terça-feira, janeiro 31, 2017

José Tagarro


BARATA FEYO
fotog. Mário Novais

Lisboa, 1960
Artis
1.ª edição [única]
24,4 cm x 20,2 cm
12 págs. + 17 folhas em extra-texto (duas das quais com cromo colado)
subtítulo: 1902-1931
profusamente ilustrado a negro e a cor
encasado sem costura nem agrafo
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


pedidos para:
telemóvel: 919 746 089


A Pintura Portuguesa Neo-Realista


ERNESTO DE SOUSA
fotog. Mário Novais

Lisboa, 1965
Artis
1.ª edição [única]
24,4 cm x 20,3 cm
20 págs. + 17 folhas em extra-texto (duas das quais com cromo colado)
profusamente ilustrado a negro e a cor
encasado sem costura nem agrafo
exemplar como novo
50,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Francisco Smith


MANUEL MENDES
fotog. Mário Novais, Lucien Petit-Jean e Castelo-Branco

Lisboa, 1962
Artis
1.ª edição [única]
24,5 cm x 20 cm
12 págs. + 17 folhas em extra-texto (duas das quais com cromo colado)
subtítulo: 1881-1961
profusamente ilustrado a negro e a cor
encasado sem costura nem agrafo
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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telemóvel: 919 746 089


Pintura Portuguesa Abstracta em 1960


JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA
fotog. Mário Novais, A. Santos d’Almeida e Jacques Kobel

Lisboa, 1960
Artis
1.ª edição
24,2 cm x 20,5 cm
12 págs. + 19 folhas em extra-texto (quatro das quais com cromo colado)
profusamente ilustrado a negro e a cor
encasado sem costura nem agrafo
exemplar estimado, sem a folha de cristal de protecção da capa; miolo irrepreensível
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Nikias Skapinakis


FERNANDO PERNES

Lisboa, 1972
Artis
1.ª edição [única]
24,3 cm x 20,3 cm
12 págs. + 17 folhas em extra-texto (tendo duas delas cromo colado)
profusamente ilustrado a negro e a cor
texto linotipado e impresso a cinza, policromias zincogravadas, monocromias impressas em rotogravura, sobre papel superior semicartonado
encasado sem costura nem agrafo
exemplar como novo
40,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Inactualidade da Arte Moderna


NIKIAS SKAPINAKIS

Lisboa, s.d. [1959, seg. BNP]
Seara Nova
1.ª edição
19,7 cm x 12,3 cm
40 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Conferência proferida por Skapinakis em Outubro de 1958 na Sociedade Nacional de Belas Artes.

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segunda-feira, janeiro 30, 2017

Epitome de Grammatica Portugueza [...]



C. D. M. [CARLOS DUARTE DE MAGALHÃES]

Porto, 1851
Na Typographia de Sebastião José Pereira
[1.ª edição]
15,5 cm x 10,7 cm
166 págs.
subtítulo: [...] composto de elementos extrahidos de varios grammaticos e philologos de melhor nota; e coordenados por [...]
encadernação inteira em pele marmoreada com elegante gravação a ouro na lombada
pouco aparado
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, papel sonante
PEÇA DE COLECÇÃO
55,00 eur (IVA e portes incluídos)

Segundo Inocêncio Francisco da Silva (Diccionario Bibliographico Portuguez, tomo IX, Imprensa Nacional, Lisboa, 1870):
«[...] É epitome de boa coordenação, em que o auctor aproveitou, alem das de Blair e Condillac, as doutrinas de Gomes de Moura, Soares Barbosa, Moraes, Constancio e Leite Ribeiro. – Foi ha annos adoptado como compendio em alguns Lyceos, e nomeadamente no de Lisboa; e creio que a edição está inteiramente exhausta.»

