quarta-feira, novembro 30, 2016

Jornal de Notícias – A Memória de um Século (1888-1988)


FERNANDO DE SOUSA
grafismo de João Machado

Porto, 1988
s.i. [ed. Autor ?]
1.ª edição
30,6 cm x 24,2 cm (álbum)
432 págs.
profusamente ilustrado a cor
impresso sobre papel couché mate de gramagem superior
encadernação editorial em tela gravada a ouro na pasta anterior e na lombada, sobrecapa polícroma, folhas-de-guarda ilustradas
exemplar como novo
95,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Diario de Noticias – Da Sua Fundação às Suas Bodas de Diamante



JOÃO PAULO FREIRE (MÁRIO), et alli
capa de Stuart

Lisboa, 1939
Diário de Notícias
1.ª edição
2 tomos (completo)
29,3 cm x 21,7 cm
424 págs. + [492 págs. + 2 folhas em extra-texto]
profusamente ilustrado
encadernações homogéneas inteiras em tela com gravação a ouro na lombada
pouco aparado, conserva as capas anteriores de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
por defeito no fabrico do papel o frontispício do primeiro tomo apresenta falhas de impressão em duas letras do título
230,00 eur (IVA e portes incluídos)

Celebrando os seus setenta e cinco anos de existência, o periódico Diário de Notícias, desde sempre uma referência – que foi fundado pelo jornalista Eduardo Coelho e pelo tipógrafo-proprietário Tomás Quintino Antunes –, incumbiu João Paulo Freire de dar corpo a múltiplos depoimentos, efeméride, registos de arquivo, imagens, e outras curiosidades. O resultado é um modelo de livro-memória, senão mesmo um quase diário de bordo desse serviço público, e dirigido ao público, que se designa hoje por comunicação social...

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No Lazareto de Lisboa



RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO

Lisboa, 1881
Empreza Litteraria Luso-Brazileira – Editora
1.ª edição
24,4 cm x 16,8 cm
56 págs.
profusamente ilustrado
encadernação recente com lombada em pele e pastas em papel marmoreado, rótulo colado na pasta anterior com gravação a ouro
não aparado, conserva a capa anterior da brochura
exemplar muito estimado, capa espelhada; miolo limpo, ténue mancha de antiga humidade nos cantos superiores das últimas folhas
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma das muitas obras de humor corajoso que o caricaturista nos legou.

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Os Balões e as Viagens Aereas


FULGENCIO MATION
trad. Alexandre da Conceição

Porto, s.d.
Magalhães & Moniz – Editores
1.ª edição
18,3 cm x 12,3 cm
352 págs. + VIII págs.
ilustrado
encadernação editorial (Companhia Portugueza Editora) em tela com gravação a ouro na pasta anterior e na lombada
exemplar envelhecido mas aceitável, capa manchada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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terça-feira, novembro 29, 2016

Manuel du Libraire et de l’Amateur de Livres



JACQ.[UES]-CH.[ARLES] BRUNET, filho

Paris, 1814
Chez Brunet, Libraire
2.ª edição
4 tomos (completo)
20,1 cm x 13,5 cm
[4 págs. + XII págs. + 532 págs.] + [4 págs. + 512 págs.] + [4 págs. + 506 págs.] + [XII págs. + 428 págs. + 84 págs.]
luxuosa e uniforme encadernação recente em meia-francesa com cantos em pele e ferros a ouro na lombada, nova, pouco aparado
[sem capas de brochura ?]
exemplares em bom estado de conservação; miolo muito limpo
600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dicionário bibliográfico de referência, da autoria do conhecido livreiro francês que viveu entre 1780 e 1867.

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Comemoração do 25.º Aniversário da Morte de Fernando Pessoa


Lisboa, Dezembro de 1960
S. N. I. – Palácio Foz
1.ª edição [única]
23,5 cm x 16,7 cm
4 págs. + 2 folhas (encartes)
impresso sobre papel superior avergoado creme
acabamento com um ponto em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
peça de colecção
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do programa da referida comemoração, constituída por exposição alusiva à vida e à obra do poeta, assim como duas conferências, a representação dramática de poemas do mesmo e leitura avulsa de versos acompanhados à guitarra.

