quinta-feira, janeiro 28, 2016

Inde, Péninsule des Dieux


JOSEPH KESSEL
fotografias de Arnaud de Monbrison


[Paris], 1960
Librairie Hachette
[1.ª edição]
23,5 cm x 18,7 cm (álbum de pequeno formato)
96 págs. + 12 extra-textos a cor
impressão do miolo em rotogravura, extra-textos em cromotipia
cartonagem editorial
folhas de guarda impressas
exemplo em muito bom estado de conservação
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romancista e repórter com vastíssima obra editada, herói de referência na Resistência francesa – é o co-autor do hino Chant des Partisans –, para nós, portugueses, é nomeadamente o autor do célebre romance Os Amantes do Tejo, que nos chegou sob a forma de um filme de Henri Verneuil marcado pela voz de Amália em Barco Negro. O vertente livro de viagem, uma das muitas que Kessel reportará, mostra um olhar atento não só àquilo que a paisagem e o passado monumental oferecem em silêncio como àquilo que palpita, gritante, na multidão de pobres, que são o grosso da população indiana.

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A India Portugueza




A. [ANTÓNIO] LOPES MENDES

Lisboa, 1886-1887
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 volumes (completo)
23,5 cm x 16,2 cm [estojo: 24,7 cm x 17 cm]
[2 págs. + XXVIII págs. + 286 págs. + 91 folhas em extra-texto] + [4 págs. + XII págs. + 318 págs. + 4 desdobráveis em extra-texto + 73 folhas em extra-texto]
subtítulo: Breve Descripção das Possessões Portuguezas na Asia
profusamente ilustrados no corpo do texto e em separado
exemplares estimados, com restauros toscos nas lombadas; miolo limpo
acondicionados em elegante estojo artístico próprio de fabrico recente
240,00 eur (IVA e portes incluídos)

António Lopes Mendes (1834-1894) foi «[...] médico-veterinário-lavrador. [...] Em 1857 foi nomeado ajunto á comissão dos estudos agrícolas no continente e em Outubro de 1859 recebeu a nomeação de administrador da coudelaria do Crato. Em 1862 assinou contrato no Conselho Ultramarino, para exercer as funções de veterinário-lavrador no Estado da Índia, para onde partiu a 11 de Agosto do mesmo ano [...].» As suas aptidões para o desenho permitiram-lhe fazer o levantamento e desenhar algumas cartas topográficas da Índia. (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, vol. XX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1911)

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quarta-feira, janeiro 27, 2016

Fundaçaõ, | Antiguidades, e Grandezas | da mui Insigne Cidade | de Lisboa, | e seus Varoens Illustres | em Santidade, Armas, e Letras



LUIZ MARINHO DE AZEVEDO

Lisboa, 1753 (ambas as partes)
Na Officina de Manoel Soares (I. parte) / Na Officina de Domingos Rodrigues (II. parte)
[2.ª edição]
21 cm x 15,7 cm
2 partes [livros I e II + III e IV] enc. em 1 volume (completo)
I parte: para além da folha de ante-rosto, encasada mas não pertencente aos cadernos do miolo, tem 30 págs. (não numeradas: rosto, dedicatória, prólogo, catálogo dos autores e licenças) + 170 págs. (livro primeiro) + 118 págs. (livro II) + 2 págs. (advertência); II parte: 2 págs. (rosto) + 266 págs. (livros III e IV)
subtítulo: Catalogo | de feus Prelados, e mais coufas Ecclefiafticas, e Politicas até | o anno de 1147, em que foi ganhada aos Mouros por El-Rey | D. Affonfo Henriques. [...] Offerecida | á Fedelissima, e Augustissima | Magestade Del-Rey | D. Joseph I. | Nosso Senhor | por feu minimo vaffallo | Manoel Antonio | Monteiro de Campos [...]
encadernação antiga inteira em pele mosqueada com gravação a ouro na lombada, vinhetas de florália acentuando as nervuras
pouco aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, leve acidez do papel
ostenta na folha de ante-rosto uma assinatura de posse coeva, «He de Jeronymo Bernd.º Osorio de Castro   custou 500 reis em 24 de Junho de 1754»
carimbos da Quinta das Lágrimas de M. Osório no frontispício da I. parte e à margem da pág. 17 da mesma
RARA PEÇA DE COLECÇÃO
750,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo XVI [Brito Aranha], Imprensa Nacional, Lisboa, 1893):
«Parece que [Luiz] Marinho [de Azevedo] foi um dos redactores das primeiras gazetas publicadas em 1640, segundo uma nota manuscripta que se lia em um numero da Gazeta de 1641 existente na bibliotheca municipal do Porto. [...]
Acerca da obra [...] Primeira parte da fundação, antiguidades e grandezas da mui insigne cidade de Lisboa, etc., é necessario advertir o seguinte:
Ha d’esta obra duas edições totalmente diversas, ambas com a indicação de impressas em 1753, em 4.º.
Uma d’ellas não tem nome do impressor, e indica simplesmente no rosto: “A custa de Luiz de Moraes, mercador de livros á praça da Palha. Lisboa, 1753”. Com dedicatoria assignada por Luiz de Moraes a el-rei D. José I.
A outra tem no frontispicio: “Offerecida á fidelissima e augusta magestade de el-rei D. José I por Manuel Antonio Monteiro de Campos, e á sua custa impresso”. A primeira parte, ou tomo, é impressa em Lisboa na officina de Manuel Soares, 1753; e a segunda parte impressa tambem em Lisboa por Domingos Rodrigues, 1753.
Note-se que a dedicatoria a el-rei, assignada por Manuel Antonio Monteiro de Campos é sem a menor alteração a mesma que na outra edição se lê com a assignatura de Luiz de Moraes.
Note-se igualmente que as licenças para a impressão da publicada por Monteiro de Campos tem as datas de maio e junho de 1753; e as da que publicou Moraes são datadas de setembro do mesmo anno. E todavia é esta ultima que se declara [erradamente] no frontispicio: “Segunda edição correcta e emendada. A outra não tem declaração alguma, parecendo aliás que saíu primeiro. [...]
Innocencio possuia um exemplar da edição de Monteiro de Campos.
O conselheiro Figanière e Teixeira de Vasconcellos possuiam exemplares da de Moraes.
Foi este ultimo escriptor e illustre jornalista, um dos primeiros bibliophilos em notar as differenças das duas edições. [...]»
No plano cultural e científico, trata-se de uma rara descrição da história de Lisboa, com especial relevo para os estudos epigráficos, por ser testemunho de factos e fontes que o terramoto de 1755 veio destruir ou soterrar.

