sábado, outubro 21, 2017

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* em cumprimento da Lei n.º 144/2015, de 8 de Setembro – Resolução Alternativa de Litígios de consumo (RAL), artigo 18.º, cabe-nos informar que a lista de Centros de Arbitragem poderá ser consultada em www.consumidor.pt/


A Idade da Escrita


ANA HATHERLY

Lisboa, 1998
Edições Tema / Sociedade Guilherme Cossoul
1.ª edição
22 cm x 15,2 cm
64 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Ana Hatherly (1929-2015), artista que ganhou, no fim da vida, “amigos” novos que a têm na conta de guru e a promovem aquém-túmulo, por certo ignorantes das duras críticas éticas e literárias que um seu (dela) companheiro de lides experimentalistas, E. M. de Melo e Castro, lhe fez, em carta datada de 25 de Abril de 1969:
«[...] Já há alguns anos que sou teu dedicado e indulgente amigo, demasiado indulgente – sei-o agora, perante um crescente frenesim de auto-promoção gratuita que te invadiu. Gratuita porque enquanto o nível da tua produção desce assustadoramente o teu uso da simpatia como arma cultural sobe correspondentemente. Ora eu estou convencido que o papel do artista de vanguarda não é ser “simpático” nem conquistar uma promoção cultural à custa da arte, dentro de um establishment apodrecido.
Por isso os teus objectivos e os meus não são nem podem ser mais coincidentes.
Lamento que o pequeno sucesso que alcançaste com obras de valor (Mestre, Sigma, Estruturas Poéticas) tenha sido posteriormente tão desbaratado e que tenhas tomado o apoio que te dei sinceramente como uma base para a tua promoção. Não era esse o meu objectivo – mas sim um trabalho construtivo e honesto de verdadeira vanguarda – isto é de desmitificação.
[...] por ser ainda teu amigo te escrevo esta carta que creio ser muito necessária para ti e para a defesa de uma deontologia e uma clareza de propósitos que devem ser as únicas bases passíveis de uma acção cultural digna. [...]» (Fonte: carta manuscrita)

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Caminhos da Moderna Poesia Portuguesa



ANA HATHERLY
capa de Ruy Pacheco
ilust. Ruy e Mário Pacheco

Lisboa, 1960
Direcção-Geral do Ensino Primário
1.ª edição
16,5 cm x 11 cm
124 págs.
ilustrado
exemplar como novo, sem qualquer sinal de quebra na lombada
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sob a égide de Salazar – cujas directrizes assomam a cortina protectora desta antologia: «... uma das maiores preocupações no domínio em que podemos agir é exactamente a de conservar a frescura, como a das fontes que brotam da Terra, a simplicidade natural, a fraternidade humana e cristã do povo português [...]» – leva a cabo Ana Hatherly a sua missão colectora poético-pedagógica, num acervo de autores que tanto dá para o lado do melhor surrealismo de Alexandre O’Neill e Natália Correia como para o conservadorismo retinto de um Pedro Homem de Mello ou de um António de Cértima. A propósito deste último, e dos modelos literários quadra e redondilha, acrescenta ela até, espontânea e exclamativa: «[...] E como é pitoresca e alegre esta imagem do povo português, trabalhador e forte, que tão bem sabe cantar!»

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Claro–Escuro – Revista de Estudos Barrocos



Lisboa, Novembro de 1988 a Maio-Novembro de 1991
dir. Ana Hatherly
Quimera Editores
1.ª edição [única]
7 números em 4 vols. (completo)
29,4 cm x 19,2 cm
112 págs. + 216 págs. + 144 págs. + 212 págs.
ilustrados
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Revista que contou com múltiplos colaboradores, entre os quais são de destacar os nomes de Filomena Belo, Ivo Castro, Andrée Rocha, Artur Anselmo, Rui Bebiano, E. M. de Melo e Castro, Fernando Guimarães, José-Augusto França, Maria Alzira Seixo, Paulo Varela Gomes, António Cirurgião, Luísa Arruda, etc. O último volume é dedicado inteiramente à influência dos Descobrimentos no barroco.

