domingo, maio 01, 2016

Clepsydra


CAMILLO PESSANHA

Lisboa, 1920
Edições Lusitania
1.ª edição
20 cm x 12,9 cm
78 págs. [não numeradas]
composto manualmente e impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado, capa suja; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
rara peça de colecção quando em brochura
820,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o nosso mais requintado poeta simbolista. Tanto esta como as subsequentes edições desta obra estiveram a cargo de João de Castro Osório. Pode mesmo afirmar-se que Pessanha nem terá alguma vez exercido qualquer vigilância sobre o acto editorial, distante que se encontrava lá em Macau, lá no seu ópio.
Leiam-se, a título de exemplo, duas estâncias:
«Quando voltei encontrei os meus passos
Ainda frescos sobre a humida areia,
A fugitiva hora, reevoqueia,
– Tão redíviva! nos meus olhos baços...
[...]
Toda essa extensa pista – para quê?
Se ha-de vir apagar-vos a maré,
Como as do novo rasto que começa...»

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