quinta-feira, março 31, 2016

Manual Hidrológico de Portugal


ASCENSÃO CONTREIRAS
capa de João Carlos Celestino Gomes

Lisboa, 1951
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
26,1 cm x 19,2 cm
16 págs. (anunciantes) + 76 págs. + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar como novo, por abrir
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência, em que o autor enumera todas as estações termais, no continente e nas colónias, assim como as suas propriedades terapêuticas, classificação química, localização e tipo de instalações.

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quarta-feira, março 30, 2016

Inventário do casco, aparelhos, e mais utensilios assim de uso como de sobrecellentes da Real Escuna de Sua Magestade [o Senhor D. Miguel I. Rei de Portugal e dos Algarves, &c.] a qual o mesmo Augusto Senhor mandou riscar [...] [junto com] Descripção historica das figuras allegoricas mithologicas de que se compõe o baixo relevo que orna o exterior do Real e naval vaso denominado Real Escuna o qual [Sua Magestade Fidelissima o Senhor D. Miguel I. Rei de Portugal e dos Algarves, &c.] mandou riscar [...]




MANUEL LUIZ DOS SANTOS

Lisboa, 1832
Na Impressão Regia
1.ª edição (ambos)
2 folhetos enc. em 1 volume
18,7 cm x 13,9 cm
72 págs. + 14 págs.
encadernação recente inteira em tela com rótulo colado na pasta anterior
aparado somente à cabeça
sem capas de brochura (?)
exemplares estimados; miolo no geral limpo
ambas as folhas-de-rosto foram censuradas tendo na época sido rasgado o nome de D. Miguel e mais tarde acrescentado de novo em remendos redigidos a tinta
peça de colecção dada a sua raridade
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o Portugal – Diccionario Historico, Chorographico, Biographico, Bibliographico, Heraldico Numismatico e Artistico, de Esteves Pereira e Guilherme Rodrigues (vol. VI, João Romano Torres & C.ª – Editores, Lisboa, 1912), Manuel Luís dos Santos foi «Engenheiro constructor do Arsenal de Marinha. Era homem de merecimento, e foi quem construiu a nau Rainha. Tendo, porém, seguido o partido de D. Miguel, foi exonerado em 1833. [...] Parece que Manuel Luiz dos Santos foi readmittido no Arsenal, ou pelo menos continuou a occupar-se de construcções navaes [...]. Fal. em 1870, pouco mais ou menos.»

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segunda-feira, março 28, 2016

A Doceira Familiar


CLARA T. COSTA

Lisboa, s.d.
Emprêsa Literária Universal
6.ª edição («revista e aumentada»)
19,5 cm x 13,7 cm
96 págs.
subtítulo: Metodo pratico de fazer dôces, pudins, sorvetes, compotas, etc., etc.
exemplar estimado; miolo um pouco manchado nas primeiras seis folhas
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Esteio dos Fracos


Porto, 1902
Pilulas Pink
1.ª edição
19,3 cm x 13,7 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um breve almanaque editado pelo fabricante James Cassels do Porto, que representava em Portugal as referidas pílulas Pink, “medicamento” risível então vendido nas farmácias, e que se destinava a curar maleitas tão diversas como a anemia, a «debilidade infantil» (?), o linfatismo, o raquitismo, as escrófulas, a neurastenia, a senilidade precoce, a impotência, a paralisia, etc. É de crer, a esta distância temporal, que também servisse para polir metais e desentupir as sanitas...

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Dálias, Cravos, Rosas e Crisântemos


JÚLIO DE VASCONCELOS

Lisboa, s.d.
Henrique Torres – Editor
[1.ª edição]
18,8 cm x 13,5 cm
48 págs.
subtítulo: Sementeira – Reprodução, plantação, multiplicação e transplantação – Adubos – Doenças e tratamentos e Conselhos úteis
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da capa: «Guia prático e útil a todos os profissionais e amadores».