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Poemas Ineditos


FERNANDO PESSOA
org., trad., pref. e notas de Teódulo López Meléndez
capa e grafismo de Toña Vegas

Caracas (Venezuela), 1986
Fundarte – Fundación para la Cultura y las Artes del Distrito Federal
1.ª edição
bilingue português – castelhano
21 cm x 11,7 cm
144 págs.
capa em cartolina sem impressão revestida por sobrecapa bicromática
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


FERNANDO PESSOA
sel., trad. e pref. Rodolfo Alonso

Buenos Aires, 1961
Compañia General Fabril Editora
1.ª edição
texto em castelhano
18,8 cm x 10,9 cm
216 págs. + 1 folha em extra-texto
cartonagem editorial
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do crítico literário José Palla e Carmo
30,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Reunião de um conjunto significativo de poemas cobrindo o leque poético nuclear da obra pseudónima e ortónima.

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Algumas Notas Biográficas Sôbre Fernando Pessoa


LUIZ PEDRO MOITINHO DE ALMEIDA

Setúbal, 1954
s.i. [ed. Autor]
1.ª edição
21,7 cm x 16,3 cm
20 págs.
subtítulo: Palestra proferida em Setúbal em 3 de Abril de 1954, seguida duma carta inédita do poeta, e dum poema que também se presume inédito
acabamento com dois pontos em arame
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do advogado maçon autor do livro Acrónios, no escritório de cujo pai trabalhou Fernando Pessoa.

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Fernando Pessoa – Uma Fotobiografia



MARIA JOSÉ DE LANCASTRE
grafismo de Ta Bonjo Antukkj e Armando Alves

Lisboa, 1981
Imprensa Nacional – Casa da Moeda
Centro de Estudos Pessoanos
1.ª edição
28,2 cm x 19,2 cm
VIII págs. + 328 págs.
profusamente ilustrado
brochura com capa e sobrecapa impressas
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer quebra na lombada; miolo irrepreensível
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho de referência, ilucidativo de um percurso de vida, de um percurso de criação literária, das fontes de informação, etc., daquele que foi o mentor poético do século XX.

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Fernando Pessoa, o Cadáver Adiado Que Procria


[ANÓNIMO*]

Lisboa, 30 de Novembro, 1982
Edições Antígona
1.ª edição [única]
20,9 cm x 15 cm
4 págs.
folha volante
exemplar estimado, apresenta um vinco ao meio devido talvez ao seu envio dentro de sobrescrito; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Assinalando à sua maneira a data da morte do poeta, vem aqui a editora iconoclasta Antígona chamar a atenção para a vertente reaccionária de Pessoa, por exemplo, nos seus textos À Memória do Presidente-Rei Sidónio Pais, ou O Interregno – Defesa e Justificação da Ditadura Militar em Portugal. Deste último transcreve mesmo uma passagem vomitiva: «Os governantes naturalmente indicados para um Estado de Transição são, pois, aqueles cuja função social seja particularmente a manutenção da ordem. Se uma nação fosse uma aldeia, bastaria a polícia; como é uma nação, tem que ser a Força Armada inteira.» E assim é que, nessa data à beira da campa, ousa a Antígona, no seu breve manifesto, «[...] com a biqueira da bota, empurrá-lo mais fundo na cova que o envolve. A História [...] agradecerá uma tal acção profiláctica. [...]»
É de acrescentar que a expressão «cadáver adiado que procria» não é original, colhe o exemplo, a acutilância e o verbo do movimento surrealista.

* Texto muito provavelmente redigido pelo jornalista Torcato Sepúlveda, então um dos mentores do espírito das Edições Antígona.

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Grandeza da Farmácia


J. ALVES DA SILVA
pref. Américo Pires de Lima

Porto, 1940 («ano dos centenários de Portugal»)
s.i. [Tip. Sequeira, Limitada]
1.ª edição
20,7 cm x 14,8 cm
488 págs. + 9 folhas em extra-texto
subtítulo: A Obra Científica e Social dos Farmacêuticos Através dos Tempos – Farmacêuticos Célebres
ilustrado
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dicionário de farmacêuticos. Devemos lembrar que nem sempre esta profissão se cingiu à mera comercialização de especialidades criadas em laboratórios com interesses económicos transnacionais. Épocas houve em que o farmacêutico reunia o saber suficiente, não só para manipular ingredientes terapêuticos, mas sobretudo para proceder ao despiste rápido ou à medicação de maleitas mais óbvias. Neste último aspecto, o farmacêutico foi por vezes, em tempos idos, o único apoio junto de populações distanciadas dos grandes centros urbanos. Hoje é, sobretudo, um mero retalhista ou, na melhor das hipóteses, um gestor de produtos.