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A Filosofia de Lao-Tseu


ALP. [ALPHUN] SAÏR (criptónimo)

Lisboa, 1921
Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira
1.ª edição
19 cm x 12,2 cm
136 págs.
exemplar estimado, restauro na lombada; miolo limpo
assinaturas de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Os Silêncios do Coronel Bramble


ANDRÉ MAUROIS
trad. António Ferreira
capa de Lopes Alves

Lisboa,
Editorial Aster, Lda.
1.ª edição
19,6 cm x 13 cm
160 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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domingo, janeiro 29, 2017

A Arte de Navegar


JAIME DO INSO

Lisboa, 1943
Edições Cosmos
1.ª edição
19,4 cm x 13,5 cm
224 págs.
exemplar envelhecido mas aceitável; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante manual da autoria de Jaime Correia do Inso, capitão-de-fragata e, mais tarde, director do Museu da Marinha, e que se notabilizou como escritor de memórias do Oriente. O seu nome surge também ligado à primeira travessia aérea do Atlântico Sul levada a cabo por Gago Coutinho e Sacadura Cabral, em 1922, por ser encontrar no desempenho de funções de imediato no cruzador Carvalho Araújo quando nele foi transportado para o Brasil o respectivo hidroavião.

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Mr. Wu


LOUISE JORDAN MILN
trad. Jaime do Inso

Lisboa, 1936
Edições Europa
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
384 págs.
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Louise Jordan Miln (1864-1933), esposa do actor inglês George Crichton Miln, ela própria também actriz, é por vezes, injusta e duvidosamente, dada como pseudónimo deste último. Precursora de um género de ficção centrada no Oriente, que teve como expoente Pearl Buck, estreou-se neste Mr. Wu, já viúva cinquantona, mas senhora de uma escrita enigmática muito aplaudida na época. Mr. Wu chegou, até, a ser levado ao cinema em 1927.

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Visões da China


JAIME DO INSO, capitão-tenente
anteprefácio de Wenceslau de Moraes

Lisboa, 1933
Edição do Autor (depositário Livraria J. Rodrigues & C.ª)
2.º milhar
18,8 cm x 12,2 cm
412 págs. + 6 págs.
capa de Julio Alves
composto manualmente
exemplar estimado; miolo limpo
assinatura de posse no frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos o Autor:
«[...] O livro é, por assim dizer, uma continuação, um complemento de outro livro anterior – “O Caminho do Oriente” – e ambos pretendem constituir como que um cenário de quadros reais, onde se procura desenhar o ambiente tão típico e único da nossa vida colonial, como é o de Macau. [...]»

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Eis a Guiné!


FERNANDO ROGADO QUINTINO

Lisboa, 1946
Sociedade de Geografia de Lisboa
[1.ª edição]
20,7 cm x 14,8 cm
64 págs.
subtítulo: Breve Notícia da Sua Terra e da Sua Gente
ilustrado no corpo do texto
acabamento com dois pontos em arame
exemplar estimado; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)

Publicado por ocasião do quinto centenário do descobrimento da Guiné, trata-se de uma pequena resenha histórico-antropológica sobre a colónia «[...] que, sendo a primeira a ser descoberta, foi a última, dentre as do Império Português, a ser pacificada e ocupada – e, portanto, também, a ser conhecida nas suas minúcias e singularidades. [...]» (do Prefácio do autor). É de lembrar que, de certo modo, foi igualmente aí que se tomou consciência da impossibilidade de a força ocupante vencer a guerra colonial.

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Um Grande Negócio


ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Lobito, 1972
Cadernos Capricórnio – Separata de “O Lobito”
1.ª edição
20,1 cm x 14,8 cm
16 págs.
acabamento com um ponto em arame
exemplar como novo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Coordenador destes Cadernos Capricórnio (sendo o vertente o primeiro da extensa colecção), escritor e médico, terá colhido ensinamento literário na proximidade e admiração pela sua esposa, a poetisa Alda Lara. No geral, a sua prosa tem «[...] a particularidade de revelar o conhecimento das estruturas mentais dos componentes das sociedades tradicionais, o que não é vulgar na ficção angolana. [...]» (Manuel Ferreira, Literaturas Africanas de Expressão Portuguesa, vol. 2, ICP – Biblioteca Breve, Lisboa, 1977)

