quarta-feira, agosto 31, 2016

Lua, Tantos de Tal


ABREU E SOUSA
capa de [Cruz] Caldas

Porto, s.d. [circa 1959]
Invicta Editora
1.ª edição
19 cm x 12,4 cm
160 págs.
subtítulo: Uma produção em piadoscópio
exemplar estimado, contracapa suja; miolo limpo
rubrica de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


O Congresso Que Sorri


CÉSAR FRIAS, org., trad. e pref.
et alli
capa de AD. [António Domingues]

Lisboa, 1942
Agência Editorial Brasileira – José Rodrigues Júnior, Editor
1.ª edição
18,6 cm x 12,4 cm
248 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação de autores humorísticos, ou meramente irónicos, como Machado de Assis, Gervásio Lobato, Panaït Istrati, ou Jerome K. Jerome, entre muitos outros.

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Raínha-Madrasta


ANTÓNIO DE CAMPOS JÚNIOR

Lisboa, 1957
Edição da Livraria Romano Torres
4.ª edição
4 volumes (completo)
19,2 cm x 12,8 cm
368 págs. + 352 págs. + 384 págs. + 392 págs.
ilustrados
exemplares como novos, por abrir
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Única obra de Campos Júnior publicada em vida pela Livraria Romano Torres, em 1911, e que já então era reconhecido literariamente por um outro romance histórico, Guerreiro e Monge, mas também pelo seu libelo A Torpeza, peça teatral irada contra o ultimato inglês, desencadeadora de manifestações populares e de discursos patrióticos. O açoriano António Maria de Campos Júnior (1850-1917), antes oficial do exército, trocara a carreira militar pelas letras e pela política, sendo os periódicos, como A Revolução de Setembro ou o Diário de Notícias, lugares de eleição para os seus excursos literários.

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Contos


JACINTO DOS REIS PEREIRA [a]
HONORÉ BENOIT [b]
capa de Cândido [Costa Pinto]

Montijo, 1942 e 1941
«Gazeta do Sul», Editora
1.ª e 2.ª edições
2 livros juntos pelo editor no mesmo volume
14,3 cm x 10,7 cm
120 págs. + 70 págs.
contos coligidos: [a] «Panorama»; «O Regresso á Terra»; «Para Além Desta Vida»; «Inverno»; «Irmãos...»; «Valor Real»; «Ratinhos e Ceifeiros do Alentejo»; «A Balada da Noite Sem Fim»; «A Mensagem do Menino»; «A Grande Demanda»; [b] Ester
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Dois Tamanquinhos


OUIDA
trad. anónima
capa não assinada

Montijo, 1942
«Gazeta do Sul», Editora
s.i.
14,8 cm x 10,8 cm
144 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de Marie Louise de la Ramée (1839-1908), filha de mãe inglesa e pai francês, popularizou-se como prolífica ficcionista no género meloso e extravagante. Originalmente publicado em 1874, Two Little Wooden Shoes teve a primeira tradução portuguesa pela mão de Cândido de Figueiredo em 1888, sendo então incluída na brilhante colecção Biblioteca Antiga e Moderna, do editor David Corazzi.

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Contos Já Contados



aa.vv.
C. [Carlos] Alberto [Santos]

s.l. [Montijo], s.d. [circa anos 1960]
Gazeta do Sul, Editora
[1.ª edição]
20 cm x 14,4 cm
224 págs.
capa de C. Alberto
volume profusamente ilustrado com vinhetas alusivas a cada uma das peças literárias
exemplar n.º 870 de uma tiragem não declarada
manuseado mas muito aceitável, miolo limpo
ostenta na folha de ante-rosto o selo-branco do semanário Gazeta do Sul
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Compilação dalguns contos anteriormente publicados ao longo de duas décadas nas páginas do periódico, vinte trechos literários de pendor moralizante neo-realista, cujos autores, encabeçados pelo então estreante Antunes da Silva, se estendem por nomes como Alberto Lima, Celestino Gomes, Matilde Rosa Taranta, Sílvia Vaz, Augusto Barbosa, Leonel Cosme, Miguel Serrano, Adérito Cabral, etc.
A capa – com certeza de propósito, num estilo abertamente dirigido a um público feminino – mimava a estética das “revistas cor-de-rosa” da época, nomeadamente a Crónica Feminina.

