quarta-feira, junho 28, 2017

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Monotonia


THOMAZ RIBAS
capa de Maria Emília Ribas

[Coimbra], 1943
Portugália
1.ª edição
22 cm x 14,4 cm
32 págs.
exemplar estimado; miolo limpo, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome inteiro Tomaz Emídio Leopoldo de Carvalho Cavalcanti de Albuquerque Schiappa Pectra Sousa Ribas, este livro de versos é o seu primeiro livro, escritor que veio a evidenciar-se como não despiciendo prosador neo-realista. O bailado será ainda outra das suas paixões de conhecedor, e à volta do qual girou toda a sua vida profissional.

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O Cais das Colunas



TOMAZ RIBAS
capa de V. [Victor] Palla

Lisboa, 1959
Editora Arcádia Limitada
1.ª edição
18 cm x 11 cm
164 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial na contracapa:
«[...] tendo embora como pano de fundo a média-burguesia lisboeta, é um romance de guerra, desta última guerra que só como eco chegou ao nosso País mas que, nem por isso, deixou de marcar profundamente a sociedade portuguesa. [...]» Ribas «[...] coloca-se, com a publicação de O Cais das Colunas, na vanguarda dos nossos ficcionistas e, mediante a posição desapaixonada e objectiva que, como romancista, assume, contribui para o alargamento das perspectivas do neo-realismo português.»

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Montanha Russa


TOMAZ RIBAS
capa de Victor Palla

Coimbra, 1946
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
20,2 cm x 14,7 cm
8 págs. + 436 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na colecção de referência Novos Prosadores, com belíssima capa de Victor Palla, eis o primeiro romance de Ribas, que «[...] foi considerado uma notável esperança, “uma realidade”, no dizer de Pierre Hourcade que, tal como a Révue International, o considera um dos mais dotados ficcionistas neo-realistas portugueses; o estudo da classe burguesa desenvolvido num romance é considerado a mais autêntica e profunda contribuição sociológica da moderna ficção portuguesa. [...]» (da nota introdutória a O Primeiro Negócio, col. Novela, Lisboa, 1956).

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terça-feira, junho 27, 2017

A Exposição do Mundo Português e a Sua Finalidade Nacional



AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1940
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
19 cm x 13,2 cm
224 págs.
impresso sobre papel avergoado
encadernação inteira em tela encerada, sóbria gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado, fêsto frágil; miolo limpo
ostenta colado no verso da pasta anterior o ex-libris da Casa de Espadanais
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Na qualidade de comissário-geral da Exposição do Mundo Português, o escritor e bibliógrafo reúne aqui as suas várias intervenções escritas e orais durante esse certame nacionalista e de propaganda dos “elevados méritos” do Estado Novo: «[...] O público encontrará nos capítulos que se seguem a prova de que a Exposição do Mundo Português foi um facto que obedeceu à continuidade dum pensamento nacional [...]», etc., alardeia o autor. Recorde-se que muito desse “pensamento”, por falta de verbas, e apesar da alta importância que o regime conferiu ao evento, foi encenado em estopa e gesso...

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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
capa de F. Beltran Masses

Lisboa, s.d. [1928, seg. BNP]
Emprêsa Literária Fluminense, L.da
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
200 págs.
capa impressa a negro com cromo polícromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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As Mulheres e as Cidades


AUGUSTO DE CASTRO
ilustrações de Júlio Gil

Lisboa, 1958
Empresa Nacional de Publicidade
2.ª edição
25,5 cm x 17,6 cm
152 págs. + 10 folhas em extra-texto
profusamente ilustrado no corpo do texto e em separado
linotipado num correctíssimo Garamond e impresso sobre papel superior
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
é o n.º 211 de uma tiragem assinada pelo Autor
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de abertura que o próprio Autor assina:
«[...] Há certamente quem viaje pelo simples prazer de catalogar estações de caminho de ferro, catedrais, praças, álbuns, paisagens e quartos de hotel. Como há pessoas que supõem ter amado – só porque, na vida, murmuraram ao ouvido de cem mulheres a mesma fria e estúpida palavra. Há certamente cada vez mais gente que, com frenesi e prodigalidade, se desloca; há cada vez menos sente que viaja. E paralelamente, se, no jaz-band da vida de hoje, o prazer banal e fácil da aventura faz de cada homem um enfastiado coleccionador de fraquezas femininas – mais rara, cada dia, se torna na alma humana, a flor doce e dolorosa do amor. O Baedeker, a caravana, o turismo transformaram a civilização em todo o Mundo na mesma pardacenta e fonográfica monotonia. O tango, a garçonnière, o impudor e a facilidade do flirt tiraram à paixão humana toda a aventura, toda a fantasia, toda a sublime ilusão da impaciência, do perigo e da conquista. [...]
Há cidades, como certas mulheres, que respiram um misterioso fluido de encanto e sedução. [...]
Sempre que chego a uma cidade que não conheço, procuro surpreender o seu sono, errando de noite pelas ruas ermas, sentindo-a respirar e palpitar. A noite é a hora furtiva do abandono e da posse. Há cidades que têm o sono ligeiro e sensual, como Paris; cidades que ressonam, como Londres; cidades que têm insónias, como Madrid. Mas nunca vi dormir uma cidade como Córdova – nua e branca, ao luar. [...]
São os homens que fazem a cultura duma raça – mas são as mulheres que fazem a civilização dum povo. A alma das cidades é sempre uma alma feminina. [...]»

