domingo, agosto 14, 2016

Catarina | Catherine



VICENTE CAMPINAS
trad. Gaston-Henry Aufrere
capa e ilust. Miguel Flávio

Bruxelas, 1967
Permanences Poétiques
1.ª edição
bilingue português – francês
17,1 cm x 16,3 cm
44 págs.
profusamente ilustrado e negro e a cor
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de antigo proprietário no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio ao poema:
«[...] O partido da classe operária e camponesa, da classe trabalhadora, o Partido Comunista, tem sido o que, em consequência da sua constante e coerente luta contra a opressão, mais mártires tem dado à honrosa causa da liberdade em Portugal. Milhares de comunistas têm sido presos nessa noitada de negridão. Muitas centenas continuam ainda das masmorras salazaristas. A PIDE e as outras forças repressivas sob seu directo controle têm assassinado dezenas e dezenas de cidadãos amantes da liberdade.
Entre esses assassinatos, contam-se Alfredo Diniz, o médico Ferreira Soares, o escultor Dias Coelho, o General Humberto Delgado...
... e também Catarina Eufémia! [...]»
Jornalista e responsável pela direcção do semanário Foz do Guadiana, Vicente Campinas (1911-1998) sempre recebeu assíduas visitas das polícias do Estado Novo; daí a raridade dalguns dos seus livros... Da sua poesia afirmou um outro poeta, João Rui de Sousa, ser «[...] a memória que – não pondo de parte a pulsão de uma bem vincada positividade moral, o aceno de uma fraternidade mesmo se apenas sonhada – testemunha sobretudo os olhos cansados pela ira do abandono, os colapsos de frio e de sono, de destroços, de aconteceres existencialmente menos felizes. [...]» (Fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998)

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