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Lisboa e os Curiosos Fastos do Seu Porto



FONSECA MENDES

Lisboa, 1951
Publicações Culturais da Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
116 págs. + 6 folhas em extra-texto
ilustrado em separado a preto
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho de estudo e investigação realizado em torno da figura setecentista de Carlos Mardel, um dos responsáveis pela construção da Baixa pombalina após o terramoto de 1755.

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Diccionario dos Termos de Architectura


T. [TOMÁS] LINO D’ASSUMPÇÃO

Lisboa, s.d. [1895, seg. BNP]
Antiga Casa Bertrand – José Bastos
1.ª edição
20,8 cm x 13,4 cm
XIV págs. + 162 págs. + XXVIII págs.
subtítulo: Suas definições e noções históricas – Com um indice remissivo dos termos correspondentes, em francez
encadernação recente de amador em seda com as capas espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, pequenos restauros na primeira folha, papel no geral oxidado
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Marchas e Combates de Noite


JAYME RAMALHO

Funchal, 1909
Ed. Autor (Officinas do “Heraldo da Madeira”)
1.ª edição
23,2 cm x 15,3 cm
452 págs.
subtítulo: Simples considerações
ilustrado
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO CONSELHEIRO JOÃO DE AZEVEDO COUTINHO, ENTÃO MINISTRO DA MARINHA
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante e raro manual de estudo estratégico-militar.

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domingo, janeiro 24, 2016

História da Polícia de Lisboa



ALBINO LAPA

Lisboa, 1942 e 1964
Edição do Comando da Polícia de Segurança Pública
1.ª edição
2 volumes (completo)
25 cm x 17 cm
[180 págs. + 21 folhas em extra-texto] + [288 págs. + 23 folhas em extra-texto, algumas impressas também no verso]
ilustrados
exemplares estimados, capa do primeiro volume com alguns sinais de lepisma; miolo limpo, no primeiro volume encontram-se por vezes marcas de acidez devidas à excessiva porosidade do papel
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante história de uma das instituições cruciais à conservação do poder da classe dominante. Contrariamente a afirmações produzidas por alguns, a obra é constituída por dois tomos, embora com edição distanciada no tempo, o que Albino Lapa (1898-1968) evita justificar – mas algo de incómodo terá sucedido –, aproveitando desde logo para anunciar um terceiro volume... este, sim, nunca dado à estampa.

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A Reforma da Policia



ALFREDO CESAR MACEDO DE FARIA

Ponta Delgada, 1908
Typ. Ruy Moraes (ed. Autor)
1.ª edição
16,4 cm x 11,6 cm
66 págs. + 1 folha em extra-texto
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior
ilustrado com o retrato do Autor
exemplar estimado, capa manchada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória do Autor ao então Ministro das Obras Públicas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, janeiro 21, 2016

Oguim


RIUNOSSUQUÉ ACUTAGAUÁ
trad. José Cabral de Lacerda e Minóru Izauá

Lisboa, 1930
Imprensa Nacional
1.ª edição
20,2 cm x 14,6 cm
56 págs.
impresso sobre papel superior aparado apenas à cabeça
folha de rosto a duas cores
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio dos tradutores, que pretendiam vir preencher a ausência de conhecimento da civilização nipónica, nesses anos que antecederam o crime nuclear cometido pela administração norte-americana:
«[...] O encerramento dos portos do Japão (1639), aos portugueses e espanhóis, coincidiu com a decadência literária dêstes dois países. Desde então, como é natural, as publicações portuguesas sôbre o Japão rarearam. [...]
O Japão actual não pode ser representado pelas Gueixas nem pelo Fujiama: resulta da fusão harmónica das ideias e dos costumes do Ocidente e do Oriente. [...]»
E é a luta entre dois credos, cristianismo e budismo, o que nos traz a “lenda” de Oguim.
Oitenta anos volvidos, e o Japão (nuclear) volta a ser conhecido pelas piores razões do desenvolvimento mercantil... enquanto a sua cultura milenar fica votada a uma morte cancerígena e à promoção de um contágio nocivo.

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O Impacte Português Sobre a Civilização Japonesa


ARMANDO MARTINS JANEIRA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
20,9 cm x 13,8 cm
344 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Seguido de um epílogo sobre as relações entre Portugal e o Japão do século XVII aos nossos dias
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. IV, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1998):
«Virgílio Armando Martins [1914-1988] assinou os seus livros A. M. Janeiro ou Janeira (em 1967 ainda assina Janeiro, em 1970 já assina Janeira). [...]» Como diplomata, foi em várias partes do mundo adido de legação, cônsul e, finalmente, embaixador. «[...] mas a sua carreira diplomática fica sobretudo marcada pela sua passagem pelo Japão, onde produziu a sua principal bibliografia, tendo-se debruçado, especialmente, sobre as relações culturais luso-japonesas. [...]» Para além da historiografia oriental, são de relevar os seus estudos relativos ao teatro Nô.
Da nota editorial na contracapa do vertente livro:
«[...] Este livro faz – pela primeira vez na nossa língua – a exposição coordenada da acção portuguesa no Japão, considerada sobretudo nos seus aspectos culturais e sociológicos. É também a história fascinante de um convívio que chegou a ser íntimo e a análise da sua ruptura provocada fundamentalmente por não se ter admitido que o comércio e as relações com o Japão se separassem das actividades da cristianização. [...]»