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O Homem Que Tinha a Chuva


ORLANDO DE ALBUQUERQUE

Lisboa, 1968
Agência-Geral do Ultramar
1.ª edição
23,1 cm x 16 cm
140 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
discreta rubrica de posse no canto inferior direito do frontispício
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Orlando de Albuquerque (1925-1997), médico, poeta, dramaturgo, ficcionista e ensaísta, embora nascido em Moçambique, virá a notabilizar-se num contexto angolano (Lobito), no círculo literário da poeta Alda Lara, sua esposa.

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Introdução à História de África



[ANÓNIMO*]

Beira (Moçambique), 1972
Lions Clube da Beira
1.ª edição
20,5 cm x 14,4 cm
2 págs. + 50 págs.
ilustrado
impressão mimeográfica
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
PEÇA DE COLECÇÃO
50,00 eur (IVA e portes incluídos)

* Do cólofon: «Edição de um grupo de jovens sob o patrocínio do Lions Clube da Beira».

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Cem Maneiras de Cozinhar Peixes


FEBRÓNIA MIMOSO
pref. Amélia Augusta

Porto, s.d. [circa 1925]
Casa Editôra de A. Figueirinhas, L.da
«nova edição»
17,3 cm x 11,5 cm
48 págs.
acabamento com dois pontos em arame
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
17,00 eur (IVA e portes incluídos)


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segunda-feira, janeiro 23, 2017

Antologia de Poemas Portugueses Modernos


FERNANDO PESSOA
ANTÓNIO BOTTO


Coimbra, 1944
Editorial Nobel
1.ª edição [única]
19,3 cm x 13,2 cm
194 págs.
EXEMPLAR NUMERADO (N.º 2.645) E COM CARIMBO DE ANTÓNIO BOTTO
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo limpo
70,00 eur (IVA e portes incluídos)

Alguns dos poetas antologiados:
Camilo Pessanha, Gomes Leal, Mário de Sá Carneiro, Eugénio de Castro, Antero de Quental, Augusto Gil, Guerra Junqueiro, Ângelo de Lima, Alberto Osório de Castro, Júlio Dantas, Cesário Verde, António Sardinha, João de Deus, António Feijó, João Lúcio, António Nobre, João de Barros, António Patrício, Mário Beirão, Miguel Torga, Francisco Bugalho, José de Almada Negreiros, Guilherme Braga, José Régio, Gonçalves Crespo, Afonso Duarte, Luís Montalvor, Teixeira de Pascoais, Carlos Queiroz, Vitorino Nemésio, Alfredo Guisado, Florbela Espanca, etc. Além destes e de alguns mais, é de notar a subtil inclusão também dos vários heterónimos de Fernando Pessoa... No essencial, desconto dado a um ou outro nome hoje caído no natural esquecimento, a modernidade de um tal florilégio permanece incontestável.

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domingo, janeiro 22, 2017

Gramática Umbundu


JOSÉ FRANCISCO VALENTE, padre

[Porto (local de impressão)], 1964
Instituto de Investigação Científica de Angola
1.ª edição
22,2 cm x 14,4 cm
432 págs.
subtítulo: A Língua do Centro de Angola
exemplar muito estimado; miolo irrepreensível, por abrir
135,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Poemas


GEORG TRAKL
escolha, trad. e introd. Paulo Quintela
pref. Ludwig Scheidl
na capa desenho de Manuel Ribeiro de Pavia
grafismo de Armando Alves

Porto, 1981
Editorial O Oiro do Dia
1.ª edição
bilingue alemão-português
20,1 cm x 13,9 cm
184 págs. + 4 folhas em extra-texto
exemplar estimado; miolo limpo
30,00 eur (IVA e portes incluídos)

Georg Trakl (1887-1914), à partida poeta expressionista austríaco, ganhou uma dimensão mais ampla para o fim da vida, senhor «[...] de uma poesia que anuncia o cataclismo universal [...]» (Ludwig Scheidl), que ele próprio testemunhou em directo na frente de guerra, antes de se suicidar.

