quarta-feira, agosto 03, 2016

O Código de Hamurabi


ARTUR PORTELA FILHO

Lisboa, 1962
Guimarães Editores
1.ª edição
18,9 cm x 12,3 cm
304 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Após notados livros de contos, este é o seu primeiro romance. Um romance passado no ambiente da redacção de um jornal, que Portela Filho bem conheceu por via do seu exercício profissional. Dele lembra o próprio autor em entrevista a Francisco José Viegas difundida pela Antena 1 [programa Escrita em Dia, 23 de Março, 2004]:
«[...] O Código de Hamurabi correspondia ao jornalismo dos anos 50, primeiros anos de 60, jornalismo de papel. Bairro Alto, Rua Luz Soriano, rotativas antigas, rivalidade com o Diário Popular... O Diário Popular, com uma máquina muito mais acelerada e muito mais moderna, a do Diário de Lisboa mais romântica e mais asmática. Tanto e de tal maneira que nós estávamos à varanda, os repórteres, os redactores, tentando ouvir: “Eles já dispararam com a máquina?!” Porque, com os horários dos comboios, era fatal para nós, não é? Bom, mas era um jornalismo romântico, literário, político, mas veladamente político – assim o impunha a censura. Mas também era o estilo da época, não é? Um jornalismo que ia dali para as ceias e para os teatros e para os cafés. Que acabava, fechava o jornal, afastava as secretárias e fazia uma sala de armas, esgrimia ali dentro!... Ainda é da tradição do meu pai, apanhei ainda essa ponta final, fui colega de jornalistas notabilíssimos, o Norberto de Araújo, um homem muito a ligado a Lisboa, o Rogério Peres, El terrible Perez, um homem ligado aos touros, e por aí fora, grandes jornalistas, o Mário Neves, o Ribeiro dos Santos, o Norberto Lopes, o padre Joaquim Manso, padre que foi o primeiro director do Diário de Lisboa. Era uma redacção muito viva, muito notória, com muitos afluentes culturais, artísticos. Entrava o Almada, saía o Botelho, havia ilustrações ilustres, a crítica era o Gaspar Simões. Realmente um viveiro cultural, político, etc., mas romântico. E os jornalistas eram os protagonistas. [...]»

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