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Pequena História do Japão


J. [JOHN] INGRAM BRYAN
trad. Hugo Manuel
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1942
Editorial “Inquérito”, Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
88 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Muito breve panorâmica histórica do Japão, desde os tempos remotos de 660 a.C. até 1928.

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O Japão Através da Sua Literatura


CÉSAR DOS SANTOS

Lisboa, Setembro de 1945
Edições Cosmos
1.ª edição
18,6 cm x 12,7 cm
176 págs.
cartonagem editorial com folhas-de-guarda impressas
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura do autor:
«[...] das nações sedentas de conquistas, que se lançam na desvairada aventura imperialista e humilham e escravizam multidões pacíficas, indefesas, quando tombam do seu ilusório poderio e são esmagadas sob o peso das próprias ambições, se alguma coisa fica e não se afunda com as ignomínias é o produto do labor científico, são os reflexos da sua cultura, quando esta atinge elevada expressão característica, as tradições artísticas e literárias – as reminescências espirituais, através da Literatura em que se espelha a mentalidade dos povos e onde se retrata fielmente a alma das nações. [...]»
(O Japão havia acabado de ser punido, com duas bombas atómicas, pela sua adesão ao nazismo, mas as palavras de César dos Santos servem a todo e qualquer outro colonialismo, a todo e qualquer outro quinto império...)
E segue o jornalista e ficcionista César dos Santos (1907-1974), na bem informada defesa daquilo que desse povo “imperial” devemos apreciar:
«O que vulgarmente se conhece do estranho País do Sol Nascente [Dai Nipon], regado com sangue de europeus martirizados e onde os alicerces de algumas cidades orgulhosas assentam sôbre os ossos de legiões de párias, o que sempre despertou a curiosidade e o interêsse contemplativo dos ocidentais são as pinturas dos seus artistas famosos, como Konaoka, Hokusai ou Otamaro, e os versos dos seus celebrados poetas, breves composições, de concisão prodigiosa e requintado lirismo – verdadeiramente o que há de original na Literatura Japonesa. [...]»

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Dois Annos de Troça



EDUARDO FERNANDES (ESCULAPIO)
pref. Antonio de Campos Junior

Lisboa, 1900
Empreza da Historia de Portugal – Sociedade editora
1.ª edição
16,6 cm x 12 cm
XIV págs. + 242 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Gazetilhas publicadas em O Seculo (94-95)
cartonagem editorial
ilustrado com um retrato do Autor gravado por Francisco Pastor
exemplar estimado, com restauro nas págs. XIII-XIV; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de versos satíricos inicialmente publicados no jornal O Século, as «gazetilhas [...], tantas d’ellas encantadoras de singeleza e admiraveis de graça, muito portuguezas no rir e na fórma, o que é já raro merecimento n’estes  apagados tempos de alta e baixa desnacionalisação; todas impregnadas de um certo sabôr comico muito nosso e d’uma espontaneidade que nos lembra as mais deliciosas quintilhas do Tolentino. [...]» (Ver nota introdutória de Campos Junior).
Eduardo Fernandes era, na época, basto conhecido como empresário teatral, também dramaturgo e figura notória da Baixa lisboeta.

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Memorias



PAULO DE KOCK
trad. [Manuel] Pinheiro Chagas
figura do Autor no fronstispício por Manuel de Macedo, gravura de Caetano Alberto da Silva

Lisboa, s.d. [circa 1871]
C. S. Afra & C.ª
1.ª edição
18,7 cm x 13 cm
VIII págs. + 240 págs.
encadernação modesta em sintético com gravação a ouro na lombada
sem capas de brochura, ligeiramente aparado à cabeça
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel ocasionalmente oxidado
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Charles Paul de Kock, prolífico novelista parisiense e guionista de libretos para óperas, oriundo de uma família rica alemã (o pai era banqueiro), foi o modelo literário para muito escritor da boémia lisboeta da época. Retratos da vida em sociedade nos meios urbanos da classe média, assim como a narrativa colorida e bem humorada dos bastidores da cidade inspiraram por cá muito Alfredo Gallis e mesmo muito Pinheiro Chagas, seu tradutor. A vertente obra mostra-nos, por seu turno, um escritor cônscio da sua profissão e de todas as relações de produção e sociais que o exercício literário envolve.

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Ensaios de Crítica


[GUILHERME] MONIZ BARRETO
prefácio de Vitorino Nemésio
capa de Couto Tavares


Lisboa, 1944
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
XLII págs. + 2 págs. + 360 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importantíssimo ensaio de abertura, em forma de prefácio, em que Nemésio nos dá uma apurada lição literária, para além de situar o goês Moniz Barreto no contexto da deficiente propensão dos portugueses para a reflexão crítica por escrito. Cabe, assim, a este Autor ter sido o primeiro grande crítico literário português. O seu convívio parisiense com Eça de Queirós, e a sua colaboração na Revista de Portugal, que este último dirigia, estarão na origem de um dos mais importantes textos do século XIX: «A Literatura Portuguesa Contemporânea» (que o presente volume inclui).
Desejável é que os candidatos a jornalistas culturais de hoje o procurem ler... E já agora, também Nemésio.