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As Hortas


[ANÓNIMO]

Porto, 1914
Livraria do «Lavrador»
[1.ª edição]
18,4 cm x 11,3 cm
144 págs.
subtítulo: Sua Cultura Racional
ilustrado
exemplar estimado, pequenas falhas de papel na capa; miolo limpo, papel oxidado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, março 27, 2016

Cartas ao muito reverendo em Christo padre Francisco Recreio [...] Por um Moribundo


[ALEXANDRE HERCULANO]

Lisboa, 1850
Typ. de Castro & Irmão
1.ª edição [única]
16,4 cm x 11,6 cm
16 págs.
acabamento cosido à linha e encapado na época com papel de fantasia, aparado à cabeça
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção
190,00 eur (IVA e portes incluídos)

Resposta de Alexandre Herculano à Justa Desafronta em Defesa do Clero, do padre Francisco Recreio, num tom venenoso, de chacota, em que o historiador nem sequer se debruça sobre uma única das afirmações contra si proferidas. Herculano confessa-se literalmente derrotado e às portas da morte com tanta sapiência dispensada pelo padre, pede-lhe mesmo que venha ter consigo a fim de lhe pedir o seu perdão. E para o conduzir a sua casa, «onde por tanto tempo habitou a abominação da desolação, e hoje mora o arrependimento», oferece-se para o mandar vir num «tivoli, um omnibus, um burro, a passarola de Bartholomeu Gusmão, ou outra passarola, qualquer mais moderna, com tanto que não seja invento de algum bestunto heretico». Porque, afinal, agora que havia lido notícia de tanta sapiência, cria «não só no milagre de Ourique, mas tambem em todos os milagres das Vitae Patrum de Surio, e do Flos-Sanctorum de Ribadeneira, e que o unico senão que acho em toda essa milagraria é o de serem poucos».

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Dissertação | Historica, e Critica, | em que se prova | a milagrosa apparição | de | Christo Senhor Nosso | a elrei | D. Affonso Henriques | antes da famosa batalha | do Campo de Ourique, | publicada em 1786 por seu author | o erudito P. Antonio Pereira de Figueiredo




ANTONIO PEREIRA DE FIGUEIREDO, padre

Lisboa, 1809
Na Impressão Regia
1.ª edição
bilingue (latim / português)
21,8 cm x 16,2 cm
56 págs. + 1 estampa em extra-texto
subtítulo: Agora novamente accrescentada com o auto do juramento do mesmo rei em latim e portuguez, e com varias annotações e authoridades, que devem persuadir, e convencer a todos os fieis portuguezes da verdade de hum facto tão portentoso. Offerecida á nação portugueza por hum dos seus mais verdadeiros Patriotas, para os animar e esforçar nas presentes circunstancias da Guerra contra os Inimigos da Religião e do Throno
acabamento com laçada de linha à vista e sem capas
encontra-se no estado físico em que circulou na época
exemplar manuseado mas aceitável, com alguma sujidade nas páginas exteriores; miolo limpo, por aparar
inclui a estampa original (grav. cobre) «Appariçao de Christo Sr. N. a D. Affonso Henriques»
PEÇA DE COLECÇÃO
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirma Alexandre Herculano, no tomo primeiro da sua História de Portugal (Viúva Bertrand e Filhos, Lisboa, 1846, págs. 328-330), que a batalha de Ourique, a não existir prova documental em contrário, não terá sido mais que «um verdadeiro fossado, isto é, uma dessas entradas que todos os annos se renovavam pelas fronteiras dos sarracenos, e para as quaes eram obrigados, pelas suas cartas de foral, os cavalleiros villões dos diversos concelhos [...]. [...] sendo o primeiro tentado pelos portuguezes além do Tejo, e conduzido pelo proprio infante [Afonso Henriques] no sertão do Al-Gharb, aonde nunca, ou raro, os christãos haviam chegado, contribuiram, acaso, para que a tradição engrandecesse pouco a pouco o sucesso, a ponto de o tornar maravilhoso até o absurdo. [...] Se acreditarmos os chronistas antigos, e ainda os historiadores modernos, a batalha de Ourique foi a pedra angular da monarchia portugueza. [...]» E esta febre milagreira nacionalista foi sendo alimentada ao longo dos tempos, sempre que surgiu a necessidade histórica de exortar os portugueses à defesa dos interesses ou fronteiriços, ou pátrios, ou económicos, ou a lutar contra o invasor, como é o caso do presente volume que, ao reeditar em 1809 um duvidoso texto do século anterior, o faz com o fito de combater pela propaganda a presença de Napoleão no nosso território. Num outro plano, de algum modo este texto esteve na génese da aturada investigação de Herculano, cujas conclusões geraram um rol de estéreis páginas de polémica.

