sexta-feira, setembro 30, 2016

Moby Dick em Lisboa


JOSÉ SARAMAGO
ilust. e grafismo de Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1996
Expo ’98
2.ª edição (1.ª edição na vertente forma)
14 cm x 10,4 cm
56 págs.
impressão a azul
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de seis passagens (ou crónicas) extraídas de dois dos livros emblemáticos de Saramago: Deste Mundo e do Outro e A Bagagem do Viajante.

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A Ilha Verde e Vermelha de Timor


ALBERTO OSÓRIO DE CASTRO

Lisboa, 1943
Agência Geral das Colónias
1.ª edição (em livro)
22,4 cm x 16,4 cm
XXXVI págs. + 180 págs.
exemplar estimado, sem folha de ante-rosto; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais importantes textos literários acerca dessa ex-colónia, inicialmente publicado na revista Seara Nova entre 1928 e 1929, «[...] peculiar livro de viagens, escrito em prosa poética, cheio de informações exaustivas sobre a ilha, a sua natureza e as suas gentes. [...]» (João Paulo T. Esperança, in O Que É a Lusofonia / Saida Maka Luzofonia, Instituto Camões, Díli, 2005)

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Antologia Poética


CECÍLIA MEIRELES
selec. e coment. Francisco da Cunha Leão e David Mourão-Ferreira

Lisboa, 1968
Guimarães Editores
1.ª edição
21,6 cm x 16,1 cm
208 págs.
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo, parcialmente por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE DAVID MOURÃO-FERREIRA, CO-AUTOGRAFADA POR FRANCISCO DA CUNHA LEÃO, AO JORNALISTA GUEDES AMORIM, QUE SE LIMITOU A ABRIR UMA DÚZIA DE PÁGINAS FINAIS
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo palavras do próprio editor da casa Guimarães, Francisco da Cunha Leão, no posfácio:
«Em Cecília Meireles, o lirismo português atinge alturas inexcedíveis. Nenhum poeta do nosso idioma a sobreleva em emocionar com simplicidade, transmitindo o elementar, o subtil ou o complexo, por sugestivas transfigurações, quase de nenhuma coisa feitas, em que se não sente o peso das palavras, só mediante algumas linhas fluidas e pontos cintilantes. A sua expressão verbal tem leveza e transparência. [...]»

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segunda-feira, setembro 26, 2016

Um Século de Poesia (1888-1988)


FERNANDO PINTO DO AMARAL, org.
GIL DE CARVALHO, org.
JOSÉ BENTO, org.
MANUEL HERMÍNIO MONTEIRO, org., «ideia original e concepção»
et alli
capa de Manuel Rosa, grafismo do mesmo e de Luís Miguel Castro

Lisboa, Dezembro de 1988
Assírio & Alvim, CRL
1.ª edição [única]
33,5 cm x 23,5 cm
312 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma «edição especial» do periódico A Phala, regularmente publicado pela Assírio & Alvim, tipo folha-volante, servindo de press release do catálogo da editora. Reúne o vertente número textos teóricos, ou micro-ensaios, ou crónicas historicistas, em que os autores se legitimam entre si, elogiando outros de dentro para fora enquanto estes últimos elogiam os primeiros de fora para dentro, ao mesmo tempo que terceiros foram dali elogiar o editor na imprensa dita cultural. O tema é os poetas, os seus livros, os movimentos literários, os seus editores e uma procissão de fotografias do mesmo. Para além dos organizadores, participa ainda a fina-flor intelectual, sobretudo lisboeta, dessa época, nomes como, entre outros, Fernando Guimarães, Teresa Rita Lopes, Arnaldo Saraiva, David Mourão-Ferreira, Fiama Hasse Pais Brandão, Gastão Cruz, António Cabrita, João Rui de Sousa, António Guerreiro, Alberto Pimenta, Luís Miguel Nava, António Ramos Rosa, Eduardo Lourenço, Alfredo Margarido, E. M. de Melo e Castro, etc.

