quinta-feira, maio 19, 2016

Memórias e Trabalhos da Minha Vida




NORTON DE MATTOS

Lisboa, 1944-1945
Editora Maritimo-Colonial, Lda.
2.ª edição [I, II e III] e 1.ª edição [IV]
4 volumes (completo)
19,2 cm x 13 cm
[280 págs. + 14 págs. em extra-texto] + [312 págs. + 8 págs. em extra-texto] + [368 págs. + 16 págs. em extra-texto] + [308 págs. + 12 págs. em extra-texto]
ilustrado
exemplares manuseados mas aceitáveis, capas com restauros; miolo limpo, papel acidulado
assinaturas de posse nos frontispícios dos três primeiros volumes
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nem todos terão guardado de Norton de Matos a memória que o dito, por mão própria, deixou para a posteridade nos vertentes volumes. Por exemplo, Cunha Leal, no seu Calígula em Angola (1924) retrata-o de modo muito diverso:
«[...] O Snr. Norton de Matos não conhece meios termos no exercicio das suas violencias. A imprensa incomoda-o? Extingue-a por processos de fôrça ou de coacção. Os indigenas reclamam contra extorsões imorais, praticadas pelas autoridades ou pelos particulares afectos ao Snr. Norton de Matos? Manda, como fez em Catéte, razziar a região dos protestantes, e prende e deporta, a seguir, os nativos de maior inteligencia, ou mais influentes. Nem as proprias bestas escapam á sua furia de tirano. Porque, um dia, um cavalo teve, no Lubango, a audacia sacrilega de deitá-lo abaixo, o Snr. Norton de Matos, em vez de dizer, filosoficamente, como o personagem de Gil Vicente: “Antes quero burro que me leve do que cavalo que me derrube” – manda abater a tiro a pobre alimária, para exemplo dos outros irracionais.
No Snr. Norton de Matos, não ha sequer as generosidades que, ás vezes, existiam até num Caligula, homem que sempre respeitou o seu cavalo Incitatus. [...]
No Snr. Norton de Matos, o reverso da violencia consiste na extrema generosidade e complacencia para com a sua feliz clientela. [...]»

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