sábado, outubro 22, 2016

As Quadras do Povo. Pamphletos revolucionarios


Lisboa, 1909
dir. Hercules Severo
1.ª edição [única]
colecção completa (6 números)
25,8 cm x 16,8 cm
4 págs. / 2 x 8 págs. / 3 x 12 págs.
exemplares em bom estado
a última folha do n.º 3 encontra-se rasgada, aliás como em todos os que conhecemos, dado ter-se pretendido ocultar o nome do autor dos versos que o constituem; todavia, as listas dos números publicados, que passam a figurar na publicação logo a partir do n.º 4 revelam-nos tratar-se de Armando d’Araujo;
apesar da lista de autores anunciados nas capas dos 3.º e 4.º números, só saíram os seguintes fascículos de versos insultuosamente rebeldes:
n.º 1 – Ao Povo! [anónimo]
n.º 2 – Carta ao Rei, impondo-lhe a expulsão dos jesuitas, por Gomes Leal
n.º 3 – A Sombra de Guilherme Braga, por Armando d’Araujo
n.º 4 – Satyra aos jesuitas e aos liberaes, por Augusto Gil
n.º 5 – Á Luz do Sol, por Dias d’Oliveira
n.º 6 – Eterna comedia!, por Mario Monteiro
peça de colecção com interesse para a história da I República
280,00 eur (IVA e portes incluídos)

Exortando Pombal, escreve Gomes Leal:
«[...] Assésta a grande lunêta,
e ólha os sacros mariolas
amontoando sacólas
como Harpagão, o forreta. [...]
Vem ao convento do Quelhas
vêr bonitinhas condêssas
beijocarem as abadessas
sobre as boquinhas vermelhas.
Como gulosas abelhas
extraindo o mel das flores,
vê beijarem-se as sorores
como Juliêta a Romeu...
ou com lúbricos decótes
bailarem com as cócótes
chamadas do “Pái do Ceu”. [...]»

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