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Hölderlin


PAULO QUINTELA
grafismo de Armando Alves

Porto, 1971
Editorial Inova Limitada
2.ª edição
22,6 cm x 14 cm
264 págs. + 24 págs. em extra-texto
profusamente ilustrado
exemplar muito estimado; miolo limpo
25,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um dos mais notáveis ensaios acerca do poeta romântico alemão, por um (ainda hoje) dos seus mais notáveis tradutores. Um poeta lido à luz dos seus próprios poemas.

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quarta-feira, janeiro 18, 2017

O Homicídio no Direito Muçulmano


FRANCISCO JOSÉ VELOZO

Braga, 1952
Livraria Cruz & C.ª, Ld.ª
1.ª edição
23,6 cm x 18 cm
60 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
ocasionais carimbos da Biblioteca da Sociedade de Língua Portuguesa
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Dissertação de licenciatura apresentada em 1940 na Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, cuja orientação o autor – Francisco José de Abreu Fonseca Veloso, então aluno – deveu a Marcelo Caetano.

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O Islão na Índia


EDUARDO DIAS

Lisboa, 1942
Livraria Clássica Editora – A. M. Teixeira & C.ª (Filhos)
1.ª edição
19 cm x 12,3 cm
112 págs.
subtítulo: [na capa] A Índia Fabulosa da Antigüidade – As Invasões Primitivas e a Expansão Muçulmana – A Era Portuguesa – Bismarck e a Inglaterra – As Doutrinas de Gandi – As Castas e os Párias – Atitude da Índia Perante a Gran-Bretanha no Conflito Universal; [no frontispício] A Expansão Muçulmana – A Era Portuguesa – A Penetração Britânica – Índia, a Sereia Oriental
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
22,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Páginas Africanas


WENCESLAU DE MORAES

s.l., s.d. [Porto, circa 1952]
Editorial Cultura [Petrus (Pedro Veiga)]
1.ª edição
19,7 cm x 13,4 cm
210 págs.
requintadamente ilustrado
composto manualmente
exemplar em bom estado de conservação; miolo irrepreensível, pontualmente por abrir
é o n.º 19 da tiragem especial em papel azul numerada e assinada pelo Editor
PEÇA DE COLECÇÃO
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

É das primeiras e, ainda hoje, das melhores reuniões temáticas de dispersos do Autor. Documentos que o editor fez enquadrar por detalhada bibliografia enriquecida por nótulas «descritivas, críticas, anedóticas, íntimas e epistolares». São ainda chamados à homenagem, entre outros, Fialho de Almeida, Fidelino de Figueiredo, Castelo Branco Chaves, Afonso Lopes Vieira, Joaquim Manso, Vitorino Nemésio, Jaime do Inso, Castro Soromenho, etc. O volume é invulgarmente bonito: um modelo gráfico de paginação, dos que tornam ainda mais evidente o actual e generalizado mau gosto propalado pelos editores.

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Os Serões no Japão



WENCESLAU DE MORAES

Lisboa, s. d. [1926]
Portugal-Brasil, Sociedade Editora
1.ª edição
19,4 cm x 12,4 cm
228 págs.
profusamente ilustrado a preto e branco no corpo do texto
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo, por abrir
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Um apontamento de Wenceslau fac-similado, em abertura ao livro, diz-nos tratar-se este de uma reunião de artigos seus para a revista Serões de Lisboa. É-nos dado ler, a dado passo, a título de exemplo da finura da sua observação do Oriente:
«[...] Os dirigentes japonezes almejavam por estabelecer em bases firmes o commercio do paiz com o Occidente, no proposito de engrandecel-o pela industria e pelos progressos adquiridos; mas não podiam admitir tamanha influencia moral, exercida por estranhos [refere-se aos cristãos], tendente á desintegração da familia japoneza, ao fanatismo, á oppressão religiosa, á inquisição e certamente, como remate, ao dominio politico dos brancos no solo dos Mikados. A opinião é correntia, entre os modernos escriptores occidentais mais competentes, que o perigo jesuita foi uma das mais ameaçadoras conjuncturas que hão posto em risco a independencia japoneza, durante a longuissima existencia da nação. [...]»