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terça-feira, agosto 30, 2016

Diário


SEBASTIÃO DA GAMA
pref. Hernâni Cidade

Lisboa, s.d. [1958]
Edições Ática
1.ª edição
19,7 cm x 14,1 cm
320 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. V, Publicações Europa-América, Mem Martins, 2000):
«[...] Poeta e pedagogo. [...] Poeta, ele é, como Frei Agostinho da Cruz, o cantor da Arrábida, a Serra-Mãe, como lhe chama. O Diário, publicado postumamente e que relata a sua experiência como professor estagiário na Escola Veiga Beirão, em Lisboa, é um documento fortemente revelador da personalidade humana e literária de Sebastião da Gama e constitui, ainda hoje, do ponto de vista pedagógico, um excelente modelo para todos os candidatos à docência. [...]»

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Pelo Sonho É Que Vamos


SEBASTIÃO DA GAMA
pref. Ruy Belo
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1971
Edições Ática
2.ª edição
19,5 cm x 14,2 cm
84 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

É «o livro mais conseguido de Sebastião da Gama», afirma o poeta Ruy Belo no seu livro de ensaios Na Senda da Poesia.

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Cabo da Boa Esperança


SEBASTIÃO DA GAMA
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1959
Edições Ática
2.ª edição
19,8 cm x 14,4 cm
180 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
frontispício a duas cores
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Escreveu o ensaísta António Quadros nos verbetes de leitura do serviço de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian:
«Poesia de boa altura literária, de sentido místico, embora integrada em coordenadas modernas. [...] Não é uma primeira figura, mas figura contudo entre o lote dos bons poetas portugueses contemporâneos.»

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Servidão


ASSIS ESPERANÇA
capa de Roberto Nobre

Lisboa, s.d. [1947]
Livraria Editora Guimarães & C.ª
1.ª edição
19,1 cm x 12,3 cm
576 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

A força literária desta obra, até pelo funcionário da PIDE, no regime salazarista, era reconhecida:
«Esta obra foi premiada pela Academia das Ciencias de Lisboa (Prémio Malheiros – 1947). É um romance humano, em quadros, dolorosos talvez mas bem reais, do trabalho servil das mulheres, tanto nos meios rurais como nos citadinos, porém sem demagogia.
Julgo não haver razão ou motivo algum para proibir. – O leitor – José Brandão Pereira de Mello, Capitão». (Direcção dos Serviços de Censura, relatório n.º 5484, 21 de Outubro, 1955 [fonte electrónica: José Pacheco Pereira, Ephemera, 5 de Novembro, 2010])

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A Vertigem


ASSIS ESPERANÇA
capa de Azevedo Silva

Lisboa, 1919
Portugalia – Editora
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
432 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Trinta Dinheiros


ASSIS ESPERANÇA
capa de Roberto Nobre

Lisboa, 1958
Guimarães Editores
1.ª edição
19,2 cm x 12,5 cm
434 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do autor:
«[...] O dinheiro como norte-de-vida, diabo-de-mágica, cria e desenvolve, em determinadas circunstâncias, complexos de poder e dignidade, riscos, atitudes e sucessos. Coleccionei, pois, alguns, sob o signo de Judas Escariote, favorável à traição, ou seja Trinta Dinheiros, que é caminho fácil para quem viva de olhos postos na conquista do seu bom governo, da sua opulência e prosperidades sem conta.»

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segunda-feira, agosto 29, 2016

Monumentos de Portugal – Templos Cruzeiros e Alminhas



Figueira da Foz, 1937
dir. Francisco dos Santos-Viegas
Edição do Gabinete de Estvdos Vrbanos e Rvrais
2 fascículos, ou cadernetas (tudo quanto se publicou)
26,9 cm x 18,4 cm
[XXIV págs. + 3 encartes*] + [28 págs. + 1 folha em extra-texto]
subtítulo: Edição profvsamente ilvstrada e colaborada por preclaros membros do clero portvgvês e por eminentes escritores e artistas
exemplares estimados, restauro na capilha do segundo fascículo; miolo limpo
acondicionados numa modesta pasta de cartolina
ostenta o ex-libris de José Coelho colado na primeira página do segundo fascículo
* constam os encartes de uma carta a difundir o objecto da publicação e que visa captar assinantes, mais um vale destinado a ser preenchido para firmar a respectiva assinatura, e ainda uma tarjeta informando que «Foi solicitada autorização do reverendissimo Episcopado para o ilustre clero poder prestar a sua colaboração a Templos, Cruzeiros e Alminhas»
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além de três páginas graficamente ocupadas por fotografias do cardeal Cerejeira, de Dom António Antunes, bispo-conde de Coimbra, e do arcipreste padre José Lourenço dos Santos Palrinhas, pároco local, a prometida colaboração dos «preclaros membros do clero» e dos «eminentes escritores e artistas» não vingou. Nada mais temos, no que a vertente publicação deu a conhecer, que um Prefácio programático e um extenso capítulo acerca dos lugares de eleição cristãos na Figueira da Foz, tudo assinado por Santos-Viegas.

