quarta-feira, agosto 31, 2016

Larachomicina


ABREU E SOUSA
capa de C. C. [Cruz Caldas ?]

Porto, 1953
Editora – Livraria Progredior
2.º milhar
19,3 cm x 13 cm
208 págs.
subtítulo: Bom humor injectável preparado por Abreu e Sousa – Laboratório de Manuel Pereira & C.ª
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


Lua, Tantos de Tal


ABREU E SOUSA
capa de [Cruz] Caldas

Porto, s.d. [circa 1959]
Invicta Editora
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
160 págs.
subtítulo: Uma produção em piadoscópio
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
rubrica de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Congresso Que Sorri


CÉSAR FRIAS, org., trad. e pref.
et alli
capa de AD. [António Domingues]

Lisboa, 1942
Agência Editorial Brasileira – José Rodrigues Júnior, Editor
1.ª edição
18,6 cm x 12,4 cm
248 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de autores humorísticos, ou meramente irónicos, como Machado de Assis, Gervásio Lobato, Panaït Istrati, ou Jerome K. Jerome, entre muitos outros.

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terça-feira, agosto 30, 2016

Servidão


ASSIS ESPERANÇA
capa de Roberto Nobre

Lisboa, s.d. [1947]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
576 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A força literária desta obra, até pelo funcionário da PIDE, no regime salazarista, era reconhecida:
«Esta obra foi premiada pela Academia das Ciencias de Lisboa (Prémio Malheiros – 1947). É um romance humano, em quadros, dolorosos talvez mas bem reais, do trabalho servil das mulheres, tanto nos meios rurais como nos citadinos, porém sem demagogia.
Julgo não haver razão ou motivo algum para proibir. – O leitor – José Brandão Pereira de Mello, Capitão». (Direcção dos Serviços de Censura, relatório n.º 5484, 21 de Outubro, 1955 [fonte electrónica: José Pacheco Pereira, Ephemera, 5 de Novembro, 2010])

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A Vertigem


ASSIS ESPERANÇA
capa de Azevedo Silva

Lisboa, 1919
Portugalia – Editora
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
432 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Trinta Dinheiros


ASSIS ESPERANÇA
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1958
Guimarães Editores
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
434 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] O dinheiro como norte-de-vida, diabo-de-mágica, cria e desenvolve, em determinadas circunstâncias, complexos de poder e dignidade, riscos, atitudes e sucessos. Coleccionei, pois, alguns, sob o signo de Judas Escariote, favorável à traição, ou seja Trinta Dinheiros, que é caminho fácil para quem viva de olhos postos na conquista do seu bom governo, da sua opulência e prosperidades sem conta.»

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Funambulos


ASSIS ESPERANÇA
capa e ilust. Roberto Nobre

Paris – Lisboa, 1925
Livrarias Aillaud & Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,8 cm
212 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, ocasionais restauros; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 29, 2016

Monumentos de Portugal – Templos Cruzeiros e Alminhas



Figueira da Foz, 1937
dir. Francisco dos Santos-Viegas
Edição do Gabinete de Estvdos Vrbanos e Rvrais
2 fascículos, ou cadernetas (tudo quanto se publicou)
26,9 cm x 18,4 cm
[XXIV págs. + 3 encartes*] + [28 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulo: Edição profvsamente ilvstrada e colaborada por preclaros membros do clero portvgvês e por eminentes escritores e artistas
exemplares estimados, restauro na capilha do segundo fascículo; miolo limpo
acondicionados numa modesta pasta de cartolina
ostenta o ex-libris de José Coelho colado na primeira página do segundo fascículo
* constam os encartes de uma carta a difundir o objecto da publicação e que visa captar assinantes, mais um vale destinado a ser preenchido para firmar a respectiva assinatura, e ainda uma tarjeta informando que «Foi solicitada autorização do reverendissimo Episcopado para o ilustre clero poder prestar a sua colaboração a Templos, Cruzeiros e Alminhas»
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de três páginas graficamente ocupadas por fotografias do cardeal Cerejeira, de Dom António Antunes, bispo-conde de Coimbra, e do arcipreste padre José Lourenço dos Santos Palrinhas, pároco local, a prometida colaboração dos «preclaros membros do clero» e dos «eminentes escritores e artistas» não vingou. Nada mais temos, no que a vertente publicação deu a conhecer, que um Prefácio programático e um extenso capítulo acerca dos lugares de eleição cristãos na Figueira da Foz, tudo assinado por Santos-Viegas.