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Os Insectos Inimigos da Casa e Sua Destruição


CARLOS A. CORREIA

Lisboa, 1931
Emprêsa Nacional de Publicidade
[1.ª edição]
19,4 cm x 12,3 cm
32 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota de abertura:
«Todos têm, mais ou menos, interesse na destruição dos parasitas: parasitas do homem, parasitas da casa, parasitas do campo; tantos são os inimigos que é preciso combater.
O meio próprio para empregar em cada ocorrencia nem sempre é conhecido e muitas vezes é difícil, porque existem muitos métodos; o que o interessado deve conhecer para a destruição dos parasitas é o processo a empregar, é a maneira de o fazer, preparando ele mesmo o produto que destruirá ou afastará o inimigo.
Nêste resumo se expôe a preparação das misturas antiparasitárias ao alcance de todos.»

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terça-feira, janeiro 19, 2016

Le Retour des Dieux



FERNANDO PESSOA
trad. e pref. José Augusto Seabra

Paris, 1973
Editions Champ Libre
1.ª edição
texto em francês
21,5 cm x 12,7 cm
168 págs.
subtítulo: Manifestes du Modernisme Portugais
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
errata colada na pág. 33 e erro assinalado a tinta no mesmo sítio
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

O volume, preparado e anotado pelo tradutor, inclui os textos de Pessoa «Que veut Orpheu?», «Orpheu», «Le Portugal et Orpheu», «Lettre à un éditeur anglais sur la poésie sensationniste portugaise», «Préface d’Alvaro Campos à une anthologie des poètes sensationnistes», «Les fondements du sensationnisme», «Du sensationnisme à l’intersectionnisme», «Programme général du néo-paganisme portugais», «Le retour des dieux», «Notes pour une esthétique non aristotélicienne» e «Ultimatum». Juntou-lhes ainda, o organizador do volume, seis cartas de Mário de Sá-Carneiro a Fernando Pessoa e, de Almada Negreiros, o «Ultimatum futuriste aux générations portugaises du XXe siècle».

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Le Gardeur de Troupeaux


FERNANDO PESSOA
trad. e pref. Armand Guibert

Paris, 1960
Librairie Gallimard
1.ª edição
texto francês
18,8 cm x 12 cm
224 págs.
subtítulo: Et les autres poèmes d’Alberto Caeiro
exemplar estimado, lombada suja; miolo limpo, parcialmente por abrir
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Tradução integral da «totalité des poèmes d’Alberto Caeiro», levada a cabo por altura do 25.º aniversário da morte de Pessoa.

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Fernando Re della Nostra Baviera


EDUARDO LOURENÇO
trad. e pref. Daniela Stegagno
grafismo de Bruno Conte

Roma, 1997
Edizioni Empirìa
1.ª edição
texto em italiano
20,8 cm x 14,2 cm
184 págs.
subtítulo: Dieci Saggi su Fernando Pessoa
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando, Rei da Nossa Baviera, dá seguimento à renovada observação crítica do estudioso e pensador da cultura portuguesa, Eduardo Lourenço, que nunca deixou de regressar aos enigmas da vida e obra de Fernando Pessoa.

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Fernando Pessoa, Roi de Notre Bavière


EDUARDO LOURENÇO
trad. Annie de Faria

Paris, 1997
Editions Chandeigne – Librairie Portugaise
1.ª edição
texto em francês
20,4 cm x 13,8 cm
208 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sábado, janeiro 16, 2016

Nítido Nulo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1971
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 14,2 cm
320 págs.
exemplar estimado; miolo irrepreensível
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Todas as interrogações do livro [Nítido Nulo foi escrito durante o ano de 1969], que põem em causa Deus e o pecado original. Salazar e o regime. A revolução e a acção revolucionária. A liberdade e a prisão. Todas elas desembocam numa vontade de ver o horizonte, o eterno “nítido nulo” do horizonte, como única certeza. Porque a prisão do condenado não é só a prisão de um Estado. Tem algo a ver com a nossa condição humana. Mas a cela dessa “prisão” engana, porque “a sala é larga e limpa. As próprias grades são pintadas de branco para deixarem passar a alegria que puderem. Decerto entendeu-se que sofria mais assim”.
Em suma, há uma frase algures em Nítido Nulo que poderia dar o tom ideal para a leitura deste livro, para mim um dos mais importantes de Vergílio Ferreira: “Dizer ‘não’ é abrir um espaço para o homem se pôr de pé”. Dizer não.
(Fonte: João Carlos Santana da Silva, pág. electrónica «A Causa das Coisas», 13 de Janeiro, 2009)

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Para Sempre



VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1983
Livraria Bertrand, S.A.R.L.
1.ª edição
21 cm x 13,9 cm
304 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De uma entrevista concedida pelo Autor ao jornalista Francisco José Viegas para a revista Ler (Primavera de 1988):
«[...] P. — Que significado dá à expressão “para sempre”?
R. — Não sei. Você faz-me uma pergunta agora, e agora é que eu tenho de pensar...
P. — Claro...
R. — Não sei... é uma certa dose de nostalgia, de fim de vida que se realizou completamente. É isso. Completamente. É a historia de um homem que fechou o ciclo da vida e que rememora, procurando cortar um pouco o mel e a doçura desse prazer da evocação com acidez e ironia.
P. — Por que razão insistiu nessa versão da vida com este novo título, Até ao Fim?
R. — Porque eu queria dizer, de algum modo, que a destruição dos valores (que é o que marca de um modo geral, os actos que hoje dominam certas áreas da juventude) é uma coisa terrível. E queria, por uma razão de amizade para com o António Ramos Rosa, encontrar um verso dele que significasse isso, que dissesse isso. E foi: “perseguido até ao fim, acho o mar”. Este verso resume o meu objectivo. Achar o mar como um símbolo, como uma metáfora dessa alegria, que é a alegria da pacificação, da eternidade, da plenitude, da juventude plena. Depois há outra coisa, evidentemente: eu quis sempre que os títulos dos meus livros tivessem alguma coisa de si próprios, um certo valor estético. Não me interessam os títulos puramente designativos, como o rótulo de um frasco. Quero que o título seja em si mesmo um sinal e um valor estético e poético. Que fosse uma abertura, um começo de um poema. [...]»