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A Mitologia Fadista


ANTÓNIO OSÓRIO
capa de Moura-George

Lisboa, 1974
Livros Horizonte, Lda.
1.ª edição [única]
17,8 cm x 11,7 cm
120 págs.
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Alguns dos nossos poetas conservadores também já foram progressistas. O vertente ensaio do poeta António Osório atesta, em tom maior, uma rara lucidez sobre a cultura popular alfacinha.
O fado, apesar da sua toada de inspiração árabe-andaluz, «[...] surgiu em Portugal com o regresso da corte em 1822 [...]», vinda do Brasil após as invasões francesas. «O fado tocado à guitarra iniciou-se, ao que parece, depois do miguelismo no poder (1828), propagando-se em Lisboa, de modo crescente, durante o período das lutas liberais. [...]»
«[...] O desespero impotente de um Antero, de um Eça, de um Oliveira Martins, de tantos outros, não se compreenderá porventura melhor, em toda a sua dimensão aniquilante, se o associarmos ao atraso tremendo do seu povo, patente sem sofismas nos fados? Uma sociedade revela-se verdadeiramente através dos seus espectáculos, dos seus jogos, das suas canções. E trai-se tanto mais quanto maior for o carácter opressivo das instituições. Ora depara-se-nos no fado o escoadoiro de tudo (ou quase tudo) o que temos de pior, é uma verdadeira descida ao inferno da vida portuguesa. O saudosismo, “os fumos da índia”, o sebastianismo, os “espectros do passado”, a petulância marialva, a predisposição lacrimante, a inércia e a indiferença cívicas, o narcisismo derrotista, a tacanhez, o desgosto da vida, a opacidade do futuro, isto tudo supura na “moral” do fado e na sua vivência básica de um Destino inelutável, perante o qual se mostra nulo o poder da vontade e do pensamento racional – o mito supremo e, ao cabo, o pressuposto dos demais. Longe de ser um fenómeno apenas “popular”, afluem no fado as tendências ideológicas que têm pervertido a vida do País nos últimos cento e cinquenta anos. Por isso o estudo do fadismo oferece a particularidade de lançar um jorro de luz sobre o todo, ao mesmo tempo que nos dá ainda um resumo perfeito das nossas fatalidades. [...]»

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História do Teatro Português


LUIZ FRANCISCO REBELLO

s.l., 1967
Publicações Europa-América
1.ª edição
18 cm x 11,4 cm
148 págs. + 16 págs. em extra-texto
ilustrado em separado
exemplar muito estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR JOSÉ DE MATOS SEQUEIRA
ostenta colado no verso da capa o ex-libris de Maria Constança e José de Matos Sequeira
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota do autor na contracapa:
«[...] o público não é uma entidade abstracta: é, pelo contrário, uma entidade històricamente determinada, a que as estruturas económicas e sociais de cada época conferem uma imagem distinta e definida. E através dessas imagens sucessivas, que umas às outras se vão substituindo ao ritmo das transformações daquelas estruturas, é-nos dado surpreender o rosto mutável do teatro – reflexo da vida que na vida afinal se reflecte. [...]»

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quinta-feira, outubro 19, 2017

Contos Proibidos – Memórias de um PS Desconhecido


RUI MATEUS

Lisboa, Janeiro de 1996
Publicações Dom Quixote, Lda.
1.ª edição
23,5 cm x 15,5 cm
458 págs. + 32 págs. em extra-texto (fotografias)
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse de Francisco Roquette, que sublinhou a tinta uma passagem do texto na pág. 15
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um dos mais desbragados nacos de prosa de um arrependido político profissional, ex-figura de proa do partido de cuja roupa suja vem o ex-militante Rui Mateus aqui tentar lavar-se em público. Num outro plano, menos comezinho, é um documento importante para a mais recente História de Portugal.
Da nota na contracapa:
«Para além da ausência de regras que permitam, pela via individual, o acesso do cidadão à actividade política, não existem regras idóneas de financiamento dos partidos nem de transparência para os políticos. Um pouco à semelhança dos “pilares morais” do regime, a Maçonaria e a Opus Dei, tudo se decide às escondidas, como se o direito dos cidadãos à informação completa e rigorosa de como são financiadas as suas instituições e dos rendimentos dos seus governantes e dos seus magistrados se tratasse de algo suspeito, de algo subversivo.»