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O Labirinto da Saudade


EDUARDO LOURENÇO
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1978
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
20,9 cm x 13,5 cm
204 págs.
subtítulo: Psicanálise Mítica do Destino Português
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] [Trata-se de uma] análise que acaba por construir um dos mais cruéis mas honestos diagnósticos, onde todos somos doentes que nele estão incluídos.»

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Tempo e Poesia



EDUARDO LOURENÇO

Porto, Dezembro de 1974
Editorial Inova
1.ª edição (em livro)
19,5 cm x 14 cm
312 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de importantes reflexões, que andavam dispersas por jornais e revistas, algumas estas de absoluta raridade como a Árvore ou a Tetracórnio, ou mesmo o jornal Europa, e cuja importância não deixa de ser admirável num filósofo não alinhado pelos cânones da época da sua formação intelectual, quando o ditado oficial português mais não produzia que superstições messiânicas e marianistas.

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sexta-feira, agosto 26, 2016

O Medico de Casa [junto com] O Onanismo




CONSTANTIN-GUILLAUME [a]
H. FOURNIER [b]
trad. [a] António Vieira Lopes e [b] Narciso Alberto de Sousa

Porto-Braga, 1877
Coimbra, 1879
Livraria Internacional de Ernesto Chardron / Tipographia Democratica
1.ª edição (ambos)
[a] 2 tomos (completo)
3 livros enc. 1 volume
17,9 cm x 12,2 cm
[(XVI págs. + 346 págs.) + (302 págs. + XVIII págs.)] + 170 págs.
subtítulos: [a] Systema simples de reconhecer qualquer molestia, e indicação do melhor tratamento a seguir para a curar; [b] Suas causas, perigos e inconvenientes para o individuo, familia e sociedade: – Remedios
encadernação modesta em meia-inglesa, com elegante gravação a ouro na lombada
aparados, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Homem – Representação Graphica da Sua Estructura em Cinco Chromos Sobrepostos com Texto Explicativo



ARDISSON FERREIRA, trad.

Paris – Lisboa / Rio de Janeiro – São Paulo – Belo Horizonte, s.d. [circa 1930]
Livrarias Aillaud e Bertrand – Aillaud, Alves & C.ª / Livraria Francisco Alves
s.i.
43,3 cm x 19 cm
16 págs. + 1 desdobrável em extra-texto (5 figuras polícromas)
ilustrado a negro no corpo do texto e a cor em separado
texto a duas colunas
boa encadernação recente em papel com lombada em tela, capas de brochura restauradas e espelhadas
não aparado
exemplar estimado; miolo limpo, com restauros de estabilização periféricos, cromos em bom estado
peça de colecção
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ardisson Ferreira (1873-1932), sendo médico e cirurgião, também se dedicou à escrita, nomeadamente como divulgador da cultura física, e neste particular foi o tradutor das obras de Johannes Peter Müller.

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O Meu Systema


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
[trad. Ardisson Ferreira]

Lisboa, s.d.
Livraria Bertrand
[1.ª edição ?]
23,3 cm x 15,5 cm
128 págs.
subtítulo: A saude a troco d’um quarto de hora d’exercicio por dia
ilustrado a negro no corpo do texto
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do manual de referência para ginastas.

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A Vida ao Ar Livre


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
trad. Ardisson Ferreira

Paris-Lisboa / Porto / Rio de Janeiro, 1911
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Chardron / Livraria Francisco Alves
1.ª edição
18,8 cm x 12,2 cm
172 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, parcialmente por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Prefácio do tradutor:
«[...] A Vida ao Ar Livre, complemento de O Meu Sistema, contém a apologia dos agentes vitaes que a natureza nos offerece a todo o momento, e bastos e racionaes conselhos ácerca da higiene e dos desportos, conselhos que o auctor apresenta despretenciosamente e em linguagem clara e sobremaneira attrahente.»

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A Vida ao Ar Livre


J. [JOHANNES] P. [PETER] MÜLLER
trad. Ardisson Ferreira

Paris – Lisboa / Porto / Rio de Janeiro, s.d.
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Chardron / Livraria Francisco Alves
s.i.
18 cm x 12 cm
172 págs.
ilustrado no corpo do texto
encadernação editorial em tela encerada com gravação a negro e branco nas pastas e na lombada
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sexo / Espionagem


DAVID LEWIS
trad. Maria Guilhermina Ramalho
capa adaptada da edição original por Nuno Amorim

Lisboa, 1977
Fernando Ribeiro de Mello – Edições Afrodite
1.ª edição
20,9 cm x 14,7 cm
216 págs. + 8 págs.
subtítulo: A Exploração do Sexo pelos Serviços Secretos Soviéticos
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um livro acerca dos métodos utilizados no terreno pelo KGB para enlamear reputações e extorquir segredos sob chantagem – segredos políticos, industriais, militares e outros. Escrito para, ao diabolizar os outros, esconder culpas em casa própria, no caso os métodos das polícias de investigação ocidentais... que eram – e são – farinha do mesmo saco. O editor português, na sua cegueira anticomunista primária, embarca no logro...