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Invocação ao Meu Corpo


VERGÍLIO FERREIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1969
Portugália Editora
1.ª edição
19,6 cm x 14,1 cm
416 págs.
subtítulo: Ensaio com um Post-Scriptum sobre a Revolução Estudantil
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o escritor António Quadros (Fundação Calouste Gulbenkian, fichas para aquisição de livros), depreciando Vergílio Ferreira: «Conforme escreve o autor, “o ponto de convergência de toda a problemática enunciada, é o da reconquista da plenitude do indivíduo, referenciado ao corpo que o constitui”. É um ensaio de reflexão sobre o homem e a sua problemática, partindo de uma “invocação” existencial e fenomenológica muito atenta às vivências pessoais do autor, aos problemas específicos da nossa época, aos caminhos mais recentes da cultura europeia (existencialismo, estruturalismo, contestação estudantil). Vergílio Ferreira, pensador perturbado pela ausência de Deus, é mais um escritor da linhagem de Nietzsche [...]. Mas, sem o poder filosófico do autor da Gaia Ciência, não raro se vê diante de contradições e paradoxos de difícil resolução. O seu humanismo, ou é o eco de muitos outros humanismos congéneres, ou revela uma ambiguidade com algo de estéril. [...]»
Todavia, foi Vergílio Ferreira quem acabou por lhe ser reconhecido um inequívoco lugar cimeiro na cultura portuguesa...

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Aparição



VERGÍLIO FERREIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1960 (Junho)
Portugália Editora
2.ª edição
19,4 cm x 13,2 cm
292 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Aparição


VERGÍLIO FERREIRA
capa de Sebastião Rodrigues

Lisboa, 1960 (Junho)
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13 cm
292 págs.
exemplar muito estimado
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo João Gaspar Simões, em palavras suas que o editor puxou para a badana, este romance é um caso «[...] tão extraordinário que vale a pena compará-lo com o desse outro romance a que a nossa literatura deve a implantação do realismo em Portugal. De facto, na minha opinião, a “réussite” de Vergílio Ferreira só é comparável com a de Eça de Queirós ao escrever a primeira versão de O Crime do Padre Amaro
Do livro, uma passagem:
«[...] Acendo um cigarro, fico-me a olhar o incêndio. Lembra-me imagens da guerra, de cidades bombardeadas. Alguém deve ir pegando o fogo por sectores, estabelecendo linhas de chamas que o vento vai impelindo. O campo arde vastamente, como numa destruição universal. Quase ouço o crepitar das chamas como o fervor final de uma inundação. Sinto-me só e nu, escapado ao desastre. Mas esta nudez que eu algum dia julguei possivelmente coberta pela compreensão dos outros, esta redução extrema às minhas raízes, esta solidão inicial de quem não pode esquecer a sua pobre condição é o sinal humilde e amigo de que à vida que me deram a não repudiei, de que cuidei dela, a não perdi, a levo comigo nesta viagem breve, a aceito ao meu olhar de fraternidade e perdão... A noite avança, a minha cidade arde sempre. Vou fundar outra noutro lado. Mas não sabia eu que ela devia arder? Acaso será possível construir uma cidade como a imagino, a Cidade do Homem? Acaso não dura ela em mim, no meu sonho, apenas porque a penso sem consequências, a imagino, a não vivo, lhe não exijo responsabilidades? Não o sei, não o sei...»

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Apelo da Noite


VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1963
Portugália Editora
1.ª edição
19,2 cm x 13,4 cm
280 págs.
capa de João da Câmara Leme
exemplar manuseado mas aceitável
assinatura de posse e data na pág. 9
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do notável Posfácio do autor:
«[...] E eis que a arte conquista assim, no mundo de hoje, uma necessidade imprevista, uma viru­lência única. Por sobre todos os terrorismos, no silêncio final de cada hora que nos espera a todos, se nos não esquecemos, ela ergue a sua voz da vitória de nós próprios, da vitória da verdade que os “astros” para nós “conjugaram”, da iluminação da certeza que nenhuma estratégia pode disfarçar. Mundo da liberdade, porque da criação, da autenticidade, mundo da evidência, porque da convicção, mundo da conquista, porque da invenção das origens – ela revela-se ainda, quantas vezes na dor, o mundo da moralidade, ou da santidade, porque da assunção iluminada de nós próprios, e dos graves riscos disso. Que a arte seja para o artista um “ponto de chegada” [...], e um “ponto de partida” quando muito para os outros – é uma questão que fica à margem da própria arte. Que um homem actue depois de ver, é um problema do homem, não um impedimento da arte. E no entanto, sim, alguma coisa na arte se transcende do imediato para lhe descobrir a verdade primeira e para assumir esse imediato no que lhe é humano. Um crime em arte não é menos crime. Somente pode acontecer, sim, que deixe aí de nos falar ao ódio, para nos falar ao remorso e à piedade; somente pode acontecer que em vez de odiarmos aí os homens, tenhamos pena do Homem. Mas será então longa a distância que vai da arte à justiça, ao amor, à fraternidade? Se o fosse, seria fácil construir uma grande obra de arte sobre a injustiça. Mas ninguém a construiu ainda – alguém já no-lo lembrou...»

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Escrever


VERGÍLIO FERREIRA
edição de Helder Godinho

Lisboa, 2001
Bertrand Editora
1.ª edição
21 cm x 14 cm
284 págs.
texto revisto por Luís Milheiros
exemplar como novo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de textos com carácter epigramático, que Vergílio Ferreira deixou inéditos e, dalgum modo, não dados como definitivos para publicação. O correcto trabalho de compilação e leitura do manuscrito, levado a cabo por Godinho, faculta-nos uma limpa e clara abordagem do pensamento do romancista.
Uma passagem, a título de exemplo:
«É imensa a presunção do homem. E é decerto por isso que os seus maus cheiros cheiram mal aos outros mas não lhe cheiram mal a ele. Como os antigos já tinham anotado.»

