quinta-feira, junho 30, 2016

Cidade



COCHAT OSÓRIO
capa e ilust. Neves e Sousa

Luanda, 1960
Edição do Rotary Club de Luanda
1.ª edição
23,8 cm x 17,7 cm
80 págs.
profusamente ilustrado
impresso sobre papel de gramagem superior
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA LONGA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A ALGUÉM CUJO APELIDO SE ENCONTRA RASURADO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessante livro de poemas de Ernesto Cochat Osório (1917-2002), que Manuel Ferreira (in Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977) define como sendo um escritor que «[...] verte em algumas das suas histórias a demorada experiência da sua estadia em Portugal. Mas a ele se fica devendo a primeira tentativa literária de apropriação da linguagem oral popular (a norma do português padrão destruída) concretizada no seu conto “Aiué”, embora se reconheça que preferenciou, sobretudo, o nível fónico. [...]»

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telemóvel: 919 746 089


Calema


COCHAT OSÓRIO
capa de Israel de Macedo

Luanda, 1956
Livraria Lello
1.ª edição
22,7 cm x 17,4 cm
164 págs.
exemplar estimado, contracapa com um vinco; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ernesto Cochat Osório (1917-2002), embora o vertente livro de poemas ainda seja de uma fase de crescimento literário, «[...] verte em algumas das suas histórias a demorada experiência da sua estadia em Portugal. Mas a ele se fica devendo a primeira tentativa literária de apropriação da linguagem oral popular (a norma do português padrão destruída) concretizada no seu conto “Aiué”, embora se reconheça que preferenciou, sobretudo, o nível fónico. [...]» (Manuel Ferreira, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. II, Instituto de Cultura Portuguesa – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

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Três Cidades de Marrocos


VERGILIO CORREIA
edição dirigida por Alice Correia

Porto, s.d.
Livraria Simões Lopes de Manuel Barreira – Editor
2.ª edição
18,7 cm x 13,7 cm
60 págs. + 17 folhas em extra-texto (5 das quais duplas) + 2 desdobráveis em extra-texto
subtítulo: Azemôr, Mazagão, Çafim – «Lugares Dalém»
corte da capa serrilhado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da reunião de três conferências proferidas por Vergílio Correia (1888-1944), versando o tema da antiga presença portuguesa no Norte de África. O autor, que chegou a ser conservador do Museu Etnológico e do Museu Nacional de Arte Antiga, foi uma autoridade em assuntos de história de arte e arqueologia.

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quarta-feira, junho 29, 2016

Iron Horse


ALLEN GINSBERG

São Francisco (EUA), 1974
City Lights Books
1.ª edição norte-americana*
texto em inglês
14 cm x 20,1 cm (oblongo)
56 págs.
ilustrado
exemplar como novo
peça de colecção
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Longo poema de Ginsberg, na tradição de Prosa do Transiberiano de Blaise Cendrars, captado em viagem numa travessia do continente norte-americano.

* A verdadeira edição original foi publicada no Canadá em Janeiro de 1973.

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Indian Journals


ALLEN GINSBERG

São Francisco (EUA), 1970
Dave Haselwood Books / City Lights Books
1.ª edição
texto em inglês
20,2 cm x 13,2 cm
212 págs. + 16 págs em extra-texto
subtítulo: March 1962 – May 1963: Notebooks - Diary - Blank Pages - Writings
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinatura de posse do escritor Jorge Fallorca
PEÇA DE COLECÇÃO
80,00 eur (IVA e portes incluídos)

Allen Ginsberg (1926-1997) foi o rosto da dita “beat generation”, foi a matriz de uma saudável contracultura que veio alterar todas as regras de reconhecimento social ou aceitação do capitalismo e do silêncio em torno da homossexualidade. Indian Journals, para além do registo da viagem de Ginsberg, mostra-nos o interesse do poeta pelas religiões e pelo misticismo oriental.