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Anuário de Poesia



FERNANDO LUÍS [SAMPAIO]
JOSÉ AGOSTINHO BAPTISTA
JOSÉ BENTO
MIGUEL SERRAS PEREIRA
FIAMA HASSE PAIS BRANDÃO
ADÍLIA LOPES
JOÃO RUI DE SOUSA
capas de Manuel Rosa

Lisboa, 1984 a 1987
Assírio e Alvim
1.ª edição
4 volumes (completo)
26,9 cm x 17 cm
160 págs. + 144 págs. + 124 págs. + 128 págs.
subtítulo: Autores Não Publicados
exemplares muito estimados, pequenas esfoladelas nas capas; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologias de poetas escolhidos por poetas, sob a forma de «júri». Esta coisa de três ou quatro poetas armarem-se em juízes de versos alheios, nem sempre dá bons resultados. Por vezes as revelações tão esperadas pelos leitores patenteiam surpresas escusadas... Sem julgar da qualidade dos florilégios, desde logo nomes como os de Carlos Porto, ou Francisco Bélard, ou Marina Tavares Dias, mesmo há trinta anos, nada tinham de revelação ou míngua de editor disponível para os publicar. Tratava-se, isso sim – para além da troca de favores com algumas peças na altura colocadas em pontos-chaves na imprensa cultural –, de uma maneira airosa de o editor se ver livre de grossos contingentes de candidatos à edição de poesia, que a todo o instante lhe entravam portas adentro da livraria, ali sita às redondezas da Junta de Freguesia de Arroios (Lisboa – Portugal). Teve pouca sorte este empreendimento de cortejar simultaneamente deus e o diabo, esquecendo que uma antologia que se preze começa por ser, à partida, um rigoroso acto de exclusão.

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sexta-feira, setembro 23, 2016

A Grande Travessia Africana de Capelo e Ivens


RAFAEL ÁVILA DE AZEVEDO
ilust. Neves e Sousa

Lisboa, 1946
Livraria Sá da Costa, Editora
1.ª edição
19,2 cm x 12,7 cm
XVI págs. + 214 págs. + 1 desdobrável (grande formato) em extra-texto
ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Curiosa obra de vulgarização da aventura de Hermenegildo Capelo e Roberto Ivens, exploradores africanos que melhor contaram, em obra literária própria, a crónica das suas viagens.

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Os Povos do Império Português


J. A. PIRES DE LIMA

Porto, 1938
Livraria Civilização
1.ª edição
19,7 cm x 13,1 cm
208 págs.
subtítulo: Estudos Antropológicos
exemplar estimado, pequenas falhas de papel e sujidade na lombada; miolo limpo, por abrir
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um estudo da morfologia dos crânios humanos de diversas proveniências do império colonial português, levado a cabo pelo então director do Instituto de Anatomia da Faculdade de Medicina do Porto, Joaquim Alberto Pires de Lima (1877-1959).

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Navegação de Paz e de Glória



DUTRA FARIA
pref. do cardeal patriarca de Lisboa, Dom Manuel II

Lisboa, 1945
Agência Geral das Colónias
1.ª edição
22,7 cm x 16,2 cm
8 págs. + 168 págs. + 4 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
impresso sobre papel avergoado, gravuras sobre couché
exemplar estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Relato da viagem que, na altura, fez o cardeal patriarca de Lisboa às colónias portuguesas.

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segunda-feira, setembro 19, 2016

Nova Largada


AUGUSTO CASIMIRO
capa de Tagarro

Lisboa,1929
Tip. da «Seara Nova» [edição do Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 13,1 cm
240 págs.
subtítulo: Romance de África
exemplar estimado, pequeno risco na capa; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto Casimiro (1889-1967), amigo próximo de Raul Brandão e familiar de Jaime Cortesão, chegou a ser director da revista Seara Nova (1961 a 1967). Todavia, a sua perspectiva, neste romance, insere-se naquilo que, ao contrário da literatura africana de expressão portuguesa, Manuel Ferreira identifica como: «a literatura colonial, define-se essencialmente pelo facto de o centro do universo narrativo ou poético se vincular ao homem europeu e não ao homem africano. No contexto da literatura colonial, por décadas exaltada, o homem negro aparece como que por acidente, por vezes visto paternalisticamente e, quando tal acontece, é já um avanço, porque a norma é a sua animalização ou coisificação. O branco é elevado à categoria de herói mítico, o desbravador das terras inóspitas, o portador de uma cultura superior. [...]: “Fiel aos nossos deveres de dominador, grata ao nosso orgulho, útil às populações”, escrevia um homem anti-fascista, Augusto Casimiro (Nova largada, 1929). Predominavam, então, as ideias da inferioridade do homem negro [...]» (Fonte: Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 1, Instituto de Cultura Portuguesa, Lisboa, 1977)

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Portugal Crioulo


AUGUSTO CASIMIRO

Lisboa, 1940
Edições Cosmos
1.ª edição
19,5 cm x 12,3 cm
2 págs. + 282 págs. + 12 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante monografia acerca dos usos e costumes de Cabo Verde.

