segunda-feira, fevereiro 29, 2016

Patria



GUERRA JUNQUEIRO

s.l., 1896
s.i. [também não indica tipografia] [ed. Autor ?]
1.ª edição
20,7 cm x 14,2 cm
188 págs. + XXVIII págs.
encadernação modesta de amador com elegantes vinhetas e lettering gravados a ouro na lombada
aparado e sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no canto superior esquerdo da folha de ante-rosto
140,00 eur (IVA e portes incluídos)

António José Saraiva e Óscar Lopes, na sua História da Literatura Portuguesa (15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989), apontam esta fase poética de Junqueiro como o ponto charneira na abordagem do real:
«[...] A nebulosidade [da sua] ideologia anticlerical permitia que, entretanto, prosseguisse até à crise política de 1890 a sua carreira de deputado monárquico, gravitando na órbita de Oliveira Martins e na do grupo de literatos e aristocratas dos Vencidos da Vida.
Com o Ultimato assiste-se, porém, à sua rotura com Martins e à passagem para as fileiras republicanas. Datam de 91 Finis Patriæ e Canção [sic] do Ódio, violentas sátiras à dinastia brigantina e à Inglaterra, das quais ainda é sequência Pátria (1896), poema já, no entanto, repassado de um patriotismo elegíaco a condizer com as tendências saudosistas do tempo. [...]»

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Patria



GUERRA JUNQUEIRO

Porto, 1896
Livraria Chardron
2.ª edição
19 cm x 12,6 cm
232 págs.
encadernação em meia-francesa gravada a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
sem capas de brochura
exemplar estimado, ligeiras esfoladelas na encadernação; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse de Chaves de Almeida no ante-rosto, ex-libris do mesmo no verso da pasta posterior
ex-libris de Vergílio Correia na primeira folha-de-guarda
colado no verso da pasta anterior ostenta o recorte da notícia num jornal de época exprimindo a vontade de Guerra Junqueiro ver erguida em Paris uma estátua a Luís de Camões
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Finis Patriæ



GUERRA JUNQUEIRO

Porto, s.d.
Livraria Chardron, de Lelo & Irmão, editores
4.ª edição
20,5 cm x 13,4 cm
XII págs. + 52 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Evocação de Guerra Junqueiro


JOÃO DE BARROS

Rio de Janeiro / Lisboa, s.d. [circa 1950]
Livraria Editora da Casa do Estudante do Brasil
1.ª edição
15,9 cm x 11,9 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
composto manualmente em elzevir
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leitura panorâmica da vasta obra de Junqueiro, mas leitura de acerto. Uma passagem:
«[...] entre o Junqueiro da Morte de D. João, da A Velhice do Padre Eterno e o de Os Simples, da Pátria e das Orações. Não há, a meu ver, porém, nenhuma discontinuidade. Sempre o amor da Justiça e da Liberdade o guiou, sempre um idealismo superior o inspirou. “Muitos outros poetas”, explica ele no final da Morte de D. João, “têm cantado D. João, mas todos eles num ponto de vista contrário ao meu. Prestigiam-no, engrandecem-no, e quando, no fim duma vida impunemente devassa, se torna necessário castigá-lo, então abrem-se as gargantas do inferno e sorvem o condenado. Para um malandro é épico demais. Eu segui um caminho diferente. D. João, na sua qualidade de parasita, morre como deve morrer: de fome. Quem não trabalha não tem direito à vida. Apelar para a Justiça de Deus, como no quinto acto dos dramas morais, é o supremo cinismo, porque é negar a justiça dos homens, mostrando que a sociedade é impotente para castigar os culpados.”
Esta preocupação, não de negar a justiça de Deus mas de querer também a justiça dos homens que, subentende-se, é uma das altas manifestações da dignidade humana, com ela deparamos também na «Nota» de A Velhice do Padre Eterno [...].»

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Oração ao raio... que o parta


JOSÉ DE ANZOES

Porto, 1904
Livraria Santos
2.ª edição
22,7 cm x 17,2 cm
8 págs.
subtítulo: As Orações de Guerra Junqueiro juguladas pela celebre satyra de [...]
exemplar estimado, restauro no canto inferior direito da capa; miolo limpo
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de José Coelho
peça de colecção
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo do poeta portuense Manuel de Moura, cuja verrina se fez no convívio com Camilo Castelo Branco, Sampaio Bruno e Basílio Teles (ver Adriano da Guerra Andrade, Dicionário de Pseudónimos e Iniciais de Escritores Portugueses, Biblioteca Nacional, Lisboa, 1999; e Dicionário Cronológico de Autores Portugueses, vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990). Fundador do jornal literário Rosicler, esteve também ligado a um outro importante periódico de artes e literatura, A Instrução Moderna. No vertente panfleto poético, as orações de Junqueiro são ferozmente satirizadas.