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«Depoimento» ou Libelo – Reflexões Sobre o Livro de Memórias de Marcelo Caetano


RAUL RÊGO

Lisboa, 1975
Editorial República
1.ª edição
18,5 cm x 12,6 cm
136 págs.
exemplar estimado, lombada e contracapa oxidadas pela contínua exposição à luz; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA DO AUTOR AO ESCRITOR DAVID MOURÃO-FERREIRA
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do excelente conjunto de artigos coligidos de e por Raul Rêgo:
«[...] Poucos homens terão tido na História de Portugal oportunidade igual à de Marcelo Caetano, de fazer a verdadeira união nacional, dentro de um pluralismo são. [...] Basta ver como foi recebido o seu apelo à concórdia de todos os portugueses e as esperanças que suscitou num povo martirizado por guerras e divisões, os oposicionistas pondo de lado 42 anos de ostracismo e vendo no homem chamado ao governo não o principal doutrinador e um dos grandes executores do regime que os segregara, mas o dirigente que fazia apelo à cooperação em momento particularmente grave da vida da nação. Mas, usando nova linguagem, Marcelo não mudou de processos [...]. Jogou simplesmente na continuidade de um regime cujas estruturas não correspondiam a nenhuma das necessidades vitais do povo português. À palavra pátria seguia-se por vezes a sentença de morte cívica para muitos dos mais patriotas e em lugar da concórdia entre as ideias de uns e de outros se exigia a submissão pura e simples ao ideário dos quarenta anos de totalitarismo. Era a continuidade. [...]»

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Depoimento [junto com] As Mentiras de Marcello Caetano



MARCELLO CAETANO [a]
ANTONIO CRUZ (coronel) e VITORIANO ROSA [b]

Rio de Janeiro – São Paulo, 1975 [a]
Lisboa – Porto – Coimbra – Luanda – Lourenço Marques, 1974 [b]
Distribuidora Record [a]
Agência Portuguesa de Revistas [b]
2.ª edição [a]
1.ª edição [b]
[21 cm x 14 cm] + [21,3 cm x 14,9 cm]
250 págs. + 192 págs.
subtítulo do segundo item: Resposta a um falso “Depoimento”
segundo item profusamente ilustrado no corpo do texto com fotografias de época e facsímiles de documentação confidencial do Estado Novo
exemplares muito estimados; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura assinada por Vitoriano Rosa:
«[...] Não se pretende com este livro estabelecer uma polémica, que nada mais redundaria do que “gastar cera com tão ruim defunto”. O que se nos afigura realmente importante é dar ao conhecimento público as provas documentais das mentiras de Marcelo Caetano e mostrar o verdadeiro rosto do Salazar cinicamente sorridente que durante seis longos anos de repressão e de terror enganou o povo português e, gozando agora dos rendimentos e das boas vontades dos amigos, pretende ainda lançar a confusão e preparar o terreno para um regresso à Pinochet. [...]»

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Marcello Caetano – Confidências do Exílio


JOAQUIM VERÍSSIMO SERRÃO

Lisboa / São Paulo, 1985
Editorial Verbo
1.ª edição
21 cm x 15 cm
408 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO CÓNEGO ISAÍAS DA ROSA PEREIRA
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma década volvida sobre a queda do regime fascista, e ainda Veríssimo Serrão procurava algum resquício de legitimidade histórica para a pouca vergonha que haviam sido os 48 anos de totalitarismo militar, religioso e civil, perseguição política, miséria do povo, incultura generalizada e, por fim, guerra colonial...