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Cinco Figuras


AUGUSTO DE CASTRO
desenhos de Abel Manta e Benito Prieto

Lisboa, s.d. [circa 1962]
Empresa Nacional de Publicidade
1.ª edição
25,3 cm x 17,5 cm
124 págs. + 5 folhas em extra-texto
ilustrado
impresso em papel marfim de gramagem superior
com sobrecapa
exemplar estimado, pequenos defeitos na sobrecapa; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reunião de uma conferência e quatro discursos proferidos pelo Autor entre 1950 e 1962, que, como jornalista, foi director do Diário de Notícias. Textos límpidos acerca de Garrett, José Estêvão, Camilo, Junqueiro e Gregório Marañon. Refere-lhe o Dicionário Cronológico de Autores Portugueses (vol. III, Publicações Europa-América, Mem Martins, 1994) o «[...] seu estilo ágil, flexuoso e ritmicamente sensual [...]». E que dele «[...] se pode dizer, de certo modo, que queimou um enorme talento nessa pira implacável e devoradora que são os jornais. [...]»

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Homens e Païsagens Que Eu Conheci


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1941
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
2.ª edição (ampliada)
19 cm x 12,3 cm
340 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Fumo do Meu Cigarro


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, 1964
Sociedade de Expansão Cultural
6.ª edição
19,1 cm x 12 cm
252 págs.
exemplar como novo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inicialmente publicado em 1916, reúne crónicas jornalísticas acerca dos mais diversos assuntos, sendo de sublinhar aquelas em que Augusto de Castro tece breves retratos de escritores, como seja Augusto Gil, Teixeira de Queirós, Ramalho Ortigão, Sampaio Bruno, Ricardo Jorge, ou o desenhador Manuel de Macedo.

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Há 83 Anos em Veneza


AUGUSTO DE CASTRO

Lisboa, s.d. [1966, seg. BNP]
Livraria Bertrand
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
280 págs.
exemplar estimado, capa com ligeiros vincos; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Augusto de Castro Sampaio Corte-Real (1883-1971), que foi jornalista e diplomata, tendo assim tido a oportunidade de relatar acontecimentos e entrevistar os principais actores políticos, tanto da I como da II Guerras Mundiais, junta no vertente livro um núcleo de crónicas e de reflexões em torno das artes do século XX. A morte do genial Wagner em 1883 dá início a uma fiada de lembranças de toda uma época, segundo Castro, «sem estilo». Ou, mais concisamente, também segundo ele: «O século XX herdou a dispersão doutrinária, a desordem de consciência, o tumulto social, a inquietação moral, o individualismo político e estético do século XIX. O nosso século herdou o pior do romantismo. A democratização da influência, o desnivelamento do poder, o materialismo, a ascensão das massas, o desequilíbrio produzido pelo tremor de terra de duas guerras destruíram todas as formas de solidariedade espiritual. O estilo é uma dessas formas. Uma época que não criou um estilo estético não criou uma idealização da vida. [...] O que se chama estilo moderno é, na arquitectura como na arte em geral, a anarquia ou a sobreposição de linguagens, em que a procura do “diverso”, muito mais do que da originalidade, domina a inspiração. [...]»
Veio a chamar-se a isto pós-modernismo, mas, em 1966, era ainda demasiado cedo para um nome de escola.

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Origem de Varias Locuções, Adagios, Anexins, etc.


ANTONIO THOMAZ PIRES

Elvas, 1928
Tipografia Progresso de Ernesto Augusto Alves e Almeida
1.ª edição (em livro)
19,1 cm x 14 cm
136 págs. + XVI págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
dedicatória de posse e carimbo de Tude Martins de Sousa
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trabalho publicado inicialmente no jornal O Elvense, entre 11 de Abril de 1886 e 25 de Setembro de 1887, é constituído por pouco mais de três centenas de verbetes, cada qual referindo uma expressão idiomática que o autor contextualiza e explica em detalhe.

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Grades


SOPHIA DE MELLO BREYNER
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1970
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 10,9 cm
80 págs.
exemplar muito estimado; miolo limpo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota editorial:
«[...] Fez parte dos últimos corpos gerentes da extinta [pela PIDE] Sociedade Portuguesa de Escritores e depois da extinção desta foi presidente do Centro Nacional de Cultura. Foi candidata a deputada pela lista da Oposição do círculo do Porto em 1969. Faz parte da Comissão Nacional de Socorro aos Presos Políticos. [...]»
Um poema... aliás, o poema que encerra o livro:

«CATARINA EUFÉMIA

O primeiro tema da reflexão é a justiça
E eu penso nesse instante em que ficaste exposta
Estavas grávida porém não recuaste
Porque a tua lição é esta: fazer frente

Pois não deste homem por ti
E não ficaste em casa a cozinhar intrigas
Segundo o antiquíssimo método oblíquo das mulheres
Nem usaste de manobra ou de calúnia
E não serviste apenas para chorar os mortos

Tinha chegado o tempo
Em que era preciso que alguém não recuasse
E a terra bebeu um sangue duas vezes puro

Porque eras a mulher e não sòmente a fêmea
Eras a inocência frontal que não recua
Antígona poisou a sua mão sobre o teu ombro no instante em que morreste

E a busca da justiça continua»

Da contracapa, nota de Jacinto do Prado Coelho:
«[...] a consciência exige a denúncia – e Sophia tem de usar a ironia terrìvelmente lúcida, acutilante, que desmascara os fariseus, as pessoas oficialmente virtuosas [...].»