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domingo, fevereiro 28, 2016

Andam Faunos pelos Bosques



AQUILINO RIBEIRO
[capa de Abel Manta]

Paris / Lisboa, 1926
Livrarias Aillaud e Bertrand
1.ª edição (5.º milheiro)
18,8 cm x 12,3 cm
XVI págs. + 330 págs.
encadernação editorial em tela encerada com gravação a ouro e relevo seco nas pastas e na lombada
conserva a capa anterior de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
autenticado com o sinete do Autor
carimbo de posse no ante-rosto e ex-libris de Carlos J. Vieira no verso da pasta anterior
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto de abertura ao estilo de longa carta a Brito Camacho, em que justifica a dedicatória da obra e dá pequenas achegas pelo conteúdo que na leitura se verá, ou como ele diz, num estilo inconfundível:
«[...] neste livro, os abades não são mais que um acidente; a personagem central é o génio da espécie. Ás almas santas, aos censores que me acoimam de cronista encartado de clérigos como Camilo de brasileiros, direi que são estes os últimos e irrevogáveis do meu guinhol. [...]
[...] se não temesse a pedantaria, aqui deixava a frase heróica e imoderada: fecha com êste trabalho o meu primeiro ciclo. [...]
Vou descer à urbs, depondo a pena que a crítica suficiente qualificou de regionalista. [...]»
E desceu realmente à cidade: no ano seguinte «Vive em Santo Amaro de Oeiras, passando o tempo entre as obrigações da Biblioteca, e o trabalho da sua obra. Implicado na revolta contra a Ditadura Militar, que eclodiu no Porto a 3, e em Lisboa a 7 de Fevereiro deste ano [1927], foge à perseguição policial, abala para a Beira Alta, e segue nesse mesmo ano para Paris – “E lá fui de mala aviada, a caminho do meu segundo exílio!” Nesta cidade, vive cerca de um ano. Foi então demitido do seu lugar da Biblioteca Nacional. Em fins deste ano, regressa clandestinamente a Portugal e acolhe-se à Soutosa [...]» (ver Manuel Mendes, Aquilino Ribeiro, Editora Arcádia Limitada, Lisboa, 1960).

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É a Guerra


AQUILINO RIBEIRO

Lisboa, s.d. [1934]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19,1 cm x 12,9 cm
304 págs.
subtítulo: Diário
exemplar envelhecido e muito manuseado mas aceitável; miolo limpo
sinete do autor na pág. 6
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do texto de abertura que o Autor, em Maio de 1934, dirige a António Gomes Mota:
«[...] A Alemanha que procede de Versalhes é dos tais vencidos a que deixaram os olhos para poder chorar. Retalharam-na, empobreceram-na, humilharam-na, quando a boa política seria apenas arrancar-lhe unhas e dentes, que tão assanhadamente arranharam e morderam, para que cêdo, um meio século, não ousasse recomeçar.
[...] a Alemanha derivou para inimiga figadal do género humano. Em Versalhes não se pretendeu estabelecer a verdadeira concórdia entre as nações, mas sim dar satisfação aos ódios triunfantes. É explicável. Mas deixassem, ao menos, criar ossatura à nascente democracia alemã, chorona e paz de alma. Ao contrário, a mísera veio disforme à luz e morreu de consumpção chupada pelos vampiros francês e britânico com seus acólitos. Hitler desabrochou do nateiro de miséria, de opressão, de vexame, de rancor reprimido como flor onde menos se espera, miraculosamente, por conjura do vento, húmus e sol. Aí teem Átila II. Por agora está a forjar o gládio; quando o tiver forjado, brandi-lo-á com fúria sôbre a Europa espavorida e nada saberá resistir-lhe. É fatal. [...]»
A continuação desta linha de pensamento e análise da história então recente, num inconfundível estilo de reportagem, prolongar-se-á pelo volume do ano seguinte, Alemanha Ensanguentada.