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A Botica do Azevedo (1775-1948)


MANUEL EMYGDIO DA SILVA
capa de Raul Lino
desenhos de Júlio Neuparth

Lisboa, s.d. [1948 ?]
Sociedade Industrial Farmacêutica
1.ª edição
24,8 cm x 19 cm
136 págs. + 6 folhas em extra-texto + 1 desdobrável em extra-texto
exemplar estimado, contracapa empoeirada; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

História das farmácias do Rossio e de São Roque, e da Sociedade Industrial Farmacêutica. É também, e principalmente, a crónica dos lugares que ocupavam na cidade de Lisboa e das várias épocas passadas. Basta referir que o Rossio foi sempre um ponto de encontro de conspiradores e revolucionários, aqui referidos, para se ter uma ideia da importância do vertente livro. Por seu turno, farmácias, barbeiros e carvoarias sempre fizeram parte da mais antiga tradição de convívio social.

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Poesias Patrioticas e Outras Ineditas


A. [ALBINO] A. [ANTÓNIO] D’ANDRADE E ALMEIDA
pref. Thomaz Ribeiro

Lisboa, 1899
Typographia Mattos Moreira & Pinheiro
1.ª edição
21 cm x 13,3 cm
272 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Albino António de Andrade e Almeida foi «[...] segundo oficial do antigo Ministério das Obras Públicas e por muitos anos secretário da patriótica Comissão Primeiro de Dezembro de 1640, onde prestou bons serviços com dedicação e desinterêsse. Fundou uma folha para defender os interêsses dessa comissão e da pátria, e publicou um livro de versos com introdução do ilustre poeta Tomás Ribeiro, de quem fôra intimo. Alêm disso colaborou em prosa e em verso em diferentes periódicos literários e políticos.
Era casado com uma filha dilecta da poetisa D. Antónia Gertrudes Pusich.» (Fonte: Inocêncio Francisco da Silva / Brito Aranha, Dicionário Bibliográfico Português, tomo XXII, Imprensa Nacional, Lisboa, 1923)

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domingo, novembro 27, 2016

Narrativas do Tempo Primitivo


H. G. WELLS
trad. Henrique Marques Junior
capa de José Leite

Lisboa, 1902
Livraria Central de Gomes de Carvalho, Editor
1.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
104 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO EDITOR GOMES DE CARVALHO
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira obra de H. G. Wells (1866-1946) vertida para português, segundo informação do próprio editor na sua dedicatória.

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Meanwhile



H. G. WELLS

Londres, 1927
Ernest Benn Limited
1.ª edição
texto em inglês
19 cm x 13,1 cm
288 págs.
subtítulo: The Picture of a Lady
encadernação editorial inteira em tela gravada a ouro na lombada
sem sobrecapa [?]
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sob a Cinza do Tédio


FIDELINO DE FIGUEIREDO

Coimbra, 1944
Editorial Nobel
4.ª edição
19,6 cm x 13,2 cm
240 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Romance de uma consciência
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

O vertente volume inclui ainda a reedição dos livros autónomos Revoada Romântica e Uma Viagem à Fobolândia.

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Portugal nas Guerras Europêas


FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1914
Livraria Classica Editora de A. M. Teixeira
1.ª edição
21,9 cm x 14,9 cm
90 págs.
subtítulo: Subsidios para a comprehensão dum problema de politica contemporanea
encadernação modesta de amador em tela de fantasia, sóbria gravação a ouro na lombada
pouco aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo
carimbo de posse no frontispício
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fidelino passa em revista os motivos diplomáticos ou políticos da presença bélica de Portugal, após a Restauração, em conflitos alguns nem directamente relacionados com a integridade das fronteiras do nosso território. E conclui, num brilhante resumo das causas múltiplas na origem da Primeira Guerra Mundial, qual o papel que aí nos caberia, como país obrigado a tomar posição aliada de potências empenhadas em conter a arrogância imperial germânica.