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domingo, setembro 18, 2016

A Morte Sem Mestre


HERBERTO HELDER

Porto, 2014
Porto Editora
1.ª edição
20,7 cm x 14,7 cm
64 págs. + 1 CD
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar como novo (selado)
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Herberto Helder (1930-2015) num grande empório editorial. Mas é também o começo da despedida do poeta, que falecerá menos de um ano depois. Afortunadamente, alguém teve o bom senso de registar em suporte digital a sua magnífica voz a ler cinco destes últimos poemas, entre os quais o pungente «a última bilha de gás durou dois meses e três dias», o que só veio enriquecer esta edição.

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Servidões


HERBERTO HELDER
capa de Ilda David’

Lisboa, 2013
Assírio & Alvim
1.ª edição
20,6 cm x 14,7 cm
128 págs.
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

«disseram: mande um poema para a revista onde colaboram todos
e eu respondi: mando se não colaborar ninguém, porque
nada se reparte: ou se devora tudo
ou não se toca em nada,
morre-se mil vezes de uma só morte ou
uma só vez das mortes todas juntas:
só colaboro na minha morte:
e eles entenderam tudo, e pensaram: que este não colabore nunca,
que o demónio o leve, e foram-se,
e eu fiquei contente de nada e de ninguém,
e vim logo escrever este, o mais curto possível, e depressa, e
vazio poema de sentido e de endereço e
de razão deveras,
só porque sim, isto é: só porque não agora»

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A Faca Não Corta o Fogo


HERBERTO HELDER
capa da pintora Ilda David’

Lisboa, 2008
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,2 cm x 15 cm
208 págs.
subtítulo: Súmula & Inédita
cartonagem editorial
exemplar como novo
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Prosseguindo a revisão da sua obra para o século XXI, o poeta republica a sua anterior síntese fina da obra completa, mas acrescida de importantes inéditos.

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Ou o Poema Contínuo


HERBERTO HELDER
capa sobre pintura de Goya

Lisboa, 2001
Assírio & Alvim
1.ª edição
21,1 cm x 15,1 cm
128 págs.
subtítulo: Súmula
cartonagem editorial
exemplar como novo, pequena esfoladela na capa
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

O poeta inicia o século XXI com uma síntese fina da sua obra completa, dando-no-la a ler de novo, agora no osso da sua longa arquitectura.

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sábado, setembro 17, 2016

Da Pintvra Antigva


FRANCISCO DE HOLLANDA
coment. Joaquim de Vasconcellos

Porto, 1930
«Renascença Portuguesa»
2.ª edição
18,6 cm x 12,2 cm
354 págs. + 17 folhas em extra-texto
subtítulos: Livro I – Parte Theorica | Livro II – Dialogos em Roma
ilustrado em separado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do professor e ensaista Américo Cortez Pinto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Francisco de Holanda (1517-1585) terá sido o mais importante vulto português nas artes e no pensamento do Renascimento. O tratado Da Pintura Antiga dá, precisamente, a conhecer a obra de Miguel Ângelo e do movimento artístico em Roma na segunda metade do século XVI.

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Nos Mares do Norte


CARLOS RIBEIRO
pref. Henrique Tenreiro
selec. Silva Tavares
capa de Tomaz de Mello (Tom)

s.l. [Porto], 1947
Edições Astra
1.ª edição
19,3 cm x 12,9 cm
208 págs.
subtítulo: Crónicas de uma viagem de assistência á frota bacalhoeira portuguesa na campanha de 1945
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
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sexta-feira, setembro 16, 2016

A Obra Artística de El-Rei D. Carlos




MARIA DE LOURDES BARTHOLO
pref. João Couto
capa de João Paulo de Abreu e Lima
fotografias de Mário Novais e Artur Gomes da Cruz

Lisboa, 1963 [aliás, 1967 segundo o cólofon]
Fundação da Casa de Bragança
1.ª edição
33,1 cm x 24,3 cm (álbum)
294 págs. + 11 folhas em extra-texto, 2 das quais desdobráveis
profusamente ilustrado a negro e a cor
impresso em rotogravura sobre papel superior creme
capa impressa a dourado e relevo seco, sobrecapa polícroma
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita do presidente da Fundação da Casa de Bragança, António Luiz Gomes
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

João Couto, na qualidade de ex-conservador do Museu de Cascais, releva no seu prefácio a importância «[...] [d]esse Rei, que não pôde superar as circunstâncias de uma época infeliz, dedicou uma grande parte da sua vida aos estudos oceanográficos e factura de um escolhido número de obras de arte, entre as quais se destacam as paisagens alentejanas e a vida do mar. [...]»

