto Sampaio, e de João Rodrigues, “surrealista em nós todos” como Vaché o poderá ter sido para Breton, votar-se-ão mais a um “abjeccionismo” conjuntural do que à proposta surrealista, e, por exaltantes que tivessem sido para mim a adesão e a companhia, recuso continuar a experiência, algo fútil do primeiro grupo e a, algo trágica, do segundo [...].»

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