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Entre Duas Memórias


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Fernando Felgueiras
grafismo de A. Cortês Pinto

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,2 cm x 11,1 cm
80 págs. + postal-encarte editorial
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve obra-prima da poesia portuguesa. Neste livro, tal como no anterior (Micropaisagem), Carlos de Oliveira – autor ligado ao melhor do neo-realismo – elevava a sua poesia “de combate” («Não há machado que corte a raiz ao pensamento», etc.) a um nível tão duramente objectivo que não pactuava com a literatura salvífica para o povo. A via literária foi a da aproximação microscópica ao motivo, experiência que, após a poesia, com sucesso irá levar a cabo no seu último livro de prosa, Finisterra. Aliás, toda a sua obra, revista até à exaustão em sucessivas edições melhoradas, vinha caminhando para esta depuração. O neo-realismo, esse, teve que ir alhures à procura de novos “amanhãs cantantes”.

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Poesias (1945-1960)


CARLOS DE OLIVEIRA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1962
Portugália Editora
1.ª edição [única]
20,3 cm x 14 cm
180 págs.
composto manualmente e impresso sobre papel superior avergoado
exemplar em bom estado de conservação, lombada oxidada pela contínua presença da luz; miolo irrepreensível
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião revista dos primeiros livros de versos do escritor, cobrindo um período de década e meia. Para além da invulgar excelência do trabalho o poeta – a quem se deve a mais radical revisão de um neo-realismo que, em português, foi sempre óbvio –, temos na vertente peça tipográfica o sóbrio e modelar exemplo de como deve ser paginado um livro de poemas. A Tipografia Ideal, sita à Calçada de São Francisco em Lisboa, teve no seu operário compositor tipográfico João Apolinário Ramos a mão-de-obra justa e perfeita para a sua realização.

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sábado, fevereiro 27, 2016

Alma Nacional



Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
34 fascículos (colecção completa, com as respectivas capilhas)
28,6 cm x 21 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 folha dupla (desenho de Francisco Valença) inserida entre as págs. 152-153
acabamento dos fascículos com um ponto em arame
exemplares alguns um pouco envelhecidos mas aceitáveis, por vezes com repasses de tinta das capilhas para as primeiras ou últimas folhas dos fascículos, ferrugem nos agrafos; miolo no geral limpo
acondicionados num elegante estojo próprio de fabrico recente
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico republicano de referência, cultural e doutrinário, indispensável ao estudo e compreensão históricos da primeira década do século XX português, e nomeadamente a génese e a implantação da República.
Colaboração, entre outros, de Guerra Junqueiro, Basílio Teles, Teófilo Braga, Agostinho Lemos, Miguel Bombarda, Teixeira de Queirós, Tomás da Fonseca, Raul Proença, Manuel de Sousa Pinto, Aquilino Ribeiro, etc., para além de vastíssima intervenção escrita do próprio António José de Almeida.

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Alma Nacional


Lisboa, 10 de Fevereiro a 29 de Setembro de 1910
dir. Antonio José d’Almeida
colecção completa (34 números)
26,7 cm x 19,5 cm
544 págs. (numeração contínua) + 1 desdobrável (desenho de Francisco Valença) inserido entre as págs. 152-153 (outro desenho de Valença surge impresso no corpo da revista a págs. 184-185)
encadernação recente modesta de amador em sintético, lombada com rótulos e discretos ferros a ouro
exemplar estimado, com pequena falha de papel nas últimas três linhas de texto na pág. 213 e restauros sem afectar o texto nas págs. 1-2 e 199-200; miolo muito limpo
sem as capilhas de protecção dos fascículos
dedicatória de Francisco Almeida Henriques e António Paulo Cordeiro na pág. 321
240,00 eur (IVA e portes incluídos )


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terça-feira, fevereiro 23, 2016

Aguarelas de Lisboa


JOSÉ DIAS SANCHES

Lisboa, 1942
Grupo «Amigos de Lisboa»
1.ª edição
26,6 cm x 20,1 cm
24 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o próprio autor, trata-se aqui de «[...] uma despretenciosa palestra sôbre alguns motivos do passado [...]». Começa, pois, a sua intervenção pública com a descrição de uma caçada real setecentista na Tapada da Ajuda, passando logo à notícia de várias procissões, porque as «[...] procissões efectuadas em Lisboa desde a conquista da cidade aos mouros até fins do século XVIII, são preciosos motivos para uma reconstitüição do passado. || Nas procissões estudamos os trajos, os usos, os costumes, os ritos, as pragmáticas, em suma, comparamos as épocas. [...]» E sempre tendo em vista essa busca do passado que fez de nós o que somos no presente, Dias Sanches segue descrevendo a vida nos mercados locais: «[...] É nas ruas da cidade que continuamos a pintar as aguarelas de lisboetas. || É nas ruas que copiamos a vida regional, vida popular, aquela vida que se agita como nervos duma terra que trabalha de sol a sol. || As feiras de Lisboa são belos modelos, são óptimos motivos para hoje reconstituirmos, como admiráveis quadros bairristas, a-pesar dos escassos informes da sua história nos impedirem uma visibilidade lucida e definida. [...]»