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Conversas Com Marcello Caetano

 

ANTÓNIO ALÇADA BAPTISTA

Lisboa, Outubro de 1973
Moraes Editores
1.ª edição
20 cm x 13,9 cm
276 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Este livro, engendrado já no declínio, senão no estertor, do regime fascista, assume o estilo de um ex-aluno «respeitador» e «admirado» em amena troca de impressões gerais com o seu antigo professor. Mas tais generalidades passam um pouco ao largo da governação de um país a ferro e fogo policial, que é o que acontece quando o poder sente o chão a fugir-lhe de debaixo dos pés. Pode dizer-se que, apesar da dissimulada ambição, Alçada Baptista – que fôra, dez anos antes, o fundador da revista O Tempo e o Modo – nunca possuiu o fulgor atrevido de um António Ferro em diálogo com Salazar, que é o que acontece quando os consensos de uma época empurram a passos desordenados para o fim.
A título de exemplo, uma passagem:
«[...] Sinto que, para Marcello Caetano, a política é muito mais uma “arte” do que uma “ciência”: uma estratégia de conter o real que resulta das concretas motivações dos homens num determinado tempo da história, no pressuposto inabalável de que eles, neste domínio, quase nunca se movem segundo as “rectas intenções”. Daí que, desgraçadamente, o fenómeno político reflicta, afinal, o denominador comum da nossa humana banalidade. Donde, a consequência duma dualidade inevitável: de um lado, um universo pessoal povoado de valores tradicionais que se reflectem num comportamento pessoal à base das “antigas virtudes”: trabalho, exigência interior, vida espiritual, honestidade pessoal, austeridade; do outro, um universo social cujas virtudes são as “virtudes” da guerra, perante um inimigo que, no seu entender, está disposto a tudo, e a quem não podemos oferecer a vantagem dos nossos princípios pessoais. E que seriam esses prin­cípios, de que o homem completamente se desinteressou, que, a serem colectivamente vividos, poderiam modificar um dia as regras dum jogo que, ainda no seu entender, os outros quiseram assim. [...]» – Alçada Baptista, há que sublinhá-lo, está a referir-se ao segundo Comissário Nacional da Mocidade Portuguesa, organização para-militar émula da “juventude hitleriana”...

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quinta-feira, agosto 25, 2016

As Artes ao Serviço da Nação


[C. (CÉSAR) H. (HENRIQUE) MOREIRA BAPTISTA, pref.]

Belém (Lisboa), 1966
Museu de Arte Popular
[1.ª edição]
15,6 cm x 17 cm (oblongo)
60 págs. + 36 págs. em extra-texto
subtítulo: 40.º Aniversário da Revolução Nacional
profusamente ilustrado
exemplar como novo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Afirmava César Moreira Baptista, na qualidade de Secretário Nacional da Informação, «[...] a certeza de que os nossos Artistas, pela imaginação, poder inventivo e técnica, são também nova face de um Portugal inteiramente renovado [...]», dando assim a impressão de um país domesticado, não só por via do analfabetismo activo, mas acima de tudo pela branda cumplicidade dos que sabiam ler e escrever. Na roda-viva dos intelectuais ao serviço do regime fascista vamos encontrar, na vertente fonte primária, nomes que, mais tarde, tentaram, democraticamente, imiscuir-se entre o povo-que-lavas-no-rio: Jorge Vieira, José Rodrigues (escultores), José Segurado, Conceição e Silva, Sena da Silva (arquitectos), Alice Jorge, António Charrua, António Dacosta, Artur Bual, Cândido Costa Pinto, João Abel Manta, João Hogan, Júlio Pomar, Júlio Resende, Paulo Guilherme, Rogério Ribeiro, Vespeira (pintores), e muitos outros.

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O Candidato Nacional Almirante Américo Thomaz


[ANÓNIMO]

s.l., s.d. [Lisboa, 1958]
UN [União Nacional]
s.i.
22,4 cm x 17,2 cm
16 págs.
ilustrado
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Américo Deus Rodrigues Tomás (1894-1987), candidato à presidência do Estado Novo escolhido pelo partido único para suceder a Francisco Craveiro Lopes, ascendia assim de presidente do Clube de Futebol Os Belenenses e de Ministro da Marinha ao estatuto decorativo de “figura número um da nação”. Nunca mandou nada, nem teve vontade própria, nunca contrariou quem o pôs no cargo. A vertente brochura de propaganda tem o mérito de nos revelar uma extensa lista de nomes dos apoiantes da sua candidatura, e aí, por exemplo, para além dos reaccionários do costume, encontramos nomes como os da actriz Amélia Rey Colaço, do jornalista Pedro Correia Marques, do arquitecto Paulino Montez, da professora e ensaísta Maria de Lurdes Belchior, dos escultores António Duarte e Leopoldo de Almeida, dos escritores Caeiro da Matta e Júlio Dantas, etc.