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The Secret Meaning of Things


LAWRENCE FERLINGHETTI
capa de Beth Bagby

s.l. [Nova Iorque], 1968
A New Directions Book
3.ª edição
texto em inglês
20,3 cm x 13,6 cm
6 págs. + 48 págs. + 10 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Poeta norte-americano e co-proprietário da mítica livraria-editora City Lights, em São Francisco, Lawrence Ferlinghetti (nasc. 1919), mundialmente conhecido pelo seu segundo livro, A Coney Island of the Mind, será o editor de Howl (Uivo) de Allen Ginsberg, em 1956, cuja apreensão policial e subsequente processo nos tribunais atraiu de vez as atenções do público anódino para um renascimento artístico franciscano que culminou no «flower power» cantado em 1967 por Scott McKenzie. A Ferlinghetti cabe-lhe a glória de haver editado todos os escritores de referência da “beat generation”, e de haver posto o espaço da sua livraria à disposição de leituras e eventos dos mesmos, com a concomitante projecção cultural.

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Geração Batida


JORGE DAUN
pref. José de Melo
trad. Jorge Daun, Carlos Cunha, Manuel de Seabra e Manuel J. Palmeirim

Lisboa, 1963
Editorial Organizações, Lda.
1.ª edição [única]
18,2 cm x 11,1 cm
64 págs. + 2 págs. em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

O título deste livro advém de um equívoco de tradução para beat generation. Quanto muito seria melhor geração da batida, sendo batida uma forma abrasileirada para designar os ritmos que do jazz passaram para o estilo literário da então jovem geração de escritores norte-americanos, que se sentiam, perante o mundo, tudo menos derrotados ou batidos. Todavia, tratou-se à época de uma importante introdução desse movimento cultural ao público leitor português... e a muitos escritores encartados; não sem semear uma tremenda trapalhada entre o lugar de origem da dita “beat generation” (Nova Iorque) e o lugar da sua maior expansão (São Francisco), enquanto confunde este grupo de escritores com os de um outro grupo, também de São Francisco, que teve como mentor Kenneth Rexroth.

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Home


LeROI JONES

Nova Iorque, 1966
Apollo Editions – William Morrow & Co., Inc.
3.ª edição
texto em inglês
19,6 cm x 12,9 cm
256 págs.
subtítulo: Social Essays
exemplar muito estimado, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmação radical dos direitos dos negros norte-americanos, o vertente livro foi escrito numa altura em que a América branca assassinava o dirigente político Malcolm X. O posterior assassinato de Martin Luther King virá confirmar os piores augúrios do ensaista, poeta, dramaturgo e ficcionista LeRoi Jones (1934-2014).

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Tales


LeROI JONES

Nova Iorque, 1968
Grove Press, Inc.
4.ª edição
texto em inglês
20,2 cm x 13,7 cm
134 págs.
exemplar como novo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Antologia do Conto Fantástico Português


E. M. DE MELO E CASTRO, org., pref. e notas
capa e ilust. Martim Avillez

Lisboa, Abril de 1974
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
2.ª edição
21 cm x 14,7 cm
XXVIII págs. + 672 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Antologia de um género literário que, no quadro da nossa cultura, remonta a Alexandre Herculano (A Dama Pé-de-Cabra) e estende-se pelo século XX com notáveis escritores como Teixeira Gomes, Brandão, Aquilino, Ferreira de Castro, Almada Negreiros, Régio, Rodrigues Miguéis, Branquinho da Fonseca, Natália Correia, Urbano Tavares Rodrigues, Mourão-Ferreira ou Almeida Faria. Pena é que o texto de Vitor Silva Tavares (Não, Não Foi de Herói,), que figura na edição anterior, e que é um dos mais brilhantes da moderna língua portuguesa, se tenha eclipsado (?!!).

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Júlio Pomar


HELENA VAZ DA SILVA
grafismo de José Cândido

Lisboa, 1980
Edições António Ramos
1.ª edição
22,1 cm x 20,5 cm
112 págs.
profusamente ilustrado
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Entrevista com o pintor, em torno das suas vida e obra, conduzida pela jornalista Helena Vaz da Silva.