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S. M. El-Rei D. Carlos I e a Sua Obra Artistica e Scientifica



RAMALHO ORTIGÃO
ALBERTO GIRARD

Lisboa, 1908
Editor – Antonio Palhares [capilha da Livraria Editora – Guimarães & C.ª]
1.ª edição
30,1 cm x 22 cm (brochura)
96 págs.
brochura por aparar acondicionada num estojo próprio de fabrico recente
exemplar estimado; miolo limpo
115,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da abertura de Ramalho:
«[...] Não; nenhum dos provocantes atractivos de moda, de elegancia, de luxo cosmopolita de castello ou de casino, de villegiatura rica, de garden-party, de batalha de flores ou de concurso hippico, seduzem o vernaculo portuguezismo da sua [D. Carlos] indole affectuosa e modesta, ternamente fiel aos usos, aos costumes, á tradição do seu lar.
O que elle elege do mundo e da natureza para no afago da transcrição artistica concretisar a sua pessoal maneira de sentir e de pensar perante a misteriosa sugestão das coisas, é o mar da costa de Portugal, é o estuario do Tejo, é a bahia de Cascaes e é a sua provincia do Alemtejo na mais rustica e mais popular expressão da simples vida agraria. [...]»

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Rei D. Carlos – O Martyrisado


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1908
Typographia «A Editora»
[2.ª edição]
25,5 cm x 18,8 cm
20 págs. + 1 folha em extra-texto (reproduz o retrato do rei; com vegetal de protecção)
capa impressa a uma cor (preto) e relevo seco sobre cartolina algodoada
exemplar estimado, com restauro no canto superior esquerdo da capa; miolo limpo, com o vegetal muito oxidado
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da advertência:
«Esta publicação foi mandada fazer, com permissão do auctor, a expensas de um grupo de portuguezes residentes no Rio de Janeiro, para ser distribuida gratuitamente nas suas terras.
O estudo do sr. Ramalho Ortigão, aqui transcripto, foi publicado na Gazeta de Noticias do Rio de Janeiro, a 11 de Março do corrente anno, em grande edição especial que se esgotou rapidamente. [...]»
Do profético pensamento político de Ortigão, a propósito daquele que, no exercício do governo «de um dos Estados mais pobres e mais humildes», acabou assassinado pelos seus súbditos:
«[...] Assim, por exemplo, o da Revolução Francesa, de que nitidamente se separou a parte declamativa, a parte lendaria e a parte philosophica.
A Revolução foi a ablação formidavel da gangrena que devorava o velho mundo; mas não passou de uma tentativa malograda como reconstituição social do mundo moderno.
A declaração dos direitos do homem, – uma utopia. A liberdade como alicerce fundamental de qualquer especie de governo, – um equivoco grosseiro e funesto. Só o principio da auctoridade technica, culta, esclarecida e honesta, prevalece e dirige. Os povos modernos não se governam por anachronicas constituições e por importunos codigos. Não se contentam com palavras. Governam-se por interesses. Integrar os interesses economicos com os interesses moraes e com os interesses estheticos, e pôr, quanto possivel, de accordo o interesse de cada um com o interesse de todos, eis a missão da politica. [...]»

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D. Carlos o Desventuroso


JOAQUIM LEITÃO

Porto, 1908
Livraria Portuense de Lopes & C.ª – Sucessor
2.ª edição
19,6 cm x 12 cm
216 págs.
subtítulo: Notas Íntimas
exemplar estimado, falhas de papel na contracapa; miolo limpo
ostenta colado no verso do ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve biografia do rei e do seu reinado, que o académico Joaquim Leitão (1875-1956) começou a redigir «dois dias depois de D. Carlos ter morrido e [terminou] doze dias depois dos funeraes. [...] como um coração em lucto se não apercebe das lagrimas que chora.»