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Graças Concedidas por Christo no Campo de Ourique, acontecidas em outros tempos, e repetidas no actual, conformes aos desenhos de suas idades




Lisboa, 1813
Na Impressão Regia
1.ª edição
50 cm x 35 cm
18 págs. (in-folio de 4 págs. + 7 estampas)
ilustrado
encadernação recente em papel encerado com gravação a ouro na pasta anterior
não aparado
exemplar em bom estado de conservação, pequenas esfoladelas na lombada; miolo irrepreensível, papel sonante
ostenta no verso da pasta anterior o ex-libris de António Capucho
PEÇA DE COLECÇÃO
400,00 eur (IVA e portes incluídos)

Texto e gravuras aludindo ao “milagre de Ourique”. A proveniência do texto vem assim consignada:
«[...] A nota antecedente he extrahida fielmente do Chronicon Lusitano manuscripto, de que usárão em outro tempo Resende, e Faria: dado á luz no Tomo terceiro da Monarchia Lusitana: Era de 1177 [...]»

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Justa Desaffronta em Defeza do Clero, ou Refutação Analytica do Impresso Eu e o Clero, Carta ao Em.º Cardeal-Patriarcha por A. Herculano



FRANCISCO RECREIO

Lisboa, 1850
Typographia de Antonio José da Rocha
1.ª edição
20,5 cm x 13,2 cm
128 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a primeira peça de vulto no conjunto de autores que contestaram as posições históricas de Alexandre Herculano relativamente ao dito “milagre” de Ourique. Anunciada na imprensa periódica da época como obra de génio destinando-se a rebater ponto por ponto o historiador, afinal não passou de «[...] um grande bluff. A obra nada tinha de científico, apenas camuflava erudição e saber [...]» de um padre (ver Jorge Custódio / José Manuel Garcia, Opúsculos IV, Editorial Presença, Lisboa, 1985).

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Combate de Ruas


ROQUE D’AGUIAR, cap.

Lisboa, 1943
Ed. Autor
1.ª edição
21,6 cm x 16,1 cm
VIII págs. + 184 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Algumas Notas
ilustrado no corpo do texto e em separado
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
é o n.º 32 de uma tiragem limitada a 500 exemplares
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO GENERAL FERNANDO PEREIRA COUTINHO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de estudo sobre movimentações militares no terreno.

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História da Música Popular em Portugal


PEDRO DE FREITAS
pref. Luís de Freitas Branco, Raul Esteves, Constâncio Carrusca e Julião Quintinha
capa de João [Carlos]

Lisboa, 1946
Ed. Autor / Custódio Cardoso Pereira & C.ª (deposit.)
1.ª edição
24,1 cm x 16,7 cm
574 págs.
profusamente ilustrado no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Partindo da tradição de música popular de Loulé, o ferroviário autodidacta Pedro de Freitas (1894-1987) estende este seu importante estudo às várias filarmónicas do país.

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Assuntos Ribatejanos


JOSÉ ESTEVAM

Lisboa, 1957
Edição de Couto Martins
1.ª edição
19,9 cm x 13,2 cm
116 págs.
subtítulo: Dados e comentários sobre lezírias, lavoura, latifúndio, indústria, colonização e regionalismo
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, março 25, 2016

A Garrana


MATILDE ROSA ARAUJO

s.l. [Lisboa], 1943
Seculo Ilustrado
1.ª edição
18,2 cm x 11,7 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA ASSINATURA DA AUTORA
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da estreia literária de Matilde Rosa Araújo (1921-2010), uma breve novela que ganhou o primeiro prémio no concurso «Procura-se um novelista!», promovido pela revista Século Ilustrado e pelo Rádio Clube Português.

