segunda-feira, novembro 14, 2016

Quando os Lobos Uivam [junto com] Quando os Lobos Julgam a Justiça Uiva


AQUILINO RIBEIRO
[b] pref. Adolfo Casais Monteiro

São Paulo (Brasil), 1959 / s.d.
Editôra Anhambi S.A. / Editora Liberdade e Cultura
1.ª edição (no Brasil, ambos)
[21,1 cm x 14,4 cm] / [15,6 cm x 11,3 cm]
264 págs. + 112 págs.
subtítulo de [b]: Texto Integral da Acusação e Defesa no Processo de Aquilino Ribeiro
exemplares muito estimados; miolo limpo
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance proibido, tendo sido instaurado um processo contra Aquilino, cujo requerimento de defesa constitui um dos mais veementes libelos acusatórios das infâmias do Estado Novo. Porque – como aí se diz – Aquilino «[...] tem 74 anos. Quando a atual situação se guindou revolucionàriamente ao Poder, já o requerente tinha 41 anos. Já êle cá estava com a sua lealdade ao passado, às suas idéias, às suas convicções arreigadas, às suas simpatias políticas, ao seu caráter de cidadão.
Não nasceu sob o signo do novo Zodíaco, de modo que, se como escritor tivesse personalidade, ficava onde sempre estivera, e, como personalidade tinha, ficou.
O escritor, que tem de ser um intelectual e um homem de caráter, não muda de credo como quem muda de camisa. Tampouco muda de idéias a não ser um troca-tintas, salvo se se trata duma conversão depois de profundo e doloroso exame mental e psíquico. O requerente não tinha que fazer êsse exame. Julgava-se e julga-se no bom caminho e apraz-lhe continuar no arraial, religião, política, conceito geral da vida e do homem, em que sempre se achou. Por isso se não passou nem podia passar – como tantos ou alguns – para o Estado Novo. O requerente preza a sua consciência como uma dignidade. Portanto, o Estado Novo, que veio quando êle já era homem para além do seu meio-dia, deixasse-o em paz. [...]»

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