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Mensagem de Ano Novo do Chefe do Estado


[AMÉRICO TOMÁS, almirante]

Lisboa, Janeiro de 1974
Secretaria de Estado da Informação e Turismo
[edição única]
25 cm x 18,3 cm
sem numeração [34 págs.] + 1 cartão de visita
inclui fotografia do autor (durante o discurso) em extra-texto
junto com o cartão de visita do contra-almirante Henrique dos Santos Tenreiro, ao que julgamos para personalizar a oferta do fascículo a um destinatário (não identificado)
exemplar como novo
peça de colecção, com interesse para a história do fim da ditadura do Estado Novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se efectivamente do último discurso que Portugal foi obrigado a ouvir da lavra do almirante; o Dia da Libertação veio quase logo a seguir, desmentindo as expectativas de um género de governo com quase meio século. E pela mão daqueles que não haviam chegado ao 10 de Junho na qualidade de mortos gloriosos.
Algumas palavras do discurso:
«[...] finalmente, de acordo com o procedimento seguido em todos os anos dos meus mandatos, procedi às sessões solenes inaugurais dos novos anos lectivos realizadas em todos os estabelecimentos militares de ensino. Destacadamente me refiro à cerimónia militar que se realizou no Terreiro do Paço, no dia 10 de Junho. Mais uma vez essa patriótica cerimónia decorreu com o brilho que lhe é peculiar, nela tendo sido condecorados os bravos combatentes que mais se distinguiram na defesa das terras portuguesas de Angola, de Moçambique e da Guiné. E, além das distinções concedidas, evocaram-se, saudosamente, comovidamente e com toda a gratidão, aqueles que nessa defesa perderam a vida. E, como tem sucedido nos anos anteriores, cerimónias semelhantes se realizaram noutras cidades da Metrópole e no Ultramar e em todas elas o fulgor das cerimónias foi idêntico. [...]»

pedidos para:
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quarta-feira, agosto 24, 2016

Entrevistas, 1960-1966 [junto com] Discursos (Antologia – Textos políticos)



OLIVEIRA SALAZAR

Coimbra, 1967 / Lisboa, s.d. [circa 1970]
Coimbra Editora, Limitada / EN – Emissora Nacional
livro: 1.ª edição
disco: prensagem original
[19,6 cm x 14,1 cm] + [31,4 cm x 31,4 cm]
[4 págs. + 244 págs.] + 1 long play (vinil)
exemplares estimados, capa do disco com discreto restauro; miolo irrepreensível (livro), prensagem límpida (disco)
juntou-se cartão pessoal de Clemente Rogeiro, então Presidente da Direcção da Emissora Nacional de Radiodifusão
160,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lote constituído pelo raro volume antológico de entrevistas concedidas por Salazar, em diversas circunstâncias da sua governação, e por um disco que reúne importantes discursos do mesmo, proferidos aos microfones da Emissora Nacional entre 1941 e 1963, a propósito dos seguintes temas: O meu depoimento (Janeiro de 1949); Os princípios e a obra da Revolução no momento interno e no momento internacional (Abril de 1943); Defesa económica – Defesa moral – Defesa política (Junho de 1942); Todos não somos de mais (Abril de 1941); Breves considerações sobre a política interna e internacional a propósito da inauguração do Estádio de Braga (Maio de 1950); Na reeleição do Chefe do Estado (Fevereiro de 1942); Apontamento sobre a situação internacional (Maio de 1956); O caso de Goa (Novembro de 1954); Política Ultramarina (Agosto de 1963); e Temos também o dever de ser orgulhosos dos vivos (Agosto de 1963).
Salazar, à semelhança de Hitler, bem sabia como a rádio, e mais tarde também a televisão, numa lenga-lenga encantatória, projectavam as suas ordens e ameaças sobre toda a população do país: «Se não falha este pequeno aparelho que parece estremecer às menores vibrações da minha voz, eu estarei falando neste momento à maior assembleia que em Portugal alguma vez se congregou a escutar a palavra de alguém.»

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A Invasão dos Judeus


MARIO SAA

Lisboa, 1924 (aliás, 1925)
[ed. do Autor]
1.ª edição
25,7 cm x 19,2 cm
316 págs.
composto manualmente
ilustrado com 71 gravuras
exemplar estimado, capa envelhecida; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra explicitamente anti-semita. São três centenas de páginas de insultos soezes a antigos e modernos, mortos e vivos, entre os quais, denunciados pelo “crime” de “judaísmo”, destacamos ao acaso Guerra Junqueiro, Rafael Bordalo Pinheiro, Afonso Costa, França Borges, Cunha Leal, Bernardino Machado, José Falcão, Brito Camacho, José Relvas, Nogueira de Brito, Ricardo Jorge, Gustavo Matos Sequeira, Columbano, Jaime Cortezão, Fernando Pessoa, Almada Negreiros, Bernardo Marques, António Ferro, etc., citando somente dentre os que tiveram direito a retrato...