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Estrada Sem Nome


MATILDE ROSA ARAÚJO
capa de António Sampaio

Lisboa, 1947
Portugália
1.ª edição
19,6 cm x 14,5 cm
152 págs.
subtítulo: Pequenas Histórias
exemplar estimado com alguma sujidade na lombada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita da Autora
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Canticos Sadinos



ANUPLIO D’OLIVEIRA
ilust. Julião Machado

Lisboa, 1888
Typographia Mattos Moreira
1.ª edição
22,6 cm x 15,7 cm
158 págs.
subtítulo: Primeiros Versos
encadernação de amador em tela e papel de fantasia, sem rótulos, somente para preservação da obra
por aparar, conserva a capa anterior da brochura
exemplar oxidado mas aceitável, capa com falhas de papel; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA (NÃO ASSINADA) DO AUTOR
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do pseudónimo em anagrama de Paulino de Oliveira, marido de Ana de Castro Osório.
O ilustrador Julião Machado (1863-1930), discípulo de Malhoa e de Rafael Bordalo Pinheiro, criador do periódico humorístico A Comédia Portuguesa, ficou conhecido também pelas suas belas gravuras para o livro O País das Uvas de Fialho de Almeida.

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Da Nobreza do Sexo Feminino, e Sua Preeminência sobre o Outro Sexo


HENRICUS CORNELIUS AGRIPPA VON NETTESHEIM
trad. e pref. Jorge Pereirinha Pires
capa de pcd

Lisboa, 2007
frenesi
1.ª edição
19 cm x 13 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior
exemplar novo
13,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do livro:
«Não se pode censurar às mulheres que hajam perseguido os ortodoxos, que hajam inventado heresias, que hajam errado na fé: o contrário do que sucede com os homens.»
Cornélio Agrippa nasceu na cidade de Colónia em 1486, o que só por si é indicativo do avanço do seu espírito livre... mesmo em relação aos dias correntes. Na altura em que a editora frenesi publicou esta magnífica tradução, o livro passou completamente ao lado das feministas portuguesas.

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Ramalho Ortigão e Eça de Queiroz


JÚLIO D’OLIVEIRA

Porto, 1945
[ed. Autor] / Delegação de «O Primeiro de Janeiro» – Coimbra, deposit.
1.ª edição
23,5 cm x 15,7 cm
208 págs.
subtítulo: Rememoração e Esclarecimento de Factos de Ordem Literária e Jornalística
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante obra, que o jornalista Júlio de Oliveira (1863-1947), responsável pelo seu enquadramento editorial, define assim:
«[...] Êste modesto trabalho obedece ao compromisso tomado, em artigo recentemente publicado, de tornar conhecidas do grande público as interessantes cartas inéditas do escritor insigne [Ramalho Ortigão], que um acaso feliz me trouxe à mão, antes de serem lançadas, com outros escritos, ao vazadouro das coisas inúteis. Trata-se, como é evidente, de correspondência particular trocada entre dois amigos e antigos camaradas, mas tão acentuadamente prêsa a assuntos literários e jornalísticos. [...]»
Mas o vertente livro é muito mais que a mera transcrição das referidas cartas. O autor aproveita para contextualizar esses tempos áureos do jornalismo nalgumas redacções dos jornais portuenses.

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Flores do Frio


CLÁUDIO BASTO
capa de [António] Manuel Couto Viana

Viana do Castelo, 1922
«Lusa»
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
4 págs. + 196 págs.
exemplar envelhecido, lombada com pequenas falhas; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cláudio Basto (1886-1945), médico e redactor de jornais de província, a sua fina sensibilidade literária e conhecimentos científicos notabilizaram-no quer como etnólogo e filólogo, quer como co-director de publicações várias, de que se destacam a Límia e a Portucale.

