segunda-feira, agosto 01, 2016

A Sociedade do Espectáculo


GUY DEBORD
trad. Francisco Alves e Afonso Monteiro
grafismo de José Marques de Abreu

Lisboa, 1972
Edições Afrodite de Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
10,5 cm x 20,1 cm (oblongo, cosido à cabeça)
208 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É incontornável saber-se que além do pensamento oficioso (o poder que por toda a parte governa o mundo) existe uma corrente subterrânea do espírito e da consciência radicais. Por lei e norma, os sofismas do primeiro têm conduzido os homens à destruição recíproca. Guy-Ernest Debord pugnou sempre do lado da consciência que produz vida: a aventura interminável da Vida. Suicidou-se aos 62 anos de idade, surpreendendo uma doença incurável; foi a sua passagem um brevíssimo instante da nossa época. No dia em que seja possível, sem distorção nem complexos, fazer o acerto dos factos revolucionários da História do século XX, o seu nome surgirá equiparado aos de Max Stirner ou de Bakunine. Fundador e teórico da Internacional Situacionista, que esteve no centro das acções desencadeadoras do Maio de 1968, toda a sua obra escrita obriga à retractação da era mercantil em múltiplos aspectos. Todos os seus livros (guiões cinematográficos incluídos) são para ler e reflectir, sabendo-se que desde logo eliminam qualquer literatura de análise optimista dos poderes vigentes e nove décimos da pessimista. Debord envolve-nos intencionalmente no reconhecimento das emboscadas e dos embustes num mundo que, dando como aceitáveis venenos letais, fez com que o bom senso se passasse para o campo da ilegalidade.

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