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Um Coleccionador de Angústias



FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1953
Guimarães & C.ª Editores
2.ª edição
19,1 cm x 12,5 cm
328 págs.
capa impressa a três cores e relevo seco
exemplar estimado, com antigas manchas de humidade na capa e nas primeira e última folhas; miolo limpo, por abrir
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor ao escritor humorista Armando Ferreira
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma espécie de autobiografia literária em que Fidelino de Figueiredo vai reflectindo, ao longo da sua cronologia pessoal, nos problemas sociais, culturais, filosóficos por que passou.

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Um Coleccionador de Angústias


FIDELINO DE FIGUEIREDO

Lisboa, 1962
Guimarães Editores
3.ª edição
19,1 cm x 12,2 cm
336 págs.
exemplar estimado, sinais de foxing na capa; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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No País dos Homens-Leões


ATTILIO GATTI
trad. António Costa e Almeida

Porto, 1941
Livraria Tavares Martins
2.ª edição
19,6 cm x 13,8 cm
328 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Nove Anos Entre os Zulus, Bantos, Pigmeus, etc.
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Entre os Pescadores de Pérolas


FRED BLANCHOD
trad. Vasco Rodrigues

Porto, 1942
Livraria Tavares Martins
1.ª edição
19,5 cm x 13,6 cm
276 págs. + 3 folhas em extra-texto
subtítulo: Arábia – Zanzibar – Ceilão
ilustrado em separado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo, papel acidulado
assinatura de posse no canto superior esquerdo do ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sôbre o Saará Ardente


WILLIAM B. SEABROOK
trad. Campos Monteiro

Porto, 1945
Livraria Tavares Martins
2.ª edição
19,5 cm x 13,8 cm
296 págs. + 8 págs. em extra-texto
subtítulo: Viagem aérea através do deserto
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Homens Brancos nos Trópicos


ERLING BACHE
tradução de António Brochado

Porto, 1944
Livraria Tavares Martins
[1.ª edição]
19,5 cm x 13,9 cm
272 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: O Extremo-Oriente em Foco
colecção “Por Terras de Maravilha” dirigida por Campos Monteiro
ilustrado
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta na pág. 3 o carimbo «Homenagem da Casa Editora»
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Lê-se como um livro de aventuras esta crónica de viagem pelo Bali, Bangkok, Cantão, Manila, Bombaim, Calcutá, Xangai, Hong-Kong, etc. Redigido antes da II Guerra Mundial por um jornalista, que é dinamarquês, e que uma ausência de quinze anos por essas terras distantes lhe deu a visão do que aí vinha.

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Antropologia Luso-Atlântica



ALMEIDA LANGHANS

Lisboa, 1968 e 1970
Parceria A. M. Pereira, Lda.
1.ª edição
2 volumes (completo)
23 cm x 15,5 cm
240 págs. + 260 págs.
subtítulos:
vol. 1 – Estudo do Homem Português
vol. 2 – Estudo das Maneiras de Viver do Homem Português
profusamente ilustrados no corpo do texto
exemplares como novos
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

No primeiro volume, Franz-Paul de Almeida Langhans – que foi durante uma década secretário pessoal de Salazar – desenvolve um estudo dos nacionais, «[...] a sua origem autóctone e a sua miscegenação tanto no aspecto somatológico, como no psíquico e étnico. Nesta Segunda Parte estudam-se as “maneiras de viver” do Homem português. O estudo incide sobre os sistemas de relação e sobre o meio-ambiente. [...]» (da nota de badana).

