segunda-feira, dezembro 26, 2016

Introdução à Arquitectura Moderna


J. M. RICHARDS
trad. Maria Manuela Ramos
capa do arquitecto Viana de Lima [sobre reprodução fotográfica de edifício projectado por Óscar Niemeyer]

Porto, 1961
Livraria Sousa e Almeida – Edições Sousa & Almeida, Lda.
1.ª edição
23,1 cm x 15,6 cm
148 págs. + 48 págs. em extra-texto (reproduções fotográficas)
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, sir James Maude Richards, sendo arquitecto, notabilizou-se todavia pelos seus muitos escritos versando a arquitectura. Desempenhou, igualmente, o trabalho de edição na prestigiada revista inglesa Architectural Review. O vertente livro, do ponto de vista histórico, ainda hoje poderá constituir um excelente manual de trabalho para estudantes da disciplina.

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Libelo Contra a Arquitectura Orgânica


PIERO BARGELLINI
trad. e pref. Fernando Amado

Lisboa, 1948
Edições Gama
1.ª edição
19 cm x 13 cm
176 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Breve História da Arquitectura


A. MATOS

Porto, 1955
Sociedade Editora Norte
1.ª edição
14,8 cm x 16,6 cm (oblongo)
2 págs. + 62 págs.
profusamente ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Arquitectura


JOSÉ MANUEL FERNANDES
capa de Lígia Pinto

Lisboa, 1991
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para
a Europália 91
1.ª edição
21 cm x 14,7 cm
168 págs.
colecção Sínteses da Cultura Portuguesa
profusamente ilustrado a cor
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Arquitecto e doutorado em História da Arquitectura, José Manuel Fernandes, para quem o urbanismo e a habitação em Portugal estiveram sempre no centro das suas investigações, junta nesta síntese os estilos e os exemplos mais óbvios da construção oficial através dos séculos, caldeando-os vagamente numas leituras de Orlando Ribeiro para referir-se muito de passagem – oito páginas – àquilo que designa por «arquitectura popular» ou «regional». No geral, o livro serve o fim a que se destinava: dar uma ideia do país aos estrangeiros, cativá-los a interessarem-se.


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sábado, dezembro 24, 2016

Saude e Fraternidade [junto com] Deus Guarde a V. Ex.ª...



CAMPOS MONTEIRO
ROQUETE DE SEQUEIRA E COSTA


a) Porto, s.d. [1924 ?]
Livraria Civilização – Editora de Americo Fraga Lamares & C.ª, Limitada
b) Lisboa, 1924
Livraria Pacheco – Depositaria
1.ª edição (ambos)
[19,2 cm x 12,3 cm] + [17,2 cm x 12,9 cm]
260 págs. + 208 págs.
subtítulos:
a) História dos acontecimentos politicos em Portugal desde agosto de 1924 a novembro de 1926
b) História dos acontecimentos politicos em Portugal, que se seguiram aos relatados no livro “Saude e Fraternidade (1926-1928)”
a) brochado; assinatura de posse na folha de rosto
b) encadernação antiga de amador, em tela e papel de fantasia; pouco aparado, sem capas de brochura
exemplares estimados; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Género literário jocoso, de antecipação dos eventos históricos, que havia feito escola com Lisboa no Ano Três Mil de Cândido de Figueiredo (1892), aqui – ironizando sob a divisa maçónica «saúde e fraternidade» – se antevêem dias em que o mesmo povo que desejou a «república radical» acaba por restaurar a monarquia...
De Campos Monteiro diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994): «[...] Romancista e contista de inspiração transmontana, muito influenciado por Camilo, os seus livros foram êxito de livraria, com edições sucessivas. O enredo folhetinesco, as situações patéticas, o exagero das paixões, misturam-se a um catolicismo retrógrado e a uma intenção satírica. [...]»
Quanto ao livro de Roquete, o caso fia mais fino. A crítica, também satírica, ao reaccionarismo emergente aponta nomes e situações que conduzem ao baquear da casa real, «sem combate nem grandeza, ante a onda de indignação e do desprezo de todo um Povo», e à fuga do rei.