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domingo, agosto 21, 2016

Relatorio Sobre o Cadastro


ANTONIO JOSÉ D’AVILLA

Lisboa, 1848
Na Imprensa Nacional
2.ª edição («correcta e augmentada»)
22,3 cm x 16 cm
118 págs.
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Numa altura em que gente tão obviamente inteligente e responsável pelos destinos da nação não se inibe de encher o recinto mediático com opiniões e palpites acerca daquilo que ignora (porque se não o ignorasse não teríamos chegado onde chegámos!), dá-se aqui uma achega bibliófila para o relaxado debate deste Verão. O tema – desviando as atenções dos responsáveis pelo desbaratar de recursos e meios ano após ano –, o tema agora é: o cadastro! Ora bem, por razões que se prendiam com o colapso das estruturas económicas e sociais do país durante as lutas liberais, e concomitante barafunda na verificação da propriedade privada do território, já o duque de Ávila (1807-1881) afirmava constituir o Cadastro a única base, sem a qual «[...] será absolutamente impossivel repartir com igualdade o imposto predial, [...] resolver o problema de fazer com que os povos paguem menos, e o Thesouro receba mais, [...] garantir a propriedade a seu legitimo possuidor, fazendo cessar, ou pelo menos diminuir consideravelmente o numero espantoso de questões, a que esta dá origem, acabar em fim o deficit e a agiotagem, e pôr os capitaes em liberdade, para procurarem emprego nas emprezas de interesse material, que em tão larga escala se offerecem no nosso Paiz, aonde tudo está por fazer, aonde só faltam a vontade do homem, e as instituições adquadas [...].»

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Instrucções pelas Quaes Se Devem Regular o Director e Officiaes Encarregados dos Trabalhos Geodesicos e Topographicos do Reino [seguido de] Descripção e Rectificações do Theodolito


[FILIPE FOLQUE]

Lisboa, 1850
Imprensa Nacional
1.ª edição
21,1 cm x 13,5 cm
44 págs. + 22 págs. (não num.) + 18 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)


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sexta-feira, agosto 19, 2016

O Crime


GUERRA JUNQUEIRO

Porto – Braga, 1875
Livraria Internacional de Ernesto Chardron
1.ª edição
17,4 cm x 12,2 cm
32 págs.
subtítulo: A Propósito do Assassinato do Alferes Brito
exemplar estimado; miolo limpo
discretas rubricas de posse na capa e no ante-rosto
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inclui-se este poema na discussão aberta em Portugal acerca da abolição da pena de morte para crimes cometidos em meio militar, neste caso quando um soldado de infantaria assassinou o alferes Palma e Brito em 1874.

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Guerra Junqueiro


TEIXEIRA DE PASCOAES
ilust. António Carneiro

s.l. [Porto], 1950
[ed. Autor]
1.ª edição
21,8 cm x 15,8 cm
40 págs.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida no Teatro Amarantino, cujo produto das vendas do impresso deveriam reverter para a Associação dos Bombeiros Voluntários de Amarante.

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De la Peine de Mort



F. [FRANÇOIS] GUIZOT

Bruxelas, 1838
Société Belge de Librairie, etc. – Hauman et Compagnie
Imprimerie Judenne
«nouvelle édition» (2.ª edição)
16,8 cm x 11 cm
XVIII págs. + 158 págs. + 2 págs.
exemplar muito estimado, capa e contracapa espelhadas sobre gravura antiga; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

François Pierre Guillaume Guizot (1787-1874), historiador, liberal conservador partidário da ideia de uma monarquia constitucional, foi ministro da Educação, ministro dos Negócios Estrangeiros e mesmo Primeiro Ministro de Luís-Filipe I de França, tendo resignado à beira das barricadas parisienses de 1848, não sem dar ordens militares de neutralização dos revoltosos. Todavia, são produto da sua reflexão histórica conceitos produtivos como sociedade de massas, classes sociais, igualdade dos cidadãos, conceitos de que Marx e Engels se apropiarão levando-os a um outro nível de leitura da vida quotidiana.
A questão da pena de morte é, assim, tratada como vã pretensão dos governantes a dominarem os povos. No seu entendimento, desde que a acção dos indivíduos se tornara num comportamento massificado expresso em tumultos sociais colectivos (revoluções), deixara de resultar, como medida de aviso, o castigo individual. Bem pelo contrário, a guilhotina iria virar-se contra os seus promotores, ninguém mais estaria ao abrigo dos instrumentos de morte por si criados.