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Objectos e Alfaias Decoradas do Museu de Etnologia do Ultramar


FERNANDO GALHANO

Lisboa, 1968
Junta de Investigações do Ultramar – Centro de Estudos de Antropologia Cultural
1.ª edição
vol. I [único publicado]
28,7 x 22,8 cm
152 págs.
subtítulo: I – Portugal Metropolitano
profusamente ilustrado
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

Fernando Galhano (1904-1995) foi um dos fundadores do Museu de Etnologia de Lisboa, aberto ao público em 1985 (apesar do edifício estar concluído desde 1974). Convidado em 1948 por Jorge Dias para o Centro de Estudos de Etnologia Peninsular, recém-criado na cidade do Porto, passam os seus trabalhos, a partir daí, a identificarem-se com as actividades desse Centro e com as do Centro de Estudos de Antropologia Cultural da Junta de Investigações do Ultramar em Lisboa. Paralelamente às suas funções como investigador-etnógrafo, desenvolve o seu talento de pintor e desenhador, produzindo milhares de imagens que enriquecem hoje os arquivos das instituições por onde passou, documentando exemplarmente múltiplos aspectos da cultura portuguesa e africana. Em colaboração com outros membros da equipa, como Jorge Dias, Ernesto Veiga de Oliveira e Benjamim Pereira, assim como com outros autores, participou em centenas de acções que versaram temas tão diversos como a arquitectura popular, as alfaias agrícolas, os sistemas de transporte, cestaria, olaria, tecnologia têxtil e os sistemas de moagem e pesca.
No vertente livro é-nos mostrado um acervo de tratamentos estéticos, a talhe sobre madeira ou chifre, com que o povo humilde (pescadores, assalariados rurais, pastores, etc.) personalizou os utensílios das suas fainas. É sintomático como, já nesses finais dos anos 60, Galhano retoricamente se interrogava acerca do perecível destino dessas artes:
«[...] Com o alumínio e o plástico acabaram mesmo as coisas que se pudessem decorar com as velhas técnicas tradicionais. E é mesmo para perguntar o que será a arte popular de amanhã. Com esta produção industrial de todos os objectos de uso corrente, e com a divulgação geral de uma cultura mais vasta e consequente aproximação das classes sociais, não estaremos mesmo a assistir ao seu irremediável fim? [...]»

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Alfaia Agrícola Portuguesa


ERNESTO VEIGA DE OLIVEIRA
FERNANDO GALHANO
BENJAMIM PEREIRA

Lisboa, 1983
INIC – Instituto Nacional de Investigação Científica / Centro de Estudos de Etnologia
2.ª edição
24 cm x 17,5 cm
408 págs. + 156 págs. em extra-texto (reprod. fotog.) + 4 desdobráveis em extra-texto
impresso sobre papel superior
capa em cartolina não impressa com sobrecapa polícroma
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do prefácio:
«[...] Em todo este livro está presente Jorge Dias. A sua obra sobre os Arados Portugueses – de que aqui damos a súmula – inaugurou não só os estudos da alfaia agrícola portuguesa, mas também, com a monografia de Vilarinho da Furna, a sua carreira de etnólogo [...].»

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La Vertu de l’Osier et du Genêt




EMMANUEL RIBEIRO
ilust. Alice d’Azevedo
trad. Claire Jeancourt Gouveia e Francisco da Silva Gouveia

Coimbra, 1930
Imprensa da Universidade
1.ª edição
22,7 cm x 17 cm
88 págs. + 3 vegetais impressos em extra-texto
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
muito discreta rubrica de posse no frontispício
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Notável estudo arqueológico acerca da manufactura de recipientes domésticos com vime (ou verga), castanho, giesta ou palha entrançados.

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sábado, novembro 26, 2016

Guevara – Antologia


ERNESTO «CHE» GUEVARA
org., trad. e pref. Adriano de Carvalho e João Bernardo

s.l. [Porto], 1967
Novo Rumo
1.ª edição
20,9 cm x 13,5 cm
136 págs. + 8 págs. em extra-texto
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DE ADRIANO DE CARVALHO
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de importantes escritos do Comandante, reunidos no imediato após o seu assassinato na Bolívia, em Outubro de 1967, a que os antologiadores juntaram na contracapa um poema, em sua homenagem, de Nicolás Guillén.
Acerca do jornalista Adriano de Carvalho (1937-2000), escreveu o poeta Carlos Loures (Estrolábio, pág. electrónica, 10 de Julho, 2010): «[...] Quando a maioria dos jornalistas se exprime num português que deve mais às telenovelas do que à leitura de clássicos, o Adriano merecia e deveria ter ocupado um lugar entre os melhores da sua profissão. [...]» Deve assinalar-se ainda a constante coragem política de Adriano de Carvalho, quer antes quer depois do dia 25 Abril, o que fez dele um dos “populares” promotores do assalto à PIDE e ali mesmo alvejado, a poucas horas da capitulação do quartel da Rua António Maria Cardoso.
João Bernardo (nasc. 1946) é hoje um conceituado pensador nos meios do comunismo radical. Fundador do jornal Combate, é com o livro Para uma Teoria do Modo de Produção Comunista que se torna uma referência teórica para o comunismo conselhista português contemporâneo. No conjunto, toda a sua obra de reflexão insere-se na crítica ao processo de transnacionalização do capital e aos gestores desse capital, entendidos como classe.