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sexta-feira, agosto 26, 2016

O Medico de Casa [junto com] O Onanismo




CONSTANTIN-GUILLAUME [a]
H. FOURNIER [b]
trad. [a] António Vieira Lopes e [b] Narciso Alberto de Sousa

Porto-Braga, 1877
Coimbra, 1879
Livraria Internacional de Ernesto Chardron / Tipographia Democratica
1.ª edição (ambos)
[a] 2 tomos (completo)
3 livros enc. 1 volume
17,9 cm x 12,2 cm
[(XVI págs. + 346 págs.) + (302 págs. + XVIII págs.)] + 170 págs.
subtítulos: [a] Systema simples de reconhecer qualquer molestia, e indicação do melhor tratamento a seguir para a curar; [b] Suas causas, perigos e inconvenientes para o individuo, familia e sociedade: – Remedios
encadernação modesta em meia-inglesa, com elegante gravação a ouro na lombada
aparados, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Homem – Representação Graphica da Sua Estructura em Cinco Chromos Sobrepostos com Texto Explicativo



ARDISSON FERREIRA, trad.

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, s.d. [circa 1930]
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª / Livraria Francisco Alves
s.i.
43,3 cm x 19 cm
16 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (5 figuras polícromas)
ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
texto a duas colunas
boa encadernação recente em papel com lombada em tela, capas de brochura restauradas e espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, com restauros de estabilização periféricos, cromos em bom estado
peça de colecção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ardisson Ferreira (1873-1932), sendo médico e cirurgião, também se dedicou à escrita, nomeadamente como divulgador da cultura física, e neste particular foi o tradutor das obras de Johannes Peter Müller.

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O Meu Systema


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
[trad. Ardisson Ferreira]

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
[1.ª edição ?]
23,3 cm x 15,5 cm
128 págs.
subtítulo: A saude a troco d’um quarto de hora d’exercicio por dia
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do manual de referência para ginastas.

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A Vida ao Ar Livre


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
trad. Ardisson Ferreira

Paris-Lisboa / Porto / Rio de Janeiro, 1911
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Chardron / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
172 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] A Vida ao Ar Livre, complemento de O Meu Sistema, contém a apologia dos agentes vitaes que a natureza nos offerece a todo o momento, e bastos e racionaes conselhos ácerca da higiene e dos desportos, conselhos que o auctor apresenta despretenciosamente e em linguagem clara e sobremaneira attrahente.»

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A Vida ao Ar Livre


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
trad. Ardisson Ferreira

Paris – Lisboa / Porto / Rio de Janeiro, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Chardron / Livraria Francisco Alves
s.i.
18 cm x 12 cm
172 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro e branco nas pastas e na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sexo / Espionagem


DAVID LEWIS
trad. Maria Guilhermina Ramalho
capa adaptada da edição original por Nuno Amorim

Lisboa, 1977
Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite
1.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
216 págs. + 8 págs.
subtítulo: A Exploração do Sexo pelos Serviços Secretos Soviéticos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um livro acerca dos métodos utilizados no terreno pelo KGB para enlamear reputações e extorquir segredos sob chantagem – segredos políticos, industriais, militares e outros. Escrito para, ao diabolizar os outros, esconder culpas em casa própria, no caso os métodos das polícias de investigação ocidentais... que eram – e são – farinha do mesmo saco. O editor português, na sua cegueira anticomunista primária, embarca no logro...