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Grades Brancas


ILSE LOSA
ilust. Júlio Pomar

Lisboa, 1951
Centro Bibliográfico – Cancioneiro Geral
1.ª edição
19,1 cm x 13,6 cm
4 págs. + 60 págs.
ilustrado
impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 21 da tiragem especial de apenas 40 exemplares
ostenta colado no ante-rosto o ex-libris de António Sousa Falcão
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Retta ou os Ciúmes da Morte


ILSE LOSA
ilust. Maria Keil

Lisboa, 1958
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,1 cm x 12,9 cm
28 págs.
composto manualmente em elzevir na Tipografia Ideal
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
sinais de desgaste no frontispício no sítio onde antes esteve uma assinatura de posse
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Barco Afundado


ILSE LOSA

Lisboa, 1979
Editorial Novaera, Lda.
1.ª edição
24,1 cm x 15,3 cm
152 págs.
capa de Vitorino Martins
exemplar bem conservado
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Encontro no Outono


ILSE LOSA
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1964
Portugália Editora
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
148 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
carimbos de posse no frontispício e na pág. 6
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«[...] Alemã de origem, judia fugida aos nazistas, ela trouxe com efeito para a literatura portuguesa as vivências e as angústias de um mundo perturbado e dilacerado pela perseguição, o medo, a suspeita, a covardia e o desenraizamento perante um passado que a violência destruiu. [...]»

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segunda-feira, junho 27, 2016

Revolução, Meu Amor


MARIA ANTÓNIA PALLA
capa de Praxis

Lisboa, s.d. [circa 1969]
Prelo Editora
1.ª edição
20,6 cm x 14,3 cm
136 págs.
subtítulo: Maio um ano depois
exemplar muito estimado; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na badana:
«[...] A sua viagem a Paris, em Maio de 1969, destinou-se justamente a realizar uma série de entrevistas que permitissem avaliar, a partir de documentos vivos, as consequências do movimento de Maio [de 1968].
[...] Embora reunidas em volume, é um livro de repórter. Que ele seja entendido pelo que pretende ser: uma aposta contra o silêncio. Depõem Sauvageot, Françoise Giroud, Jacques Brel e Jean Luc Godard, Siné, Robert Toussaint, Alain Tourraine e António José Saraiva. [...]»

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telemóvel: 919 746 089


Minha Senhora de Mim


MARIA TERESA HORTA
TERESA PAULA BRITO
NUNO FILIPE
capas de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote / Movieplay
1.ª edição (ambos)
[18,2 cm x 10,9 cm] + [18 cm x 18 cm]
96 págs. + 1 disco EP 45 rpm (vinil)
exemplares muito estimados, livro sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo, disco como novo
lote de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria Teresa Horta fez parte do grupo Poesia 61 (Gastão Cruz, Fiama, Luiza Neto Jorge, etc.); o seu ideário poético tem a particularidade de uma carga libidinal prestes a explodir – as polícias do Estado Novo, que não eram mesmo nada dadas a tais liberalidades, depressa lhe castigarão dois dos seus livros: o vertente e Novas Cartas Portuguesas (colab.).
A cançonetista Teresa Paula Brito (1944-2003), já então basto conhecida pela sua participação na banda sonora do filme Verdes Anos e pela sua colaboração com José [Zeca] Afonso, interpreta aqui três poemas do livro da poetisa, musicados pelo compositor Nuno Filipe (1947-2002), pseudónimo de José Manuel Souto Guerra de Barros.

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Maré Alta



JOSÉ LOUREIRO BOTAS

Lisboa, 1952
Oficinas Gráficas da Tipografia-Escola da Cadeia Penitenciária [ed. do Autor]
1.ª edição
18,6 cm x 12,3 cm
200 págs.
subtítulo: Contos
capa realçada com relevo seco
exemplar n.º 1702 [de tiragem não declarada] com a chancela do autor
em bom estado de conservação; miolo por abrir
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DRAMATURGO ÁLVARO BENAMOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089