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quarta-feira, outubro 18, 2017

A Linguagem Simbólica da Natureza


SÓNIA TALHÉ AZAMBUJA
pref. Vítor Serrão
posf. José Carlos Costa
capa de Pedro Serpa

Lisboa, 2009
Nova Vega, Lda. – Editor Assírio Bacelar
1.ª edição
26 cm x 20 cm
386 págs.
subtítulo: A Flora e a Fauna na Pintura Seiscentista Portuguesa
profusamente ilustrado a cor
texto impresso a duas colunas
exemplar como novo
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo o historiador Vítor Serrão, «[...] o ensaio de Sónia Talhé Azambuja [n. 1974] [...] constitui um dos pontos altos desta fase amadurecida de estudos sobre a Natureza-Morta portuguesa do século XVII. [...]»

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Hygiene, e Medicina Popular


GUILHERME CENTAZZI

Lisboa, 1844
Typ. de Antonio José da Rocha
2.ª edição
20,9 cm x 13,6 cm
320 págs.
encadernação de amador, cantos em pele, gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
sem capas de brochura
exemplar muito estimado; miolo limpo
210,00 eur (IVA e portes incluídos)

Guilherme Centazzi (1808-1875) foi médico, músico, escritor e jornalista. Homem de ideias liberais, pioneiro na aplicação da ginástica à medicina, com obras várias publicadas de teor científico, pode atribuir-se-lhe ainda – antecipando-se a Herculano e Garrett – a introdução do romantismo no romance nacional, em 1840, por via do seu magnífico livro O Estudante de Coimbra.

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Estado da Medicina em 1858


MARECHAL DUQUE DE SALDANHA

Lisboa, 1858
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,1 cm x 14 cm
4 págs. + 160 págs.
subtítulo: Opusculo Dividido em Cinco Partes dedicado a Sua Magestade El-Rei o Senhor Dom Pedro Quinto e offerecido aos homens de consciencia e superiores que entre nós ensinam ou praticam a nobre e liberal profissão da medicina
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, papel sonante
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO MARECHAL AO CONSELHEIRO MARINO MIGUEL FRANZINI (1779-1861)
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portruguez, tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«João Carlos de Saldanha de Oliveira e Daun, 1.º Duque, 1.º Marquez e 1.º Conde de Saldanha, Mordomo-mór de Sua Magestade, Par do Reino, Conselheiro d’Estado, Ministro d’Estado honorario, Marechal do Exercito, e ex-Commandante em Chefe, Vogal do Supremo Conselho de Justiça militar, Ministro Plenipotenciario honorario; Grão-Cruz das Ordens militares da Torre e Espada, Christo, Conceição e S. João de Jerusalem em Portugal; das de S. Fernando, Carlos III e Isabel a Catholica de Hespanha; da de S. Gregorio de Roma; da Legião de Honra de França, condecorado com a Ordem do Tosão de Ouro, e com varias outras distincções e medalhas de honra nacionaes e estrangeiras; Socio emerito, e ex-Vice-presidente da Academia Real das Sciencias de Lisboa, Membro da Sociedade Geologica de França, da Academia das Sciencias e Bellas-letras de Anvers, da Sociedade Statistica de França, e de muitas outras Associações scientificas e litterarias da Europa, etc. etc. – N. em Lisboa a 17 de Novembro de 1790 [m. 1876], e foi o nono filho do 1.º conde de Rio-maior João de Saldanha Oliveira e Sousa, e de sua mulher a condessa D. Maria Amalia de Carvalho e Daun, terceira filha do 1.º Marquez de Pombal. […]
S. ex.ª querendo disseminar tanto quanto fosse possivel ás idéas e principios conteudos n’esta sua obra, dictada pelo desejo de ser util aos seus compatriotas, distribuiu franca e profusamente a primeira edição que d’ella mandou fazer; como porém esta não fosse sufficiente para saciar a justa curiosidade do publico, teve logar em breve tempo a segunda, que egualmente foi distribuida [...].»

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A Verdade



MARECHAL DUQUE DE SALDANHA

Lisboa, 1869 [aliás, 1868]
Imprensa Nacional
1.ª edição
22,8 cm x 15 cm
2 págs. + 64 págs.
luxuosa e elegante encadernação inteira em pele com gravação a ouro nas pastas e na lombada
corte carminado apenas à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
VALORIZADO PELO SELO BRANCO DO DUQUE DE SALDANHA NO FRONTISPÍCIO
peça de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome inteiro João Carlos Gregório Domingos Vicente Francisco de Saldanha Oliveira e Daun (1790-1876), foi 1.° conde, 1.° marquês e 1.° duque de Saldanha; foi ainda marechal-general do Exército, par do Reino, conselheiro de Estado efectivo, presidente do Conselho de Ministros, ministro da Guerra e ministro plenipotenciário em Londres, mordomo-mor da Casa Real, vogal do Supremo Conselho de Justiça Militar, etc.