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Sagramor



EUGENIO DE CASTRO

Coimbra, 1895
F. França Amado – Editor
1.ª edição
23,7 cm x 15,3 cm
8 págs. + 132 págs.
exemplar envelhecido, no geral oxidado, capa suja e com restauros; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema dramático do autor que se estreou com Oaristos, representativo de uma corrente estética francesa cujo melhor fruto foi, sem sombra de dúvida, o sensível – e nada amaneirado – Camilo Pessanha.

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Depois da Ceifa


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa, 1901
Parceria Antonio Maria Pereira
1.ª edição
23,4 cm x 16,2 cm
2 págs. + 112 págs.
subtítulo: Folhas Soltas – Figurinhas de Tanagra – Odes a Horacio
exemplar manuseado, capa muito oxidada e com restauro tosco na lombada; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Autor inescapável nos estudos acerca do simbolismo português, de que Castro terá sido o seu expoente afrancesado. O vertente livro já se enquadra mais propriamente num período criativo arreigado no saudosismo passadista que caracterizou, por exemplo, o grupo de A Águia.

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Camafeus Romanos


EUGENIO DE CASTRO

Lisboa-Porto-Coimbra, 1921
«Lumen» – Empreza Internacional Editora
1.ª edição
18 cm x 12,2 cm
96 págs.
elegantemente impresso sobre papel de linho não aparado
exemplar estimado, capa com resíduos de antiga cola; miolo limpo, fortemente impregnado de transpiração ácida de um outro papel que terá permanecido intercalado nas págs. 48-49
carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Agostinho de Campos
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Eugénio de Castro e Almeida (1869-1944) «[...], incapaz de uma inovação radical na poesia e mesmo de criar símbolos com uma ressonância poética que transcenda o maravilhoso sumptuário, contribuiu, todavia, para a reabilitação da intencionalidade artística, contra o preceito romântico da improvisação inspirada, que os parnasianos não tinham entre nós vencido; contribuiu deste modo para um orgulhoso culto da “arte pela arte” ou “esteticismo” [...]» (António José Saraiva / Óscar Lopes, História da Literatura Portuguesa, 15.ª ed., Porto Editora, Porto, 1989)

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O Filho Prodigo



EUGENIO DE CASTRO

Porto, 1910
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
17,5 cm x 12 cm
40 págs.
subtítulo: Poema Biblico
elegantemente impresso sobre papel de linho não aparado
exemplar estimado, capa com resíduos de antiga cola; miolo limpo, duas gralhas tipográficas corrigidas à mão pelo Autor
carimbos de entrada na biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa no frontispício
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor a Agostinho de Campos
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Constança



EUGENIO DE CASTRO

Coimbra, 1900
Livraria França Amado
1.ª edição
17,5 cm x 12,8 cm
16 págs. + 84 págs.
impresso sobre papel de linho
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

É a D. Constança Manuel, filha de D. Juan Manuel de Castela, que se refere o longo poema histórico, e que casou com o infante D. Pedro futuro rei de Portugal. Todavia, é de uma das açafatas de Constança, a galega Inês de Castro, que D. Pedro terá quatro bastardos, contra apenas três legítimos da rainha. Eugénio de Castro trata este momento, que ficou conhecido por lenda de Pedro e Inês, do ponto de vista da rejeitada, retratando-a como esposa tolerante, não ofendida (apesar dos «açoites de ciume»)... o que pode liricamente resultar, mas, para a História, é basto duvidoso. Leia-se um passo:
«[...] E Constança fingia ignorar tudo!
Quasi feliz se os via venturosos,
E triste se os achava entristecidos,
Tão cega se mostrava, com tal arte
Inventava pretextos p’ra sumir-se,
Para os deixar a sós, que se não fôra
O pallido frescor de mocidade,
Que em seu pallido rosto transluzia
Sob um véo de suavissima tristeza,
Ninguem deixára de a tomar p’la doce
Benigna mãe d’aquelles namorados... [...]»

