sexta-feira, maio 06, 2016

As Noites Brancas do Papa Negro


MANUEL DA SILVA RAMOS
ALFACE
capa de Carmen Duarte Ferreira

Lisboa, 1982
A Regra do Jogo, Lda.
1.ª edição
21 cm x 12 cm
108 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escrita experimental em novilíngua para leitores despreocupados ou já esquecidos da alvorada do irlandês James Joyce. Trata-se também de um exercício post-moderno sobre as estruturas romanescas convencionais. Manuel da Silva Ramos (nasc. 1947), que se estreara em 1968 logo de caras com um “prémio de novelística”, Os Três Seios de Novélia, vem aqui, de par com Alfacinha da Silva (1949-2007), colocar o leitor entre a espada dessa modernidade renascida nos estultos anos oitenta e a parede do balzaquiano nacional-conservadorismo literário. Jorge Listopad (Colóquio / Letras n.º 78, Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa, Março de 1984) terá sido, à época, o único crítico atento à natureza do objecto que se lhe apresentava. Depois de fazer uma chamada de atenção para as possíveis influências joycianas, diz-nos:
«[...] É o ritmo o que informa o sentido dos episódios apenas esboçados, obsessionalmente condenados à destruição semântica da narrativa, ao banhar essa liberdade louca e necessária (e libertinagem lato sensu) de um à-vontade incomum que teria apenas Ruben A. como competidor nas letras portuguesas. A ilusão de caos é, porém, revestida de discurso neológico-neojocoso, a que não falta, por vezes, uma certa retórica retorsa. São passagens mortas, pausas respiratórias, fragilidades rápidas. A necessidade da função fática não encontra solução. [...]»

pedidos para:
telemóvel: 919 746 089