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Necessidade de Associação Catholica



MARECHAL DUQUE DE SALDANHA

Londres, 1871
T. Brettell & Co.
1.ª edição
21,6 cm x 14,3 cm
18 págs.
encadernação em meia-inglesa com cantos em pele, armoreado a ouro na lombada
corte carminado apenas à cabeça
conserva as capas de brochura
exemplar muito estimado, pequenos restauros nos bordos da capa de brochura; miolo limpo, papel manchado
rubrica de posse na capa: «General Palmeirim»
VALORIZADO PELO SELO BRANCO DO DUQUE DE SALDANHA NA CAPA DA BROCHURA
peça de colecção
150,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto:
«[...] O governo representativo no seu sentido genuino, assegura a todas as classes igual justiça; o liberalismo, como hoje o preconizam e como a experiencia tem mostrado, é a mais completa perversão de uma verdadeira e nobre theoria. [...]»

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No Congresso do Mundo Português


J. CAEIRO DA MATTA

Lisboa, 1940
s.i [ed. Autor ?]
1.ª edição
26,3 cm x 17,5 cm
36 págs.
impresso sobre papel algodoado
exemplar muito estimado; miolo limpo, por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Ao Serviço de Portugal


J. CAEIRO DA MATTA

Lisboa, 1937
s.i [ed. Autor ?]
1.ª edição
25,9 cm x 18 cm
22 págs. + 344 págs.
impresso sobre papel algodoado
exemplar estimado; miolo limpo, papel por vezes com sinais de foxing
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Sobre o Lado Esquerdo



CARLOS DE OLIVEIRA

Lisboa, 1968
Iniciativas Editoriais
1.ª edição
18,1 cm x 12,9 cm
44 págs.
subtítulo: 1961-1962
composto manualmente em elzevir e impresso na mítica Tipografia Ideal de Lisboa
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO DR. SEABRA DINIS
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro núcleo poético de Carlos de Oliveira criado após a reunião em livro de toda a sua anterior produção (Poesias – 1945-1960, Portugália Editora, Lisboa, 1962). A partir daqui nada será como dantes: a finura linguística, o minimalismo discursivo já espreitam neste mais que belo livro de charneira, preparando o terreno para o zénite da sua obra em verso: os dois livros publicados nos Cadernos de Poesia das Publicações Dom Quixote, Micropaisagem e Entre Duas Memórias, em 1968 e 1971.

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Alcateia



CARLOS DE OLIVEIRA
capa de [Vítor] Palla

Coimbra, 1945
Coimbra Editora, Limitada
2.ª edição («nova edição»)
19,1 cm x 13,9 cm
252 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO CRÍTICO LITERÁRIO ÁLVARO SALEMA
75,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se de um romance – o segundo do Autor – que, após refundido para esta edição de 1945, nunca mais Carlos de Oliveira no-lo deu a conhecer na forma cristalizada que imprimiu a todas as outras suas obras. Amplamente elogiado pela crítica encartada, como pode verificar-se por um apanhado de recensões incluído nas páginas finais da vertente edição, por seu turno, as polícias do regime fascista parece não terem gostado particularmente dele, dado terem-no apreendido de imediato. Substancialmente diferente da primeira edição, o texto inspira Vítor Palla para uma interpretação gráfica menos soturna do que a também magnífica capa da edição anterior.

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Uma Abelha na Chuva



CARLOS DE OLIVEIRA
capa de Victor Palla

Coimbra, 1953
Coimbra Editora, L.da
1.ª edição
19,4 cm x 13,9 cm
212 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO CRÍTICO LITERÁRIO ÁLVARO SALEMA
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Romance de referência para o século XX português, a sua matéria textual – que supera em muito o enquadramento literário neo-realista – será obsessivamente revista sempre que ao escritor se lhe proporcionaram novas edições. Foi ainda, em 1971, objecto de um notável filme de Fernando Lopes.