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Saude e Fraternidade


CAMPOS MONTEIRO
capa e ilust. Amarelhe

Porto, 1925
Livraria e Imprensa Civilização – Editora | Americo Fraga Lamares & C.ª, L.da
9.ª edição («definitiva, com caricaturas de Amarelhe»)
19 cm x 12 cm
320 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: História dos acontecimentos politicos em Portugal nos primeiros anos do segundo quartel do século XX
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Morte e Vida Severina

JOÃO CABRAL DE MELO NETO

s.l., s.d. [São Paulo (Brasil), 1965]
TUCA – Teatro da Universidade Católica
[1.ª edição]
18,1 cm x 12,4 cm
32 págs.
subtítulo: Auto de Natal Pernambucano
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado, apresentando apenas uma mancha na capa que transpirou para o interior sem afectar o texto
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Serviu a vertente dramatização do poema de Melo Neto para o rompimento inaugural do Teatro da Universidade Católica de São Paulo, no Auditório Tibiriçá, a 11 de Setembro de 1965. Na sequência do seu estrondoso sucesso, a empresa discográfica Philips editará no ano seguinte o seu registo em LP, imortalizando-lhe as composições musicais, que trazem assinatura de Chico Buarque de Hollanda.
Para Alexandre Pinheiro Torres, tratava-se de «[...] um dos mais belos poemas de toda a literatura em língua portuguesa, obra-prima incontestável. [...]» (in prefácio a Poemas Escolhidos de João Cabral de Melo Neto, selecção de Alexandre O’Neill, Portugália Editora, Lisboa, 1963).

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Morte e Vida Severina e Outros Poemas em Voz Alta


JOÃO CABRAL DE MELO NETO
capa de Glauco Rodrigues

Rio de Janeiro, 1966
Editôra do Autor
3.ª edição [1.ª edição conjunta]
21 cm x 14,1 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 1.271 de uma tiragem não declarada
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui este conjunto as obras autónomas «Morte e Vida Severina» (auto), «O Rio» (monólogo), «Bailes» e «Dois Parlamentos», que têm em comum destinarem-se a ser lidos em voz alta.

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O Pagador de Promessas


ALFREDO DIAS GOMES

Lisboa, 1963
Publicações Europa-América
1.ª edição (portuguesa)
17,9 cm x 11,4 cm
124 págs.
n.º 61 da colecção Os Livros das Três Abelhas
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o texto editorial na contracapa:
«[...] Obra da mais comovente e sincera humanidade, é o próprio destino do povo brasileiro simples e bom, honesto e tenaz até à teimosia, que Alfredo Dias Gomes [1922-1999] nela evoca. [...]»

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Tempo de Cinema


ARMINDO BLANCO
capa de Lima de Freitas
ilust. Vítor Silva

Lisboa, 1956
Edições Cosmos
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
320 págs. + 26 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio do jornalista Armindo Blanco:
«Até que ponto podem coexistir o cinema-arte e o cinema-indústria? Em sessenta anos de latente hostilidade mútua, o segundo quase tem anulado o primeiro, como consequência directa do gigantesco crescimento dos sistemas de produção, distribuição e exibição. [...]
Está a esboçar-se em Portugal, de há uns anos a esta parte (demonstram-no os quinze cine-clubes já existentes e o interesse cada vez maior que a sua actividade desperta) um movimento tendente a definir os verdadeiros valores da cultura cinematográfica. De certo modo, o presente livro é uma consequência directa desse movimento. [...]»

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O Mitraísmo


ALMEIDA PAIVA
pref. Teófilo Braga

Lisboa / Porto, 1916
José dos Santos / Tip. da Empresa Literaria e Tipografica
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
XVI págs. + 176 págs.
subtítulo: Notas historicas e criticas sobre o Cristo persa e o Cristo judeu
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio de Teófilo Braga:
«[...] O Mithraismo surgiu seculos antes do Christianismo, desenvolvendo-se em seitas philosophicas e associações asceticas, e popularisou-se no Occidente degenerando do seu espirito para o sentido physico dos symbolos, das imagens, das cerimonias impostas pela exterioridade cultual. [...]
Os Padres da Egreja, não podendo occultar as semelhanças entre o Mithraismo e o Christianismo e apagando a successão historica, proclamavam como um embuste do Diabo essas semelhanças ou contrafacções do Christianismo [...].
Este erro propositado tornou-se o criterio theologico, que abstrae do meio social e das condições historicas ou synchronismos de datas. Assim o problema christologico para os theologos entrou na esphera dos Milagres de um magismo contemporaneo, um phenomeno assombroso sem antecedentes evolutivos, com origens de lendas, desconhecidas da edade critica e historica em que se colloca o seu apparecimento. [...]»