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Navegações [junto com] Sophia de Mello Breyner Andresen diz Navegações



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
versão inglesa de Ruth Fainlight
versão francesa de Joaquim Vital
grafismo de Armando Alves

Lisboa, 1983
Imprensa Nacional – Casa da Moeda / Comissariado para a XVII Exposição Europeia de Arte, Ciência e Cultura
1.ª edição
trilingue português / francês / inglês
inclui disco de vinyl EP stereo: Sophia de Mello Breyner Andresen diz Navegações
[30,5 cm x 22,2 cm] + Ø 17,5 cm
88 págs. (não numeradas)
ilustrado a cor
exemplar estimado, esfoladelas pontuais na capa; miolo limpo
é o exemplar n.º E 212 da série especial de 750 exemplares com disco
inclui a cinta alusiva ao Prémio da Crítica 1983
130,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conjunto de poemas destinados à mitificação das viagens portuguesas ao Oriente.

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Antologia, 1944-1967


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1968
Portugália Editora
1.ª edição (poesia reunida)
20,2 cm x 14,1 cm
236 págs.
impresso sobre papel marfim avergoado
exemplar muito estimado, capa manchada; miolo irrepreensível, por abrir
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Livro Sexto


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]
ilust. Arpad Szenes

Lisboa, 1962
Livraria Morais Editora
1.ª edição
19,7 cm x 15,4 cm
80 págs.
impresso sobre papel avergoado
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
65,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos mais interessantes livros de versos de Sophia, sem tempos mortos, nem evasivas líricas: «[...] Eis-me / Tendo-me despido de todos os meus mantos / Tendo-me separado de adivinhos mágicos e deuses / Para ficar sòzinha ante o silêncio [...]» E assim se prepara a escritora para o «Pranto Pelo Dia de Hoje»:

«Nunca choraremos bastante quando vemos
O gesto criador ser impedido
Nunca choraremos bastante quando vemos
Que quem ousa lutar é destruído
Por troças por insídias por venenos
E por outras maneiras que sabemos
Tão sábias tão subtis e tão peritas
Que nem podem sequer ser bem descritas»

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Livro Sexto


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]

Lisboa, 1966
Livraria Morais Editora
3.ª edição
19,9 cm x 15,4 cm
80 págs.
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado; miolo limpo
discreto ex-libris em relevo seco na contracapa
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Geografia


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de Almada Negreiros

Lisboa, 1972
Edições Ática
2.ª edição (aumentada)
19,5 cm x 13,9 cm
112 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar estimado, capa suja; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Versos exemplares:

«Eu me perdi na sordidez dum mundo
Onde era preciso ser
Polícia agiota fariseu
Ou cocote

Eu me perdi na sordidez do mundo
Eu me salvei na limpidez da terra

Eu me busquei no vento e me encontrei no mar
E nunca
Um navio da costa se afastou
Sem me levar»

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Dual



SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
fixação do texto por Luis Miguel Gaspar
capa de Henrique Cayatte
na badana desenho de Arpad Szenes

Lisboa, 2004
Editorial Caminho
5.ª edição (edição definitiva)
21 cm x 14,4 cm
92 págs.
capa impressa a duas cores e relevo seco
exemplar como novo
37,00 eur (IVA e portes já incluídos)

Notável conjunto de versos de Sophia, aqui repostos na sua plena extensão tipográfica e ortograficamente correctos consoante a vontade expressa pela poetisa ao poeta e pintor Luis Manuel Gaspar, que lhe fixou o texto. Posteriormente, após a morte da escritora, nova edição veio à tona cheia de antigas asneiras e com um mostruário de novas propostas no dislate. Claro que esta última versão não é da responsabilidade de LMG; fica-se até com a ideia de que a Editorial Caminho não assume qualquer responsabilidade cultural perante aquilo que publica: um dia põe no mercado o texto de um autor, amanhã o dito desaparece do mundo dos vivos e vêm os herdeiros dizer que está mal escrito, e vai de permitir-se o pôr à maneira...
Em suma: é a vertente edição a única a dever ser considerada a última do punho da autora, e, portanto, a única válida para a posteridade.

