quarta-feira, julho 27, 2016

O Império


HENRIQUE GALVÃO

Lisboa, s.d. [Verão de 1939]
Edições SPN
1.ª edição
20 cm x 14,8 cm
56 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

De forma muito resumida, faz Galvão o inventário da administração colonial, quer do território, quer da população, quer das riquezas disponíveis, as naturais e as indústrias criadas pelo homem. Galvão ainda era, então, um agente do Estado Novo, ainda não tinha entrado em rota de colisão com Salazar. O fomento económico é uma das suas preocupações, e ele deixa deste a caracterização necessária, ou (conforme o ponto de vista) o apontamento daquilo que pode ser considerado como a maior debilidade de Portugal perante a imensidão de território que teve que administrar:
«[...] O critério português em matéria de apetrechamento económico das colónias não se filia no mesmo espírito que nos últimos anos elaborou grandes planos (aliás irrealizados ou inacabados) de valorização maciça dos territórios coloniais [...].
A forma da nossa política de apetrechamento não está na intensidade ou grandeza com que se ocuparam os pontos estratégicos da economia de cada colónia, mas sim na qualidade e na extensão da ocupação.
Desta forma não construiremos cidades grandiosas, nem portos ultra-perfeitos, nem sociedades cosmopolitas – mas construiremos uma ocupação densa, de malhas apertadas, homogénea, capaz de abranger todos os territórios e de levar os agentes portugueses de civilização dos povos nativos a tôda a parte [...].»
Mas, de facto, os únicos “agentes de civilização dos povos nativos” que Salazar conseguiu insinuar por toda a parte, foram os agentes policiais e militares, as sombras à escuta da vida pública e da vida privada... O que nem lhe serviu para evitar o curso natural da libertação dos povos!

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