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O «Bon-odori» em Tokushima




WENCESLAU DE MORAES
[prefácio de] Bento Carqueja

Porto, s.d. [1929, ano da morte acidental do Autor]
Companhia Portuguesa Editora, Ld.ª
2.ª edição
19,2 cm x 12,3 cm
288 págs. + 2 folhas em extra-texto
subtítulo: Caderno de Impressões Intimas
ilustrado no corpo do texto e em separado
exemplar estimado; miolo limpo, pequena mancha de ressumo de cola no canto superior direito da capa
40,00 eur (IVA e portes incluídos)

Livro de crónicas do Japão com elementos autobiográficos, de história e cultura local, e um importante testemunho acerca da festa dos mortos. Todavia, já em 1915 – um ano antes da sua primeirra publicação – ele «Confessa ter escrito O “Bon-odori” em Tokushima “muito à pressa, como que de empreitada”. [...] Na sua opinião [...] é um livro medíocre e foi publicado crivado de gralhas. [...] Em carta endereçada a José Simões Pires, considera que no Bon-odori em Tokushima existem “passagens que nem eu, já esquecido do que escrevi, as entendo. [...]» (Daniel Pires, Wenceslau de Moraes – Fotobiografia, Fundação Oriente, Lisboa, 1993)

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pcd.frenesi@gmail.com
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A Paixão Chinesa de Wenceslau de Moraes


DANILO BARREIROS
pref. Tereza Sena
capa de Pedro Barreiros

Macau, 1990
Instituto Português do Oriente
2.ª edição
24,2 cm x 18 cm
82 págs.
profusamente ilustrado
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Leopoldo Danilo Barreiros (1910-1994), tendo nascido em Lisboa, radicou-se em Macau em 1933, pelo que se tornou um importante defensor e promotor da cultura oriental, destacando-se os seus breves apontamentos acerca de Wenceslau de Moraes e de Camilo Pessanha. O vertente, trata-se de uma das mais interessantes perspectivas sobre a vida do «exilado de Tokushima», mas também daquele que, além do Japão, amou através de uma «rapariga de 15 anos, a Atchan [nome familiar de Vong-Ioc-Chan] com quem viveu intimamente», amou uma cultura chinesa não menos perturbante do que a nipónica.

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segunda-feira, janeiro 16, 2017

Davam Grandes Passeios aos Domingos...


JOSÉ RÉGIO
capa de Fred Kradolfer

Lisboa, 1941
Editorial “Inquérito”, L.da
1.ª edição
19 cm x 12,5 cm
80 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
assinatura de posse no ante-rosto
30,00 eur (IVA e portes incluídos)


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Davam Grandes Passeios aos Domingos...


JOSÉ RÉGIO
capa e ilust. Lima de Freitas

Lisboa, s.d. [1962]
Editorial Inquérito, Lda.
2.ª edição (1.ª edição ilustrada)
16,8 cm x 12,4 cm
120 págs.
exemplar em bom estado de conservação; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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A Questão das Raças


SÉRGIO AUGUSTO VIEIRA
pref. Quintiliano Saldaña e Manuel de Burgos y Mazo

Porto, 1936
Edições Maranus
1.ª edição
19,2 cm x 12,8 cm
36 págs.
subtítulo: A absurda e insustentável concepção do racismo
exemplar estimado; miolo limpo
valorizado pela dedicatória manuscrita do Autor
20,00 eur (IVA e portes incluídos)

Sérgio Augusto Vieira (1908-?) foi jornalista e escritor, esteve ligado aos periódicos Pensamento (1930-1940) e Revista do Norte (1955). A sua posição relativamente ao racismo mereceu, em Outubro de 2014, a inclusão desta sua obra na bibliografia do blog oficial da Jewish Community of Oporto.