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A Face Sangrenta




VERGÍLIO FERREIRA
ilust. Lima de Freitas

Lisboa, 1953
Contraponto [de Luiz Pacheco]
1.ª edição
23,5 cm x 17,1 cm
80 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado em separado
composto manualmente em elzevir na Tipografia Ideal sita à Calçada de São Francisco em Lisboa e impresso a azul sobre papel tipo “manteigueiro”
encadernação modesta inteira sintético gravada a ouro na lombada
conserva as capas de brochura
exemplar estimado, capas aciduladas; miolo limpo
é o n.º 430 de uma tiragem declarada de apenas 500 exemplares assinados pelo escritor e que incluem a reprodução de cinco desenhos do pintor Lima de Freitas
PEÇA DE COLECÇÃO
250,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se da primeira colectânea de contos do romancista Vergílio Ferreira (1916-1996), fazendo a ponte entre o neo-realismo inicial na sua obra e uma escrita de reflexão existencialista, que ocupará o seu espírito até ao fim da vida.

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Aparição [junto com] 25 Anos de Vida Literária de Vergílio Ferreira, 1943-1968



VERGÍLIO FERREIRA
et alli
posf. inédito de Vergílio Ferreira
ilust. Júlio Resende
grafismo de Armando Alves

Lisboa / Porto, 1968
Portugália Editora / Editorial Inova
1.ª edição comemorativa
2 volumes (completo) acondicionados em caixa editorial
27,5 cm x 20 cm
[248 págs. + 12 folhas em extra-texto] + 52 págs.
profusamente ilustrados
ambos impressos sobre papel superior
exemplares em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 610 da tiragem comum declarada de 1.000 exemplares
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Magnífica edição comemorativa dos vinte e cinco anos de exercício criativo do romancista, mas também reconhecido professor liceal. Duas editoras juntam-se satisfazendo a justa homenagem com a reedição ilustrada do romance de Vergílio Ferreira que, aos neo-realistas empedernidos de então (1959), mais custou aceitar. Não sendo propriamente o seu romance da viragem estética, é sem dúvida a sua primeira obra-prima... Para Sempre, em 1983, virá a ser a outra.
A vertente edição, os editores, para além do bom gosto da paleta de Resende, complementaram-na com uma brochura que reúne alguma efémera, como seja artigos de opinião, fotos, reprodução de manuscritos, aforismos, etc.

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terça-feira, outubro 17, 2017

Província de Angola – Mapa Rodoviário


Luanda, 1960
Direcção dos Serviços de Obras Públicas e Transportes
[1.ª edição]
27,5 cm x 16,4 cm (fechado) [109,8 cm x 96,4 cm (aberto)]
desdobrável polícromo
exemplar muito estimado; papel limpo
peça de colecção
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mapa (escala 1:1.500.000) dos itinerários principais, das estradas de 1.ª, 2.ª e 3.ª classe, e estradas não classificadas.

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A História de Angola Através dos Seus Personagens Principais


MARTINS DOS SANTOS

Lisboa, 1967
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
23 cm x 16 cm
480 págs. + 44 págs. em extra-texto
ilustrado
impresso sobre papel avergoado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível
105,00 eur (IVA e portes incluídos)


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História de Angola 1482-1963


NORBERTO GONZAGA

Lisboa, s.d. [circa 1963]
Edição do C.I.T.A. [Centro de Informação e Turismo de Angola] (Fundo de Turismo e Publicidade)
1.ª edição
20,7 cm x 14,5 cm
2 págs. + 382 págs.
exemplar manuseado mas aceitável; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Norberto Gonzaga (1898-?), tendo nascido em Lisboa, foi jornalista em Angola – Nova Lisboa, onde exerceu o cargo de chefe-de-redacção do periódico A Voz do Planalto. A sua participação na resistência anticolonial levá-lo-á ao exílio no Congo belga.