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sábado, fevereiro 20, 2016

26 Anos na União Soviética – Notas de Exílio do “Chico da C.U.F.”


FRANCISCO FERREIRA
prefácio de José Augusto Seabra
capa de Henrique Manuel

Lisboa, 1975
Edições Afrodite / Fernando Ribeiro de Mello
1.ª edição
20,9 cm x 15 cm
344 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A publicação destas memórias, numa editora antifascista das mais combativas, insere-se num contexto de desafio ao poder então vigente do Partido Comunista Português – e mesmo das forças de esquerda em geral –, o que levou a cegueira do até aí prestigiado editor à inclusão do Mein Kampf no seu catálogo, documento de referência nazi e anti-semita (se para convertido à causa do outro seria pouco, para declarado anticomunista primário foi muito).

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História do Feio


UMBERTO ECO, dir.
trad. António Maia da Rocha

Miraflores, 2007
Difel – Difusão Cultural, S.A.
1.ª edição
24,1 cm x 17,7 cm
456 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial em tela encerada com gravação a seco na lombada, sobrecapa polícroma com verniz localizado no lettering
exemplar como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Biblioteca


UMBERTO ECO
trad. Maria Luísa Rodrigues de Freitas
grafismo de Rogério Petinga

Lisboa, 1987
Difel – Difusão Editorial, Lda.
1.ª edição
19 cm x 12,1 cm
48 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota da tradutora na contracapa:
«Santuário da cultura, relicário cioso e protector do pensamento humano, baluarte sacrossanto da civilização, grande cloaca do conhecimento, deve a biblioteca ser uma torre de marfim onde o livro é preservado da passagem dos séculos e das mãos dos homens ou abrir-se como um fruto maduro aos seus olhos, à sua inteligência e à sua cobiça?
[...] Que iremos nós ler nas próximas décadas? Que função terá a biblioteca no futuro?
Eis algumas das questões sobre as quais Umberto Eco reflecte [...].»

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quinta-feira, fevereiro 18, 2016

Exposição Internacional Surrealismo e Pintura Fantástica [catálogo]


MÁRIO CESARINY, org.
grafismo de Garizo do Carmo

Lisboa, Dezembro de 1984
Teatro Ibérico
1.ª edição [única]
29,7 cm x 21 cm
148 págs.
subtítulo: Com a participação do Movimento «Phases»
profusamente ilustrado
tiragem declarada de 1.000 exemplares
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
sem a sobrecapa em polyester
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Era o ano da concretização do profetismo negro de George Orwell. Tudo sob rigorosa vigilância. Saía-se do protectorado de Deus para o acompanhamento dos cidadãos via Câmara Oculta. Isto nos países onde a tecnologia de ponta pontificava. Em Portugal, não: apenas começávamos a ver os lugares públicos invadidos de serviços de segurança, os antigos contínuos substituídos por ex-militares ou para-militares ou lá o que sejam! Deus, por seu turno, em Portugal não havia perdido os seus altares... E foi precisamente cobrindo de alto a baixo o altar de uma igreja em Xabregas, onde o dito Teatro Ibérico sediava, que Mário Cesariny fez dependurar a vermelho e negro a bandeira libertária. Quiseram, então, os próprios anfitriões, fechar a loja; e a exposição esteve até para ir em trânsito para a Sociedade Nacional de Belas Artes...
O sururu, pondo tal censura a ridículo, acabou por conter os intentos. Gerando muito repúdio e indignação. Aliás como é de hábito, em Portugal.
O catálogo que nos chega hoje, é substancialmente importante nas imagens, mas sobretudo nos textos coligidos. Constitui o melhor complemento à antologia organizada pelo mesmo Cesariny, na década anterior, de seu notável nome Textos de Afirmação e de Combate do Movimento Surrealista Mundial (Perspectivas & Realidades, Lisboa, 1977).