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sábado, janeiro 14, 2017

A Erva Canta



DORIS LESSING
trad. Daniel Gonçalves
capa de Paulo-Guilherme

Lisboa, s.d.
Editora Ulisseia Limitada
[s.i.]
19,1 cm x 13,3 cm
260 págs.
exemplar como novo, sem qualquer quebra na lombada
22,00 eur (IVA e portes incluídos)

Prémio Nobel em 2007, este seu livro de 1950 encena, na à época denominada Rodésia, «[...] um conflito dos nossos dias, entre negros e brancos [...]»... É uma África admiravelmente vista do lugar de uma escritora comunista inglesa.

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sexta-feira, janeiro 13, 2017

O Fim do Mundo no Ano 2000


JOÃO PAULO FREIRE (MARIO)
capa de Eduardo Faria

Braga, 1927
Raúl Guimarães & Gualdino Correia – «Casa do Globo»
1.ª edição
19,5 cm x 12,7 cm
176 págs.
subtítulo: A prophecia de S. Malachias. – A sua realisação atravez os tempos. – Os ultimos papas.
exemplar estimado; miolo limpo
20,00 eur (IVA e portes incluídos)


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quarta-feira, janeiro 11, 2017

Alimentação Natural


JOSÉ LYON DE CASTRO, dr., 1900-1988

s.l., s.d. [Mem Martins, 1982 (seg. BNP)]
Publicações Europa-América, Ld.ª (ed. Francisco Lyon de Castro)
[1.ª edição]
20,8 cm x 13,9 cm
276 págs.
exemplar estimado; miolo limpo
27,00 eur (IVA e portes incluídos)

Importante estudo dos alimentos em geral e da sua melhor ou pior adequação às necessidades do nosso organismo, numa perspectiva bromatológica e dietética.

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domingo, janeiro 08, 2017

Flora Cochinchinensis



JOANNIS DE LOUREIRO

Ulyssipone, 1790
Typis, et Expensis Academicis
1.ª edição
tomos I e II (completo)
texto em latim
26 cm x 20,6 cm (brochura)
XX págs. + 744 págs. (num. contínua) + 4 págs.
subtítulo: Sistens | Plantas in Regno Cochinchina Nascentes. | Quibus Accedunt Aliæ | Observatæ | In | Sinensi Imperio, | Africa Orientali, | Indiæque Locis Variis. | Omnes Disposit æ Secundum | Systema Sexuale Linnæanum.
brochura não aparada, no estado original de circulação no século XVIII, com o respectivo papel de protecção, acondicionada em sóbrio estojo de fabrico recente
exemplar em muito bom estado de conservação; miolo irrepreensível, por abrir
PEÇA DE COLECÇÃO
1.600,00 eur (IVA e portes incluídos)

Diz-nos Inocêncio Francisco da Silva no seu Diccionario Bibliographico Portuguez (tomo III, Imprensa Nacional, Lisboa, 1859):
«Padre João de Loureiro, Jesuita egresso, e natural de Lisboa, n. conforme a opinião mais seguida em 1710. Tendo cursado os estudos no collegio de Sancto Antão, vestiu a roupeta da Companhia em 1732, e tres annos depois partiu para a Asia, na qualidade de missionario. Viveu trinta e seis annos na Cochinchina, e em 1779 chegou a Cantão, d’onde ao fim de tres annos sahiu para Portugal, trazendo composta a sua Flora Cochinchinensis. Entrou em Lisboa em 1782 achando-se já nomeado Socio da Acad. Real das Sciencias desde 4 de Abril do anno antecedente. Foi tambem Socio da Sociedade Real de Londres, e mui celebre pelos seus conhecimentos botanicos. M. na rua do Sol, a Sancta Engracia, em 18 de Outubro de 1791, como consta da respectiva certidão de obito, com a qual se convence de falsa a opinião dos que o julgavam falecido em 1795. [...]»