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sexta-feira, dezembro 23, 2016

O Sampaio da Revolução de Setembro


A. A. TEIXEIRA DE VASCONCELLOS

Paris, 1859
Typ. Guiraudet [ed. Autor]
1.ª edição
14,6 cm x 10 cm
128 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta no ante-rosto o carimbo da Assembleia Commercial Portuense
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Biografia de António Rodrigues Sampaio (1806-1882).

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O Espectro



[ANTÓNIO RODRIGUES SAMPAIO]

s.l., 16 de Dezembro de 1846 a 3 de Julho de 1847
1.ª edição [de circulação clandestina e grátis]
63 jornais + «O Estado da Questão» (sob a forma de intróito ao volume) + 2 suplementos ao n.º 22 + 1 suplemento ao n.º 25 + 1 suplemento ao n.º 31* + 1 suplemento ao n.º 41 + 1 suplemento ao n.º 42 + 1 suplemento ao n.º 44 + 1 suplemento ao n.º 49 + 1 suplemento ao n.º 54 (enc. em 1 vol.) (colecção completa)
26,1 cm x 20,5 cm
276 págs. + 4 págs.
encadernação coeva com lombada em pele gravada a ouro
aparado
exemplar estimado, com a segunda folha-de-guarda rasgada, pastas gastas sobretudo a das costas; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris de Ad. Loureiro, assim como o carimbo do mesmo no canto superior direito do primeiro fascículo
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Rocha Martins considera Rodrigues Sampaio o «maior temperamento de jornalista da sua época». Este seu jornal de combate político – que somente nesta «nova edição» lhe está atribuído – foi publicado clandestinamente e, uma vez mais, diz Rocha Martins: «Era terrível o panfleto, em cujas páginas o jornalista verberava, na mais aspérrima linguagem, os agravos do poder» (vd. Pequena História da Imprensa Portuguesa, Lisboa, Editorial “Inquérito”, 1941). É, por exemplo, de grande interesse histórico para a compreensão do golpe militar do marechal Saldanha em 1846.

* Embora o respectivo cabeçalho indique «2.º supplemento ao numero 31 do Espectro», nenhum outro foi publicado.

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O Espectro


ANTONIO RODRIGUES SAMPAIO

Lisboa, 1880-1881 [16 de Dezembro de 1846 a 3 de Julho de 1847]
Bibliotheca Politico-Litteraria, Editora [Typographia do «Diario da Manhã»]
«nova edição conforme a edição original» [2.ª edição]
63 jornais + «O Estado da Questão» (sob a forma de intróito ao volume) + 2 suplementos ao n.º 22 + 1 suplemento ao n.º 25 + 1 suplemento ao n.º 31 + 1 suplemento ao n.º 41 + 1 suplemento ao n.º 42 + 1 suplemento ao n.º 44 + 1 suplemento ao n.º 49 + 1 suplemento ao n.º 54 (enc. em 1 vol.) (colecção completa)
30,5 cm x 21 cm
282 págs.
sóbria encadernação de amador inteira em tela com rótulo espelhado
por aparar
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
110,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, dezembro 14, 2016

Tristessa


JACK KEROUAC

Nova Iorque, 1960
Avon Book Division – The Hearst Corporation
1.ª edição
texto em inglês
16,2 cm x 10,6 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jack Kerouac (1922-1969), que fez nome literário à custa do livro panorâmico On the Road (Pela Estrada Fora), foi, juntamente com Allen Ginsberg, William Burroughs, Lawrence Ferlinghetti, Gregory Corso e muitos outros, figura-de-proa daquilo que melhor se designa por “beat generation”. Geração de escritores, artistas plásticos e músicos do pós-Segunda Guerra Mundial norte-americanos, que preparou o terreno revolucionário das mudanças de mentalidade e de relação com o poder, violentamente expressas pela juventude em Maio de 1968. Mas Kerouac inscreveu, na moderna literatura norte-america, algo mais que o sofrimento das drogas e do álcool: deu provas também, por exemplo neste Tristessa, de uma veia romântica que, para além da morfina, se deixa absorver na paixão amorosa, e que ele exprimiu de forma literária inconfundível.

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sexta-feira, dezembro 09, 2016

Tanta Gente, Mariana...


MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Victor Palla

Lisboa, s.d. [1959]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 10,9 cm
152 págs.
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do livro de estreia de Maria Judite de Carvalho (1921-1998) e é, simultaneamente, a obra que firmou o seu prestígio no meio literário lisboeta.