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«Depoimento» ou Libelo – Reflexões Sobre o Livro de Memórias de Marcelo Caetano


RAUL RÊGO

Lisboa, 1975
Editorial República
1.ª edição
18,5 cm x 12,6 cm
136 págs.
exemplar estimado, lombada e contracapa oxidadas pela contínua exposição à luz; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ESCRITOR DAVID MOURÃO-FERREIRA
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do excelente conjunto de artigos coligidos de e por Raul Rêgo:
«[...] Poucos homens terão tido na História de Portugal oportunidade igual à de Marcelo Caetano, de fazer a verdadeira união nacional, dentro de um pluralismo são. [...] Basta ver como foi recebido o seu apelo à concórdia de todos os portugueses e as esperanças que suscitou num povo martirizado por guerras e divisões, os oposicionistas pondo de lado 42 anos de ostracismo e vendo no homem chamado ao governo não o principal doutrinador e um dos grandes executores do regime que os segregara, mas o dirigente que fazia apelo à cooperação em momento particularmente grave da vida da nação. Mas, usando nova linguagem, Marcelo não mudou de processos [...]. Jogou simplesmente na continuidade de um regime cujas estruturas não correspondiam a nenhuma das necessidades vitais do povo português. À palavra pátria seguia-se por vezes a sentença de morte cívica para muitos dos mais patriotas e em lugar da concórdia entre as ideias de uns e de outros se exigia a submissão pura e simples ao ideário dos quarenta anos de totalitarismo. Era a continuidade. [...]»

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Depoimento [junto com] As Mentiras de Marcello Caetano



MARCELLO CAETANO [a]
ANTONIO CRUZ (coronel) e VITORIANO ROSA [b]

Rio de Janeiro – São Paulo, 1975 [a]
Lisboa – Porto – Coimbra – Luanda – Lourenço Marques, 1974 [b]
Distribuidora Record [a]
Agência Portuguesa de Revistas [b]
2.ª edição [a]
1.ª edição [b]
[21 cm x 14 cm] + [21,3 cm x 14,9 cm]
250 págs. + 192 págs.
subtítulo do segundo item: Resposta a um falso “Depoimento”
segundo item profusamente ilustrado no corpo do texto com fotografias de época e facsímiles de documentação confidencial do Estado Novo
exemplares muito estimados; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura assinada por Vitoriano Rosa:
«[...] Não se pretende com este livro estabelecer uma polémica, que nada mais redundaria do que “gastar cera com tão ruim defunto”. O que se nos afigura realmente importante é dar ao conhecimento público as provas documentais das mentiras de Marcelo Caetano e mostrar o verdadeiro rosto do Salazar cinicamente sorridente que durante seis longos anos de repressão e de terror enganou o povo português e, gozando agora dos rendimentos e das boas vontades dos amigos, pretende ainda lançar a confusão e preparar o terreno para um regresso à Pinochet. [...]»

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Marcello Caetano – Confidências do Exílio


JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO

Lisboa / São Paulo, 1985
Editorial Verbo
1.ª edição
21 cm x 14,6 cm
408 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma década volvida sobre a queda do regime fascista, e ainda Veríssimo Serrão procurava algum resquício de legitimidade histórica para a pouca vergonha que haviam sido os 48 anos de totalitarismo militar, religioso e civil, perseguição política, miséria do povo, incultura generalizada e, por fim, guerra colonial...

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Conversas Com Marcello Caetano

 