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quinta-feira, setembro 15, 2016

Cantigas d’Amor dos Trovadores Galego-portugueses


aa.vv.
ed. crítica, pref., notas, variante e glossário de José Joaquim Nunes

Coimbra, 1932
Imprensa da Universidade
1.ª edição
17,5 cm x 12,5 cm
L págs. + 2 págs. + 564 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução do compilador:
«Cantigas ou cantares de amor era o nome que os poetas do século XIII davam às composições em verso, feitas em honra das mulheres a quem cortejavam, celebrando ora os seus merecimentos, ora patenteando-lhes a paixão que por elas diziam sentir, uma que outra vez também confidenciando com os amigos sôbre o mesmo tema. [...]»
O sacerdote, capelão militar e professor universitário algarvio José Joaquim Nunes (1859-1932) destacou-se pelos seus trabalhos de filologia e lexicografia dialectal e histórica. Tendo abandonado o sacerdócio em proveito do seu apoio aos ideais republicanos e laicos, veio a destacar-se ainda como secretário da comissão da reforma ortográfica de 1911. Leite de Vasconcelos, Carolina Michaelis, Adolfo Coelho e David Lopes figuram entre os investigadores seus colegas e amigos.

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Esboço para um Retrato do Verdadeiro Libertino


ROGER VAILLAND
trad. e pref. Vitor Silva Tavares
capa de José Cândido

Lisboa, 1976
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,4 cm x 15 cm
56 págs. + 1 folha em extra-texto
impresso sobre papel superior
exemplar como novo
PEÇA DE COLECÇÃO
67,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota introdutória de Vitor Silva Tavares (1937-2015), simultaneamente tradutor e editor do vertente livro:
«[...] obra exemplarmente reveladora da exactidão mental e formal de um dos mais legítimos herdeiros dos grandes libertinos do séc. XVIII, tanto pela audaciosa “austeridade” das relações amorosas como pelo empenhamento político vincadamente progressista. [...]»

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A Roda da Fortuna


ROGER VAILLAND
trad. Augusto Abelaira
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1961
Editora Ulisseia, Limitada
1.ª edição
18,9 cm x 12,5 cm
188 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado em Portugal por altura da sua passagem ao cinema, no brilhante desempenho da actriz Simone Signoret, era este o segundo romance de Roger Vailland (1907-1965), desenvolvendo o tema do ciúme e da apropriação amorosa.

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Vestígios da Língua Arábica em Portugal


JOÃO DE SOUSA, frei
pref. A. Farinha de Carvalho
capa de Armando Alves

s.l. [Maia], 1981
Edição de A. Farinha de Carvalho [Gráfica Maiadouro]
1.ª edição fac-similada
21 cm x 14,4 cm
32 págs. + XX págs. + 160 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
valorizado pela dedicatória manuscrita de A. Farinha de Carvalho
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reedição do léxico etimológico «das palavras, e nomes portuguezes, que tem origem arabica, composto por ordem da Academia Real das Sciencias de Lisboa» publicado no ano de 1789, e cujo autor, frei João de Sousa (1734-1812) da Ordem Terceira de S. Francisco, tendo nascido em Damasco, foi na época eminente arabista ao serviço do Rei.

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Mar Me Quer


MIA COUTO
ilust. e grafismo de Luís Filipe Cunha

Lisboa, 1997
Expo’98
1.ª edição
14 cm x 10,5 cm
88 págs.
impresso a azul
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fonte de Amores


CELESTINO GOMES
capa de Cândido Costa Pinto

Montijo, s.d. [1940]
Oficinas da «Gazeta do Sul»
1.ª edição
19,2 cm x 12,2 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no ante-rosto
ostenta no ante-rosto o carimbo «Gazeta do Sul | Vultos Célebres | das letras portuguesas – Concurso do Natal de 1945»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Modernos Artistas Portugueses – Carlos Aguiar


CELESTINO GOMES

s.l., 1939
Edições Momento
1.ª edição
21,3 cm x 16,6 cm
16 págs. (texto) + 16 págs. (imagens)
dois cadernos encasados sem costura
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Expressão Meta-Cromática na Pintura de Eduardo Malta


CELESTINO GOMES

Lisboa, 1937
Editorial “Inquérito”
1.ª edição
21,2 cm x 16,4 cm
60 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estiamdo, discreto restauro no bordo interior da capa; miolo limpo
assinatura de posse na pág. 11
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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No Mundo dos Homens