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Dual


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa de Escada]

Lisboa, 1977
Moraes Editores
2.ª edição
19,9 cm x 15,4 cm
84 págs.
capa em cartolina tipo kraft, com cromo colado
exemplar estimado, sinais de lepisma no bordo superior do cromo; miolo limpo
datação de posse no ante-rosto
25,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Cristo Cigano


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
[capa e] ilustração de José Escada

Lisboa, 1978
Moraes Editores
2.ª edição
19,9 cm x 15,6 cm
32 págs. + 1 folha em extra-texto
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

José Palla e Carmo elogia, no ficheiro de leitura do departamento de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, assim:
«[...] um escultor, um cigano, um homem (parábola do tipo das que viria Sophia de Mello Breyner a retomar, mais tarde, sobretudo em Contos Exemplares) caminha, procura, renega a morte, acaba por morrer, passando pelo encontro, pelo amor, pela solidão, pelas trevas. Pela magnífica concisão, pela densíssima estrutura, pelo alto valor parabólico, este volume figura entre as mais singulares obras desta notabilíssima escritora, e é altamente recomendável e recomendado.»

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Contos Exemplares


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
pref. António Ferreira Gomes
capa de João da Câmara Leme

Lisboa, 1970
Portugália Editora
3.ª edição
18,4 cm x 13 cm
LIV págs. + 206 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
inclui a cinta promocional
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Embora seja a terceira edição, trata-se da primeira a incluir o longo Pórtico do então bispo do Porto, D. António Ferreira Gomes.

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Contos Exemplares


SOPHIA DE MELLO BREYNER ANDRESEN
capa de João Câmara Leme

Lisboa, 1966
Portugália Editora
2.ª edição
19,3 cm x 13,2 cm
176 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse sobre o frontispício
25,00 eur (IVA e portes já incluídos)

O ensaísta António Quadros, no ficheiro de leitura do departamento de aquisições para as Bibliotecas Itinerantes da Fundação Calouste Gulbenkian, classificando o livro como «recreativo», de «acessibilidade fácil» para leitores com «mais de 17 anos» de idade, julga-o assim:
«A poetiza Sophia de Mello Breyner Andresen não resolveu satisfatòriamente as dificuldades da arte de contar. Embora num ou noutro conto afirme ainda o seu valor lírico, na maioria dos contos, todavia, cai em alegorias demasiado fáceis, e, mostrando-se incapaz de criar personagens, produz histórias esquemáticas e simplistas, onde as figuras são meras abstracções. [...] A 4ª edição traz um prefácio de D. António Ferreira Gomes, Bispo do Porto. Muito erudito, de orientação cristã-progressista discorre longamente, a propósito dos contos, acerca de Cervantes, Rilke, Nietzsche, Heidegger, etc..., fazendo depois uma apologia, quanto a mim exagerada, do livro. [...]»

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Minha Senhora de Mim


MARIA TERESA HORTA
capa de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1971
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 10,9 cm
96 págs.
exemplar muito estimado, sem sinais de quebra na lombada; miolo limpo
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Maria Teresa Horta fez parte do grupo Poesia 61 (Gastão Cruz, Fiama, Luiza Neto Jorge, etc.); o seu ideário poético tem a particularidade de uma carga libidinal prestes a explodir – as polícias do Estado Novo, que não eram mesmo nada dadas a tais liberalidades, depressa lhe castigarão dois dos seus livros: o vertente e Novas Cartas Portuguesas (colab.).

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Mulheres de Abril


MARIA TERESA HORTA
capa e grafismo de José Araújo

Lisboa, 1977
Editorial Caminho, SARL
1.ª edição
18,5 cm x 13 cm
112 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Cancioneiro da Esperança


MARIA TEREZA HORTA
JOSÉ CARLOS ARY DOS SANTOS
[org.]


Lisboa, 1971
Seara Nova
1.ª edição
18,4 cm x 13,3 cm
48 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

São reunidos neste breve volume alguns dos mais importantes versos da resistência ao fascismo português. Convivem, assim, nestas páginas, os seguintes autores: António Aleixo, Reinaldo Ferreira, Miguel Torga, José Gomes Ferreira, Manuel Alegre, Alexandre O’Neill, José Cutileiro, Daniel Filipe, Luís Veiga Leitão, Egito Gonçalves, Carlos de Oliveira, Gastão Cruz, David Mourão-Ferreira, Fiama Hasse Pais Brandão, Joaquim Namorado, João Rui de Sousa, Mário Dionísio, Sophia de Mello Breyner Andresen, Natália Correia, Armando da Silva Carvalho, Manuel da Fonseca, João Apolinário, Orlando da Costa, Papiniano Carlos, e os próprios antologiadores.

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O Dia Cinzento


MÁRIO DIONÍSIO
desenho de Leandro Gil (pseud. do Autor)


Coimbra, 1944
Coimbra Editora, Limitada
1.ª edição
19,5 cm x 13,9 cm
220 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação
valorizado com dedicatória do autor a Gilberto [de] Moura
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Apenas duas referências dignas de nota:
Urbano Tavares Rodrigues – «É ainda neste livro muito importante o contraponto dos meios urbanos e rurais, tal como os contrastes de classes, apresentados sem simplismo demagógico, antes com a lucidez dramática de um olhar de artista implacavelmente honesto para consigo e para com os outros. Ao rigor, junta-se, porém, a ironia e, à aridez da reivindicação, o sol da ternura – e assim se constitui uma obra que escorre verdade e amor.»
Vergílio Ferreira – «Escandalizou algum tanto, este O Dia Cinzento, quando apareceu [...]. Mas, é o que foi ontem uma razão de escândalo que é hoje precisamente uma razão de apreço.»
Capa referenciada in Ilustração & Literatura Neo-Realista, Museu do Neo-Realismo, Vila Franca de Xira, 2008.