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA

Lisboa, Outubro de 1973
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 13,9 cm
276 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este livro, engendrado já no declínio, senão no estertor, do regime fascista, assume o estilo de um ex-aluno «respeitador» e «admirado» em amena troca de impressões gerais com o seu antigo professor. Mas tais generalidades passam um pouco ao largo da governação de um país a ferro e fogo policial, que é o que acontece quando o poder sente o chão a fugir-lhe de debaixo dos pés. Pode dizer-se que, apesar da dissimulada ambição, Alçada Baptista – que fôra, dez anos antes, o fundador da revista O Tempo e o Modo – nunca possuiu o fulgor atrevido de um António Ferro em diálogo com Salazar, que é o que acontece quando os consensos de uma época empurram a passos desordenados para o fim.
A título de exemplo, uma passagem:
«[...] Sinto que, para Marcello Caetano, a política é muito mais uma “arte” do que uma “ciência”: uma estratégia de conter o real que resulta das concretas motivações dos homens num determinado tempo da história, no pressuposto inabalável de que eles, neste domínio, quase nunca se movem segundo as “rectas intenções”. Daí que, desgraçadamente, o fenómeno político reflicta, afinal, o denominador comum da nossa humana banalidade. Donde, a consequência duma dualidade inevitável: de um lado, um universo pessoal povoado de valores tradicionais que se reflectem num comportamento pessoal à base das “antigas virtudes”: trabalho, exigência interior, vida espiritual, honestidade pessoal, austeridade; do outro, um universo social cujas virtudes são as “virtudes” da guerra, perante um inimigo que, no seu entender, está disposto a tudo, e a quem não podemos oferecer a vantagem dos nossos princípios pessoais. E que seriam esses prin­cípios, de que o homem completamente se desinteressou, que, a serem colectivamente vividos, poderiam modificar um dia as regras dum jogo que, ainda no seu entender, os outros quiseram assim. [...]» – Alçada Baptista, há que sublinhá-lo, está a referir-se ao segundo Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, organização para-militar émula da “juventude hitleriana”...

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quinta-feira, agosto 25, 2016

O Candidato Nacional Almirante Américo Thomaz


[ANÓNIMO]

s.l., s.d. [Lisboa, 1958]
UN [União Nacional]
s.i.
22,4 cm x 17,2 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Américo Deus Rodrigues Tomás (1894-1987), candidato à presidência do Estado Novo escolhido pelo partido único para suceder a Francisco Craveiro Lopes, ascendia assim de presidente do Clube de Futebol Os Belenenses e de Ministro da Marinha ao estatuto decorativo de “figura número um da nação”. Nunca mandou nada, nem teve vontade própria, nunca contrariou quem o pôs no cargo. A vertente brochura de propaganda tem o mérito de nos revelar uma extensa lista de nomes dos apoiantes da sua candidatura, e aí, por exemplo, para além dos reaccionários do costume, encontramos nomes como os da actriz Amélia Rey Colaço, do jornalista Pedro Correia Marques, do arquitecto Paulino Montez, da professora e ensaísta Maria de Lurdes Belchior, dos escultores António Duarte e Leopoldo de Almeida, dos escritores Caeiro da Matta e Júlio Dantas, etc.

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Mensagem de Ano Novo do Chefe do Estado


[AMÉRICO TOMÁS, almirante]

Lisboa, Janeiro de 1974
Secretaria de Estado da Informação e Turismo
[edição única]
25 cm x 18,3 cm
sem numeração [34 págs.] + 1 cartão de visita
inclui fotografia do autor (durante o discurso) em extra-texto
junto com o cartão de visita do contra-almirante Henrique dos Santos Tenreiro, ao que julgamos para personalizar a oferta do fascículo a um destinatário (não identificado)
exemplar como novo
peça de colecção, com interesse para a história do fim da ditadura do Estado Novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se efectivamente do último discurso que Portugal foi obrigado a ouvir da lavra do almirante; o Dia da Libertação veio quase logo a seguir, desmentindo as expectativas de um género de governo com quase meio século. E pela mão daqueles que não haviam chegado ao 10 de Junho na qualidade de mortos gloriosos.
Algumas palavras do discurso:
«[...] finalmente, de acordo com o procedimento seguido em todos os anos dos meus mandatos, procedi às sessões solenes inaugurais dos novos anos lectivos realizadas em todos os estabelecimentos militares de ensino. Destacadamente me refiro à cerimónia militar que se realizou no Terreiro do Paço, no dia 10 de Junho. Mais uma vez essa patriótica cerimónia decorreu com o brilho que lhe é peculiar, nela tendo sido condecorados os bravos combatentes que mais se distinguiram na defesa das terras portuguesas de Angola, de Moçambique e da Guiné. E, além das distinções concedidas, evocaram-se, saudosamente, comovidamente e com toda a gratidão, aqueles que nessa defesa perderam a vida. E, como tem sucedido nos anos anteriores, cerimónias semelhantes se realizaram noutras cidades da Metrópole e no Ultramar e em todas elas o fulgor das cerimónias foi idêntico. [...]»