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Erro Próprio [seguido de Operação do Sol e de Alguns Personagens]


ANTÓNIO MARIA LISBOA
prefácio de Mário Cesariny de Vasconcelos

Lisboa, 1962
Guimarães Editores
1.ª edição [nesta forma reunida]
18,4 cm x 11,3 cm
96 págs.
exemplar em bom estado de conservação
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

O “prefácio” de Cesariny é, na realidade, a reedição do texto de uma folha-volante distribuída em Maio de 1958, Autoridade e Liberdade São Uma e a Mesma Coisa, em resposta ao lema salazarista «liberdade suficiente – autoridade necessária».
Eis, pois, o mais alto valor do surrealismo em português. Se um manifesto dessa corrente vivencial existiu por cá, pode considerar-se-lo no verbo activo de Erro Próprio. A força poética de António Maria Lisboa, em 1977, aquando da reunião da sua Poesia num único volume, levada a cabo uma vez mais por Mário Cesariny, ainda fazia estragos entre os próceres da “democracia” nascente: não apenas o “director” da colecção que acolheu o livro – o obtuso e limitado E. M. de Melo e Castro –, mas também o editor!... (não se sabe se o Assírio, se o Alvim), fizeram imprimir junto com a ficha técnica notas em que, cada qual à sua triste figura, enjeitam a edição.

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Grifo



aa.vv.

s.l. [Lisboa], 1970
ed. Autores / distribuição Quadrante
1.ª edição [única]
22 cm x 16,5 cm
208 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do artista plástico Carlos Barroco
PEÇA DE COLECÇÃO
155,00 eur (IVA e portes incluídos)

Colectânea de intervenções surrealistas (umas mais, outras menos: poesia, prosa, desenho, dramaturgia) – seguindo o modelo pioneiro de Mário Cesariny com Surrealismo Abjeccionismo (Minotauro, Lisboa, 1963) –, inclui inéditos de António Barahona da Fonseca, António José Forte (a sua homenagem ao Maio de 68 na pessoa do anarquista Daniel Cohn-Bendit), Eduardo Valente da Fonseca, Ernesto Sampaio, João Rodrigues, Manuel de Castro, Maria Helena Barreiro, Pedro Oom, Ricarte-Dácio, Virgílio Martinho e, tudo orquestrando graficamente, Vitor Silva Tavares (que repetirá a fórmula no Inverno 1973-1974 com o, igualmente magnífico volume colectivo de combate, Coisas, na & etc). O vertente, então alvo de buscas policiais, circulou clandestinamente de mão em mão, vendido pelos diversos autores nos cafés, nos bares, nas redacções da resistência... Para a sua capa, chamou recentemente as atenções Pedro Piedade Marques na página electrónica Montag – By their covers: «[...] denota um olho atento do editor / grafista Vítor Silva Tavares ao que de melhor vinha de França, no caso o alfabeto criado por Roman Cieslewicz para o Guide de la Fance Mysterieuse das edições Tchou, em 1964».

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quarta-feira, fevereiro 17, 2016

Opusculo de Tactica Elementar, ou o Desenvolvimento das Evoluções, Manobras, e outros exercicios, consignados na 3.ª parte do Regulamento da Infanteria de Linha publicado em 1841




F. M. M. DA CRUZ SOBRAL

Porto, 1845
Typographia da Rua Formosa n.º 243
1.ª edição
19,9 cm x 12,6 cm
156 págs. + 4 desdobráveis em extra-texto
ilustrado
encadernação coeva em meia-inglesa modesta mas com elegantes ferros a ouro na lombada
pouco aparado
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo, papel sonante
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 14, 2016

Na Pista do Marfim e da Morte


FERREIRA DA COSTA
capa e ilust. Manuel Roiz Ribeiro [Manuel Ribeiro de Pavia]

Porto,1944
Editôra Educação Nacional, L.da
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
488 págs.
subtítulo: Reportagens Africanas Vividas e Escritas
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
é o n.º 24 da tiragem especial de 100 exemplares numerados e assinados pelo Autor
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Elementos Informativos Sobre o Distrito do Cuanza Sul



GOVERNO DO DISTRITO DO CUANZA SUL

s.l. [Novo Redondo], 1970
Governo do Distrito do Cuanza Sul (Sintel [tip.] – Luanda) / Edição da Comissão Municipal de Turismo de Novo Redondo [postais]
[1.ª edição]
19,7 cm x 15 cm
112 págs. + 1 folha destacada (mapa) + 11 postais ilustrados
brochura profusamente ilustrada
acondicionados num estojo editorial em sintético gravado a ouro na pasta anterior e nas seixas, inclui um lápis
exemplar como novo
80,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, fevereiro 12, 2016

Modernos Poetas Cabo-verdianos


JAIME DE FIGUEIREDO, org. antol.