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Fables




LA FONTAINE
Grandville

Tours, 1864
Alfred Mame et Fils, Éditeurs
s.i.
texto em francês
18,2 cm x 11,7 cm
X págs. + 512 págs.
encadernação coeva inteira em pele marmoreada com elegante gravação a ouro na lombada
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasional foxing
45,00 eur (IVA e portes incluídos)

Grandville, pseudónimo de Jean Ignace Isidore Gérard (1803-1847), foi um dos grandes desenhadores caricaturistas do século XIX francês, com vasta obra impressa quer em periódicos, quer em livros.

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Parodie du Juif Errant




CHARLES PHILIPON
LOUIS HUART
Cham

Paris, s.d. [1844]
Aubert et Cie, Éditeurs
s.i. [1.ª edição]
texto em francês
18,1 cm x 12,2 cm
348 págs.
subtítulo: Complainte Constitutionnelle en Dix Parties
profusamente ilustrado no corpo do texto com «300 vignettes par Cham (de N..)»
encadernação antiga com lombada em pele gravada a ouro
aparado, sem capas de brochura
exemplar estimado; miolo limpo, ocasionalmente com manchas de antiga humidade
assinatura de posse no ante-rosto
ostenta colado no verso da pasta anterior o rótulo da Livraria de Pedro de Medeiros e Albuquerque que fez gravar as suas iniciais na lombada
120,00 eur (IVA e portes incluídos)

Cham, pseudónimo de Charles-Amédée-Henry de Noé (1818-1879), desenhador caricaturista muito influenciado por Daunier, colaborou em várias publicações, entre as quais os parisienses Charivari e Illustration. Charles Philipon (1800-1862), igualmente caricaturista, mas também escritor satírico, foi o fundador da editora Aubert, e director do referido Charivari. Escusado será dizer que o tom de ambos é de um republicanismo feroz contra o poder vigente, dando origem a hilariantes figuras políticas e de costumes da época. Louis Adrien Huart (1813-1865), além de ter dirigido o Teatro Nacional do Odeon, foi jornalista, companheiro de sátira no Charivari, onde exerceu as funções de chefe-de-redacção.

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quinta-feira, janeiro 05, 2017

O Judeo Errante




EUGENIO SUE

Lisboa, 1849-1851
Na Imprensa Nacional
s.i. [«nova tradução»*]
5 tomos (completo)
20 cm x 13,3 cm
[4 págs. + X págs. + 426 págs. + 6 folhas em extra-texto (gravuras)] + [416 págs. + 4 folhas em extra-texto (gravuras)] + [388 págs. + 4 folhas em extra-texto (gravuras)] + [360 págs. + 4 folhas em extra-texto (gravuras)] + [464 págs. + 4 folhas em extra-texto (gravuras)]
ilustrados
encadernações homogéneas em meia-inglesa com luxuosa gravação a ouro nas lombadas
pouco aparados, sem capas de brochura
exemplares muito estimados; miolo limpo
os tomos II e IV ostentam colado no ante-rosto o ex-libris de José Coelho
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

Inocêncio Francisco da Silva, atribui esta «nova tradução» [*] a Francisco Pereira d’Almeida, ou mais correctamente Francisco Ângelo de Almeida Pereira e Sousa, um amanuense e revisor da Imprensa Nacional.

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Na Hora Incerta ou a Nossa Patria



ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA

Porto, 1920-1927
Edição do Autor / Companhia Portugueza Editora, L.ª
1.ª edição
8 livros (completo)
20,7 cm x 12,7 cm
32 págs. + 32 págs. + 36 págs. + 48 págs. + 48 págs. + 52 págs. + 48 págs. + 80 págs.
subtítulos: Livro 1.º – É Portugal Que Vos Fala; Livro 2.º – Viriato Lusitano; Livro 3.º – Auto do Berço; Livro 4.º – O Santo Condestavel; Livro 5.º – A Fala Que Deus Nos Deu; Livro 6.º – A Nau Catrineta; Livro 7.º – A Terra do Paraiso; Livro 8.º – Os Sinos do Cativeiro
brochuras acondicionadas num estojo próprio de fabrico recente em sintético fantasiando pele de lagarto
exemplares estimados; miolo limpo, alguns por abrir
assinatura de posse na primeira página do Livro 2.º e carimbos da Sociedade de Língua Portuguesa no Livro 3.º
VALORIZADOS PELA DEDICATÓRIA MANUSCRITA DO AUTOR AO ESCRITOR AGOSTINHO DE CAMPOS NO LIVRO 3.º
peça de colecção
90,00 eur (IVA e portes incluídos)