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Do It


JERRY RUBIN
pref. Eldridge Cleaver
[trad. anónima]
grafismo de Quentin Fiore

Paris, 1971
Éditions du Seuil
1.ª edição
texto em francês
20,6 cm x 14 cm
272 págs.
subtítulo: Scénarios de la Révolution
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
assinatura de posse no rodapé do frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Nota editorial na contracapa:
«Dans une vie antérieure, Jerry Rubin [1938-1994] était un jeune Américain sage aux cheveux courts. Il fit 20000 kilomètres pour rencontrer le Che à Cuba, qui lui dit quelle chance était la sienne de vivre et pouvoir se battre au cœur de “la Bête”: les U.S.A. A travers les luttes de ces dernières années, sur les campus, contre le Pentagone, à Chicago en 1968, Rubin est à l’origine de cette synthèse entre le courant hippie et le gauchisme des jeunes révolutionnaires blancs américains: le mouvement “yippie” dont ces pages sont à la fois le Manifeste, l’épopée, le manuel et la bande dessinée.
Préfacé par le leader des Panthéres noires Eldridge Cleaver [1935-1998], mis en page par Quentin Fiore (le “designer” de McLuhan) [...].»
É de assinalar que Rubin, após o apodrecimento da sua juventude, e como accionista numa conhecida marca de computadores, veio a tornar-se um modelo de virtude capitalista e homem de negócios multimilionário.

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Ubirajara


JOSÉ DE ALENCAR

Lisboa, s.d.
Empreza Literaria Universal
s.i.
19,4 cm x 13,3 cm
80 págs.
subtítulo: Lenda Tupy
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
carimbo de João Monteiro de Pina – Mercearia da Beira – Elvas no ante-rosto
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o terceiro romance de José de Alencar (1829-1877) numa série indianista de nacionalismo romântico, a que se juntam O Guarani e Iracena. O índio que protagoniza esta história representa a base do povo brasileiro, cuja especificidade, por comparação com os europeus, Alencar desenha.

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Diva


JOSÉ DE ALENCAR
pref. Mário de Alencar

Rio de Janeiro – Porto, 1921
Livraria João do Rio / Annuario do Brasil (Almanak Laemmert) – Renascença Portuguesa
s.i. («Unica edição revista por Mario de Alencar»)
16,2 cm x 11,9 cm
148 págs.
subtítulo: Perfil de Mulher
capa impressa no verso da capa do tomo IX da Historia do Brazil de Rocha Pombo
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Martiniano de Alencar (1829-1877), um dos escritores marcantes no século XIX da cultura brasileira, é aqui dado a ler, por mão de seu filho, num romance de 1864, durante muito tempo publicado sem nome de autor, mas apenas as iniciais G. M.

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O Mar


JOÃO SARAIVA
capa de Manuel Gustavo Bordallo Pinheiro

Lisboa, 1889
Livraria A. Ferin
1.ª edição
25,5 cm x 17,4 cm
XVI págs.
exemplar estimado; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome completo João Baptista Pinto Saraiva (1886-1948), diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990), foi «Deputado, governador civil e poeta, dirigiu a revista País de Turismo, juntamente com António Carneiro. A sua poesia neo-romântica, onde se manifesta muito a influência de João de Deus, chegou a ser, no seu tempo, celebrada, sobretudo pelos seus aspectos lírico-satíricos. [...] segundo Júlio Dantas, “as musas do [restaurante] Tavares, a que presidia Rafael Bordalo, glorificaram-no.”»