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Paisagem Sem Barcos



MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, s.d. [1963]
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
208 págs.
encadernação editorial com sobrecapa
exemplar n.º 423 de uma tiragem comprovada pela Sociedade Portuguesa de Escritores (que será encerrada em 1965 após assalto policial)
em bom estado de conservação, miolo muito limpo, sobrecapa com pequenos restauros
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tendo-se iniciado nas lides jornalísticas em 1950 como redactora da revista Eva, e, mais tarde, ingressando nos quadros do Diário de Lisboa, onde permaneceu até finais dos anos 80, José Cardoso Pires recorda a sua personalidade sorumbática e angustiada assim [fonte: Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000]: «[...] não participava em nada... Sentava-se ali como quem ia à repartição... Não conheci uma única pessoa com quem se desse. Só uma vez a vi alegre.» E o próprio marido, Urbano Tavares Rodrigues, dela afirma: «Vivia como espectadora, sempre céptica e desencantada... Uma dor funda sempre a acompanhou [...].»
E no entanto este seu terceiro livro constitui um dos «[...] momentos mais altos da sua arte de ficcionista. [...] Os temas serão, no geral, os das suas anteriores novelas: frustração no amor e na amizade, dor de viver, solidão, egoísmo quotidiano. O que, sem ser de agora, aqui se nos patenteia de um modo cada vez mais claro é o empenho social desta escritora discreta, cujo bom gosto extremo não consente o alarido, cuja natureza anti-retórica recusa o plaidoyer, mas que vai fazendo nos seus livros, implacàvelmente, o processo agudo, melancólico, irónico, da sociedade burguesa em crise. [...]»

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Os Armários Vazios



MARIA JUDITE DE CARVALHO
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,3 cm
172 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA À FILHA
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz Mário Dionísio, em nota editorial na contracapa:
«Os contos de Maria Judite de Carvalho [...] revelam um tom de exprimir o amor e a infelicidade de amar, uma maneira de observar o mundo e de o mostrar, de o sentir e de o tornar sensível, que imediatamente denunciam a nacionalidade da autora.»

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Cidades Indefesas


FÁTIMA MALDONADO
capa do cineasta J.[oão] Botelho

Coimbra, 1980
Centelha – Promoção do Livro, SARL
1.ª edição
17,7 cm x 11,7 cm
72 págs.
exemplar estimado, embora a capa apresente sinais de antiga humidade; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o poeta e crítico literário Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos, A Regra do Jogo, Lisboa / Porto, 1981):
«É um primeiro livro, e desde logo renovante na nossa mais recente poesia. Uma tentativa de organizar o discurso confessional (desligado do lirismo intimista), que não perca de fito a recusa de ser um mero ofício de autenticidade: escolhe uma pose onde se busca tão-só organizar uma verosímil sinceridade. [...]
É importante, porém, não perder de vista que não é fundamental que se trate de uma mulher, mas sim que sejamos confrontados com histórias de uma pessoa que tem o sexo feminino. Não há primarismos feministas: há feminilidade. Que pode ser tão-só aquilo que também atinge outro sexo qualquer: a complexa mágoa de quando temos de reencontrar o corpo que pedimos que tomassem de nós. Numa naturalidade das referências ao sexo, à sua moral, às suas dominações interiores, enquanto se cospe a audácia de uma difícil despedida.
A mulher não é uma palavra de ordem: é um modo de ver e de ser. Não é uma fuga ao homem (por muito que possa assistir essa legitimidade a outras mulheres), para a penumbra do ódio e do racismo sexual: é um taco a taco com as taras masculinas dominantes e com esse mundo da pequena-burguesia sexual onde o homem se julga homem por se reprimir aos códigos que lhe convencionaram ser de homem, e que ninguém sabe particularmente quais são na fragilidade do ser. Sem perder nenhum tempo com missionarismos, Fátima Maldonado sarcastiza essas taras maioritárias que desfecundam o caminho entre muitos homens e muitas mulheres. [...]»