EDUARDO MALTA

Lisboa, 1936
Livraria Popular de Francisco Franco
1.ª edição
19 cm x 13,7 cm
200 págs.
encadernação coeva inteira de pele elegantemente gravada a ouro nas pastas, na lombada e nas seixas, com o selo «Encadernação Palhares, L.da»
conserva as capas de brochura
aparado e dourado somente à cabeça
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ENTÃO MINISTRO DAS COLÓNIAS ARMINDO MONTEIRO
ostenta no verso da pasta anterior selo de entrada em biblioteca particular
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Aviso com que o pintor Eduardo Malta (1900-1967) antecede o seu romance:
«Nêste livro conta-se, combatendo-a, a má educação amorosa da mocidade masculina portuguesa. E assim, sendo um livro moral, tem algumas páginas impróprias para menores.»

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A Fula


ALEXANDRE CABRAL

Sá da Bandeira (Angola), 1963
Publicações Imbondeiro
1.ª edição
16,5 cm x 12,3 cm
40 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial, acerca do autor:
Alexandre Cabral nasceu em Lisboa a 17 de Outubro de 1917 [m. 1996]. Percorreu numerosos países da Europa e na companhia do poeta Sidónio Muralha emigrou para o então Congo Belga, tendo permanecido em África cerca de três anos, tendo visitado várias regiões do Congo Belga, Congo Francês e Angola. Fez parte da Comissão Organizadora da Sociedade Portuguesa de Escritores, desempenhando o lugar de secretário na primeira direcção. [...]»

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Terra Quente


ALEXANDRE CABRAL
desenho de Manuel Ribeiro de Pavia

Lisboa, 1953
[ed. Autor]
1.ª edição
19,2 cm x 12,4 cm
144 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Produto de vivências africanas do autor, a vertente novela neo-realista merece atenção, se bem que Alexandre Cabral venha a colher atenções quase somente como sendo o mais rigoroso investigador da obra de Camilo Castelo Branco.

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quarta-feira, setembro 14, 2016

Poemas Livres




aa.vv.
capas de Pedro Ramalho [1 e 2] e João M. Sérgio Loff [3]

Coimbra [1] e Porto [2 e 3], 1962, 1963 e 1968
[ed. autores]
1.ª edição [única]
3 volumes (completo)
22,4 cm x 16,3 cm
48 págs. + 88 págs. + 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo limpo
assinatura de posse de José Manuel Sande [2]
CONJUNTO VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO COLABORADOR FERREIRA GUEDES [3]
185,00 eur (IVA e portes incluídos)

Participam nos três volumes os seguintes poetas: César Oliveira, Ferreira Guedes, Francisco Delgado, Margarida Losa, Rui Namorado, António Manuel Lopes Dias, Eduardo Guerra Carneiro, José Carlos de Vasconcelos, Manuel Alegre, Armando da Silva Carvalho, Fernando Assis Pacheco, Fernando Miguel Bernardes, Luís Guerreiro, Luís Serrano e Manuel Alberto Valente. Interessante leque de colaboradores, numa publicação «[...] Dinamizada pela geração coimbrã universitária, os Poemas Livres reflectem nas suas páginas a inquietude, a revolta e as preocupações da juventude da época: a ausência de liberdade, de associação e de expressão – que o título indicia – e a guerra colonial que eclodira no ano anterior em Angola e que se perfilava já em Moçambique e na Guiné. [...]» (Fonte: Dicionário da Imprensa Periódica Literária Portuguesa do Século XX (1941-1974), vol. II, 1.º tomo, Grifo, Lisboa, 1999)

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terça-feira, setembro 13, 2016