Litoral a Oeste


JOSÉ LOUREIRO BOTAS
pref. Thomaz Ribeiro Colaço

Lisboa, 1940
Editôra – Livraria Portugália
1.ª edição
19,1 cm x 13,2 cm
196 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
é o n.º 1.820 de uma tiragem não declarada com o carimbo do Autor
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio de Ribeiro Colaço:
«[...] Conheço, sem o ter visto, o seu Pai. Uma espécie de Patrão Lopes lá da Praia da Vieira, vizinha de S. Pedro de Muel. Dezenas de vidas arrancadas ao mar. A Rainha D. Amélia a abraçá-lo comovidamente, quando o condecorava. Companhas de pesca. Uma casa na areia, tão sôbre o mar, que onde às vezes parece ouvir-se um aguaceiro a fustigar os vidros – a chuva é feita de espumas e borrifos de ondas zangadas. E o velho salva-vidas que lhe retiraram... E a pensão, de umas dezenas de escudos, que lhe retiraram também... – Vejo-o ao lado de sua Mãe, cujo rosto expressivo se emoldura em cabelos brancos; ela não sabe ler, mas não precisa disso para ser esperta, inteligente, trave da casa em tudo quanto são contas, riso e bom senso de um lar humilde, primeira ouvinte (e desconfio que musa...) dos seus primeiros contos, que lhe faziam, à lareira, desistir do sono e do têrço, para se entusiasmar a reconhecer a Rita Rebôcha, a Jacinta Caréoa, o Pichelim, tôda aquela gente que vive afinal em dois sítios: – a sua terra e o seu livro. [...]»

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Solo para Gravador


ISABEL DA NÓBREGA

Lisboa, 1973
Editorial Futura – Carlos & Reis, Lda.
1.ª edição
20,8 cm x 14,2 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Palavras de Augusto Abelaira na nota de contracapa, acerca daquele que é, em geral, considerado o melhor livro da escritora:
«Sim, há livros que falam de mundos onde nunca estive, de pessoas que nunca vi. E há os outros (o de Isabel da Nóbrega é um desses outros): de súbito abre-se uma luz quente e no escuro do passado (do presente) surgem situações e pessoas que eu reconheço, descobrindo ao mesmo tempo que não conheci, abre-se-me um mundo (um pedaço do mundo) em que participei, mas distraído. Solo para Gravador (falo do livro, não apenas do conto) é em grande parte uma viagem, aqui ou ali suspensa, através da nossa desatenção passada (presente), uma reeducação, plena de inteligência, da nossa mal desperta sensibilidade, um convite para não sermos espectadores distantes, para sentirmos por dentro, de dentro, as pessoas (algumas delas tão distraídas como nós), não só as pessoas, mas também as coisas.»

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Viver Com os Outros


ISABEL DA NÓBREGA

Lisboa, 1964
Editora Lux, Lda.
1.ª edição
17,8 cm x 12,5 cm
226 págs.
exemplar muito estimado, sinais de continuada exposição à luz na lombada; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

De seu verdadeiro nome Maria Isabel Bastos Gonçalves, foi com este livro “proustiano” que, ao ser-lhe atribuído o Prémio Camilo Castelo Branco, começou a ter dos leitores em geral a merecida atenção. É, por outro lado, uma sobrevivente a dois casamentos que poderiam tê-la tolhido no acto criativo – com João Gaspar Simões e José Saramago –, mas não. Apesar da quantidade de escrita (algo como uns três milhares de crónicas espalhadas pela imprensa periódica), a sua observação de mulher num mundo que os homens quereriam somente seu, nem nunca caiu na vulgaridade de um feminismo irritadiço, nem mostrou quebras de virtuosismo literário.

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Viver Com os Outros



ISABEL DA NÓBREGA

Lisboa, 1965
Portugália Editora
2.ª edição
19,2 cm x 13,2 cm
248 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DA AUTORA
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Tempo para Amar e Tempo para Morrer

ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de Isabel da Nóbrega
capa de Otelo Azinhais

Lisboa, 1962
Publicações Europa-América
[s.i.]
19,5 cm x 14,3 cm
456 págs.
exemplar bem conservado
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] Este livro não é um requisitório nem uma defesa, é um depoimento sincero e impressionante, uma pintura chocante e trágica da angústia de um soldado alemão a partir do dia em que ele compreende que a guerra está perdida. O homem que viveu na guerra nos campos de batalha quando, após dois anos de ausência, regressa de licença à sua terra natal, sente-se um estranho. Os bombardeamentos destruíram os velhos bairros. A sua casa é um montão de destroços. Os seus pais desapareceram. Reina o terror e a miséria naquele mundo sinistro e desumanizado como o campo de batalha. É a guerra. E é, também, a sensação de isolamento, a obsessão e a angústia da morte, que o lança nos braços da mulher que, na retaguarda, sofria as consequências do terror e da guerra. Romance da morte e do amor, este novo livro de Erich-Maria Remarque atinge um dos pontos mais altos da sua carreira de escritor. [...]»