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As Solicitações e Emboscadas


MÁRIO DIONÍSIO
capa de Tereza Arriaga

Coimbra, 1945
Atlântida
1.ª edição
19,6 cm x 13,1 cm
96 págs.
impresso sobre papel superior avergoado
exemplar estimado, capa com restauros e empoeirada; miolo irrepreensível
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da página electrónica da Casa da Achada – Centro Mário Dionísio:
«O que nos fica, finda a leitura deste livro, não é a imagem de um homem fazendo gestos para que o vejam: é a imagem de uma alma segredando aos outros qualquer coisa impossível de calar.» (João Gaspar Simões)

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Kama Sutra


VATSYAYANA
trad. e pref. Nuno Bacelar

Lisboa, 1965
«Afrodite» [de Fernando Ribeiro de Mello]
1.ª edição
19,4 cm x 12,8 cm
248 págs.
subtítulos: Aforismos Sobre o Amor | Manual do Erotismo Hìndú no Séc. V d.C.
exemplar estimado; miolo limpo, com marcas de ressumar de antiga fita-gomada na primeira folha
37,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro do que iria ser o fortíssimo catálogo do editor Fernando Ribeiro de Mello. Será, obviamente, também o seu primeiro livro proibido de circular, num rol persecutório dando origem aos maiores escândalos provocados por um opositor ao regime fascista, cuja relevância só é equiparável ao trabalho editorial de Vitor Silva Tavares, na Ulisseia, e de Bruno da Ponte, na Minotauro.

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Kama-Soutra


VATSYAYANA
trad. E. Lamairesse
introd. e notas de Gilles Delfos
precedido de um texto do marquês De Sade
ilust. Jihet

Paris, 1952
Éditions Pic
[1.ª edição ?]
18,9 cm x 14,3 cm
288 págs. + 5 folhas em extra-texto
subtítulo: Le Livre des Caresses
miolo elegantemente impresso a duas cores
ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo, parcialmente por abrir
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Clássico da literatura erótica, que o tradutor não se inibe de colocar entre os maiores autores mundiais, como Séneca, Platão, Montaigne, Rabelais, Gœthe, Dostoievski, Proust, Cervantes, Lautréamont, Karl Marx, Kinsey, a Bíblia, etc. Todos os capítulos são carinhosamente acrescidos de apêndices complementares de breves passagens literárias desses mesmos muitos outros autores. Livro publicado num contexto de perseguições metódicas à liberdade de imprensa.

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quarta-feira, junho 21, 2017

Antologia do Humor Negro


ANDRÉ BRETON [org.]
tradutores: Aníbal Fernandes, Ernesto Sampaio, Isabel Hub, Jorge Silva Melo, Luiza Neto Jorge e Manuel João Gomes
capa de Sérgio Guimarães
plano gráfico de António Sena

Lisboa, 1973
Fernando Ribeiro de Mello / Edições Afrodite
1.ª edição [única]
21 cm x 14,4 cm
XXIV págs. + 456 págs.
as primeiras dezasseis páginas são impressas em off-set sobre papel encorpado (semi-cartolina), todas as outras são linotipadas
exemplar estimado; miolo limpo
ostenta colado na pág. II o ex-libris de Carlos J. F. Vieira
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Da nota de badana:
«O regime de Vichy foi forjado por Hitler em 1940, depois de as suas tropas terem entrado vitoriosas na França: era o grande sinal de que a Grande Guerra fora ganha pela Alemanha nazi.
O regime de Vichy era constituído por quatro franceses (Pétain, Pucheu, Barthélemy, Brinon) que colaboraram com o nazismo durante quatro anos e fielmente cumpriram as ordens que Berlim mandava: processaram judeus, guilhotinaram comunistas, eliminaram chefes sindicalistas.
E a primeira edição da Antologia do Humor Negro (1939) foi por eles retirada do mercado logo que apareceu. O humor negro não será a melhor prova de que a estupidez e o crime nunca ganharam qualquer guerra?
O humor negro é mais que o riso, é mais que a ironia: é a crueldade destrutiva que abala os alicerces de todos os regimes – é uma ameaça constante ao império da irracionalidade, ao domínio da injustiça, ao crime organizado.
É por isso que os textos desta Antologia se apresentam sempre como literatura de vida ou de morte: é por isso que os autores escolhidos por Breton são quase todos daqueles homens que nenhum governo de Vichy recuperará. [...]»
Tal texto foi redigido em pleno regime de São Bento.

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frenesilivros@yahoo.com
telemóvel: 919 746 089

Anthologie de l’Humour Noir


ANDRÉ BRETON [org.]

Paris, 1970
Jean-Jacques Pauvert / Le Livre de Poche
4.ª edição [2.ª edição neste editor]
16,5 cm x 11 cm
448 págs.
corte carminado
exemplar muito estimado, sem qualquer quebra na lombada; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Coisas


aa.vv.