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quinta-feira, novembro 24, 2016

A Mulher na Expansão Ultramarina Ibérica, 1415-1815


C. R. BOXER
trad. Saúl Barata
capa de Moura-George

Lisboa, 1977
Lisvros Horizonte, Lda.
1.ª edição
18 cm x 11,7 cm
168 págs.
subtítulo: Alguns factos, ideias e personalidades
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«Os construtores dos impérios espanhol e português levaram consigo para além-mar a bagagem mental que haviam acumulado na Península; dessa bagagem fazia parte a opinião de que as mulheres são inferiores física, intelectual e espiritualmente – opinião que as mais altas instâncias, legais e religiosas, compartilhavam em absoluto.
O Professor Boxer, percorrendo quatro séculos em três continentes, África, América e Ásia, descobre que nem sempre as coisas se passaram desse modo. Os fermentos da colonização provocaram o aparecimento de numerosas mulheres enérgicas e de forte personalidade, que se distinguiram como esposas, filhas, amantes e, as mais das vezes, como viúvas e detentoras de propriedades: desde a Condessa de Assumar, que educa o seu filho como homem de armas (na ausência do pai), até à incrivelmente perversa e sádica chilena Dona Catalina de los Rios Lispuerger, que ao longo de 36 anos praticou impunemente as maiores enormidades.
O Professor Boxer também considera as atitudes dos colonizadores para com as mulheres indígenas, como empregadas domésticas ou como prostitutas. Reúne os seus temas num capítulo final, “O Culto de Maria e a Prática da Misoginia”, em que demonstra a ligação existente entre a exaltação da castidade feminina, o desprezo masculino pela mulher e a convicção de que para o homem “a simples fornicação não é pecado”. Nesta obra as tensões do colonialismo emergente são vistas por um ângulo diferente do habitual. [...]»

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As Farpas


RAMALHO ORTIGÃO

Lisboa, 1887 a 1890
David Corazzi – Editor (até ao vol. VI)
Companhia Nacional Editora (do vol. VII em diante)
1.ª edição [em volumes temáticos e muito ampliada]
11 volumes
20,2 cm x 14 cm
[312 págs. + VI págs. (insertas entre as págs. 4 e 5)] + [2 x 320 págs.] + 312 págs. + [7 x 320 págs.]
subtítulos:
tomo I – A Vida Provincial: A Paizagem – Os Campos – As Praias – Os Monumentos
tomo II – As Epistolas
tomo III – Os Individuos
tomo IV – O Parlamentarismo
tomo V – A Religião e a Arte
tomo VI – A Sociedade
tomo VII – A Capital
tomo VIII – Os Nossos Filhos: Instrucção Publica
tomo IX – O Movimento Litterario e Artistico
tomos X e XI – Aspectos Varios: Da Sociedade, da Politica, da Administração
encadernações homogéneas em pano cru com discreta impressão a negro nas lombadas
sem capas de brochura
assinatura de posse sobre os cinco primeiros frontispícios
conjunto valioso, apesar de não ter cartonagem editorial e de não incluir os dois volumes finais referentes à colaboração de Eça de Queirós, de seu título Uma Campanha Alegre (I e II), e os três volumes tardios Farpas Esquecidas (I e II) e Últimas Farpas
170,00 eur (IVA e portes incluídos)

Do Catalogo das Edições e Obras de Fundo de “A Editora” (Antiga casa David Corazzi), Lisboa, 1910:
«Reedição do antigo texto das Farpas, e larga ampliação com mais do dobro dos artigos primitivos, comprehendendo todos os principaes aspectos da Sociedade e da Civilisação portugueza, durante os annos de 1870 a 1885.»


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Auto da Vida e da Morte


ANTÓNIO ALEIXO
pref. Joaquim Magalhães

Faro, 1948
Tip. União
1.ª edição
18,9 cm x 12,6 cm
32 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Auto do Curandeiro


ANTÓNIO ALEIXO
pref. Fernando Laginha

Faro, 1950
Tip. de “O Algarve”
[1.ª edição]
21,3 cm x 14,4 cm
26 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Inéditos


ANTÓNIO ALEIXO
org. e pref. Ezequiel Ferreira

Loulé, 1978
Edição de Vitalino Martins Aleixo
1.ª edição
20,1 cm x 13,2 cm
256 págs.
exemplar como novo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Quando Começo a Cantar...