Praia (Cabo Verde), 1961
Edições Henriquinas – Achamento de Cabo Verde
1.ª edição [única]
23,4 cm x 16,4 cm
XLII págs. + 200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo e assinatura de posse no verso da cortina do texto de abertura
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

São antologiados e sucintamente biografados os poetas ilhéus Jorge Barbosa, Manuel Lopes, Osvaldo Alcantara, Pedro Corsino Azevedo, António Nunes, Aguinaldo Fonseca, Guilherme Rocheteau, Nuno Miranda, Arnaldo França, Tomaz Martins, Yolanda Morazzo, Ovídio Martins, Virgínio Nobre de Melo, Gabriel Mariano, Terêncio Anahory, Corsino Fortes, Jorge Pedro Barbosa, Onésimo Silveira, João Vário e António Mendes Cardozo.

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Antologia da Ficção Cabo-Verdiana Contemporânea


BALTASAR LOPES, org.
pref. Manuel Ferreira e António Aurélio Gonçalves

Praia (Cabo Verde), 1960
Edições Henriquinas – Achamento de Cabo Verde
1.ª edição
23,8 cm x 16,2 cm
XXXII págs. + 432 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

São antologiados textos dos escritores António Aurélio Gonçalves, Baltasar Lopes, Francisco Lopes, Gabriel Mariano, Henrique Teixeira de Sousa, Jorge Barbosa, Manuel Lopes, Pedro Duarte e Virgílio Pires. Houve o cuidado, para cada autor, de elaborar pequenas notas biobibliográficas, que melhor nos ajudam a contextualizar um imaginário regional particularmente rico.

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quinta-feira, fevereiro 11, 2016

Documentos para a Historia da Typographia Portugueza nos Seculos XVI e XVII



[VENÂNCIO DESLANDES]

Lisboa, 1881-1882
Imprensa Nacional
1.ª edição
2 partes enc. em 1 volume (completo)
24,2 cm x 18 cm
[8 págs. (não num.) + 96 págs. + 6 folhas em extra-texto] + [8 págs. (não num.) + 168 págs. + 1 folha em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto]
impresso sobre papel de linho
encadernação luxuosa em meia-francesa com cantos em pele gravada a ouro nas pastas e na lombada
não aparado
conserva todas as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
410,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da autoria da vertente obra dá notícia Brito Aranha (Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo XIX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1908):
«Venancio Augusto Deslandes, natural de Lisboa, nasceu em 22 de dezembro 1829. Bacharel formado em philosophia e medicina pela Universidade de Coimbra. [...] [foi] medico do hospital de S. José e depois nomeado director de enfermaria, indo desempenhar estas funcções por algum tempo na enfermaria do hospital Estephania. Desde 1878 é administrador geral da Imprensa Nacional de Lisboa, tendo saido por vezes para o estrangeiro em commissões de estudo para desenvolvimento e progresso dos trabalhos do importante estabelecimento confiado á sua superior gerencia. [...]
O conselheiro Venancio Deslandes pertence, em linha recta, aos antigos e afamados impressores Deslandes, que teem o seu nome lisonjeiramente ligado á historia da imprensa em Portugal desde o seculo XVII, como se vê das provas mandadas imprimir pelo seu quarto neto, sob o titulo Documentos para a historia da typographia portugueza nos seculos XVI e XVII, de que possuo dois interessantissimos fasciculos saidos nitidamente, em papel de linho, dos prelos da Imprensa nacional em 1881 e 1882. Foram dados á luz sem o nome do conselheiro Deslandes. [...]»

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Normalização dos Papéis



Lisboa, 1960
Imprensa Nacional de Lisboa
1.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
20 págs. + 2 folhas desdobráveis de grande formato em extra-texto
subtítulo: Divulgação dos formatos normalizados
impresso sobre papel avergoado
exemplar bem conservado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do conjunto de normas de corte industrial, que o governo fez entrar em vigor a 1 de Janeiro de 1961, visando a economia de meios, a saber:
«[...] A normalização tem por fim simplificar, ordenar e economizar tanto no que diz respeito às operações do fabrico como à transformação e ao consumo.
Da normalização dos formatos de papéis resulta:
Redução ao mínimo dos desperdícios (aparas);
Embaratecimento do produto devido ao reduzido número de formatos, o que permite o fabrico de grandes quantidades do mesmo papel com um menor número de paragens de máquina;
Menor número de séries de formatos em stock, o que facilita os armazenistas, as tipografias e o próprio consumidor;
Redução do número de tipos de classificadores, de armários, gavetas, capas, etc., o que representa grande economia de espaço e maior comodidade;
Simplificação do empacotamento e seu transporte. [...]»