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André Malraux


VERGÍLIO FERREIRA
capa de A. Dias

Lisboa, 1963
Editorial Presença
1.ª edição
18,5 cm x 11,8 cm
248 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Interrogação ao Destino
ilustrado em separado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Existencialismo É um Humanismo




JEAN-PAUL SARTRE
trad., pref. e notas de Vergílio Ferreira

Lisboa, 1962
Editorial Presença Lda.
1.ª edição
19,8 cm x 13,4 cm
278 págs.
elegante encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
ostenta na folha que antecede o ante-rosto assinatura de posse de António João Graça Gomes da Costa
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

A incursão de Vergílio Ferreira na essência filosófica do existencialismo, para além da perfeita tradução do texto de Sartre, constitui muito mais que uma lição de inteligência e de raciocínio.

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Cartas a Sandra


VERGÍLIO FERREIRA

Lisboa, 1996
Bertrand Editora, Lda.
1.ª edição
21 cm x 14 cm
156 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance inacabado sob género epistolar, de publicação póstuma, em que o consagrado escritor dá seguimento romanesco a Para Sempre, servindo-se dalgumas das suas figuras literárias. É motivo próprio e ficcional de despedida – o escritor projecta nos personagens o seu próprio fim da vida –, interrogação acerca do sentido da morte e da existência humana. Mas, acima de tudo, é um livro em que o Amor se afirma como matéria-prima dessa existência.

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Até ao Fim


VERGÍLIO FERREIRA

Venda Nova, 1987
Bertrand Editora
1.ª edição
21 cm x 14,1 cm
274 págs.
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro que motivou a atribuição do Grande Prémio de Novela e Romance da Associação Portuguesa de Escritores. Dizem-nos os autores de Vergílio Ferreira – Fotobiografia, Helder Godinho / Serafim Ferreira (Bertrand Editora, s.l., 1993):
«[...] Os três romances de Vergílio Ferreira, Para Sempre, Até ao Fim e Em Nome da Terra, usam a tensão entre a juventude e a velhice para, sobre este reino da mudança e da degradação, mostrarem a presença da Ordem [Universal] que tudo subsume e igualiza, e contêm uma pergunta implícita: onde sou eu, qual o lugar onde eu sou e permaneço por sobre toda a mudança? [...]»

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Rápida, a Sombra


VERGÍLIO FERREIRA
capa e grafismo de Luiz Duran

Lisboa, 1975
Arcádia
1.ª edição
21,2 cm x 14,2 cm
276 págs.
encadernação editorial em tela com sobrecapa
exemplar como novo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

A data de fecho desta obra é Dezembro de 1973, podemos considerá-la, pois, a última que o escritor congeminou antes da mudança do regime. É interessante pô-la em confronto, pela leitura, com as que se lhe seguem, para se fazer uma ideia do pouco desanuviamento que os novos tempos produziram na consciência histórica e estética do autor.

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Signo Sinal


VERGÍLIO FERREIRA
capa de Luís Duran


Amadora, 1979
Livraria Bertrand, SARL
1.ª edição
21,2 cm x 13,9 cm
244 págs.
exemplar como novo, sem qualquer marca de quebra na lombada
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da contracapa, uma passagem do livro:
«[...] E, com efeito, as obras recomeçaram. Outra vez os operários regressavam dos subsídios de desemprego e dos retroactivos salariais, o comércio reanimou, havia putas novas vindas de fora. E imediatamente pás, picaretas e escavadoras, os cilindros de terraplanagem, uma grande rede de trincheiras foi-se abrindo para os alicerces. [...] Então olhava com terror e maravilha os construtores do destino, delegados visíveis de uma ordem antiquíssima, mandatários de um império oculto, realizadores magníficos dos sinais tangíveis do signo que nos marcou. [...]»

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Mudança


VERGÍLIO FERREIRA
capa de V. [Victor] Palla

Lisboa, 1958
Editora Arcádia Limitada
2.ª edição
18,1 cm x 11 cm
184 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 3.025 de uma tiragem controlada pela Sociedade Portuguesa de Escritores
VALORIZADO PELA ASSINATURA DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] em 1948, publica Mudança, livro influenciado pelo existencialismo e que corta com o neo-realismo dos romances anteriores.
[...] Com Mudança, Vergílio Ferreira introduz uma interrogação de tipo existencialista sobre a possibilidade de justificar uma vida humana que se passa no tempo, sob o signo da Mudança. É a grande angústia de encontrar um valor permanente em torno do qual seja possível organizar a vida [...].» (Helder Godinho / Serafim Ferreira, Vergílio Ferreira – Fotobiografia, LB – Bertrand Editora, Lisboa, 1993)

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Manuel Cargaleiro – Obra Gravada, 1957-1978 [catálogo]

VERGÍLIO FERREIRA, introd.