Litoral – Revista Mensal de Cultura


Lisboa, Junho de 1944 a Janeiro-Fevereiro de 1945
dir. Carlos Queiroz
orientação gráfica de Bernardo Marques
6 números (colecção completa)
20,6 cm x 16,1 cm
[104 págs. + 12 págs. (publicidade, em papel couché) + 5 extra-textos impressos a rotogravura] + [116 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 6 extra-textos imp. rotog., sendo 1 desdobrável] + [132 págs. + 12 págs. (pub. em couché) + 3 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [124 págs. + 8 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] + [116 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 5 extra-textos imp. rotog. + 4 extra-textos impressos com fotozinco] + [128 págs. + 4 págs. (pub. em couché) + 4 extra-textos imp. rotog. + 2 extra-textos impressos com fotozinco] (numeração consecutiva)
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares estimados, páginas dos anunciantes nos n.º 1 e 2 manchadas de antiga humidade; miolo limpo
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE CARLOS QUEIROZ NO PRIMEIRO NÚMERO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colaboração, entre outros, de Castelo Branco Chaves, Fernando Pessoa, Miguel Torga, Diogo de Macedo, Álvaro Ribeiro, António Nobre, Vitorino Nemésio, Afonso Duarte, João de Castro Osório, Hernâni Cidade, Graciliano Ramos, Jorge de Sena, Paulo Quintela, Manuel da Silva Gaio, João Cabral do Nascimento, Branquinho da Fonseca, Tomás Kim, António José Saraiva, Sousa Viterbo, José Marinho, Sérgio Buarque de Holanda, Alberto Osório de Castro, Fidelino de Figueiredo, António Quadros, Manuel de Lima, Irene Lisboa, Ruy Cinatti, Ângelo de Lima, Sant’Anna Dionísio, José Blanc de Portugal, Pedro Homem de Melo, Jacinto do Prado Coelho, Domingos Monteiro, Merícia de Lemos, Adolfo Casais Monteiro, Alexandre O’Neill, etc. Todos os volumes são elegantemente enriquecidos com gravuras.
De notar, já, a presença literária de dois futuros surrealistas: Manuel de Lima e O’Neill.

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segunda-feira, setembro 12, 2016

Cidade Nova – Revista de Cultura Portuguesa





Coimbra, Setembro de 1949 a Abril de 1961
dir. Carlos Amado, Afonso Botelho (somente a III série)
1.ª edição [única]
33 números (três dos quais são duplos) repartidos por VI séries + 1 separata (colecção completa)
[23,3 cm x 18,3 cm] + [18,3 cm x 12,3 cm (separata)]
{384 págs. (seis números, numeração contínua) + 394 págs. (seis n.os, num. cont.) + 1 folha em extra-texto} + {382 págs. (seis n.os, num. cont.) + 1 cromo colado [no n.º 2, III série] + 1 encarte [no n.º 6, III série] + 402 págs. (seis n.os, num. cont.)} + {(120 págs. [dois n.os (duplo)]  + 2 folhas em extra-texto) + (242 págs. [quatro n.os, num. cont.] + 2 folhas em extra-texto + 1 folha e 1 encarte em extra-textos + 1 folha em extra-texto) + (128 págs. [dois n.os, num. cont.] + 1 folha e 1 encarte em extra-textos) + 32 págs. + 32 págs. (separata)}
exemplares no geral muito estimados; miolo limpo
acondicionados em três estojos artísticos de fabrico recente com gravação do título em vinil
370,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dizendo-se não afecto à Causa Monárquica, trata-se de um órgão literário programático de mais um grupo integralista, que esteve na origem e fundação do Centro Nacional de Cultura, ou como diz Carlos Amado na separata Perspectivas Portuguesas, havia a «[...] necessidade de continuar um pensamento português, de raiz católica e tradicional [...]», pelo que «[...] bastaria ter dado consciência, coesão e toque a uma geração que sem ela [a revista Cidade Nova] se ignoraria e se teria perdido para uma obra colectiva de serviço nacional – a geração dos que receberam o facho acendido na nossa terra pelo Integralismo Lusitano [...]».
São de referir as colaborações, para além do próprio Carlos Amado, dos seguintes autores, entre muitos outros: Henrique Barrilaro Ruas, Afonso Botelho, Hipólito Raposo, Guilherme Braga da Cruz, Fernando Amado, Pequito Rebelo, Rui Medina, Rivera Martins de Carvalho, José de Almada Negreiros, Hein Semke, Costa Pimpão, António Sardinha, Alberto de Monsaraz, Luís Almeida Braga, Nuno Teotónio Pereira, António Quadros, Sophia de Mello Breyner Andresen, Francisco de Sousa Tavares, Azinhal Abelho, Álvaro Ribeiro, Ruy Cinatti, Gonçalo Ribeiro Teles, Jorge de Sena, Dom António Ferreira Gomes, Amândio César, Luís Forjaz Trigueiros, Tomaz Kim, Hernâni Cidade, Escada, José-Augusto França, Helena Cidade Moura, etc.
Os dois últimos fascículos da revista exibem, pela primeira vez, nas respectivas contracapas, publicidade (no caso, à empresa Gazcidla, com desenho de Gabriel Ferrão), o que confirma as crescentes dificuldades financeiras dos seus mentores.