Lisboa, Fevereiro-Março de 1974
& etc – Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
1.ª edição [única]
17,5 cm x 15,3 cm
176 págs.
ilustrado
capa impressa a uma cor sobre o lado rude de cartolina duplex, sobrecapa a duas cores sobre o lado mate de papel kraft
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível
PEÇA DE COLECÇÃO
95,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do primeiro livro editado pela casa & etc, até aí unicamente responsável por publicação periódica homónima. Dado o carácter globalmente agreste, linguagem a condizer, desenhos não menos acutilantes, e porque traz data de impressão anterior ao 25 de Abril que correu com a polícia política e a censura, foi obra que ainda se viu sujeita às técnicas de venda de mão em mão e por baixo dos balcões. Reúne intervenções escritas e ilustrações de Adelino Tavares da Silva / [Carlos] Ferreiro, António [Tavares] Manaças / Eurico [Gonçalves], Baptista-Bastos / Lud, Carlos Porto / Figueiredo Sobral, José Martins / João Rodrigues, Nelson de Matos / Ana Machado, Paulo da Costa Domingos / Gonçalo [Duarte], Pedro Oom / Lud, Virgílio Martinho / [Maria] Aurélia, Vitor Silva Tavares / Aldina [Costa].

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Amarrado ao Pelourinho


ANSELMO BRAAMCAMP FREIRE

Lisboa, 1907
Ed. do Autor
1.ª edição
30 cm x 21,5 cm
80 págs.
encadernação com lombada e cantos em pele, nervuras e ferros a ouro; exibe etiqueta da Livraria Académica de J. Guedes da Silva (Porto) colada no canto superior esquerdo do verso da pasta anterior
folhas-de-guarda e primeira e última folhas do miolo com fortes sinais de antiga humidade; no restante o miolo está impecável e foi somente aparado à cabeça, conservando largas margens em torno da mancha tipográfica
sem capas de brochura
falta de papel na pasta das costas (vd. destaque na imagem junto)
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

É um dos escassos 150 exemplares impressos fora da tiragem normal inclusa no Archivo Historico Portuguez de Junho desse ano. Trata-se do regresso a uma violenta polémica que Freire sustentou contra José Caldas a propósito de um livro deste, História de um Fogo Morto..., onde são proferidas algumas «imposturas» históricas, e surge assim publicada «para que, quando da obra de José Caldas só tiverem noticia os vermes dos cantos escuros das bibliotecas, os seus processos de critica, os seus destemperos de linguajem, subsistão para justa apreciação do seu caracter. [...]»
Bramcamp Freire foi, não só historiador, mas também activista republicano, e nesta qualidade chegou a presidente da Câmara Municipal de Lisboa em 1908, sendo o primeiro republicano a assumir os destinos da cidade.

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Antologia [1945-1961]



EUGÉNIO DE ANDRADE
ensaio de Eduardo Lourenço
desenho de Dordio Gomes

s.l., 1961
Delfos
1.ª edição
19,5 cm x 13 cm
232 págs.
impresso sobre papel avergoado
exemplar muito estimado, apresentando sinais de traça na contracapa; miolo irrepreensível
60,00 eur (IVA e portes incluídos)

Reúne aqui o Autor o melhor da sua produção poética, abrangendo os excepcionais livros As Mãos e os Frutos, Os Amantes Sem Dinheiro, As Palavras Interditas, Até Amanhã, Coração do Dia e Mar de Setembro. O magnífico ensaio do filósofo Eduardo Lourenço constitui a introdução à leitura que qualquer poeta desejaria.

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Teoria da Tributação


CARLOS WALLENSTEIN

Lisboa, 1966
Sociedade de Expansão Cultural
1.ª edição
21,4 cm x 15,7 cm
capa de Júlio Gil
exemplar em bom estado de conservação, miolo muito limpo e por abrir
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz o poeta Pedro Tamen na sua nota de abertura à reunião póstuma das Obras Completas – 1, Poesia de Wallenstein (Edições Salamandra, Lisboa, 1998):
«[...] o seu nome estava, para mim, sobretudo ligado ao teatro, ou, melhor, a uma zona literário-teatral confusamente conectada com os meios surrealistas.
[...] E foi então que, com os olhos paradoxalmente clarividentes que o afecto proporciona, aprendi a amar a sua poesia nos dois livros dela que publicou (a Teoria da Tributação, que me escapara nove anos antes e o Corpo Conflito, que me surpreenderia oito anos depois).
Verifiquei então, nessas leituras mais atentas, e independentemente do conhecimento que fui tendo de outras coisas que escrevera e publicara, sobretudo de teatro, como no seu verbo poético se exprimia, a um nível de realização formal geralmente brilhante, um diálogo com o mundo cujas características originais igualmente, e noutro plano, transpareciam na sua vida quotidiana: um humor corrosivo e destruidor perante uma sociedade impossível de levar a sério, traduzido numa linguagem sacudida e transgressora – e aqui, em ambas as coisas, é indiscutível a familiaridade com os surrealistas –, lado a lado com uma afectuosíssima, comovida, quase infantil e não contraditória relação com as pessoas e o mundo [...].»