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Caligula em Angola


CUNHA LEAL
capa de Almada [Negreiros]

Lisboa, 1924
s.i. [ed. Autor]
3.º milhar
22,2 cm x 14,4 cm
XX págs. + 208 págs. + 1 folha em extra-texto [inserta entre as págs. 202-203]
composto manualmente
exemplar manuseado mas aceitável, restauro tosco na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

«[...] O Snr. Norton de Matos não conhece meios termos no exercicio das suas violencias. A imprensa incomoda-o? Extingue-a por processos de fôrça ou de coacção. Os indigenas reclamam contra extorsões imorais, praticadas pelas autoridades ou pelos particulares afectos ao Snr. Norton de Matos? Manda, como fez em Catéte, razziar a região dos protestantes, e prende e deporta, a seguir, os nativos de maior inteligencia, ou mais influentes. Nem as proprias bestas escapam á sua furia de tirano. Porque, um dia, um cavalo teve, no Lubango, a audacia sacrilega de deitá-lo abaixo, o Snr. Norton de Matos, em vez de dizer, filosoficamente, como o personagem de Gil Vicente: “Antes quero burro que me leve do que cavalo que me derrube” – manda abater a tiro a pobre alimária, para exemplo dos outros irracionais.
No Snr. Norton de Matos, não ha sequer as generosidades que, ás vezes, existiam até num Caligula, homem que sempre respeitou o seu cavalo Incitatus. [...]
No Snr. Norton de Matos, o reverso da violencia consiste na extrema generosidade e complacencia para com a sua feliz clientela. [...]» –
Assim trata Cunha Leal aquele que era, na altura, Alto Comissário na referida colónia.

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Poesia de Angola


[ANÓNIMO, org.]
capa e ilust. José Rodrigues

República Popular de Angola (Luanda), 1976
M. E. C.
1.ª edição
23,6 cm x 17 cm
408 págs.
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
85,00 eur (IVA e portes incluídos)

Excelente compilação poética angolana destinada ao ensino secundário, e que vai da poesia tradicional a precursores como José da Silva Maia Ferreira, Cândido Furtado, Eduardo Neves, Cordeiro da Matta, Lourenço do Carmo Ferreira ou Jorge Rosa. Seguem-se as gerações intermédias e a novíssima (anos 40 a 70), em que avultam, entre outros, Tomás Vieira da Cruz, Viriato da Cruz, António Jacinto, Agostinho Neto, Alda Lara, Costa Andrade, Ernesto Lara (filho), Deolinda Rodrigues, Emanuel Corgo, Ruy Duarte de Carvalho, David Mestre, etc.

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Angola Intangível


ALBERTO DE ALMEIDA TEIXEIRA

Porto, 1934
[Edições da 1.ª Exposição Colonial Portuguesa]
1.ª edição
23,5 cm x 16,8 cm
720 págs.
subtítulo: Notas e comentários
exemplar estimado, capa empoeirada; miolo limpo
180,00 eur (IVA e portes incluídos)

O tenente-coronel Almeida Teixeira (1870-1952), que foi governador dos distritos da Lunda e de Inhambane, tem nesta obra uma boa crónica histórica e política da presença dos portugueses em Angola, desde a primeira hora.

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Minha Pátria


MATEUS MORENO
ilust. [José] Rodrigues Miguéis, Saavedra Machado, Roberto Nobre e Bernardo Marques

Lisboa, 1923
Ressurgimento – Editora
2.ª edição (livro I) e 1.ª edição (livros II e III)
3 volumes (completo)
17 cm x 11,7 cm
96 págs. (numeração contínua)
subtítulo: Poema em 3 Livros e 3 Jornadas
ilustrados
exemplares muito estimados; miolo limpo
acondicionados numa modesta pasta de fabrico recente em cartolina e tela
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Mateus Martins Moreno Júnior (1892-1970), republicano quando jovem, para além de uma carreira militar que o levou a funções coloniais da confiança do Estado Novo, evidenciou-se como jornalista com preocupações regionais algarvias e director de Alma Nova (Faro, 1914 – Lisboa, 1930).

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segunda-feira, outubro 16, 2017

Barbearia Tiqqun [junto com] Romance Ardente [junto com] Sumo de Limão




RUI BAIÃO
MANUEL FERNANDO GONÇALVES
PAULO DA COSTA DOMINGOS

Lisboa, 2017
ed. viúva frenesi
1.ª edição [única, todos]
19 cm x 13 cm
36 págs. + 56 págs. + 36 págs.
impressão digital
acabamento com dois pontos em arame
exemplares novos
tiragem de apenas 150 exemplares cada
9,00 eur (cada, IVA e portes incluídos)
20,00 eur (lote dos 3, IVA e portes incluídos)

3 livros de versos, 3 autores com nome firmado, 1 manifesto literário.

