sexta-feira, outubro 21, 2016

Karingana Ua Karingana


JOSÉ CRAVEIRINHA
capa e vinheta de José Craveirinha (filho)

Lourenço Marques, Maio de 1974
Edição da Académica, Lda.
1.ª edição
21,1 cm x 14,2 cm
6 págs. + 146 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
70,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Poeta que o distante Tristan Tzara reconhece como sendo «[...] o grande poeta actualmente [1964] em Moçambique, em Lourenço Marques [...]. É um poeta que sofreu a influência dos surrealistas, que tem uma veia muito popular e cuja poesia toda possui um carácter social. Ela radica nas camadas mais profundas do povo negro. [...]» Ou, como admite Manuel Ferreira, «A poesia de Craveirinha, sem concessões, grudada à África, ao homem africano, aos humilhados homens de cor [...]: “Oh! / Meus belos e curtos cabelos crespos / e meus olhos negros (...) E minha boca de lábios túmidos / cheios da bela virilidade ímpia de negro (...) Oh! e meus dentes brancos de marfim / puros brilhando na minha negra reincarnada face altiva”.
Vários são os campos semânticos de onde esta poesia reúne o seu sentido: do amor, da denúncia, da fraternidade, da exaltação, do sofrimento, do mito, da história, da rebeldia, mas todos estes e muitos mais enquanto tecido primeiro da “noite africana”, terminando o texto por ser escrito com o “sangue da minha mãe”, o sangue da Mãe-África [...].» (Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

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