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Filipa


JOSÉ MANUEL PRESSLER
capa e grafismo de Cidália de Brito [Pressler]

Lisboa, 1967
Editado por Manuel de Castro
1.ª edição
17,9 cm x 13,6 cm
60 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota explicativa do poeta Manuel de Castro:
«José Manuel Pressler nasceu em Lisboa, freguesia de S. Sebastião da Pedreira, a 16 de Março de 1938.
Na noite de 29 de Outubro de 1965, em Bruxelas, cerca das 21 horas e 30 minutos, disparou um tiro na cabeça, tendo utilizado um velho revólver para tal fim. [...]
Os jornais que noticiam esta espécie de acontecimentos anunciam normalmente “faleceu” ou “pôs termo à vida”. O vulgo diz “morreu”. O padre Manuel Bernardes preferia “passou”. Eu, amigo do suicida por ínvios caminhos, afirmo: mudou.
A ultrapassagem de um certo limite é, para o predestinado, uma mudança de situação, nunca uma consequência.
Os que lerem este livro que procurem nele os porquês e os comos que tanto preocupam as costureiras literárias.
O responsável pela edição limita-se a propôr à leitura dos interessados a herança dum companheiro de aventura e mistério.
Sem explicações.»

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O Poeta Nu


JORGE DE SOUSA BRAGA
capa sobre fotografia de João Francisco Vilhena
grafismo de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
2.ª edição
19 cm x 12 cm
176 págs.
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião dos seis primeiros livros do escritor.

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Baladas


RUI SANTOS
capa de Mário Eloy

Lisboa, 1933
UP da Sociedade Gráfica, Limitada
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
110 págs.
exemplar manuseado, com acentuado restauro da capa; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
40,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Conjunto de pequenos contos. Segundo nota do escritor Pedro da Silveira, apensa ao exemplar que se encontra na Biblioteca Nacional: «Este livro foi apreendido, por ordem de Salazar. Motivo: a História que vem a páginas 95-98. A capa de Mário Eloy é a única que fez este pintor.» História que vale a pena transcrever na íntegra:
«Naquele país muito rico morria-se de fome. Mas todos os cidadãos esfregavam as mãos de contentes, porque tinham a certeza de que o seu país era rico.
Um dia, na praça pública, caiu um jovem.
Acercaram-se dêle um profeta, um filósofo e um coxo.
O resto era a multidão...
(E só a multidão olhou a sua desgraça – sem a ver: porque a multidão só sabe olhar!)
O filósofo meditou na afinidade que existia entre o nariz e a côr pálida do jovem e a indiferença, mais anciosa do que o costume, daquela gente para com a sua história – a sua fome.
E fez uma teoria!
O coxo, perante o moribundo, recordou todo o seu passado num pé só.
Não acreditava que se pudesse morrer, a não ser por falta dum pé.
E preguntou curioso:
– O que tem êste homem?
Respondeu-lhe o profeta:
– Tem a cara do ministro das finanças...»

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quinta-feira, dezembro 08, 2016

A Ilha de S. Thomé e a Roça Agua Izé


CONDE DE SOUSA E FARO

Lisboa, 1908
Typ. do Annuario Commercial
1.ª edição
25 cm x 18 cm
XVI págs. + 196 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre couché, capa a ouro e relevo seco sobre cartolina
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
150,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Tomé e Príncipe Desconhecidas



A. [ALFREDO] LOUREIRO DA FONSECA

Lisboa, 1918
ed. Henrique J. Monteiro de Mendonça
1.ª edição
33 cm x 22 cm
16 págs. + 9 folhas duplas em extra-texto
subtítulo: Conferência realizada na noite de 16 de Março de 1918, no «Centro Colonial»
ilustrado a cor
exemplar estimado; miolo limpo
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo estatístico comparativo entre as diversas colónias portuguesas, quer do ponto de vista geográfico, quer populacional, quer no respeitante à administração dos recursos locais.

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A Ilha de S. Thomé e a Agricultura Progressiva



J. E. CARVALHO D’ALMEIDA

Lisboa, 1912
Edição do Auctor / Pap. e Typ. M. Corrêa dos Santos
1.ª edição
17,2 cm x 12,3 cm
244 págs. + 20 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
elegante encadernação em meia-francesa com gravação a ouro na lombada e motivos de florália em relevo seco no remate da pele em ambas as pastas
aparado, carminado à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Ilhas de S. Thomé e Principe



VICENTE PINHEIRO LOBO MACHADO DE MELLO E ALMADA

Lisboa, 1884
Typographia da Academia Real das Sciencias
1.ª edição
21,8 cm x 14,7 cm
XX págs. + 540 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Notas de uma Administração Colonial
encadernação antiga com restauro recente na lombada, cantos frágeis, rótulo gravado a ouro na lombada
muito pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, restauro tosco no frontispício
carimbos de posse nas págs. 1, 3 e 5
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo visconde de Pindela, diplomata, par do reino, deputado e ainda governador de São Tomé e Príncipe entre 1880 e 1881, de cuja experiência deixou o vertente estudo.

