domingo, julho 17, 2016

Poemas do Tempo Presente


DUARTE GALVÃO
capa da pintora Bertina Lopes

Lourenço Marques, 1960
[ed. Autor]
1.ª edição
19,8 cm x 14,2 cm
4 págs. + 98 págs.
exemplar estimado, contracapa ligeiramente esfolada; miolo limpo
peça de colecção
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Heterónimo literário do poeta e antropólogo moçambicano Virgílio Diogo de Lemos (1929-2013), que também assinou obras sob os nomes Bruno dos Reis ou Lee-Li Yang, este Duarte Galvão esteve na génese da folha de poesia anticolonial Msaho. O vertente livro de versos foi apreendido pela polícia política do Estado Novo. No ano seguinte, Virgílio de Lemos é preso juntamente com alguns nacionalistas, acusados de actividades subversivas, acabando libertos por insuficiência de provas. Será durante o seu posterior exílio parisiense que Virgílio de Lemos vai sobressair como jornalista de televisão e rádio. «Sendo um dos vanguardistas da lírica moçambicana», escreveu o poeta António Cabrita (in A Invenção das Ilhas, uma antologia de Virgílio de Lemos, EPM-CELP, Lisboa, 2009), «e defensor do conceito do “barroco-estético” para as literaturas de língua portuguesa, tem uma escrita poética fragmentária, sintética, eivada de imagens surrealistas, duma dimensão cósmica, perpassada pelo onirismo, as problemáticas existenciais e o erotismo [...].»

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