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A Centelha da Vida


ERICH-MARIA REMARQUE
trad. de José Saramago
capa de Otelo Azinhais *

Lisboa, 1955
Publicações Europa-América
1.ª edição
19,5 cm x 14 cm
472 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, que conheceu na pele a I e a II Guerras Mundiais, teve o “privilégio” de ver obras literárias suas queimadas em público pelos nazis; apropriadamente, a acção do presente romance desenrola-se dentro de um campo de concentração...
Palavras do editor na badana de suporte do volume:
«[...] O seu livro desenrola-se integralmente no plano dos factos mais concretos. Não obstante, o próprio título anuncia a grande lição que se desprende destas páginas. É a da precaridade do valor humano. O espírito, fá-lo Remarque dizer à sua personagem principal, não é uma luz intangível desprendida das necessidades materiais. Quem quer que seja pode liquidá-lo, se para tanto tiver tempo e ocasião. A humanidade está constantemente ameaçada, a possibilidade do seu desaparecimento está sempre presente. É preciso salvá-la e reconquistá-la em cada momento.
E é sem dúvida esse o tema mais trágico deste livro, essa centelha espiritual sempre prestes a apagar-se, morrendo e renascendo em cada instante, protegida medrosamente por homens encurralados, obrigados sem cessar a recorrerem à astúcia para permanecerem homens.»
* Capa referida em Ilustração & Literatura Neo-Realista (Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008).

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A Oeste Nada de Novo



ERICH MARIA REMARQUE
trad. de Mário C. Pires
capa de Figueiredo Sobral

Lisboa, 1964
Publicações Europa-América
[2.ª edição]
19,1 cm x 14,2 cm
300 págs.
encadernação em meia-francesa com cantos em pele, gravação a ouro na lombada e nos respectivos rótulos
aparado, conserva as capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

A acção incide sobre as trincheiras durante a guerra de 1914-1918. Obra literária que também ao cinema deu um dos seus pontos de referência.

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Nada de Novo na Frente Ocidental


ERICH MARIA REMARQUE
trad. Acurcio Pereira

Lisboa, s.d. [1940, seg. BNP]
Livrarias Aillaud e Bertrand
3.ª edição
18,9 cm x 12,2 cm
310 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
carimbo de posse na pág. 7
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, junho 26, 2016

Limite de Idade



VITORINO NEMÉSIO

Lisboa, 1972
Editorial Estúdios Cor, S.A.R.L.
[2.ª tiragem (reimpressão da 1.ª edição, mas sem o disco de vinyl incluído)]
18,1 cm x 20,2 cm (oblongo)
132 págs.
capa impressa a três cores directas
exemplar estimado; miolo limpo
inclui o encarte-aviso editorial com o preçário para as diferentes tiragens da obra, com ou sem disco
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, junho 24, 2016

Literatura Comestível


LUIZ PACHECO
fotografia de Armando Vidal

Lisboa, 1972
Editorial Estampa, Lda.
1.ª edição
18,5 cm x 13,6 cm
168 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne alguns dos textos de crítica croniqueira mais virulentos, exercitando um estilo que, aqui, o Autor derrama por cima de valores culturais como sejam Figueiredo Sobral, João Gaspar Simões, Fernando Namora ou Mário Braga. Na época em que o livro veio a lume, muitos finórios da escrita que por cá andavam iam logo a correr à primeira livraria que se lhes deparava comprar o voluminho, aflitos, não fosse o nomes deles ter sido alvo da “pachecal” verrina. Bons tempos!

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Colecção «Teatro de Bolso» [Contraponto]







aa.vv.