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Mário Cesariny [catálogo]



RAÚL LEAL
NATÁLIA CORREIA
LIMA DE FREITAS

Lisboa, 1977
Direcção-Geral da Acção Cultural – Secretaria de Estado da Cultura
1.ª edição [única]
22,6 cm x 22,7 cm
214 págs.
profusamente ilustrado a negro e a cor
encadernação editorial em tela com sobrecapa impressa
exemplar como novo
VALORIZADO PELO AUTÓGRAFO DE MÁRIO CESARINY DE VASCONCELOS
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira monografia de vulto que o país dedicou ao pintor surrealista Mário Cesariny, obra editada por um órgão oficial do Estado, então secretariado por David Mourão-Ferreira.

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Textos de Afirmação e Combate do Movimento Surrealista Mundial


MÁRIO CESARINY, org., trad., prefácio e notas
grafismo de José Brandão

Lisboa, 1977
Editora Perspectivas & Realidades, artes gráficas, lda.
1.ª edição [única]
23,6 cm x 15,5 cm
516 págs. + 1 folha desdobrável (entre as págs. 256-257)
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
ocasionais carimbos de posse da família do falecido livreiro lisboeta António Barata
PEÇA DE COLECÇÃO
200,00 eur (IVA e portes incluídos)

Das badanas:
«Sendo de 1947 a primeira tentativa de formação de um grupo surrealista no nosso país (Lisboa) é o presente livro uma excelente comemoração do atraso de vida que os anos da Ditadura impuzeram à publicação de um movimento cujo eixo de revolução exige a total transformação do mundo. A 30 anos do intento inicial, algo se ganhou contudo: a clarificação do sentido da luta travada em numerosos países (excluídos Portugal e também a Espanha), de 1924 até hoje, pelos surrealistas que, isolados ou em grupo, erguem a voz, quando não a própria vida, contra os pistoleiros da Poesia, os assassinos do Amor, os retaliadores da Liberdade, estejam eles na chamada direita, estejam na chamada esquerda, sinalefas, estas, cada vez mais incapazes de conter a actualmente-claramente visível decadência das ideologias, decadência de que o Surrealismo foi e continua sendo primordial fautor.
O leitor interessado encontrará neste livro muitas das principais linhas de fogo surrealista ateadas em França, no Peru, na Roménia, em Inglaterra, em Tenerife, no México, na Holanda, no Brasil, na Argentina, na Checoslováquia, na Síria, no Iraque, na Algéria, no Líbano, nos Estados Unidos da América do Norte. [...]»

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telemóvel: 919 746 089

Burlescas, Teóricas e Sentimentais


MÁRIO CESARINY

Lisboa, 1972
Editorial Presença
1.ª edição
18,3 cm x 11,7 cm
208 págs.
exemplar estimado com indícios superficiais de desgaste na capa; miolo limpo
carimbo de oferta da antiga Livraria Barata na folha de ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de poemas recolhidos de anteriores livros do Autor e, pela primeira vez, ordenados cronologicamente, a que foram intercalados alguns ainda inéditos. Mestre surrealista, que o poeta e exegeta Joaquim Manuel Magalhães (in Os Dois Crepúsculos – Sobre Poesia Portuguesa Actual e Outras Crónicas, A Regra do Jogo, Porto, 1981), a propósito de um outro livro, qualificou nestes magníficos termos:
«[...] os seus versos têm a ver com um certo pó negro que, fechado nuns fusos e atiçado num certo fio, tem balanços diferentes de adiposidades vindas de bote de ilhas adjacentes. [...]
Poucas vezes na poesia portuguesa o corpo desenhou um espaço tão radicalmente político como na obra de Cesariny. [...] A beleza convulsa das margens sociais, determinadas pelos que se julgam o centro e a ordem, é transformada na sua poesia em lugar exemplar do desejo. [...]
O surrealismo internacional teve um dos seus acasos mais felizes no facto de ter movido, no âmbito português, dois poetas que não eram meros prosélitos, António Maria Lisboa e Mário Cesariny. [...]»