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quarta-feira, agosto 24, 2016

A Invasão dos Judeus


MARIO SAA

Lisboa, 1924 (aliás, 1925)
[ed. do Autor]
1.ª edição
25,7 cm x 19,2 cm
316 págs.
composto manualmente
ilustrado com 71 gravuras
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra explicitamente anti-semita. São três centenas de páginas de insultos soezes a antigos e modernos, mortos e vivos, entre os quais, denunciados pelo “crime” de “judaísmo”, destacamos ao acaso Guerra Junqueiro, Rafael Bordalo Pinheiro, Afonso Costa, França Borges, Cunha Leal, Bernardino Machado, José Falcão, Brito Camacho, José Relvas, Nogueira de Brito, Ricardo Jorge, Gustavo Matos Sequeira, Columbano, Jaime Cortezão, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Bernardo Marques, António Ferro, etc., citando somente dentre os que tiveram direito a retrato...

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pcd.frenesi@gmail.com
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domingo, agosto 21, 2016

Instrucções pelas Quaes Se Devem Regular o Director e Officiaes Encarregados dos Trabalhos Geodesicos e Topographicos do Reino [seguido de] Descripção e Rectificações do Theodolito


[FILIPE FOLQUE]

Lisboa, 1850
Imprensa Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 13,5 cm
44 págs. + 22 págs. (não num.) + 18 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 19, 2016

O Crime


GUERRA JUNQUEIRO

Porto – Braga, 1875
Livraria Internacional de Ernesto Chardron
1.ª edição
17,4 cm x 12,2 cm
32 págs.
subtítulo: A Propósito do Assassinato do Alferes Brito
exemplar estimado; miolo limpo
discretas rubricas de posse na capa e no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui-se este poema na discussão aberta em Portugal acerca da abolição da pena de morte para crimes cometidos em meio militar, neste caso quando um soldado de infantaria assassinou o alferes Palma e Brito em 1874.

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Roteiro da Cidade do Porto




Porto, 1955
[Tipografia Progrédior]
«edição oficial»
16,5 cm x 12,2 cm
10 págs. + 92 págs. + 1 desdobrável (grande formato)
encadernação editorial inteira em tela com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar muito estimado; miolo limpo, mapa como novo
assinatura de posse na primeira folha-de-guarda
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Roteiro Lírico do Porto


ANTÓNIO LOUSADA
ilust. Neves e Sousa

Porto, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
22 cm x 16,6 cm
52 págs.
ilustrado com três desenhos de página inteira
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de António Ramos Pinto Cálem (1913-1990), notável da cidade do Porto ligado à exportação de vinhos.

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O Espaço Urbano do Porto



J. M. PEREIRA DE OLIVEIRA

Coimbra, 1973
Instituto de Alta Cultura – Centro de Estudos Geográficos
1.ª edição
2 volumes (completo)
26 cm x 20 cm
[16 págs. + 472 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto] + [VIII plantas temáticas desdobráveis em extra-texto + XIV plantas parciais desdobráveis em extra-texto]
subtítulo: Condições Naturais e Desenvolvimento
profusamente ilustrados a negro e a cor
encadernações modestas em sintético com gravação a ouro nas lombadas
conservam todas as capas de brochura
não aparados
exemplares estimados, alguma fragilidade e quebra nos fêstos; miolo limpo
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência para o estudo da cidade do Porto.