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quinta-feira, março 24, 2016

Antologia da Moderna Poesia Portuguesa



A. C. L. [ANTÓNIO CARLOS LEÓNIDAS]

Coimbra, 1941
Tipografia da Atlântida
1.ª edição [única]
21,3 cm x 15,1 (brochura); 23,1 cm x 19,2 cm (estojo)
16 págs.
exemplar estimado mas frágil devido à exposição continuada à luz; miolo limpo
acondicionado em moderno estojo próprio de fabrico recente
ocasionais carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Pedro Veiga (Petrus, Os Modernitas Portugueses – Dos Surrealistas aos Abstractos, vol. 4.º, Porto, s.d.), «Este opúsculo publicado em papel de embrulho cinzento [...] é da autoria do então estudante António Carlos Leónidas.
É uma charge espirituosa à poesia de alguns vates das modernas escolas, cujo nome foi propositadamente alterado de modo a despertar a hilariedade. [...] A par de poetas mal definidos e de outros que se podem considerar malogrados, o pastiche envolvia na mesma paródia os presencistas e os seus adversários da contra-corrente neo-realista [...].»
Nesta perspectiva, são reconhecíveis os nomes dos seguintes escritores objecto da paródia: Joaquim Apaixonado (Joaquim Namorado), Saúl Noites (Saúl Dias), Virgílio Ferreiro (Vergílio Ferreira), Negrinho da Fonseca (Branquinho da Fonseca), Cauto José (Fausto José), Ramiro Caladão (Ramiro Valadão), Farto de Oliveira (Carlos de Oliveira), Fernando Zamora (Fernando Namora), Campinas de Figueiredo (Cândido de Figueiredo), António Vamos de Almeida (António Ramos de Almeida), Adolfo Canais Morteiro (Adolfo Casais Monteiro), João Pochofel (João José Cochofel), etc. Os poemas em si mesmos afinam por idêntico diapasão.

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quarta-feira, março 23, 2016

O Palhaço Francês





MARIA HELENA
ilust. Eduardo Malta

Lisboa, 1927
Edição da Emprêsa Diário de Notícias
1.ª edição
20 cm x 14,5 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a preto no corpo do texto
é o n.º 7 da Biblioteca dos Pequeninos
exemplar estimado, com restauro na lombada; miolo limpo
os desenhos das págs. 7, 9 e 11 encontram-se coloridos a lápis
valorizado pela dedicatória da Autora ao «[...] Senhor Doutôr Joaquim Manso, ilustrissimo directôr do “Diario de Lisbôa” com a mais alta consideração e respeito [...]»
assinaturas de posse, no frontispício e na capa, de Maria Teresa Bordalo Pinheiro (Mitu), sobrinha-neta de Rafael Bordalo Pinheiro
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo Maria Helena Vaquinhas de Carvalho notabilizou-se discretamente com, pelo menos, dois prémios literários atribuídos pelo Estado Novo, a saber: Emissora Nacional, 1948 (concurso de poesia lírica); Secretariado Nacional da Informação, 1958 (concurso de conto).

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Arte de Beber o Vinho do Pôrto



J. C. VALENTE-PERFEITO
pref. Ricardo Spratley
ilust. Eduardo Malta

s.l. [Porto], 1935
Instituto do Vinho do Pôrto
1.ª edição
22,6 cm x 15,3 cm
4 págs. + 66 págs. + 2 folhas em extra-texto
impresso a duas cores e ilustrado com capitulares e vinhetas de fecho de capítulo e em cabeçalho, cromo em policromia colado na pág. 51, ilustrações de Malta em separado
corte das folhas do miolo serrilhado
exemplar estimado, capa um pouco suja; miolo irrepreensível
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma elegante peça tipográfica, que Richard Spratley, então presidente do Instituto, define como necessária à promoção nacional e internacional «[...] do precioso néctar esforçadamente produzido nas abruptas encostas da Região demarcada dos vinhos generosos do Douro [...]».

