domingo, novembro 27, 2016

Objectos e Alfaias Decoradas do Museu de Etnologia do Ultramar


FERNANDO GALHANO

Lisboa, 1968
Junta de Investigações do Ultramar – Centro de Estudos de Antropologia Cultural
1.ª edição
vol. I [único publicado]
28,7 x 22,8 cm
152 págs.
subtítulo: I – Portugal Metropolitano
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Galhano (1904-1995) foi um dos fundadores do Museu de Etnologia de Lisboa, aberto ao público em 1985 (apesar do edifício estar concluído desde 1974). Convidado em 1948 por Jorge Dias para o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, recém-criado na cidade do Porto, passam os seus trabalhos, a partir daí, a identificarem-se com as actividades desse Centro e com as do Centro de Estudos de Antropologia Cultural da Junta de Investigações do Ultramar em Lisboa. Paralelamente às suas funções como investigador-etnógrafo, desenvolve o seu talento de pintor e desenhador, produzindo milhares de imagens que enriquecem hoje os arquivos das instituições por onde passou, documentando exemplarmente múltiplos aspectos da cultura portuguesa e africana. Em colaboração com outros membros da equipa, como Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, assim como com outros autores, participou em centenas de acções que versaram temas tão diversos como a arquitectura popular, as alfaias agrícolas, os sistemas de transporte, cestaria, olaria, tecnologia têxtil e os sistemas de moagem e pesca.
No vertente livro é-nos mostrado um acervo de tratamentos estéticos, a talhe sobre madeira ou chifre, com que o povo humilde (pescadores, assalariados rurais, pastores, etc.) personalizou os utensílios das suas fainas. É sintomático como, já nesses finais dos anos 60, Galhano retoricamente se interrogava acerca do perecível destino dessas artes:
«[...] Com o alumínio e o plástico acabaram mesmo as coisas que se pudessem decorar com as velhas técnicas tradicionais. E é mesmo para perguntar o que será a arte popular de amanhã. Com esta produção industrial de todos os objectos de uso corrente, e com a divulgação geral de uma cultura mais vasta e consequente aproximação das classes sociais, não estaremos mesmo a assistir ao seu irremediável fim? [...]»

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