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Daqui Houve Nome Portugal


EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.
et alli
ilust. Abel Salazar, António Cruz, Augusto Gomes, Dario Alves, Dordio Gomes, Eduardo Viana, Resende, Luis Demée, Pedro Rocha, Sousa Felgueiras, Ângelo de Sousa, Aurélia de Sousa, Dominguez Alvarez, Henrique Medina, Jaime Isidoro, Lima Carvalho, Martins da Costa, Sobral Centeno e Vieira da Silva
direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 2000
Edições ASA, S.A. / BPI
[4.ª edição]
31,6 cm x 25,1 cm
496 págs.
subtítulo: Antologia de Verso e Prosa Sobre o Porto
encadernação editorial em linho gravado a cor na pasta anterior, com sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
acondicionado em estojo editorial próprio
profusamente ilustrado
exemplar como novo
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da versão destinada a ofertas do Banco Português de Investimento, por ocasião dos festejos do Porto – Capital Europeia da Cultura, em 2001. E não é a primeira vez que tal livro aparece escolhido para engrandecimento de fachada de instituições absolutamente alheias à sentida homenagem do poeta Eugénio de Andrade à cidade do Porto, que preciosamente escolheu, entre autores vivos e mortos, colaborações de escritores como, entre tantos outros, Agustina Bessa Luís, Ruben A., Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, Pedro Homem de Mello, Miguel Torga, José Régio, João de Araújo Correia, Aquilino Ribeiro, António Patrício, Teixeira de Pascoaes, Carlos Malheiro Dias, etc., etc., numa lista ascendente até ao abade de Jazente, a Faustino Xavier de Novais, o padre Agostinho Rebelo da Costa, Diogo Brandão, etc. Entre os autores acabados de chegar para esta edição, sublinhem-se José Saramago, António Manuel Couto Viana, Armando Silva Carvalho, Nuno Júdice e, não podia deixar de ser, também Fernando Pinto do Amaral.

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Daqui Houve Nome Portugal



EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.
et alli
ilust. António Cruz, Alvarez, Augusto Gomes, Eduardo Viana, António Costa, etc.
direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1983
Editorial O Oiro do Dia
3.ª edição («aumentada»)
22,5 cm x 14,2 cm
294 págs. + 9 folhas em extra-texto + 1 encarte promocional
subtítulo: Antologia de Verso e Prosa Sobre o Porto
profusamente ilustrado
capa impressa a cor, com sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
inclui a cinta de oferta do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados datada do «Dia Nacional do Advogado – 19 de Maio de 1994»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição a propósito do «[...] 15.º aniversário da fundação da Editorial Inova, de que a Editorial O Oiro do Dia é continuadora [...]» (vd. cólofon).

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O Topónimo Porto


JOSÉ COELHO

Porto, 1962
Stvdivm Generale – Actas do I Colóquio Portuense de Arqueologia
1.ª edição
24,5 cm x 18,8 cm
20 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 284 de uma tiragem declarada de apenas 500 exemplares
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, agosto 15, 2016

Diabruras, Santidades e Prophecias


A. C. TEIXEIRA DE ARAGÃO

Lisboa, 1894
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
24,5 cm x 16,1 cm
XII págs. + 152 págs.
encadernação antiga meia-francesa em pele e papel de fantasia, cantos em pele, gravação a ouro na lombada, nervuras pontilhadas a ouro
pouco aparado, carminado no corte à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, Augusto Carlos Teixeira de Aragão, foi médico militar, arqueólogo-numismata e historiador. Mais conhecido, aliás, nestes campos do que como demonologista. A sua magna Descrição Geral e Histórica das Moedas Cunhadas em Nome dos Reis, Regentes e Governadores de Portugal continua a ser obra de referência. Do vertente estudo e recolha diz-nos, aqui e além, Teixeira de Aragão:
«[...] As superstições de um povo são o barometro por onde melhor podemos apreciar o grau da sua civilisação, tendo, sobretudo, em attenção que estes prejuizos não pertencem só ás classes rudes. Na sciencia temos a busca da pedra philosophal; e a astrologia judiciaria, com a consulta dos corpos celestes para conhecer o futuro, sevia de guia até ao fim do seculo XVII a alguns monarchas e pontifices. [...]»
«[...] As superstições da gente ignorante ou pouco illustrada fluctuam entre o espirito de Deus e o do diabo. Na sua phantasia não ha personalidades definidas; do pequeno fazem grande, do sagrado profano; e a imaginação exaltada pinta-lhes ao mesmo tempo maravilhas e terrores. [...]»
«[...] Os nevropatas são espiritos ignorantes e fracos que se levam pela crendice da goécia. É a reacção mystica supplantando o materialismo pelo fanatismo da fé religiosa, e que na sua cegueira acceita todos os phenomenos por mais disparatados, como o pacto com o diabo, etc. [...]»