Lisboa, s.d. [1978]
Galeria S. Mamede
1.ª edição
27,1 cm x 22,2 cm
48 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação editorial com sobrecapa e guardas impressas em monocromia
exemplar com sinais de antiga humidade no bordo inferior das duas primeiras folhas; miolo limpo no geral
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Refere o cólofon que o livro foi realizado «com a colaboração da Tipografia Manuel A. Pacheco, Lda.», o que significa que toda a execução na máquina foi conduzida e supervisionada pelo chefe de oficina João Gonçalves. Podemos, assim, mesmo sem observação a conta-fios, garantir ter havido nas páginas de côr mais do que as quatro convencionais passagens de tinta, dado o peculiar método de impressão – uma transposição da técnica serigráfica para o off-set – utilizado nessa tipografia em obras que exigissem algum rigor cromático. Neste particular, a obra-prima tipográfica absoluta executada nessa empresa estamos em crer ter sido O Papel-Moeda em Portugal, com grafismo de Sebastião Rodrigues, encomenda do Banco de Portugal em 1985.
De Cargaleiro, fala-nos com acerto o escritor Vergílio Ferreira:
«[...] Eis-me aqui em face da arte de Cargaleiro [...]. E a primeira característica que de imediato me atinge, para além da sua luminosidade, é a da sua monotonia. Mas que “o génio é monótono” é já hoje um lugar-comum – e em nada, pois, isso diminui quem génio se não pretenda. E no entanto, essa monotonia faz pensar. Porque, como em toda a arte, e submersa a ela, é como se uma realidade inatingível incitasse o artista à sua perseguição, frustrada sempre, e as breves alterações fossem a estratégia de a alcançar, fossem o breve indício ou o sinal cabalístico de que essa realidade estava lá. Invencivelmente, a monotonia de Cargaleiro traz-me o eco dessa enigmática singeleza do cantar trovadoresco, quando podia decidir-se da qualidade de uma poesia pela simples alteração de um “amigo” num “amado”. Como na velha “paralelística”, que se auto-engendra indefinidamente, esta arte reinventa-se a si mesma, recriando-se no motivo que se repete. Assim ela converte o “amigo” de um azul no “amado” de um vermelho, desdobrando pelo “leixa-pren” – o “deixa-toma” – os seus quadrados e triângulos. [...]»

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As Palavras e as Coisas


MICHEL FOUCAULT
pref. Eduardo Lourenço e Vergílio Ferreira
trad. António Ramos Rosa

Lisboa, Fevereiro de 1968
Portugália Editora
1.ª edição
19,5 cm x 14,1 cm
8 págs. + LVI págs. + 504 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Uma Arqueologia das Ciências Humanas
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Questionado acerca do aparecimento da vertente obra de Michel Foucault (1926-1984), avisou-nos Jean-Paul Sartre:
«[...] O que Foucault nos apresenta é, como muito bem viu Kanters, uma geologia: a série das camadas sucessivas que formam o nosso “solo”. Cada uma destas camadas define as condições de possibilidade de um certo tipo de pensamento que triunfou durante um certo período. Mas Foucault não nos diz o que seria mais interessante, a saber, como é que cada momento é construído a partir dessas condições, nem como os homens passam de um pensamento para outro. Ser-lhe-ia necessário, para isso, fazer intervir a praxis, portanto a história, e é precisamente isso que ele recusa. É certo que a sua perspectiva permanece histórica. Ele distingue épocas, um antes e um depois. Mas substitui o cinema pela lanterna mágica, o movimento por uma sucessão de imobilidades. [...]
Para lá da história, bem entendido, é o marxismo que é visado. Trata-se de constituir uma ideologia nova, a última barragem que a burguesia pode ainda erguer contra Marx. [...]» (Fonte: Estruturalismo – Antologia de Textos Teóricos, org. Eduardo Prado Coelho, Portugália Editora, Lisboa, 1968)

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Estruturalismo


aa.vv.
org. e pref. Eduardo Prado Coelho
trad. Maria Eduarda Reis Colares, António Ramos Rosa e Eduardo Prado Coelho

Lisboa, Maio de 1968
Portugália Editora
1.ª edição
19,3 cm x 14,2 cm
8 págs. + LXXVI págs. + 420 págs.
subtítulo: Antologia de Textos Teóricos
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da Introdução à matéria, por EPC:
«[...] O “estruturalismo”, libertando-nos do peso da nossa interioridade, cúmplice talvez involuntária da opressão, da miséria e da angústia do pecado, situa-nos cruelmente no espaço onde a acção se impõe para que no limite dela se erga o riso branco da loucura. Horizonte de incêndio, nele irá adormecer em cinza o cansaço das vozes e dos corpos.»
Não deixa de ser assinalável que, em pleno Maio de 1968, os intelectuais universitários de Lisboa ainda andassem às voltas com o estruturalismo. No preciso instante em que, um pouco por todo o mundo, a juventude atirava borda fora o encarneiramento e a tolice neo-académica, Lisboa iria dar início ao longo sono ressonado num pseudo-cientifismo crítico. E serão estes protagonistas da “estrutura” que, volvidos vinte anos, acabarão a louvaminhar o triunfo das sucatas culturais amontoadas pelo pós-modernismo... Não pode dizer-se que os pensadores portugueses nossos contemporâneos, muito leves, muito frescos, não tenham feito sempre tudo para ir atrás da moda, sobretudo afrancesada... como numa alfaiataria.

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terça-feira, janeiro 12, 2016

Luz Central


ERNESTO SAMPAIO

Lisboa, 1958
[ed. Autor]
1.ª edição
21,1 cm x 21 cm
64 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Luz Central, primeiro livro do surrealista Ernesto Sampaio, surge no contexto irradiante das reuniões de um grupo frequentador do Café Gelo (1958 a 1963), em que se destacam Cesariny, Pedro Oom e António José Forte, época de que nos chegou, com carácter mais perene, a colecção de breves livros A Antologia em 1958. Todavia, nenhuma obra de Sampaio será aí incluída, colhendo este os louros da sua própria afirmação, também editorial.

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Para uma Cultura Fascinante


ERNESTO SAMPAIO

Lisboa, 1959
[ed. Autor]
1.ª edição
24,8 cm x 19,4 cm
28 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar em bom muito estado de conservação; miolo irrepreensível
165,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria de Fátima Marinho refere-se-lhe nos seguintes termos, no seu O Surrealismo em Portugal (Imprensa Nacional – Casa da Moeda, Lisboa, 1987):
«[...] texto teórico que resume os dados principais do surrealismo – Para Uma Cultura Fascinante. Neste livro, Ernesto Sampaio frisa de novo a importância dos elementos primordiais da Natureza e da sua transformação alquímica. A concepção de amor é semelhante à expressa por Breton em L’Amour Fou. A definição de teatro aponta directamente para os ensinamentos de Artaud [...]. Finalmente, Ernesto Sampaio termina com a definição ideal de poeta, que deve ter ligação com os iniciados para que possa “substituir o seu inconsciente particular pelo inconsciente colectivo”. [...]»