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Boa Noite


PEDRO PAIXÃO

Lisboa, 1993
Edições Cotovia, Lda.
2.ª edição
20,5 cm x 13 cm
80 págs.
exemplar em bom estado; miolo limpo
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

O autor, para além da sua actividade como agente publicitário, desenvolveu nos anos 80 do século passado intensa intervenção literária, podendo a sua prosa ser considerada à altura da dos seus congéneres internacionais, de que Menos Que Zero (Bret Easton Ellis) foi modelo.

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terça-feira, junho 20, 2017

Das Leben zwischen der Geburt und dem Tode als Spiegelung des Lebens zwischen Tod und neuer Geburt


RUDOLF STEINER

Dornach [Suíça], 1935
Philosophisch-Anthroposophischer Verlag
[1.ª edição ?]
20,5 cm x 13,6 cm
56 págs.
subtítulo: Gebete für Mütter und Kinder
encadernação editorial, impressão sobre a tela
exemplar com a capa suja do manuseio, miolo muito limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Salvo melhor versão, pode traduzir-se título e subtítulo desta obra do esoterista Rudolf Steiner por O Amor para a Vida e a Morte como um Reflexo da Vida entre a Morte e o Renascimento. Orações para Mães e Filhos.

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Emmène-moi au bout du monde!...

BLAISE CENDRARS

Paris, 1956
Éditions Denoël
1.ª edição (tiragem comum)
18,5 cm x 11,9 cm
304 págs.
exemplar manuseado mas muito aceitável; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

De seu nome próprio Frédéric Louis Sauser, o aventureiro e escritor suíço é conhecido entre nós desde, pelo menos, a publicação em 1917 de um conjunto de poemas seus no Portugal Futurista. A sua atenção ao idioma português levou-o mesmo a pegar de frente o mais importante romance de Ferreira de Castro, A Selva, e, ao traduzi-lo para francês, a dar-lhe uma notável e invulgar volta, transformando-o numa peça literária merecedora de, a partir daí, voltar a ser trazida para português.
Da nota de contracapa:
«Pour la première fois dans son œuvre, Blaise Cendrars publie un roman ou le personnage central est une femme.
Comédienne vieillie, mais toujours triomphante, Thérèse va interpréter le rôle le plus étonnant de sa carrière: Madame l’Arsouille. C’est que ce rôle – ou presque – elle le joue quotidiennement dans l’existence. Aucune sensation, aucun vice ne lui est étranger. Ses amants, ses amis, se recrutent dans tous les milieux. Elle brûle non seulement les planches du Théâtre, mais celles de la Vie. Elle entraîne le lecteur parmi les drames, les jalousies, les rivalités des coulisses, et en même temps le fait pénétrer dans le Paris Interdit où souteneurs, drogués, artistes de génie, ratés, gens du monde et du demi se côtoient et sont mêlés, aujourd’hui à un fait divers crapuleux, demain à la plus brillante des générales. [...]»

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Mémoires d’Hadrien suivi des Carnets de Notes des Mémoires d’Hadrien



MARGUERITE YOURCENAR

Paris, 1974
Éditions Gallimard
s.i. (segundo a edição Plon de 1958)
20,5 cm x 13,6 cm
6 págs. + 362 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse do escritor surrealista Ricarte Dácio
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Tentativa de forjar uma “autobiografia” do imperador romano a partir dos documentos que nos chegaram. Mas, mais do que História, é a força poética da autora o que nos prende.
Uma conhecida passagem, a que fecha o livro, quando a morte do biografado se avizinha:
«[...] Un instant encore, regardons ensemble les rives familières, les objets que sans doute nous ne reverrons plus... Tâchons d’entrer dans la mort les yeux ouverts...»

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Dans un Mois Dans un An


FRANÇOISE SAGAN

Paris, 1957
René Julliard
1.ª edição
18,6 cm x 12 cm
192 págs.
exemplar manuseado mas em bom estado de conservação
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

É o primeiro romance da escritora francesa, que veio a notabilizar-se logo com o romance seguinte, Bonjour Tristesse.

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segunda-feira, junho 05, 2017

De la Peine de Mort



F. [FRANÇOIS] GUIZOT

Bruxelas, 1838
Société Belge de Librairie, etc. – Hauman et Compagnie
Imprimerie Judenne
«nouvelle édition» (2.ª edição)
16,8 cm x 11 cm
XVIII págs. + 158 págs. + 2 págs.
exemplar muito estimado, capa e contracapa espelhadas sobre gravura antiga; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

François Pierre Guillaume Guizot (1787-1874), historiador, liberal conservador partidário da ideia de uma monarquia constitucional, foi ministro da Educação, ministro dos Negócios Estrangeiros e mesmo Primeiro Ministro de Luís-Filipe I de França, tendo resignado à beira das barricadas parisienses de 1848, não sem dar ordens militares de neutralização dos revoltosos. Todavia, são produto da sua reflexão histórica conceitos produtivos como sociedade de massas, classes sociais, igualdade dos cidadãos, conceitos de que Marx e Engels se apropiarão levando-os a um outro nível de leitura da vida quotidiana.
A questão da pena de morte é, assim, tratada como vã pretensão dos governantes a dominarem os povos. No seu entendimento, desde que a acção dos indivíduos se tornara num comportamento massificado expresso em tumultos sociais colectivos (revoluções), deixara de resultar, como medida de aviso, o castigo individual. Bem pelo contrário, a guilhotina iria virar-se contra os seus promotores, ninguém mais estaria ao abrigo dos instrumentos de morte por si criados.