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telemóvel: 919 746 089

domingo, agosto 14, 2016

Gœthe


ROMAIN ROLLAND
THOMAS MANN
BENEDETTO CROCE
HUGO VON HOFFMANNSTHAL
ALBERT SCHWEITZER
HERMANN HESSE
TOSHIHIKO KATAYAMA
et alli

Paris, Março de 1932
Europe (Numéro Spécial d’Europe) – Les Éditions Rieder
1.ª edição
22,9 cm x 14,5 cm
12 págs. (não num.) + 304 págs. + 28 págs. (não num.) + 16 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

No centenário da morte de Johann Wolfgang von Gœthe (1749-1832), a revista Europe (dir. Albert Crémieux) dá voz a um feixe de colaborações preciosas para a melhor compreensão daquele que terá sido o último espírito renascentista, no sentido do intelectual capaz de abarcar e cruzar todos os campos do conhecimento disponível na sua época.

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Colour and Life


W. B. BROUGHTON (ed.)
et alli

Londres, 1964
The Institute of Biology
1.ª edição
texto em inglês
22,1 cm x 14,3 cm
X págs. + 146 págs.
encadernação editorial em tela com rótulos espelhados em ambas as pastas e gravação a ouro na lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Simpósio de comunicados científicos acerca das manifestações da cor na natureza, dos mecanismos humanos da sua percepção e da importância da mesma na vida quotidiana.

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Aldeia em Festa


BOAVENTURA PASSOS
posfácio de Julião Quintinha
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1942
Editorial Organização, Limitada
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
176 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Irmão do conhecido poeta Bernardo de Passos, o prosador e caricaturista Boaventura Rodrigues de Passos (1885-1935) foi um claro republicano e maçon, que, do muito que escreveu, nada deixou publicado em vida. O vertente livro veio confirmar dotes já por ele evidenciados no exercício de um jornalismo programático, como diz Julião Quintinha: «[...] Há nestas páginas sabor regional e qualquer coisa da cálida e exuberante natureza algarvia. Mas, fora de dúvida, embora à superfície, e envoltas em graciosa ironia, elas tangem temas sociais que são de tôda a parte e de todos os tempos. [...]»

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A Escravidão Social da Mulher


VICTOR RUSSOMANNO

Lisboa, s.d. [circa 1914]
Livraria Internacional Abel d’Almeida
1.ª edição
18,2 cm x 11,7 cm
114 págs. + XIV págs.
encadernação editorial inteira em tela gravada a negro e branco em ambas as pastas e na lombada
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Victor Russomanno (1890-1937), republicano e sufragista brasileiro nascido em Rio Grande do Sul. Diz-se que deveria ter seguido os passos do pai e continuado à frente de sua fábrica de sapatos. Mas, desde menino, sabe-se que se escondia a ler durante a noite, quando todos já estavam a dormir, para que ninguém soubesse de nada. E foi médico, e foi político influente na sua época.