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domingo, outubro 15, 2017

Vinte e Cinco Annos nos Bastidores da Politica


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1913
Companhia Portuguesa Editora
1.ª edição [única]
19 cm x 12,3 cm
416 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Emygdio Navarro e as «Novidades» – A sua vida e a sua obra politica e jornalistica
exemplar estimado; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto, uma das quais do ex-ministro CMacedo [Carlos Matos Chaves Mascarenhas de Macedo]
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora centrada na acção cívica de Emídio Navarro, é uma importante panorâmica também da influência de um jornal sobre o período histórico dos últimos anos do regime monárquico (Emídio Navarro faleceu em 1905). Jornal fundado pelo contundente polemista Navarro, em 1885, o Novidades de então (cujo nome, desactivado desde 1913, irá servir de cobertura, após 1923, à reaccionária acção católica) dava guarida a combatentes como António Enes, Mariano Cirilo de Carvalho, António Rodrigues Sampaio, Barbosa Colen, etc. Sendo o seu mentor inicial um homem de formação eclesiástica, que veio a integrar o Partido Progressista, nunca ele poupou a corrupção dos governos do reino. Diz-nos o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. II, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1990):
«[...] Deputado em várias legislaturas, foi chamado por Luciano de Castro para exercer o cargo de ministro das Obras Públicas em 1886. Nesta função deu atenção especial ao ensino técnico, comercial, industrial e agrícola, à rede viária e aos serviços florestais.
A violência dos seus artigos e a sua acção no Governo criaram-lhe numerosos inimigos, tendo chegado ao ponto de se bater em duelo. Quando saiu do Governo foi secretário do Tribunal de Contas e ministro de Portugal em Paris. Regressado a Portugal, abandonou definitivamente a política para se dedicar exclusivamente ao jornalismo – sendo de salientar, nesta última fase da sua vida, o seu envolvimento na célebre “Questão dos Tabacos”, que contribuiria, decisivamente, para a queda do regime. [...]»
Eduardo Noronha aparece aqui como aquele testemunho de direito, que, tendo dirigido os destinos desse jornal durante os derradeiros anos de 1912-1913, melhor relembra os seus momentos altos.

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Vinte e Cinco Annos nos Bastidores da Politica


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1913
Companhia Portuguesa Editora
1.ª edição [única]
18,1 cm x 12,2 cm
416 págs. + 1 folha em extra-texto
subtítulo: Emygdio Navarro e as «Novidades» – A sua vida e a sua obra politica e jornalistica
encadernação editorial inteira em tela encerada com gravação a ouro nas pastas e na lombada
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do ex-ministro CMacedo [Carlos Matos Chaves Mascarenhas de Macedo]
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Passado...


EDUARDO DE NORONHA

Porto, 1912
Magalhães & Moniz, L.da – Editores
1.ª edição
19,4 cm x 13 cm
376 págs.
subtítulo: Reminiscencias anedocticas dos tempos idos. Alguns annos de fita animatografica da vida
encadernação recente de amador em sintético com gravação a ouro na lombada
aparado somente à cabeça
conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
exemplar muito estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de memórias de ocorrências e costumes, que vão do Passeio Público oitocentista à visita do príncipe de Gales a Lisboa, junto com o relato de viagens marítimas que o levaram à ilha da Madeira, Luanda e Cidade do Cabo.

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O Conde de Sabugosa – “Profeta do Passado”



JOÃO AMEAL

Lisboa – Porto – Coimbra, 1923
“Lvmen” – Empresa Internacional Editora
1.ª edição
17,2 cm x 12 cm
40 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR (VISCONDE DO AMEAL) AO CONDE DE ALMARJÃO, CONHECIDO ALFARRABISTA LISBOETA, E PELO SELO BRANCO ARMOREADO DESTE ÚLTIMO
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Uma passagem do texto, alusivo às vida e obra de De Sabugosa:
«[...] o Senhor Conde de Sabugosa, apesar da austeridade da sua vida solitária e da austeridade da sua prosa sóbria – não nos dava a sugestão dum Passado frio, rígido, solene, longínquo. Pelo contrário. Êle traduzia o Passado nos seus aspectos anedóticos, adaptava-o às nossas retinas modernas, dava-lhe uma leveza gentil de juventude. [...]»