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Combate Desigual




FRANCISCO DE SOUSA TAVARES

Porto, 1960
Edição do Autor
1.ª edição
22 cm x 15,8 cm
204 págs.
subtítulo: Ensaios de Sociologia Portuguesa
exemplar manuseado mas aceitável, capa suja; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor (marido da poeta Sophia de Mello Breyner Andresen) é aquele senhor de que bem nos lembramos, numa foto* que correu a imprensa da época, empoleirado numa guarita à porta do quartel do Carmo a incitar a multidão expectante que o poder não caísse na rua. Podemos, portanto, saber onde esteve o autor no 25 de Abril... Mas é curial sabermos onde ele estava antes. Algo em que o vertente livro basto nos esclarece, a saber:
«[...] quando se restaurou o voto, quando se fez apelo por imposição da consciência política ao princípio da soberania e da legitimidade, confundiram-se os planos, e confundindo-se as Instituições políticas duma Nação com uma obra administrativa, buscou-se o voto consagrador, o voto que fosse a legitimação do facto, o voto que mascarando a inexistência de instituições, representasse contudo a perpétua legitimação dum Regime, que a si próprio se apelidou de Revolução.
[...] O Direito natural do Homem prevalece contra o direito positivo dos homens.
Não admitimos pois que se queira defender a liberdade e a dignidade do homem pelo desenvolvimento puro e simples do processo de governo democrático da maioria absoluta, porque a democracia de raiz positivista não encontra fronteiras nem fundamento para uma permanente e total defesa dos valores humanos. [...]
Se hoje preconizamos a ressurreição do princípio hereditário da chefia do Estado é porque cremos ser ainda o princípio monárquico a melhor base para criar em Portugal uma constitucionalidade verdadeira e moderna.
Pensamos ter a Monarquia a virtualidade única de criar e manter a Unidade da Pátria por sobre a diversidade estuante do pensamento político.
A Unidade republicana é sempre uma unidade de sujeição; ela traz sempre no ventre a eventualidade dum regime de força, a suposta justificação hegeliana da vontade nacional e a exaltação dos chefes.
Dilacerada entre a divisão partidária, que rasga até ao tutano nacional, e a monotonia trágica do Estado ou do Partido Redentor, a República não pode competir intelectualmente com a clara harmonia, a elasticidade evolutiva, o simbolismo preciso e unitário, o magnífico sentido de liberdade, respeito e tolerância que a Monarquia contém. [...]»

* Foto apenas documental, não incluída no lote.

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Coordenada – Cadernos de Convívio


Porto, Outubro de 1958 e Abril de 1959
coord. Agostinho de Castro, Flávio Ferreira, Jorge Araújo, José Augusto Seabra e Carlos Porto
1.ª edição [única]
2 números (completo)
20,2 cm x 14,2 cm
2 x 96 págs.
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de Carlos Porto e de José Augusto Seabra, a revista, na sua breve existência, à força de polícia política e intimações dos serviços de censura, ainda teve a oportunidade de dar a conhecer nomes como, entre outros, os de António Cabral, Orlando Neves, Liberto Cruz, Casimiro de Brito, Manuel Ferreira, etc. Especial destaque é de dar a duas longas entrevistas, uma por cada fascículo, no primeiro a José Régio, no segundo a Marcelo Caetano, esta última assumindo um tom áspero entre as partes.

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Em Busca do Teatro Perdido


CARLOS PORTO
capa de Isabel Laginhas
ilust. Granville
grafismo de Júlio Navarro

Lisboa, 1973
Plátano Editora, S.A.R.L.
1.ª edição
2 volumes (completo)
20,5 cm x 14,1 cm
288 págs. + 312 págs.
subtítulo: 1958-1971
exemplares muito estimados; miolo irrepreensível
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro (1930-2008), por muitos apreciado, menos pela sua ligação à crítica teatral do que à actividade como livreiro – a ele se deve a fundação de um dos mais emblemáticos bastiões de resistência ao fascismo: a Livraria Opinião, mas já antes também as livrarias Divulgação –, reúne nestes volumes o essencial do seu gosto por uma dramaturgia brechtiana, acentuadamente militante. Artigos que, ao correr do tempo, foi deixando por jornais e revistas vigiados pelos serviços da censura, e que aqui tentavam respirar libertos dos habituais cortes.

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