Lisboa, s.d. [circa 1956 a 1962]
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição (todos)
18 volumes (colecção completa) + 2 volumes (variantes)
17,9 cm x 12,8 cm
[XVI págs. + 80 págs. + 4 págs. em extra-texto] + 88 págs. + 64 págs. + [80 págs. + 1 folha em extra-texto] + 80 págs. + 46 págs. + 72 págs. + 48 págs. + [80 págs. + 1 folha em extra-texto] + [32 págs. + 1 folha em extra-texto] + 78 págs. + 100 págs. + [2 x 40 págs.] + [2 x 60 págs.] + 40 págs. + [XXIV págs. + 64 págs. + 1 folha em extra-texto] + 72 págs. + 32 págs.
ilustrados
autores e títulos:
1 – HENRIK IBSEN, João Gabriel Borkman
2 – MOLIÈRE, As Velhacarias de Scapin
3 – ANTÓNIO FERREIRA, Castro
4 – ALFONSO CASTELAO, Os Velhos Não Devem Namorar
5 – CARLO GOLDONI, O Mentiroso
6 – GEORG BÜCHNER, Wozzeck
7 – LUIGI PIRANDELLO, Seis Personagens à Procura de Autor
8 – EUGÈNE IONESCO, A Cantora Careca
9 – RAÚL BRANDÃO, O Gebo e a Sombra
10 – DONATIEN-ALDONSE-FRANÇOIS DE SADE, Diálogo Entre um Padre e um Moribundo
11 – ARIANO SUASSUNA, Auto da Compadecida
12 – FRIEDRICH DÜRRENMATT, A Visita da Velha Senhora
13 – ALMEIDA GARRETT, Falar Verdade a Mentir
14 – CAMILO CASTELO BRANCO, O Morgado de Fafe em Lisboa
15 – LUÍS FRANCISCO REBELO, D. João da Câmara e os Caminhos do Teatro Português
16 – HEINRICH VON KLEIST, O Príncipe de Homburgo
17 – GUILLAUME APOLLINAIRE, Tirésias
18 – JULES SUPERVIELLE, A Primeira Família
exemplares estimados; miolo limpo
acondicionados em caixa própria de fabrico recente
o n.º 15 valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
360,00 eur (IVA e portes incluídos)

Soberbo conjunto de breves peças teatrais levadas à cena na época, para a difusão das quais muito contribuiu Luiz Pacheco com este suporte em papel. Para isso, contou com traduções de especialistas como sejam Luís Francisco Rebelo, Rodrigues Lapa, Manuel de Lima ou Gino Saviotti, e com ilustrações ocasionais de João Rodrigues.

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quinta-feira, junho 23, 2016

Obras Completas



FEDERICO GARCÍA LORCA
comp. e notas de Arturo del Hoyo
pref. Jorge Guillen
epílogo de Vicente Aleixandre

Madrid, 1963
Aguilar, S. A. de Ediciones
5.ª edição [aumentada]
18 cm x 14,3 cm
LXXX págs. + 2.020 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado a negro e a cor
impresso em papel-bíblia
encadernação editorial inteira em pele com gravação a ouro e relevo seco na pasta anterior e na lombada
corte das folhas carminado
exemplar muito estimado; miolo limpo
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mandado assassinar pela extrema-direita franquista logo no início da guerra civil, a 19 de Agosto de 1936, Federico del Sagrado Corazón de Jesús García Lorca legou à humanidade culta e civilizada o mais notável acervo literário que um completo artista ibérico alguma vez criou. Prosa, poesia, teatro, e até canções com a respectiva notação musical, são aqui juntos com esmero editorial e a devoção de um povo esmagado pelo horror fascista.

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Trinta e Seis Poemas e Uma Aleluia Erótica


FEDERICO GARCIA LORCA
trad. Eugénio de Andrade
capa e arranjo gráfico de Armando Alves
desenho de Manuel Ribeiro Pavia

Porto, 1968
Editorial Inova Limitada
1.ª edição
20,6 cm x 13,8 cm
180 págs.
é o número inaugural da notável Colecção As Mãos e os Frutos
miolo impresso sobre papel avergoado, capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar como novo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tradução cativante. Demonstrativa da proximidade de Andrade relativamente à oficina poética de Lorca.