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A Tipografia Portuguesa no Século XVI


ALBINO FORJAZ DE SAMPAIO

Lisboa, 1932
Emprêsa Nacional de Publicidade
1.ª edição
trilingue (português / francês / inglês)
15,5 cm x 11,6 cm
LII págs. + 48 págs.
profusamente ilustrado
gravuras impressas sobre papel superior, algumas a duas cores
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Breve voluminho para difundir a história da nobre arte da imprimissão. O seu autor, poeta e ensaísta, que foi também director da antiga Biblioteca Nacional, legou-nos múltiplas e importantes obras deste teor, tais como a Colecção Patrícia ou a História da Literatura Portuguesa Ilustrada (extensa esta última, revelando um Autor de notável profundidade erudita).

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Pequena História da Imprensa Portuguesa


ROCHA MARTINS

Lisboa, 1941
Editorial «Inquérito», Ld.ª
1.ª edição
18,8 cm x 12,3 cm
120 págs.
exemplar estimado; miolo por abrir
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)


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Manual del Operador Fotograbador


L. VILLEMAIRE
trad. J. M. Llovet
pref. Charles Féry
apêndice de Juan Oller Xaus

Barcelona, 1946
José Montesó – Editor
2.ª edição
texto em castelhano
22,3 cm x 15,8 cm
280 págs.
subtítulo: Ampliada con un Apéndice sobre impresión de fotograbados en minerva, máquina plana y rotativa, fotolito offset, huecograbado y fototipia
profusamente ilustrado
encadernação editorial em tela gravada a negro na pasta anterior e na lombada, com sobrecapa polícroma
exemplar estimado; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Manual of Illumination on Paper and Vellum [junto com] Winsor & Newton’s List of Colours and Materials for Water Colour Painting, Pencil Drawing, &c.



J. [JOHN] W. [WILLIAM] BRADLEY
T. [THOMAS] G. GOODWIN
J. J. Laing, rev., ampl. e notas

Londres, 1879 e s.d.
Winsor and Newton (ambos)
23.ª edição e 1.ª edição
2 livros enc. 1 volume
18,6 cm x 13 cm
[2 págs. + VI págs. + 80 págs.*] + 56 págs.
texto em inglês
ilustrados
encadernação de fantasia inteira em pano com rótulo gravado a ouro na lombada, com o selo da oficina do encadernador Carmelita
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse de Cândido Xavier da Costa e assinatura de posse do historiador Isaías da Rosa Pereira
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência entre os antiquários cultos. É simultaneamente um guia de identificação de estilos e um repositório de técnicas e utensílios.

* Com falta da segunda parte do Apêndice na primeira obra, referente às notas («Practical Notes») de Laing.

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quarta-feira, fevereiro 10, 2016

Tratado de Versificação Portuguesa


AMORIM DE CARVALHO
capa de Vítor Simões

Lisboa, Agosto de 1974
Edições 70
3.ª edição
21 cm x 14,2 cm
184 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
subtítulo: Teoria Moderna da Versificação
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, fevereiro 07, 2016

Terras de Hespanha


ALFREDO MESQUITA

Lisboa, 1898
Livraria de Antonio Maria Pereira
1.ª edição
19,3 cm x 12,9 cm
8 págs. + 224 págs.
encadernação editorial em tela com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Jornalista açoreano, Alfredo Mesquita (1871-1931), também autor de Memórias de um Fura-Vidas, foi «[...] secretário da Liga Naval e, mais tarde, da Biblioteca da Marinha. Foi também secretário da Associação dos Jornalistas e Homens de Letras de Lisboa e nesta qualidade participou em vários congressos da imprensa no estrangeiro. Após a implantação da República, e por influência de João Chagas, de quem foi amigo, Alfredo Mesquita entrou na carreira diplomática, exercendo funções consulares em Orense, Istambul e Roma de 1911 a 1919 e de secretário da Legação Portuguesa em Paris de 1919 a 1922, deixando-se ficar, depois, naquela cidade até ao fim dos seus dias.
[...] A crónica jornalística, em que se estreou ainda adolescente [...] era o campo literário que melhor quadrava ao seu génio e à sua expressão fluente e ágil e em que logo alcançou notoriedade, tornando-se, no seu género, um dos mais brilhantes jornalistas do fim do século XIX – começos do século XX. [...]»