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In Memoriam



CONDE DE SABUGOSA

Lisboa, 1924
Portugália Editora
1.ª edição
26 cm x 20 cm
16 págs. + 424 págs. + 32 folhas em extra-texto
ilustrado
encadernação da época em meia-francesa com cantos em pele e elegante gravação a ouro na lombada
aparado e carminado somente à cabeça
conserva as capas de brochura e a respectiva lombada
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
é o n.º 313 de uma tiragem declarada de 2.000 exemplares assinados pelo Editor
70,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemetos



CONDE DE SABUGOSA
ilust. Casanova, Christino, Columbano, Scott, D. José da Câmara, Jorge e José de Mello

Lisboa, 1882
Typographia Castro Irmão
1.ª edição
23,9 cm x 18 cm
108 págs.
inclui 26 desenhos impressos a cor encabeçando todos os poemas
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo, ocasionais manchas de acidez
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Paço de Cintra



CONDE DE SABUGOSA
desenhos da rainha D. Amélia
colab. E. [Enrique] Casanova e R. [Raul] Lino

Lisboa, 1903
Imprensa Nacional
1.ª edição
32,7 cm x 24,2 cm
XIV págs. + 274 págs. + 14 folhas em extra-textos + 3 desdobráveis em extra-texto, sendo um deles grande formato (80 cm x 71 cm)
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado, a negro e a cor
exuberante encadernação recente inteira em pele gravada a ouro e relevo seco nas pasta anterior e lombada; ostenta no lombo fantasias entrançadas e fecha numa pestana rematada por laços de seda com as cores da bandeira monárquica
conserva as capas de brochura, aparado ligeiramente à cabeça e dourado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
550,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo histórico e arqueológico, ainda hoje único trabalho de referência acerca do Paço de Sintra.

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Outra Rainha



CONDE DE SABUGOSA

Lisboa, 1922
Portvgalia Editora
1.ª edição
28,5 cm x 20,7 cm
24 págs. + 1 extra-texto com retrato de D. Amélia
subtítulo: Palestra Realisada na Liga da Acção Social Christã em 3 de Abril de 1922
papel da capa envelhecido e com pequenos restauros periféricos; miolo limpo, retrato tenuemente manchado
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome civil António Maria José de Melo César de Meneses, fez parte do grupo literário da geração de 1870, e que ficou conhecido pelos «vencidos da vida». Íntimo da corte, tal e tanto que a queda da monarquia o levou ao exílio. É de sua autoria o conhecido livro O Paço de Cintra – Apontamentos Historicos e Archeologicos, cujos desenhos são, precisamente, de D. Amélia.

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Macbeth


WILLIAM SHAKESPEARE
trad. Manuel Bandeira
pref. Ruben A.

Lisboa, 1964
Editorial Presença
1.ª edição [em Portugal]
18,5 cm x 11,5 cm
200 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da introdução de Ruben A.:
«[...] O poeta Manuel Bandeira emprestou à tradução a realidade espantosa do decassílabo heróico, camoniano, métrica perfeita para o poema épico e que assenta como uma luva num tema também épico e cuja magnitude atinge em ambos o sublime. A diferença está na própria essência da tragédia shakespeareana. Em Macbeth não há qualquer transigência lírica, os momentos de amor são momentos de ódio, a inquietação é uma determinante de catástrofe, o amor apenas reside na vontade de sangue. Não há em Macbeth episódios líricos, intervalos de narrativa onde o amor pode surgir na sua tranquila inocência, rodeando a atmosfera de um mesmo encanto [...].
Macbeth é uma narrativa que não transige no seu caminhar cadenciado de maus agouros, de prenúncios dramáticos. Tudo caminha em ambiente de uma plenitude ensaguentada – é o drama da ambição, aliado às hesitações que se deparam no espírito de quem comete determinado crime. A mulher, no entanto, não hesita, a ela cabem as honras da tragédia. Lady Macbeth supera-se, atinge um auge da cadência patética, sobretudo ao afirmar
Sê a inocente
Flor na aparência, e no íntimo – serpente.
Onde há ambição de poder não há amor, isto prova-o a tragédia Macbeth, e aqui parece-me residir a mais espantosa mensagem deste poema dramático. [...]»

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