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Lusíada – Revista Ilustrada de Cultura * Arte * Literatura * História * Crítica







Porto, Maio de 1952 a Outubro de 1960
dir. Carlos de Passos (Armindo Guimarães a partir do n.º 11); ed. Jorge Guimarães
colecção completa (13 números)
26,8 cm x 20,5 cm
[340 págs. (1 a 4, numeração consecutiva) + 38 págs. em extra-texto] + [364 págs.* (5 a 8, idem) + 34 págs. em extra-texto] + [444 págs. (9 a 12, idem) + 20 págs. em extra-texto] + 76 págs.
* todos os exemplares do n.º 7 que confrontámos apresentam erro de numeração nas primeiras vinte e quatro páginas
profusamente ilustrada, impressão de luxo a cores sobre papéis couchés e texturados ou avergoados, brancos e coloridos, brilhantes e mates
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo limpo
peça de colecção invulgar quando inclui o raro último fascículo
315,00 eur (IVA e portes incluídos)

Periódico artístico portuense muito ecléctico e diversificado, oscilou sempre entre o sagrado e profano, entre o erudito e o regionalismo, entre uma estética moderna e o academismo mais retrógado, num despautério de autores ligados a doutrinas tão díspares como o nazi Goulart Nougueira ou o comunista Óscar Lopes (com artigos lado a lado), isto porque, nas palavras programáticas do seu director: «Anelos vivos da Lusiada são os de valer como órgão da cultura portuguesa, em prol do avigoramento e realce intelectivos da pátria, como factor representativo da consciência mental do povo luso, não alheio às inquietações morais e artísticas da actualidade. [...]»
Assim é, que por lá passaram, entre muitos outros, autores como João Araújo Correia, Fernando Pamplona, Roberto Nobre, Eduardo Malta, António Quadros (o pintor), José-Augusto França, Júlio Resende, Artur Nobre de Gusmão, António Pedro, Diogo de Macedo, Eugénio de Andrade, Amândio César, Matilde Rosa Araújo, conde de Aurora, Fernando Namora, Henrique Medina, Cecília Meireles, Leão Penedo, Armando Côrtes-Rodrigues, Rui Luís Gomes, Hipólito Raposo, Cruz Malpique, Jacinto do Prado Coelho, Fidelino de Figueiredo, Julieta Ferrão, Agustina Bessa-Luís, Américo Cortez Pinto, Cabral do Nascimento, António Sérgio, Damião Peres, etc.

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A Aventura nos Campos Gerais


JOÃO GUIMARÃES ROSA
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição ?]
21,8 cm x 15 cm
280 págs.
exemplar como novo, por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] Guimarães Rosa é, sem dúvida, o mais legítimo, e por isso mesmo o mais aproveitado e fecundo herdeiro da tradição renovadora iniciada na gloriosa Semana Modernista de São Paulo em 1922. E, naturalmente, também herdeiro das subsequentes tendências regionalísticas, com todas as suas potencialidades, susceptíveis de abrir vias de inspiração artístico-literária genuinamente brasileiras. [...]» (José Alves Pires, João Guimarães Rosa – Uma Literatura Almada, Editorial Apostolado da Imprensa / Edições Brotéria, Braga / Lisboa, 1993)

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Miguilim e Manuelzão



JOÃO GUIMARÃES ROSA
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição ?]
21,8 cm x 15,2 cm
240 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o grande modernista brasileiro. Ou, como disse Vítor Manuel de Aguiar e Silva (vd. Guimarães Rosa, Instituto Luso-Brasileiro, Lisboa, 1969):
«[...] Experimental, a arte de Guimarães Rosa? Sim, decerto, se experimentalismo é ensaio contínuo de novos processos e caminhos no domínio da arte. Mas o experimentalismo de Guimarães Rosa está muito distante do mero ludismo, embora também dele comparticipe, como aliás toda a expressão artística. A busca experimentalista de Guimarães Rosa, ao nível da linguagem e das estruturas estilísticas e narrativas, é homóloga de outra busca – da busca essencial do homem de todos os tempos, na tentativa de se conhecer – e por isso ela é profundamente sincera, no sentido que Fernando Pessoa concedia a esta palavra: por ela perpassa terrivelmente a consciência atormentada de existir.»