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Roteiro da Cidade do Porto




Porto, 1955
[Tipografia Progrédior]
«edição oficial»
16,5 cm x 12,2 cm
10 págs. + 92 págs. + 1 desdobrável (grande formato)
encadernação editorial inteira em tela com gravação a ouro na pasta anterior
exemplar muito estimado; miolo limpo, mapa como novo
assinatura de posse na primeira folha-de-guarda
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Roteiro Lírico do Porto


ANTÓNIO LOUSADA
ilust. Neves e Sousa

Porto, 1949
[ed. Autor]
1.ª edição
22 cm x 16,6 cm
52 págs.
ilustrado com três desenhos de página inteira
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Pseudónimo de António Ramos Pinto Cálem (1913-1990), notável da cidade do Porto ligado à exportação de vinhos.

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O Espaço Urbano do Porto



J. M. PEREIRA DE OLIVEIRA

Coimbra, 1973
Instituto de Alta Cultura – Centro de Estudos Geográficos
1.ª edição
2 volumes (completo)
26 cm x 20 cm
[16 págs. + 472 págs. + 2 desdobráveis em extra-texto] + [VIII plantas temáticas desdobráveis em extra-texto + XIV plantas parciais desdobráveis em extra-texto]
subtítulo: Condições Naturais e Desenvolvimento
profusamente ilustrados a negro e a cor
encadernações modestas em sintético com gravação a ouro nas lombadas
conservam todas as capas de brochura
não aparados
exemplares estimados, alguma fragilidade e quebra nos festos; miolo limpo
LOTE VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Obra de referência para o estudo da cidade do Porto.

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Daqui Houve Nome Portugal


EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.
et alli
ilust. Abel Salazar, António Cruz, Augusto Gomes, Dario Alves, Dordio Gomes, Eduardo Viana, Resende, Luis Demée, Pedro Rocha, Sousa Felgueiras, Ângelo de Sousa, Aurélia de Sousa, Dominguez Alvarez, Henrique Medina, Jaime Isidoro, Lima Carvalho, Martins da Costa, Sobral Centeno e Vieira da Silva
direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 2000
Edições ASA, S.A. / BPI
[4.ª edição]
31,6 cm x 25,1 cm
496 págs.
subtítulo: Antologia de Verso e Prosa Sobre o Porto
encadernação editorial em linho gravado a cor na pasta anterior, com sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
acondicionado em estojo editorial próprio
profusamente ilustrado
exemplar como novo
100,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da versão destinada a ofertas do Banco Português de Investimento, por ocasião dos festejos do Porto – Capital Europeia da Cultura, em 2001. E não é a primeira vez que tal livro aparece escolhido para engrandecimento de fachada de instituições absolutamente alheias à sentida homenagem do poeta Eugénio de Andrade à cidade do Porto, que preciosamente escolheu, entre autores vivos e mortos, colaborações de escritores como, entre tantos outros, Agustina Bessa Luís, Ruben A., Sophia de Mello Breyner Andresen, Jorge de Sena, Vitorino Nemésio, Pedro Homem de Mello, Miguel Torga, José Régio, João de Araújo Correia, Aquilino Ribeiro, António Patrício, Teixeira de Pascoaes, Carlos Malheiro Dias, etc., etc., numa lista ascendente até ao abade de Jazente, a Faustino Xavier de Novais, o padre Agostinho Rebelo da Costa, Diogo Brandão, etc. Entre os autores acabados de chegar para esta edição, sublinhem-se José Saramago, António Manuel Couto Viana, Armando Silva Carvalho, Nuno Júdice e, não podia deixar de ser, também Fernando Pinto do Amaral.

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telemóvel: 919 746 089


Daqui Houve Nome Portugal



EUGÉNIO DE ANDRADE, org. e pref.
et alli
ilust. António Cruz, Alvarez, Augusto Gomes, Eduardo Viana, António Costa, etc.
direcção gráfica de Armando Alves

Porto, 1983
Editorial O Oiro do Dia
3.ª edição («aumentada»)
22,5 cm x 14,2 cm
294 págs. + 9 folhas em extra-texto + 1 encarte promocional
subtítulo: Antologia de Verso e Prosa Sobre o Porto
profusamente ilustrado
capa impressa a cor, com sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda impressas
exemplar estimado; miolo irrepreensível
inclui a cinta de oferta do Conselho Distrital do Porto da Ordem dos Advogados datada do «Dia Nacional do Advogado – 19 de Maio de 1994»
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reedição a propósito do «[...] 15.º aniversário da fundação da Editorial Inova, de que a Editorial O Oiro do Dia é continuadora [...]» (vd. cólofon).

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