«Redondilhas que para o povo escreveu Antonio Corrêa d’Oliveira», assim se fazem anunciar estes voluminhos elegantemente compostos, em que o autor desenha com a sua pena lírica episódios marcantes da História de Portugal.

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A Minha Terra



ANTONIO CORRÊA D’OLIVEIRA
ilust. Antonio Carneiro

Paris-Lisboa / Rio de Janeiro, 1915-1917
Livrarias Aillaud e Bertrand / Livraria Francisco Alves
1.ª edição (todos, excepto vol. VIII, 2.ª edição)
10 volumes (completo)
19 cm x 12,3 cm
64 págs. + 54 págs. + 64 págs. + 64 págs. + 64 págs. + 64 págs. + 64 págs. + 72 págs. + 76 págs. + 96 págs.
subtítulos: I. Caminhos; II. Auto do Anno-Novo; III. Á Lareira; IV. Vida de Lavrador; V. D’Aquem e d’Alem Ondas; VI. Do Meu Quintal; VII. Os Namorados; VIII. Auto de Junho; IX. Um Lenço de Cantigas; X. Cartas ao Vento
profusamente ilustrados a cor
impressos sobre papel marfim de gramagem superior
brochuras acondicionadas num estojo próprio de fabrico recente em sintético fantasiando pele de lagarto
exemplares estimados; miolo limpo, alguns por abrir
peça de colecção
125,00 eur (IVA e portes incluídos)

Raul Brandão, numa memorável página das suas Memórias (Jornal do Fôro, Lisboa, 1969), recorda-o assim o poeta:
«António Correia de Oliveira, ossos, nervos e a pele necessária para os cobrir – com um chapéu alto e lustroso em cima – grande poeta, com raízes profundas na natureza, tem na Beira uma tia que passa a vida em diálogos estranhos com as árvores e as pedras. E mal chega a noite ei-la começa a cumprir o seu fadário: leva até à madrugada a dar de beber indistintamente às plantas do seu quintal e às dos quintais vizinhos, numa aflição, numa piedade que se estende até às ervas ignoradas e ruins. Monologando sempre, vai e vem – que não fique alguma com sede – com o regador nas mãos, até que a manhã a encontra exausta, feliz, encharcada até aos ossos e ainda embebida naquele sonho frenético de ternura... Toda a emoção do poeta está aqui, do grande poeta que diz: – Sinto em mim uma força da natureza... hei-de aproveitá-la. – Os avós deram cabo da casa. O pai ninguém o arrancava às suas árvores, e um tio, personagem de Camilo, morreu cosido de facadas. A mocidade do poeta foi também dolorosa. Chamavam-lhe mágico. Para não pesar à mãe escreveu à rasa num tabelião e foi proposto de recebedor em Sesimbra, ele que nunca soube somar. Iam as mulheres dos pescadores pedir-lhe perdão das décimas, e nunca na memória dos homens se viu recebedor em semelhantes apuros, perplexo diante dos papéis, dos pobres, da desgraça, das contas e da sua própria alma! Um dia gostou duma mulher e escreveu os primeiros versos, Ladainhas. – Eu não sabia o que eram versos, nem medir versos. Saiu-me aquilo... Troçaram-me tanto que estive para endoidecer. Sabe o que me valeu? Um artiguinho do Trindade Coelho no Repórter. Essas palavras salvaram-me!»

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