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Barcelona


CAMILO JOSE CELA
ilust. Federico Lloveras

Barcelona, 1975
Editorial Noguer, S.A.
2.ª edição
texto em castelhano
24,5 cm x 17 cm
88 págs.
subtítulo: Calidoscopio callejero, marítimo y campestre de C. J. C. para el reino y ultramar, II
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel de gramagem superior
encadernação editorial com gravação a ouro na lombada e sobrecapa polícroma
exemplar como novo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Descrição “romântica” e intelectual de uma Barcelona que naquela época franquista (1970), na área urbana, já começava a ficar escondida por baixo do que nos anos 80 veio a designar-se por movida, e que mais não passou do que o triunfo passageiro da boémia nocturna, com as classes média e alta, subitamente instigadas pelos bancos ao esbanjamento no consumo fútil, a conviver alegremente com os estratos sociais mais baixos, o lumpen inclusive, e a servir-se destes também no ócio. É óbvio que o académico José Cela, por estranheza e distância, a isto nunca poderia referir-se. Será o cineasta Pedro Almodovar quem, à sua maneira espalhafatosa, sarcástica e sensual, irá registar o melhor retrato de uma Espanha pós-franquista, cujas cidades mais populosas, Madrid e Barcelona, desde sempre cosmopolitas, se despiam à luz crua de holofotes e néon. O livro de José Cela é, por isso, um bom roteiro daquilo que foi lançado no esquecimento, uma visão culta dos lugares, antes de ali se instalarem, com armas e bagagens, os protagonistas das alamedas da toxicodependência, da prostituição e da falta de senso comum.

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Os Vellos Non Deben de Namorarse


ALFONSO R. CASTELAO
capa de Xohan Ledo
ilust. Autor

Vigo, 1953
Editorial Galaxia, S. A.
1.ª edição
texto em galego
22,5 cm x 16 cm
88 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prologo e un epilogo
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável, capa com restauros; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritor nacionalista galego, Alfonso Daniel Rodriguez Castelao (1886-1950) sempre defendeu a ideia de uma ibéria federalista, mas em que a Galiza, dadas as afinidades de ambos os povos, linguísticas até, deveria progressivamente fundir-se com Portugal. No vertente livro, escrito nos anos 40 mas só publicado postumamente, estamos perante uma das mais populares peças de teatro galego.

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Os Vellos Non Deben de Namorarse



ALFONSO R. CASTELAO
[capa de Xohan Ledo]
ilust. Autor

Vigo, 1968
Editorial Galaxia
2.ª edição
texto em galego
20,4 cm x 13,9 cm
116 págs.
subtítulo: Farsa en tres actos con un prólogo e un epílogo
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quinta-feira, fevereiro 04, 2016

The Tourist in Spain and Morocco [fore-edge painting]





THOMAS ROSCOE
ilust. David Roberts

Londres / Paris, 1838
Robert Jennings and Co. / Fisher, Fils, et Cie
1.ª edição
texto em inglês
20,2 cm x 13,2 cm
2 págs. + XII págs. + 294 págs. + 21 folhas em extra-texto
ilustrado
encadernação editorial inteira em pele gravada a seco nas pastas e a ouro na lombada
corte das folhas dourado protegendo duas elegantes pinturas à mão (fore-edge paintings) visíveis apenas com o volume aberto e o miolo posicionado em bisel
exemplar estimado, lombada um pouco gasta; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
INVULGAR PEÇA DE COLECÇÃO*
1.000,00 eur (IVA e portes incluídos)

Thomas Roscoe (1791-1871), escritor inglês, foi poeta e prolífico repórter de viagens.

* Se as fore-edge paintings são por si raras peças gráficas, redobradamente o são como no vertente caso, em que foram desenhados dois motivos distintos no mesmo corte frontal das folhas.

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Tractatus Contra Madianitas et Ismaelitas


JUAN DE TORQUEMADA
pref. e notas de Nicolas Lopez Martinez e de Vicente Proaño Gil

Burgos, 1957
Publicaciones del Seminario Metropolitano de Burgos
s.i.
texto em castelhano
24,3 cm x 17,5 cm
152 págs.
subtítulo: Defensa de los Judios Conversos
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Opúsculo escrito pelo cardeal Torquemada (1388-1468) a propósito da revolta popular de Toledo em 1449, «[...] a raíz de la cual se discuten algunos de los más importantes derechos sociales de los conversos del judaísmo [...]». Não sendo o único texto versando então tal matéria, é seguramente – segundo os compiladores – o mais importante, dada a cultura e o estatuto do seu autor.

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L’Espagne



DORÉ OGRIZEK
Suzanne Chantal
et alli
pref. Joseph Peyré
ilust. Beuville, A. Brenet, Paulo Ferreira, Lorenzo Goñi, Jacques Liozu, Pierre Noël, Marianne Peretti e R. de Villepreux

Paris, 1951 [aliás, 1952]
Éditions Odé
1.ª edição
texto em francês
17,3 cm x 12,5 cm
416 págs.
profusamente ilustrado a cor
encadernação editorial com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
folhas-de-guarda impressas em policromia
com falta da sobrecapa
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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