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Noites do Sertão


JOÃO GUIMARÃES ROSA
capa de Infante do Carmo

Lisboa, s.d.
Edição «Livros do Brasil»
[1.ª edição ?]
21,8 cm x 15 cm
280 págs.
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo muito limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, março 22, 2016

Nós, os Hespanhoes...



MARIO SAA

Lisboa, 1930
[ed. do Autor]
Imprensa Lucas & C.ª
1.ª edição
21,4 cm x 15 cm
40 págs.
composto manualmente
exemplar envelhecido pelo tempo mas estimado; miolo limpo por abrir
conserva a cinta promocional
ostenta uma interessante dedicatória do Autor ao liberal Carlos Augusto Portugal Ribeiro: «Antes da Républica Espanhola este livrinho escrevi, e tu o lerás, meu velho Portugal.... Ribeiro!»
PEÇA DE COLECÇÃO

210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994):
«[...] Nessa diversidade de trânsitos expressivos [entre o cosmopolitismo da Orpheu e o regresso do espírito agrário na Presença] afirma-se uma criatividade que, embora de vincado recorte modernista, não enjeita as raízes da tradição e até um certo gosto da sugestão arcaizante. [...]» Refere ainda o mesmo dicionário: a «[...] incursão, aliás pouco convincente, por um sociologismo de pretensa fundamentação rácica [...]».
A vertente brochura radicaliza, com muito fundamento histórico, o fosso cavado ao longo da raia portuguesa:
«[...] Pois bem! Os Portugueses e os hespanhoes não vieram duma mesma origem; nem os Portugueses estiveram nunca sob o dominio dos hespanhoes, nem se uniram a estes senão no Estado federado do Reino de Leão.
E embora viessem duma mesma origem nem assim poderiamos considerar os Portugueses uns filhos rebeldes dos hespanhoes mas, quando muito, os seus irmãos mais velhos.
Na verdade o reino de Leão, de que vieram Portugueses e castelhanos, era uma confederação luso-hespanhola na defeza contra o inimigo comum – o mouro [...]»

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Coloquios dos Simples e Drogas da India


GARCIA DA ORTA
org., pref. e notas pelo Conde de Ficalho

Lisboa, 1891 e 1895
Imprensa Nacional
3.ª edição (edição crítica) [a 1.ª edição data de Goa, 1563; a 2.ª, org. Francisco Adolfo de Varnhagen, data de Lisboa, 1872]
2 volumes (completo)
23,8 cm x 17 cm
[XXII págs. + 386 págs.] + 444 págs.
impressos sobre papel de linho, por aparar
exemplares estimados, restauros nas lombadas; miolo limpo
assinaturas de posse sobre as capas de ambos, discreto carimbo de Levy Mendes no frontispício do vol. I
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escritos na usual forma de diálogo dedutivo entre mestre e discípulo, Garcia da Orta apresenta-nos assim «[...] 57 capítulos onde se estuda um número aproximadamente igual de drogas orientais, principalmente de origem vegetal, como o aloés, o benjoim, a cânfora, a canafístula, o ópio, o ruibarbo, os tamarindos e muitas outras. Nesses capítulos [ou colóquios], Orta apresenta a primeira descrição rigorosa feita por um europeu das características botânicas, origem e propriedades terapêuticas de muitas plantas medicinais que, apesar de conhecidas anteriormente na Europa, o eram de maneira errada ou muito incompleta e apenas na forma da droga, ou seja, na forma de parte da planta colhida e seca. Apesar de se debruçar prioritariamente sobre a matéria médica, Orta também inclui, além de vários outros assuntos, algumas observações clínicas, das quais é de destacar a primeira descrição da cólera asiática feita por um europeu, baseada na autópsia de um doente seu falecido com a doença. [...]» (Fonte: Biblioteca Digital do Alentejo)
Tendo, no século XIX, desaparecido há muito da circulação os poucos exemplares que se conheciam deste espécimen bibliográfico impresso em Goa, coube a Francisco Manuel de Melo Breyner, 4.º conde de Ficalho, ao serviço da Academia das Ciências, a tarefa de rever o texto dos seus muitos erros tipográficos.

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