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Cozinha e Doçaria do Ultramar Português


M. A. M. [MARIA ANDELINA MONTEIRO GRILO*], coord.

Lisboa, 1969
Agência-Geral do Ultramar
[1.ª edição]
22,2 cm x 12,5 cm
92 págs.
profusamente ilustrado
impresso a cor
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de grande variedade de receitas oriundas de todas as regiões do imprério colonial português.

* Segundo Adriano da Guerra Andrade, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Ministério da Cultura – Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999.

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quarta-feira, dezembro 07, 2016

100 Maneiras de Fazer Môlhos para Acompanhar Diversos Pratos e 100 Receitas de Almoços e Jantares Vegetarianos


BRANCA DE MIRAFLOR

Lisboa, s.d.
Livraria Barateira
s.i.
19,8 cm x 13,6 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Alimentação e Cozinha Racional


RAÚL D’OLIVEIRA FEIJÃO

Lisboa, s.d. [1959]
Edição da Livraria Progresso Editora
1.ª edição
19,4 cm x 14 cm
192 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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100 Maneiras de Cozinhar Bacalhau


ROSA MARIA

Lisboa, s.d.
Empresa Literária Universal
s.i.
19 cm x 13,2 cm
32 págs.
exemplar manuseado mas aceitável, pequeno restauro na capa; miolo um pouco manchado nas primeiras cinco folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico da cozinha nacional, em que não falta uma pitada de humor politizado. A receita de bacalhau com que fecha o livrinho é um mimo inverosímil, que dá pelo nome de «bacalhau à Salazar»:
«Deita-se em água fervente o bacalhau demolhado, junta-se-lhe batatas descascadas e, quando tudo estiver cozido, coa-se a água, tempera-se de vinagre, alho e pimenta, servindo-se em seguida.
Este bacalhau, atendendo à sua forma económica, não leva azeite porque se ele for magro não o merece, e se for gordo não precisa dele.»

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As Receitas da TV


MARIA DE LOURDES MODESTO
fotografias de Jorge Alves
plano gráfico de João Luís

Lisboa, 1967
Editorial Verbo
1.ª edição
23,9 cm x 22,6 cm
248 págs.
profusamente ilustrado
cartonagem editorial, com folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo limpo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um clássico entre os livros de cozinha portugueses contemporâneos, sendo a sua Autora uma referência no imaginário dessa geração que cresceu com a tv a preto e branco – imaginário, esse, que se nutriu por igual nas «conversas em família» de Marcelo Caetano, no «se bem me lembro» de Vitorino Nemésio e no «tv rural» de Sousa Veloso. Constitui, porém, a vertente obra um detalhado manual de culinária, sem par, mesmo quando os actuais “engenheiros químicos do tacho e da panela” se atrevem nesse terreno.

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Doze Meses de Cozinha


MARIA DE LOURDES MODESTO
Virgílio Dantas (consultor técnico para os produtos vínicos)
grafismo de Edmundo Muge

Lisboa, 1975
Selecções do Reader’s Digest (Portugal), S.A.R.L.
1.ª edição
22,8 cm x 26,1 cm (oblongo)
440 págs.
profusamente ilustrado a cor
cartonagem editorial
exemplar como novo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cozinha Tradicional Portuguesa



MARIA DE LOURDES MODESTO
textos introd. António Manuel Couto Viana
fotog. Augusto Cabrita / Homem Cardoso
grafismo de Sebastião Rodrigues

Lisboa / São Paulo, Janeiro de 1982
Editorial Verbo
1.ª edição
29,9 cm x 23 cm (álbum)
336 págs.
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas, lombada em pano cru impresso a vermelho
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Absoluto best-seller dos livros de cozinha portugueses, a vertente obra constitui o mais detalhado levantamento da diversidade culinária de um país, simultaneamente antropológico e prático, cuja utilidade ainda hoje não encontrou par.