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Dona Rosinha, a Solteira ou A Linguagem das Flores


FEDERICO GARCÍA LORCA
tradução de Ruy Belo
capa de Soares Rocha

Lisboa, 1973
Editorial Estampa / Seara Nova
1.ª edição
17,9 cm x 11 cm
152 págs.
subtítulo: Poema granadino do século vinte, dividido em vários jardins, com cenas de canto e dança
colecção Teatro, dirigida por Luís Miguel Cintra, J. A. Osório Mateus e Jorge Silva Melo
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Do Prefácio editorial:
«[...] Se Dona Rosinha fosse um romance popular era um romance popular moderno.
Com elementos tradicionais e elementos modernos, com pregões, juras, maldições, alegorias, paralelismos, rimas, imagens, Lorca teria construído aqui o que tantas vezes construiu na sua poesia (sobretudo no Romanceiro Cigano): estaria a olhar para a actualidade com os olhos ingénuos e sábios da sabedoria popular, estaria a olhar para a sabedoria popular com os olhos complexos e artísticos da modernidade. [...]»

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quarta-feira, junho 22, 2016

Cultura Asfixiante


JEAN DUBUFFET
trad. Serafim Ferreira
grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,2 cm x 11,2 cm
136 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma das mais estúpidas declarações que um editor alguma vez se prestou a fazer durante o regime fascista consta da ficha técnica dos livros desta editora: «As opiniões expressas neste volume não são necessàriamente as da Editora»...!!!!!!! Como é óbvio, nunca foi isto que evitou a apreensão, por parte da censura, de muitas das obras publicadas no catálogo das então Publicações Dom Quixote. Ou será que naquela gente não havia mesmo qualquer cumplicidade intelectual e cultural com os autores à custa dos quais mantinham a porta aberta?... Até porque precisamente Jean Dubuffet era, para a época (e é ainda hoje!), uma pedra de arremesso sobre a cultura tornada mercadoria com secretaria de Estado, com ministério, com mandarinato crítico-jornalístico e alfaiates do gosto que lhes atribuem prémios de carreira e a institucionalizam. Uma passagem, ao acaso:
«[...] Os intelectuais recrutam-se nas fileiras da classe dominante ou entre aqueles que aspiram a integrar-se nela. O intelectual, o artista, conquista sobretudo um título que o coloca em pé de igualdade com os membros da casta dominante. Molière janta com o rei. O artista é convidado para as festas das duquesas, como o padre. Chego a perguntar-me em que desastrosa proporção não baixaria entretanto o número de artistas se porventura essa prerrogativa fosse suprimida. Basta reparar bem no cuidado que os artistas manifestam (com as suas maneiras de vestir e os seus comportamentos particularizantes) para se fazerem reconhecer na qualidade e mostrarem-se bem diferentes das pessoas vulgares. [...]»

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domingo, junho 19, 2016

Cancioneiro de Entre Douro e Mondego

ARLINDO DE SOUSA
capa de Couto Tavares

Lisboa, s.d. [circa 1944]
Livraria Bertrand
[1.ª edição]
16,2 cm x 9,7 cm
408 págs.
subtítulo: Douro Litoral e Beira Litoral
ante-rosto e rosto impressos a duas cores
exemplar manuseado mas muito aceitável, pequenos restauros nas dobras da lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Interessantíssimo trabalho etno-filológico de recolha dos cantares da tradição popular regional, que serviu ao compilador numa «Comunicação apresentada ao XVIII Congresso Luso-Espanhol para o Progresso das Ciências, realizado, em Córdova, em Outubro de 1944».

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Origem de Lisboa

ARLINDO DE SOUSA

Lisboa, 1948
Camara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 15,8 cm
4 págs. + 144 págs.
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Cruzada

JOSÉ AUGUSTO DE OLIVEIRA

Lisboa, 1949
Câmara Municipal de Lisboa
1.ª edição
22,2 cm x 16,1 cm
144 págs.
subtítulo: Subsídios para a História da Conquista de Lisboa
exemplar em bom estado de conservação
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, junho 15, 2016

As Filigranas


LUIZ CHAVES
ilust. Guida Ottolini

Lisboa, s.d. [circa 1940]
Edições SPN
1.ª edição
22 cm x 17 cm
64 págs.
profusamente ilustrado a duas cores
impresso sobre papel superior creme
exemplar como novo
peça de colecção
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

O ouro no folclore nacional constitui um dos mais interessantes componentes dos estudos etnográficos, em que a arte popular surge no seu máximo esplendor.

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