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Escravatura: A Empresa de Saque – O Abolicionismo (1810-1875)


JOSÉ CAPELA
grafismo de João Machado

Porto, Outubro de 1974
Edições Afrontamento (ed. José Soares Martins)
1.ª edição
19,3 cm x 12,4 cm
308págs.
ilustrado
exemplar muito estimado, apresenta um vinco na capa, embora sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
35,00 eur (IVA e portes incluídos)

Algumas passagens do ensaio:
«[...] Antes de Marcelo Caetano, já Oliveira Martins [...] justificara a escravidão com a inferioridade das raças índias do Brasil e das africanas. A guerra teria estado na origem da escravidão desde toda a antiguidade e foi também “a causa imediata da escravização dos indígenas no Ultramar”. O carácter próprio da escravatura moderna não lhe advém da espécie de cativeiro duro imposto a vencidos, mas sim de: “A exploração e o comércio do negro, como máquina de trabalho, eis aí o que é peculiar dos tempos modernos, e não o facto da existência de classes na condição de escravos dentro de uma sociedade”.
O mesmo autor acha que não temos de que nos envergonhar por termos sido os primeiros no tráfico, porque “sem negros, o Brasil não teria existido; e sem escravos nação alguma começou”. [...]
Não há dúvida que se génio houve no Infante foi o de negociante que soube arquitectar, prever e esperar uma exploração inteiramente nova de tráfico intercontinental, a uma escala jamais observada. E que agia calculadamente está patente no facto de, logo aos primeiros resultados da expedição, ter a coroa portuguesa requerido ao Papa a legitimação da empresa, o que fez a Eugénio IV. [...]
A primeira [bula] autoriza o rei de Portugal a atacar, conquistar e subjugar pagãos e outros infiéis, a capturar seus bens e territórios; a reduzir suas pessoas à escravatura perpétua e a transferir as suas terras e propriedades para o rei de Portugal e seus sucessores. [...]»
Até à sua extinção, a escravatura manter-se-ia como a maior, quase única, fonte de receitas públicas, nas colónias africanas. [...]»

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Os Ovos d’Oiro


ARMANDO DA SILVA CARVALHO
capa e grafismo de Fernando Felgueiras

Lisboa, 1969
Publicações Dom Quixote
1.ª edição
18,1 cm x 11 cm
88 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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O Comércio dos Nervos

ARMANDO DA SILVA CARVALHO

s.l. [Tomar], 1968
Nova Realidade
1.ª edição
21 cm x 12,2 cm
100 págs.
capa em cartolina preta revestida por sobrecapa de cujo inteligente desenho se ignora o autor
exemplar manuseado mas com o miolo limpo à excepção da folha de ante-rosto, em que sucessivos livreiros por onde o livro terá passado foram ou colando novos e arrancando velhos talões, ou escrevendo e apagando preços (o último canhoto visível remete para a livraria da Assírio & Alvim)
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Trata-se do segundo livro do poeta. E é um conjunto de versos que já denotava a fuga do escritor das águas contidas da Poesia 61 para o rio revolto do Surrealismo.
Apenas uma passagem:

«[...] Forçaste-me à renúncia
silogística do verso, à metáfora
gorda, ao corrimão num pulo
porque te estendes, inchas
e cobres tudo com teus lençóis abstractos.

Falar contigo é devolver-te
o uso descarado das palavras: apoiar
as vísceras sensíveis nos teus ombros
o peso da beleza quando se quer dinheiro
o riso dividido quando se quer um corpo
o sémen do futuro quando se quer morrer. [...]

Ouve cansaço: apalpo-te as orelhas
que intensas e comovendo os fracos
me tapam o nariz.
O cheiro da comida é assunto diário
em cada bairro
e todos temos pressa.
Um faro luminoso acode-nos ao sangue
mastigamos-te o mais prosaicamente:
– tu tens de recuar.»

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Em Nome da Mãe



ARMANDO SILVA CARVALHO

Porto, 1993 [aliás, 1994]
Edições Afrontamento
1.ª edição
22,9 cm x 14,4 cm
252 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação, sem qualquer sinal de quebra na lombada; miolo irrepreensível
VALORIZADO PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR A MARIA JOÃO SEIXAS
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Armando Silva Carvalho, que com Portuguex (1977) nos havia dado o romance “esquizo-histórico” da nossa identidade revista pelo 25 de Abril, dá-nos com Em Nome da Mãe (1994) a continuação não menos esquizo-histórica da nossa submissão à CEE, naquela que é uma das mais violentas caricaturas do capitalismo avançado visto a partir do nosso olhar mendigo e ao mesmo tempo guloso.» (Fonte: Luís Mourão, in Óscar Lopes / Maria de Fátima Marinho, História da Literatura Portuguesa – As Correntes Contemporâneas, vol. 7, Publicações Alfa, Lisboa, 2002)

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