ANTÓNIO ALEIXO
pref. Joaquim Magalhães

Lisboa, 1960
s.i.
3.ª edição
19,6 cm x 13,3 cm
80 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro deste poeta do povo, «cauteleiro e guardador de rebanhos, cantor popular de feira em feira, pelas redondezas de Loulé» (do prefácio de Joaquim Magalhães).

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Intencionais


ANTÓNIO ALEIXO
nota introd. Joaquim Magalhães
desenho de Tossan

Faro, 1945
Círculo Cultural do Algarve
1.ª edição
18,9 cm x 12,1 cm
76 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
47,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Miscelânea Scientífica e Literária Dedicada ao Doutor J. Leite de Vasconcellos


aa.vv.

Coimbra, 1934
Imprensa da Universidade
1.ª edição
27 cm x 19 cm
VI págs. + 1 folha em extra-texto (retrato do homenageado) + 532 págs.
ilustrado
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Edição encabeçada por um título oportunista, sob o qual não se vislumbra que os doutos textos antologiados – nenhum de Leite de Vasconcelos – necessitassem do chapéu do mestre arqueólogo para se abrigarem... Entre muitos, de investigadores nacionais e estrangeiros, apenas alguns nomes ainda agora sobreviventes em terra própria: Mosés Bensabat Amzalak, Edgar Prestage, Afrânio Peixoto, J. A. Pires de Lima, Fortunato de Almeida, etc.

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Indículo dos Trabalhos Literários de J. Leite de Vasconcellos


MOSES BENSABAT AMZALAK [pref. e ed.]

Lisboa, 1924
ed. Moses Bensabat Amzalak
1.ª edição
23,4 cm x 15,6 cm
60 págs. + 4 folhas em extra-texto
subtítulo: Livros – Folhetos – Revistas, 1879-1923
exemplar estimado; miolo limpo
da tiragem comum de apenas 300 exemplares
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Para além da detalhada lista das obras impressas de Leite de Vasconcelos, Amzalak dá aparato biográfico à edição.

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terça-feira, novembro 22, 2016

Saias Curtas


LUIZ D’OLIVEIRA GUIMARÃES
capa de Cunha Barros

Lisboa – Porto – Coimbra – Rio de Janeiro, 1925
“Lvmen” – Empresa Internacional Editora
1.ª edição
19,3 cm x 12,3 cm
XII págs. + 272 págs.
subtítulo: A saia curta foi para as pernas das mulheres o que a Revolução Francesa foi para os direitos do homem
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR LUÍS DEROUET
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de uma badalhoquice machista disfarçada de crónica-ensaio acerca dos costumes citadinos. Um triste exemplo, que envolve, não só a crítica reprovadora, mas gulosa, ao corpo da mulher, como pretende impor a tirania do mando patronal do homem no mundo do trabalho:
«[...] A criada de Lisboa vem quási sempre da província, do Minho ou da Beira, do Alentejo ou do Algarve. Nunca andou de combóio. Nunca viu nada. Não sabe dizer duas palavras seguidas. Com a sua saia de roda, com a sua blusa de chita, com o seu lenço de ramagens atado na cabeça, dá-nos a impressão exacta de uma simples guardadora de ovelhas. Mas deixem-na estar dois ou três meses em Lisboa – e então é que é vê-la – espartilhada, frisada, com a sua blusa de seda, com o seu sapato de verniz, com a sua mantilha de renda posta como uma touca, com a sua infalível sombrinha, aberta sempre como um cogumelo preto – ela, pobre plebeia, que toda a vida andou à esturreira do sol! Não parece a mesma. Lisboa teve a arte de lhe ensinar todas as perversidades e todos os vícios. Pinta-se. Deita pó de arrôs na cara. Discute com os amos a propósito de tudo. Por qualquer coisa ameaça despedir-se, orgulhosamente. [...]»
Resta acrescentar aqui que as esposas destes intelectuais burgueses pintavam-se, vestiam-se e calçavam-se exactamente pelo mesmo figurino, sendo elas o nefasto modelo inspirador das ditas serviçais.

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