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Ideias Lebres


ERNESTO SAMPAIO
desenho gráfico de João Bicker

Lisboa, 1999
Fenda Edições
1.ª edição
19 cm x 12 cm
148 págs.
exemplar como novo
tiragem declarada de 750 exemplares
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de reflexões de fulcral interesse para a história do surrealismo.

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A Literatura no Estômago

JULIEN GRACQ
trad. de Ernesto Sampaio

Lisboa, s.d. [circa 1963]
A Barca Solar
1.ª edição
18 cm x 11,8 cm
56 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente e um outro (que reunia Benjamin Péret e André Breton sob a mesma capa) representam incontornável conjunto de breves livros publicados num contexto de disseminação literária do movimento surrealista em português, já no início dos anos 60 do século XX, e não referidos no catálogo Surrealismo em Portugal 1934-1952 de Perfecto E. Cuadrado / María Jesús Ávila [Museu do Chiado / Museo Extremeño e Iberoamericano de Arte Contemporáneo, Lisboa / Badajoz, 2001]. Apenas o editor da casa & etc, Vitor Silva Tavares, a propósito da Contraponto de Luiz Pacheco [ver 1 Homem Dividido Vale por 2, Biblioteca Nacional / Publicações Dom Quixote, Lisboa, 2009], relembrará essa fugaz intervenção de Ernesto Sampaio e Fernanda Barros enquanto tradutor (ele) e simultaneamente editores (ambos), incorporando VST a aventura de A Barca Solar num mais vasto exercício de agressão à saloíce nacional:
«[...] a Contraponto – paralela a aventuras como a de A Antologia em 58 do Mário Cesariny, da Barca Solar do Ernesto Sampaio, ou da Minotauro do Bruno da Ponte –, até nos seus desaires, ou talvez por via deles, deixou sequelas: porque a mais antiga, à cabeça a & etc; mas lembre-se a Afrodite, do Fernando Ribeiro de Melo; chame-se à colação a Frenesi quando frenética e a Antígona quando refractária; a Hiena, os 4 Elementos Editores, a Fenda, a Black Sun; mais perto, a Averno – cometas tracejando luz no negrume editorial. Agindo nos interstícios da engrenagem mercantil, expulsas por mérito próprio de montras publicitárias, encaram o livro tão-só como produtor de mais-valias artísticas e culturais, objecto de uma entrega que funde o risco com a projecção política, diga-se, poética – ou vice-versa, também vale. [...]»

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segunda-feira, janeiro 11, 2016

Palito Métrico e Correlativa Macarrónea Latino-Portuguesa


[JOÃO DA SILVA REBELO
ANTONIO DUARTE FERRÃO
et alli]
pref. A. G. Da Rocha Madahil

Coimbra, 1942
Oficinas da Coimbra-Editora, L.da
nova edição («de harmonia com a quarta, de 1792») da tiragem primitiva não aparada*
20,9 cm x 14,6 cm
LII págs. + 434 págs.
subtítulo: Apontoado de Versos Macarrónicos Latino-Portugueses, que alguns poetas de bom humor destilaram do alambique da cachimónia para destêrro da melancolia
exemplar estimado; miolo limpo
discreta assinatura de posse no frontispício
47,00 eur (IVA e portes incluídos)

Quem sabe da cultura sabe que esta obra trata, pela primeira vez, daquilo que veio a designar-se por “praxes académicas”; mas aborda-o de um modo jocoso que em nada acentua a obediência humilhante a uma suposta ordem hierárquica ou veterânica, outrossim vê nessa recepção dos caloiros um intervalo de traquinice. Quem sabe da cultura sabe que esta obra não se intitula Palito Métrico, título de apenas um dos seus capítulos, que conta também com muitos outros, sendo seus autores também António Serrão de Castro, Paulo Moreno Toscano, António Rodrigues Flores, Domingos Gonçalves Perdigoto, Braz Dias Codea, António Castanha Neto Rua. Quem sabe da cultura sabe também que o autor verdadeiro da Macarrónea foi o padre João da Silva Rebelo (ver Inocêncio Francisco da Silva, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo IV, Imprensa Nacional, Lisboa, 1860):
«Presbytero secular, natural do logar do Sortão, concelho do Vimieiro, proximo á villa de Alcobaça. Cursava os estudos da Universidade de Coimbra pelos annos de 1746 [...], e consta que chegára a tomar os gráus; não se sabe porém se na faculdade de Theologia, ou na de Canones. [...] É tradição que [...] falecêra pelos de 1790, pouco mais ou menos, contando para mais de 80 de edade [...].
Foi este o celebrado auctor do Palito metrico, e de outras obras, que publicadas primeiro avulsamente, e quasi todas sob o pseudonymo de Antonio Duarte Ferrão, foram depois com mais algumas de diversos auctores colligidas no volume intitulado Macarronea Latino-portugueza [...].
A primeira edição do Palito metrico foi feita pelo P. João da Silva no anno de 1746, quando frequentava ainda os estudos na Universidade. [...]»
Inocêncio considera, precisamente, a quarta impressão como «preferivel em todo o sentido ás anteriores».

* Conhecem-se alguns exemplares da mesma edição ligeiramente aparados e com uma sobrecapa a cor, esperteza comercial muitas vezes utilizada pelos editores, a fim de fazer passar nas lojas, como novo, os invendáveis amontoados nos seus armazéns.

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