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Arte das Boas Maneiras


BERTHE BERNAGE
trad. Inês Machado

Lisboa, s.d. [1956, seg. BNP]
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 12,6 cm
272 págs.
subtítulo: Moderno Manual da Boa Educação e Civilidade
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, dezembro 03, 2016

Palestra | da | Penitencia | Sendo Corifeo, Author, e | Meftre o milagrofo | Deos Menino. | E feu legitimo Subftituto o Patriarca dos | Pobres o grande Pequeno | S. Francisco | de Assis




JERONYMO DE BELÉM, frei

Lisboa Ocidental, 1736
Na Offic. de Anton. Isidor. da Fonsec.
1.ª edição
14,8 cm x 10,6 cm
4 págs. (brancas) + 1 folha (gravura) + 14 págs. (ante-rosto, rosto, dedicatória, prólogo e licenças) + 12 págs. (epigrama, sonetos de Antonio Leitam de Faria, romance de Joaõ Correa da Sylva, e décimas de Fr. Joaõ de N. Senhora) + 6 págs. (índice geral e erratas) + 400 págs.
subtítulo: Para exercicio dos Alumnos da V. Ordem Terceyra | da Penitencia de S. Francifco de Xabregas, e de | todas as mais da Provincia dos Algarves. | Offerecida | Ao noffo Chariffimo Irmão o Senhor | D. Diogo Fernandes | de Almeida. | Miniftro da V. Ord. Terceyra de Xabregas | pelo padre [...]
encadernação da época inteira em pergaminho
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
breve rubrica manuscrita na primeira folha-de-guarda
PEÇA DE COLECÇÃO
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei Jerónimo de Belém foi padre «Franciscano observante da provincia dos Algarves. Exerceu na sua Ordem varios cargos, e entre elles o de Bibliothecario do convento de Xabregas, e Chronista da provincia. – N. na villa dos Arcos de Val-de-vez na provincia do Minho em 1692. Ignoro a data do seu falecimento, sendo certo que ainda vivia em 1760. [...]» (Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859). Ainda, segundo o mesmo, não mereceriam grande atenção as obras deste escritor, «[...] que em pureza e correcção de linguagem e estylo são pouco para imitar [...]».
Por seu turno (idem, tomo II), Diogo Fernandes de Almeida foi «Principal da egreja patriarchal de Lisboa, e Academico da Academia R. da Historia Portugueza, etc. N. em Lisboa em 1698, e foi filho de D. João de Almeida, Conde de Assumar, e irmão do outro Principal e Academico D. Francisco de Almeida Mascarenhas [...]. – M. a 8 de Março de 1752. [...]»
O vertente título não é referido por Inocêncio, apesar da sua especial relevância para a historiografia religiosa.

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Itinerario da Terra Sancta e Suas Particularidades


PANTALEÃO DE AVEIRO, frei
pref. António Baião

Coimbra, 1927
Imprensa da Universidade
7.ª edição
21,3 cm x 13,4 cm
XX págs. + 560 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Frei Pantaleão de Aveiro «[...] Vestiu o habito franciscano, e desejando vêr a Terra Santa, sahiu de Portugal em peregrinação em 1563, e depois de haver chegado até Jerusalem, permaneceu n’esta cidade durante tres anos, findos os quaes regressou á patria. Escreveu o Itinerario da Terra Santa, em que descreve minuciosamente a sua peregrinação. No prologo conta como, estando em Roma, fôra convidado pelo padre Bonifacio de Aragusa, guardião de Monte Sion, para ir com elle ás provincias de Italia em demanda de religiosos que substituissem os que tinham ido fazer o seu triennio á Terra Santa. Os dois religiosos sahiram de Roma, e tendo conseguido reunir uns 60 frades para a missão, dirigiram-se a Trento, onde então se celebrava o concilio. O Itinerario começa em Veneza, descreve todos os pontos em que fez estação, contando minuciosamente o que viu em Jerusalem e em todos os logares onde se desenvolveram os principaes dramas da paixão de Christo. Á volta da Palestina, Fr. Pantaleão e seus companheiros tomaram o porto de Napoles, fazendo depois o resto da viagem por terra, indo mais tarde a Veneza buscar as bagagens e as reliquias que traziam. [...]» (Fonte: Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues, Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Heraldico, Biographico, Bibliographico, Numismatico e Artistico, vol. I, João Romano Torres – Editor, Lisboa, 1904)

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Aspectos da Presença Árabe no «Itinerário da Terra Santa» de fr. Pantaleão de Aveiro


MANUEL AUGUSTO RODRIGUES

Leiden [Holanda], 1971
E. J. Brill [aliás, Imprensa de Coimbra, Lda.]
1.ª edição (separata das Actas do IV Congresso de Estudos Árabes e Islâmicos)
25,5 cm x 19 cm
50 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao general Câmara Pina
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Estudo temático, estendendo-se pelos lugares e costumes sobre os quais o frade Pantaleão de Aveiro discorreu nas suas memórias de viagem pela Terra Santa no século XVI.

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