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Catarina | Catherine



VICENTE CAMPINAS
trad. Gaston-Henry Aufrere
capa e ilust. Miguel Flávio

Bruxelas, 1967
Permanences Poétiques
1.ª edição
bilingue português – francês
17,1 cm x 16,3 cm
44 págs.
profusamente ilustrado e negro e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de antigo proprietário no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio ao poema:
«[...] O partido da classe operária e camponesa, da classe trabalhadora, o Partido Comunista, tem sido o que, em consequência da sua constante e coerente luta contra a opressão, mais mártires tem dado à honrosa causa da liberdade em Portugal. Milhares de comunistas têm sido presos nessa noitada de negridão. Muitas centenas continuam ainda das masmorras salazaristas. A PIDE e as outras forças repressivas sob seu directo controle têm assassinado dezenas e dezenas de cidadãos amantes da liberdade.
Entre esses assassinatos, contam-se Alfredo Diniz, o médico Ferreira Soares, o escultor Dias Coelho, o General Humberto Delgado...
... e também Catarina Eufémia! [...]»
Jornalista e responsável pela direcção do semanário Foz do Guadiana, Vicente Campinas (1911-1998) sempre recebeu assíduas visitas das polícias do Estado Novo; daí a raridade dalguns dos seus livros... Da sua poesia afirmou um outro poeta, João Rui de Sousa, ser «[...] a memória que – não pondo de parte a pulsão de uma bem vincada positividade moral, o aceno de uma fraternidade mesmo se apenas sonhada – testemunha sobretudo os olhos cansados pela ira do abandono, os colapsos de frio e de sono, de destroços, de aconteceres existencialmente menos felizes. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

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Catarina


VICENTE CAMPINAS
ilust. Miguel Flávio

Lisboa, 1973
C. D. E. (Base Sócio-Profissional dos Trabalhadores Bancários)
s.i.
29,6 cm x 21 cm
4 págs.
folha volante
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poema celebratório da vida e da morte de Catarina Eufémia.

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Natais de Exílio


A. VICENTE CAMPINAS
capa de Moita Macedo

Lisboa, 1978
Edição do Jornal do Algarve
1.ª edição
20,5 cm x 14,9 cm
112 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Homens e Cães


A. VICENTE CAMPINAS
pref. Urbano Tavares Rodrigues
capa de Miguel Flávio

Lisboa, 1979
Edições Alfaómega
1.ª edição
20,6 cm x 13,4 cm
152 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Urbano Tavares Rodrigues:
«[...] O talento de Vicente Campinas é essencialmente mimético. Basta ler a cena cruamente objectiva do despique entre os gandulos da rua e o velho pescador escarnecido pelos saltos e pelos ditos pulhas dos adolescentes. Um mini-inferno, em Faro, aqui tão perto – e tão longe da dignidade de viver. [...]
A reprodução do linguajar algarvio, no discurso comezinho, como nos alevantes da cólera ou do sofrimento, no chiste, na imprecação na súplica supersticiosa, na corruptela (não te exalteres) é de uma límpida fidelidade. [...]»

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sábado, agosto 13, 2016

La Mauvaise Réputation


GEORGES BRASSENS
pref. René Fallet
fotog. René Claire

Paris, 1957
Éditions Denoël
s.i. [2.ª edição]
texto em francês
19,3 cm x 14,2 cm
228 págs.
subtítulo: Poèmes et chansons
capa impressa a duas cores directas com sobrecapa monocromática
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória (tradução sem compromisso):
«O sucesso de Georges Brassens pode ser considerado pelos não-conformistas como uma vitória estrondosa. Uma praça forte foi tomada de assalto à força de guitarra. Eis uma bandeira negra desfraldada nos galinheiros das salas-de-espectáculos. E sobre esse pano negro a insígnia branca e oiro da pérola. [...]»

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Cantigas


JOÃO MARIA FERREIRA
capa de João Carlos Celestino Gomes

Lisboa, 1924
J. Rodrigues & C.ª – Editores
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
128 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Figura ligada ao letrismo para fados, que Tomás Borba musicou, João Maria Ferreira (1884-?) reúne neste breve livro um bom mostruário de quadras e quintilhas susceptíveis de levarem o mesmo caminho musical.

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